O Livro de Neemias
Introdução
O Livro de Neemias pode ser dividido em três partes:
1. A história da reconstrução das muralhas de Jerusalém, dirigida por Neemias, que foi mandado pelo rei da Pérsia para governar Judá. Neemias realizou também várias reformas sociais e religiosas.
2. A leitura, dirigida por Esdras, da Lei de Deus e a confissão de
pecados pelo povo.
3. Outras atividades de Neemias como governador de Judá. Neemias sempre dependeu de Deus e foi um homem de oração.
Esquema do
conteúdo
1. Neemias volta para Jerusalém
(1.1—2.20)
2. A reconstrução das muralhas de
Jerusalém (3.1—7.73)
3. A leitura da Lei e a renovação
da aliança (8.1—10.39)
4. Outras atividades de Neemias
(11.1—13.31)
Neemias 1
Neemias ora
por Jerusalém
"1 Esta é a história de
Neemias, filho de Hacalias. Era o mês de quisleu, do vigésimo ano, ocasião em
que eu morava no complexo real de Susã. Hanani, um de meus irmãos, tinha
acabado de chegar de Judá com alguns judeus. Perguntei a eles sobre as condições
dos judeus que sobreviveram ao exílio e sobre a situação de Jerusalém.
3 A resposta deles foi: “A
condição dos sobreviventes do exílio que ainda estão na província é péssima.
Eles enfrentam muitas dificuldades. Os muros de Jerusalém continuam em
ruínas, e dos portões só restam as cinzas”.
4 Quando ouvi isso, sentei-me e
chorei. Durante vários dias, a tristeza me dominou, e fiquei sem comer nada,
orando ao Deus dos céus.
5 Eu disse: “Ó Eterno, Deus dos
céus, Deus grande e tremendo, que és leal à tua aliança e fiel a todos os que
te amam e obedecem aos teus mandamentos, olha para mim! Ouve a minha oração.
Presta atenção às súplicas que teu servo tem dirigido a ti, dia e noite,
intercedendo por teu povo, Israel, confessando os pecados deles. Eu mesmo e
meus antepassados estamos entre os que pecaram contra ti.
7 “Fizemos muito pouco caso de ti.
Não obedecemos ao que nos ordenaste, ignoramos os teus mandamentos e
desrespeitamos as determinações que deste ao teu servo Moisés. Lembra-te de que
alertaste teu servo Moisés, dizendo: ‘Se vocês me abandonarem, eu os
espalharei aos quatro cantos da terra, mas, se voltarem para mim e fizerem o
que eu disser, reunirei todos os que estiverem dispersos, onde quer que
estejam, e os trarei de volta ao lugar em que estabeleci meu nome’.
10 “Eles são teus servos, o povo
que libertaste de maneira poderosa e impressionante.
Ó Criador, ouve a oração do teu servo e de todos os que honram o teu nome.
Permite que o rei concorde com o pedido que farei hoje”. Na época, eu era
encarregado de servir a bebida do rei."
Neemias 2
Neemias
mandado a Jerusalém
"1 No mês de nisã, no
vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir o vinho, fui levar a bebida
ao rei, como de costume. Eu nunca tinha ficado constrangido na presença do rei;
por isso, ele me perguntou: “Você parece abatido. Não está doente ou deprimido,
está?”.
2 A pergunta me deixou ainda mais
perturbado. Respondi: “Viva o rei! Como eu não estaria abatido se a cidade na
qual todos os meus familiares estão sepultados está em ruínas e só restam
cinzas dos seus portões?”.
4 O rei perguntou: “O que você deseja?”.
Orando ao Deus dos céus, fiz o meu pedido: “Se o rei está contente comigo e
acha que sou um bom funcionário, dá-me permissão para ir a Judá, até a cidade
na qual meus antepassados estão sepultados, para que eu possa reconstruí-la”.
6 O rei, com a rainha sentada ao
seu lado, disse: “Quanto tempo você precisa para realizar esse trabalho e
quando estará de volta?”. Eu disse a data, e o rei concordou com a minha ida.
7 Depois, eu disse: “Se o rei
concordar, escreva cartas aos governadores do território a oeste do Eufrates
para que me deixem passar até chegar a Judá. Que o rei dê também ordens a
Asafe, o encarregado dos bosques do rei, para me fornecer madeira para as vigas
do complexo do templo, para os muros da cidade e para a casa em que vou me alojar”.
8 A mão generosa de Deus estava
comigo, e o rei me concedeu as cartas. Quando me encontrei com os
governadores do outro lado do rio Eufrates, mostrei a eles as cartas do rei. O
rei providenciou até mesmo uma escolta de cavaleiros.
10 Quando Sambalate, o horonita, e
Tobias, o oficial amonita, souberam disso, ficaram furiosos. Eles não se
conformavam em ver alguém defender os interesses do povo de Israel.
11 Foi assim que cheguei a
Jerusalém. Depois de três dias, eu e alguns homens que estavam comigo nos levantamos
no meio da noite. Eu não tinha contado a ninguém o que Deus havia posto no meu
coração a respeito de Jerusalém. O único animal que tínhamos era aquele em que
eu estava montado.
13 Na escuridão da noite, passei
pela Porta do Vale na direção da fonte do Dragão até a Porta do Esterco,
inspecionando os muros de Jerusalém que haviam sido derrubados e os portões que
haviam sido queimados. Depois, passei pela Porta da Fonte e subi em direção ao
tanque do Rei, mas não havia como o jumento em que eu estava montando passar.
Então, subi pelo vale naquela escuridão, inspecionei o muro e voltei pela Porta
do Vale. As autoridades locais não sabiam onde eu havia ido e o que estava
fazendo. Eu não tinha dito aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, às
autoridades locais nem a qualquer outra pessoa que estaria trabalhando.
17 Então, apresentei a eles um
relatório: “Vamos ser francos! A situação está muito ruim. Jerusalém está em
ruínas, os portões estão todos queimados. Venham comigo! Vamos construir os
muros de Jerusalém, para que essa situação lamentável tenha um fim”. Também
contei a eles que Deus estava comigo e que o rei estava me apoiando. Eles
responderam: “Estamos com você. Vamos começar”. Logo estavam prontos para
começar a obra.
19 Quando Sambalate, o horonita,
Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, começaram a caçoar
de nós: “O que vocês estão fazendo? Pensam que podem passar por cima das ordens
do rei?”.
20 Respondi: “O Deus dos céus
nos dará sucesso. Somos servos dele e vamos reconstruir os muros. Vocês
podem ficar fora disso. Não deem palpite. Jerusalém não é da conta de
vocês!”."
Neemias 3
Os que
trabalharam na reedificação dos muros
"1 O sacerdote principal
Eliasibe e seus colegas sacerdotes logo se prontificaram. Começaram a trabalhar
na Porta das Ovelhas. Restauraram as portas e fixaram-nas nos batentes. Depois,
seguiram até a torre dos Cem e a torre de Hananeel. Os homens de Jericó
trabalhavam com eles. Ao lado deles, Zacur, filho de Inri.
3 A Porta do Peixe foi construído
pelos irmãos Hassenaá. Eles o restauraram, o encaixaram nos batentes e
instalaram as trancas e as travas de segurança. Meremote, filho de Urias, filho
de Hacoz, trabalhou do lado dele. Ao seu lado, Mesulão, filho de Berequias,
filho de Mesezabel; depois, Zadoque, filho de Baaná; ao lado dele, os tecoítas,
exceto os nobres, que se recusavam a sujar as mãos.
6 A Porta de Jesana foi restaurada
por Joiada, filho de Paseia, e por Mesulão, filho de Besodias. Eles o
restauraram, o encaixaram nos batentes e instalaram as trancas e as travas de
segurança. O gibeonita Melatias, o meronotita Jadom e os homens de Gibeom e de
Mispá, lugares que estavam sob a jurisdição do governador da província além do
Eufrates, trabalharam com eles. Uziel, filho de Haraías, um dos ferreiros,
trabalhou do lado deles, e, a seu lado, Hananias, um perfumista. Eles
reconstruíram os muros de Jerusalém até o muro Largo.
9 O trecho seguinte foi construído
por Refaías, filho de Hur, governador da metade de Jerusalém. Ao lado dele,
Jedaías, filho de Harumafe, reconstruiu a frente de sua casa. Hatus, filho de
Hasabneias, trabalhou do lado dele.
11 Malquias, filho de Harim, e
Hassube, filho de Paate Moabe, reconstruíram outro trecho, que incluía a torre
dos Fornos. Ao lado deles, Salum, filho de Haloês, governador da outra metade
de Jerusalém, trabalhou com suas filhas.
13 A Porta do Vale foi
reconstruída por Hanum e pelos moradores de Zanoa. Eles a restauraram, a
puseram nos batentes e instalaram as trancas e as travas de segurança.
Reconstruíram também quatrocentos e cinquenta metros do muro, até a Porta do
Esterco.
14 A Porta do Esterco foi
reconstruída por Malquias, filho de Recabe, governador do distrito de Bete
Haquerém. Ele a restaurou, a pôs nos batentes e instalou as trancas e as travas
de segurança.
15 A Porta da Fonte foi
reconstruída por Salum, filho de Col Hozé, governador do distrito de Mispá. Ele
a restaurou, a cobriu, a pôs nos batentes e instalou as trancas e as travas de
segurança. Também reconstruiu o muro do tanque de Siloé, que fica no jardim do
rei, até os degraus que descem da Cidade de Davi.
16 Depois dele, Neemias, filho de
Azbuque, governador da metade do distrito de Bete Zur, trabalhou desde o trecho
diante do túmulo de Davi até o tanque artificial e a casa dos soldados.
17 Em seguida, estavam os levitas
sob o comando de Reum, filho de Bani. Ao lado deles, Hasabias, governador da
metade do distrito de Queila, representou aquela região. Depois, seus irmãos
continuaram reconstruindo, sob o comando de Binui, filho de Henadade,
governador da outra metade do distrito de Queila.
19 O trecho que se estende desde a
subida do depósito de armas até a esquina do muro foi reconstruído por Ézer,
filho de Jesua, governador de Mispá. O trecho desde a esquina até a porta da
casa do sacerdote principal Eliasibe foi reconstruído por Baruque, filho de
Zabai. Meremote, filho de Urias, filho de Hacoz, trabalhou desde a porta até o
final da casa de Eliasibe. Os sacerdotes da vizinhança continuaram dali.
Benjamim e Hassube reconstruíram o trecho do muro diante das suas casas, e
Azarias, filho de Maaseias, filho de Ananias, trabalhou do lado das
residências.
24 O trecho desde a casa de
Azarias até a esquina foi reconstruído por Binui, filho de Henadade. Palal,
filho de Uzai, trabalhou do outro lado da esquina e da torre que fica no
palácio superior do rei, perto do pátio da guarda. Ao lado dele, Pedaías, filho
de Parós, e os servidores do templo que viviam na colina de Ofel reconstruíram
desde a Porta das Águas para o leste até a torre alta. Os homens de Tecoa
reconstruíram o trecho desde a grande torre até o muro de Ofel.
28 Os sacerdotes trabalharam no
lado de cima da Porta dos Cavalos. Cada sacerdote reconstruiu o trecho em
frente da sua casa. Depois, Zadoque, filho de Imer, reconstruiu em frente da
sua casa e, em seguida, Semaías, filho de Secanias, o guarda da Porta Oriental.
Depois, Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe; em
seguida, Mesulão, filho de Berequias, reconstruiu o muro diante do seu galpão.
31 O ferreiro Malquias reconstruiu
o muro até o alojamento dos servidores do templo e dos comerciantes, desde a
altura da Porta da Inspeção até a guarita da esquina. Os ferreiros e os
comerciantes reconstruíram o trecho que fica entre a guarita da esquina e a
Porta das Ovelhas."
Neemias 4
A defesa
contra os adversários
"1 Quando Sambalate soube
que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso e começou a difamar os judeus.
Na companhia de seus comparsas e do exército de Samaria, esbravejou: “O que esses
pobres judeus estão fazendo? Os coitados acreditam que vão conseguir, da noite
para o dia, restaurar tudo e deixar como antes? Será que vão levantar pedras do
nada?”.
3 Tobias, o amonita, que
concordava com ele, acrescentou: “Isso mesmo! O que eles pensam que estão
construindo? É só uma raposa subir no muro que ele desmorona”.
4 Eu então orei: “Ouve-nos, ó
Deus. Estamos sendo ridicularizados. Faz cair sobre eles essa zombaria. Que
os inimigos deles os levem cativos como despojo para uma terra distante. Não
perdoes a iniquidade deles, não os absolvas do seu pecado. Eles estão
insultando os que se dedicam à reconstrução!”.
6 Continuamos a restaurar os muros
e, em pouco tempo, ele foi fechado até a metade da altura pretendida, porque o
povo estava motivado para trabalhar.
7 Quando Sambalate, Tobias, os
árabes, os amonitas e os asdoditas souberam que a reconstrução dos muros de
Jerusalém estava indo bem e que as brechas do muro estavam sendo tapadas, quase
subiram pelas paredes de tanta raiva. Eles se uniram e resolveram atacar
Jerusalém, com a intenção de provocar o caos. Mas nós reagimos,
orando ao nosso Deus e pondo guardas dia e noite para vigiá-los.
10 Não passou muito tempo,
começaram a dizer em Judá: “Os trabalhadores já estão cansados, ainda há muito
entulho acumulado. É muito trabalho para nós, não conseguiremos terminar”.
11 Ao mesmo tempo, nossos inimigos
diziam: “Eles nem saberão quem os atacou. Quando menos esperarem, estaremos no
pescoço deles e vamos matar qualquer um que encontrarmos pela frente. Com isso,
a obra será interrompida!”. Os judeus que eram vizinhos deles alertavam: “Eles
estão rodeando. Daqui a pouco, vão atacar!”. Ouvimos o aviso dez vezes.
13 Por isso, posicionei guardas
nos lugares mais vulneráveis do muro e organizei o povo por famílias,
equipando-os com espadas, lanças e arcos. Depois de inspecionar tudo, chamei os
nobres, os oficiais e os demais e disse: “Não fiquem com medo deles. Atentem
para o Senhor, o Deus grande e temível, e lutem por amor de seus irmãos,
seus filhos, suas filhas, suas mulheres e suas casas”.
15 Nossos inimigos descobriram que
sabíamos de todos os seus planos e que Deus havia frustrado sua estratégia.
Então, voltamos ao trabalho no muro. A partir desse momento, metade dos jovens
trabalhava, enquanto a outra metade fazia a segurança com lanças, escudos,
arcos e armaduras. Os oficiais militares garantiam em Judá a proteção de todos
os que se dedicavam à reconstrução do muro. Os construtores trabalhavam com uma
ferramenta numa mão e seguravam uma lança com a outra. Cada um dos construtores
trabalhava com uma espada na cintura. Ao meu lado, ficava o moço que, se fosse
preciso, tocaria a trombeta para fazer soar o alerta.
19 Um dia, falei aos nobres, aos
oficiais e aos demais: “Há muito trabalho ainda, e estamos muito espalhados ao
longo do muro, distantes uns dos outros. Quando ouvirem o som da trombeta,
juntem-se a nós. O nosso Deus lutará por nós”.
21 Assim, continuamos trabalhando,
desde o nascer do sol até o anoitecer, a metade de nós armada.
22 Também instruí o povo: “Cada
pessoa e seu ajudante devem permanecer dentro da cidade. Durante a noite,
servirão de guarda, e de dia, trabalharão na construção”.
23 Dormíamos todos vestidos, eu,
meus irmãos, meus trabalhadores e os guardas que nos protegiam. Ninguém largava
sua lança, nem para beber água."
Neemias 5
Medidas
contra a usura
"1 O povo iniciou um grande
protesto, do qual até as mulheres participaram, contra seus companheiros
judeus. Alguns diziam: “Temos famílias grandes. Se não tivermos comida, vamos
morrer!”.
3 Outros diziam: “Tivemos que
hipotecar nossos campos, nossas vinhas e nossas casas apenas para comprar
trigo, para não morrer de fome!”.
4 Outros ainda diziam: “Precisamos
pedir dinheiro emprestado até para pagar o imposto real sobre nossos campos e
vinhas. Vejam: somos do mesmo sangue que nossos irmãos. Nossos filhos são tão
bons quanto os deles, mas estamos a ponto de vendê-los como escravos — algumas
das nossas filhas já foram vendidas. E não podemos fazer nada, porque nossos
campos e vinhas já pertencem a outros”.
6 Quando soube do protesto e das
reclamações, fiquei muito aborrecido. Depois de analisar a questão, censurei os
nobres e os oficiais: “Vocês estão se aproveitando de seus irmãos!”.
7 Em seguida, convoquei uma
reunião de emergência para tratar do assunto e disse à assembleia: “Fizemos
tudo que podíamos para resgatar nossos compatriotas judeus que foram vendidos
como escravos a estrangeiros. Agora, vocês estão vendendo esses mesmos
compatriotas de volta à escravidão! Isso significa que teremos de comprá-los
outra vez?”. Eles não disseram nada. Mas, também, o que poderiam dizer?
9 “O que vocês estão fazendo está
errado. Onde está o temor de Deus? Vocês não se importam com o que as
nações ao redor, os nossos inimigos, vão pensar de vocês?
10 “Eu, meus irmãos e as pessoas
que estão trabalhando comigo também emprestamos dinheiro para eles. Mas é
preciso parar com a cobrança de juros. Devolvam a eles os campos, as vinhas, os
olivais e as casas. Perdoem todas as dívidas e não cobrem o trigo, o vinho nem
o azeite”.
12 Eles responderam: “Está bem,
vamos devolver. Não faremos mais exigências. Faremos tudo que você nos disser”.
Logo depois, reuni os sacerdotes e obriguei os nobres e os oficiais a cumprir a
palavra dada. Eu mesmo tirei tudo que tinha no bolso, sacudi na frente deles e
disse: “Que Deus esvazie o bolso e a casa daquele que não cumprir a promessa!
Que seja sacudido e esvaziado!”. Todos concordaram e disseram: “Vamos fazer
assim”. E louvaram a Deus. O povo cumpriu mesmo a sua palavra.
14 Desde que o rei Artaxerxes me
nomeou governador da terra de Judá, do vigésimo ano ao trigésimo segundo ano do
reinado de Artaxerxes, nem eu nem meus irmãos nos beneficiamos da comida
destinada ao governador. Os governadores antes de mim oprimiam o povo, exigindo
comida e vinho, além de quatrocentos e oitenta gramas de prata — até seus
auxiliares se aproveitavam do povo. Mas, por temor a Deus, eu não fiz isso. Eu
tinha um trabalho a fazer: construir o muro. E me dediquei a ele. Todos os meus
homens estavam envolvidos no trabalho. Não tínhamos tempo para nos preocupar em
adquirir propriedades.
17 Além disso, dei de comer do meu
próprio bolso a cento e cinquenta judeus e oficiais provenientes de nações
vizinhas. Um boi, seis ovelhas e vários frangos eram preparados todos os dias,
e, a cada dez dias, eu fornecia grande quantidade de vinho. Mesmo assim, nunca
me faltou nada.
19 “Lembra-te de mim, ó Deus, de
tudo que fiz por esse povo”."
Neemias 6
Os inimigos
conspiram para intimidar Neemias
"1 Quando Sambalate, Tobias,
Gesém, o árabe, e nossos demais inimigos souberam que havíamos reconstruído o
muro e que não havia mais brechas nele, apesar de ainda não termos posto todos
os portões, Sambalate e Gesém mandaram dizer: “Venha se encontrar conosco em
Quefirim, no vale de Ono”.
2 Eu sabia que eles pretendiam
me causar algum mal; por isso, mandei dizer: “Estou ocupado com um trabalho
importante e não posso ir agora. Por que interromperia o que estou fazendo só
para me encontrar com vocês?”.
4 Eles fizeram o convite quatro
vezes, e quatro vezes mandei a mesma resposta.
5 Então, pela quinta vez, pelo
mesmo mensageiro, Sambalate mandou uma carta selada com a seguinte mensagem:
6 “Estão dizendo entre as nações,
e Gesém confirma isso, que você e os judeus estão planejando uma revolta, e que
essa é a razão de estarem reconstruindo os muros. Estão dizendo que você quer
ser rei e que já nomeou profetas para proclamar em Jerusalém: ‘Há um rei em
Judá!’. Tudo isso será relatado ao rei. Você não acha melhor sentarmos para
conversar?”.
8 Mandei dizer: “Tudo o que você
está falando não passa de invenção sua”.
9 Eles estavam tentando nos
intimidar. Pensavam: “Eles vão desistir e, assim, nunca terminarão essa obra”. Mas
pedi a Deus: “Dá-me forças”.
10 Logo depois, fiz uma reunião
secreta com Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, em sua casa. Ele
disse: “Vamos nos reunir no templo de Deus, dentro do templo. Vamos nos
proteger com as portas trancadas, pois, eles vêm para matá-lo. É isso mesmo,
eles virão à noite para tirar a sua vida”.
11 Respondi: “Por que alguém
como eu teria de fugir? E por que teria de me esconder justamente no
templo? Não vou fazer isso!”.
12 Senti que aquele plano não
agradava a Deus. A suposta profecia, na verdade, era uma estratégia de Tobias e
Sambalate. Eles haviam contratado Semaías. Eles pagaram para que ele me
assustasse e me enganasse e, assim, acabasse profanando o templo e manchando a
minha reputação. Com isso, teriam do que me acusar.
14 Orei: “Ó Deus, não permitas que
Tobias e Sambalate se livrem de todo o dano que causaram. Faça o mesmo à
profetisa Noadia e aos demais profetas que tentam minar minha confiança”.
15 A reconstrução dos muros foi
concluída no dia 25 do mês de elul. Foram cinquenta e dois dias de
trabalho. Quando nossos inimigos souberam disso e as nações ao redor viram a
obra que fizemos, nossos adversários perderam a esperança. No fundo,
reconheceram que a obra era de Deus.
17 Durante todo esse tempo, os
nobres de Judá se correspondiam com Tobias. Muitos dos nobres tinham ligações
com ele, porque ele era genro de Secanias, filho de Ara, e seu filho Joanã
havia se casado com a filha de Mesulão, filho de Berequias. Eles me contavam
todas as coisas boas que ele havia feito e, depois, contavam para ele tudo que eu
dizia. Então, Tobias mandava cartas para me intimidar."
Neemias 7
Neemias
estabelece guardas em Jerusalém
"1 Depois que os muros foram
reconstruídos, os portões assentados e os guardas, os cantores e os levitas
designados, nomeei meu irmão Hanani, e com ele Hananias, comandante da
fortaleza, para administrar Jerusalém. Hananias era honesto e temia a Deus mais
que qualquer outra pessoa.
3 Dei a seguinte ordem: “Não abram
os portões de Jerusalém antes do nascer do sol e tranquem os portões com as
barras de segurança antes de os guardas se retirarem. Escolham guardas entre os
cidadãos de Jerusalém e encarreguem-nos da segurança no trecho que fica diante
da casa deles”.
4 A cidade era grande e espaçosa,
mas a população era ainda pouco numerosa, e muitas casas continuavam em ruínas.
5 Deus pôs em meu coração reunir
os nobres, os oficiais e toda a população para que todos fossem registrados.
Encontrei os registros genealógicos dos que retornaram do exílio com o primeiro
grupo. Estes são os nomes que constavam deles:
6 Estes são os habitantes da
província que retornaram do cativeiro, os quais Nabucodonosor, rei da Babilônia,
tinha levado cativos. Eles voltaram para Jerusalém e Judá, cada um para sua
cidade de origem. Voltaram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias,
Naamani, Mardoqueu, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. O número dos homens
do povo de Israel por famílias de origem: Parós, 2.172; Sefatias, 372; Ara,
652; Paate Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2.818; Elão, 1.254; Zatu,
845; Zacai, 760; Binui, 648; Bebai, 628; Azgade, 2.322; Adonicão, 667; Bigvai,
2.067; Adim, 655; Ater (descendentes de Ezequias), 98; Hasum, 328; Besai, 324;
Harife, 112; Gibeom, 95. Os israelitas identificados por lugar de origem: Belém
e Netofate, 188; Anatote, 128; Bete-Azmavete, 42; Quiriate-Jearim, Cefira e
Beerote, 743; Ramá e Geba, 621; Micmás, 122; Betel e Ai, 123; o outro Nebo, 52;
o outro Elão, 1.254; Harim, 320; Jericó, 345; Lode, Hadide e Ono, 721; Senaá,
3.930. Das famílias dos sacerdotes: Jedaías (descendentes de Jesua), 973; Imer,
1.052; Pasur, 1.247; Harim, 1.017. As famílias dos levitas: Jesua (descendentes
de Cadmiel e de Hodeva), 74. Os cantores: Os descendentes de Asafe, 148. As
famílias dos guardas: Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai, 138. As
famílias dos servidores do templo: Zia, Hasufa, Tabaote, Queros, Sia, Padom,
Lebana, Hagaba, Salmai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazão, Uzá,
Paseia, Besai, Meunim, Nefusim, Baquebuque, Hacufa, Harur, Baslite, Meída,
Harsa, Barcos, Sísera, Tamá, Nesias e Hatifa. As famílias dos servidores de
Salomão: Sotai, Soferete, Perida, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil,
Poquerete-Hazebaim e Amom. Os servidores do templo e os servos de Salomão, 392.
61 Estes são os que vieram de
Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Amom e Imer. Eles não conseguiram provar que eram
israelitas: Os descendentes de Delaías, Tobias e Necoda, 642. O mesmo aconteceu
com estas famílias de sacerdotes: Os descendentes de Habaías, Hacoz, Barzilai,
que se casou com uma filha de Barzilai, de Gileade, e era chamado por esse
nome.
64 Eles procuraram os registros da
família, mas não encontraram. Por isso, foram impedidos de exercer a função de
sacerdote e considerados ritualmente impuros.
O governador determinou que eles não poderiam comer do alimento sagrado até que
um dos sacerdotes definisse a situação deles por meio do Urim e do Tumim.
66 O total dos que voltaram do
exílio foi 42.360, sem contar os escravos, que totalizavam 7.337. Também havia
245 cantores e cantoras, que possuíam 736 cavalos, 245 mulas, 435 camelos e
6.720 jumentos.
70 Alguns dos chefes das famílias
entregaram ofertas voluntárias para a obra. O governador deu ao tesouro 8
quilos de ouro, 50 bacias e 530 vestimentas para os sacerdotes. Alguns dos
chefes das famílias deram para o tesouro uma oferta de 160 quilos de ouro e
1.320 quilos de prata para a obra. O restante do povo contribuiu com 160 quilos
de ouro, 1.200 quilos de prata e 67 vestimentas para os sacerdotes.
73 Os sacerdotes, os levitas, os
guardas, os cantores, os servidores do templo, com alguns outros e com o
restante do povo de Israel, encontraram lugar para morar em suas cidades de
origem."
Neemias 8
Esdras lê a
Lei diante do povo
"1 Por volta do sétimo mês,
quando todos os israelitas haviam se instalado em suas cidades, o povo se
reuniu na praça em frente da Porta das Águas e pediu que o escriba Esdras trouxesse
o Livro da Revelação de Moisés, que o Eterno tinha dado a Israel.
2 Então, o sacerdote Esdras trouxe
o livro para a congregação, formada por homens e mulheres, todos capazes de
entender seu conteúdo. Isso aconteceu no primeiro dia do sétimo mês. Ele leu a
Revelação de frente para a praça que ficava diante da Porta das Águas, desde
cedo até o meio-dia, na presença de homens e mulheres e de todos os que
conseguiam entender a leitura. Todos ouviam atentamente o que dizia o Livro
da Revelação.
4 O escriba Esdras estava sobre
uma plataforma de madeira, construída especialmente para a ocasião. Do seu lado
direito, estavam Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaseias; do lado
esquerdo, estavam Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
5 Esdras abriu o livro. Todos os
olhares estavam voltados para ele (que estava de pé sobre a plataforma), e,
quando ele abriu o livro, todos ficaram de pé. Esdras louvou ao Eterno, o
grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: “Amém! Amém!”. Em
seguida, prostraram-se com o rosto em terra em adoração ao Eterno.
7 Os levitas Jesua, Bani,
Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabade,
Hanã e Pelaías explicavam a Revelação, enquanto o povo, de pé, ouvia com toda
reverência. Eles liam pausadamente o Livro da Revelação de Deus, para que o
povo pudesse entendê-lo, e, em seguida, explicavam o que haviam lido.
9 Neemias, o governador, Esdras, o
sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo disseram: “Este dia é
consagrado ao Eterno, o seu Deus. Não chorem nem fiquem abatidos” — porque todo
o povo chorava enquanto ouvia as palavras da Revelação.
10 Disseram ainda: “Voltem para
casa e preparem uma festa, um banquete com muita comida e bebida. Repartam a
comida com os que não têm, pois este dia é consagrado ao Eterno. Não fiquem
entristecidos, porque a alegria do Eterno é a vossa força!”.
11 Os levitas continuaram a
tranquilizar o povo: “Sosseguem! Este dia é consagrado.
Não fiquem tristes”.
12 Então, o povo partiu e preparou
uma festa. Eles comeram e beberam com muita alegria, até mesmo os pobres. Eles
tinham entendido o que havia sido lido para eles.
13 No segundo dia do mês, os
chefes das famílias de todo o povo, os sacerdotes e os levitas reuniram-se em torno
do escriba Esdras para estudar mais profundamente as palavras da Revelação.
Descobriram na Revelação que o Eterno havia ordenado, por meio de Moisés, que o
povo de Israel deveria permanecer em cabanas durante as festividades do sétimo
mês. Então, baixaram um decreto e divulgaram entre todas as cidades e em
Jerusalém: “Subam às colinas e tragam ramos de oliveiras, pinheiros, murtas,
palmeiras e qualquer árvore de galhos cheios de folhas, para fazer cabanas,
como está escrito”.
16 O povo saiu, trouxe os ramos e
fez cabanas sobre o telhado e no quintal das casas, no pátio do templo de Deus,
na praça da Porta das Águas e na praça da Porta de Efraim. Toda a congregação
que havia retornado do exílio fez cabanas e permaneceu nelas.
O povo de Israel não fazia isso desde o tempo de Josué, filho de Num. Foi um
dia maravilhoso! A alegria era muito grande.
18 Todos os dias, desde o primeiro
até o último, Esdras lia o livro da Revelação de Deus. Celebraram a
festa durante sete dias. No oitavo, reuniram solenemente a assembleia, conforme
o decreto."
Neemias 9
Arrependimento
e confissão de pecados
"1 No dia 24 do mês, o povo
de Israel reuniu-se para um jejum, todos vestidos com pano de saco e com terra
no rosto, como sinal de arrependimento. Os israelitas romperam todo
relacionamento com os estrangeiros. De pé, confessaram seus pecados e os erros
de seus antepassados. Enquanto estavam de pé, leram o livro da Revelação do
Eterno, seu Deus, durante três horas. Depois, durante outras três
horas fizeram confissões e adoraram a Deus.
4 Um grupo de levitas, formado por
Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani, pôs-se de pé na
plataforma e orou em voz alta ao Eterno, seu Deus. Os levitas Jesua, Cadmiel,
Bani, Hasabneias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías convidaram o povo:
“Levantem-se! Louvem ao Eterno, o seu Deus, para sempre!”.
5 Bendito seja o teu glorioso
nome, superando toda bênção e todo louvor! Tu és o único, ó Eterno, somente tu;
fizeste os céus, os céus dos céus e todos os seres celestiais, a terra e
tudo que nela há, os oceanos e tudo que neles existem. E preservas a vida de
todos; os seres celestiais te adoram.
7 Tu és, ó Eterno, o Deus que
escolheu a Abrão, que o tirou de Ur dos caldeus e trocou seu nome para Abraão.
Achaste nele sinceridade e lealdade e fizeste uma aliança com ele; também a
promessa de dar a ele a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos
ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus; de entregá-la aos seus descendentes.
E cumpriste a tua promessa, pois és justo.
9 Tu atentaste para as angústias
dos nossos antepassados no Egito. Ouviste o clamor deles diante do mar
Vermelho. Surpreendeste o faraó, seus oficiais e todo o povo daquela terra com
milagres e maravilhas. Sabias da arrogante provocação dos egípcios contra o teu
povo e engrandeceste o teu nome, que continua assim até hoje. Abriste o mar
diante deles, e eles o atravessaram sem molhar os pés. Destruíste os
perseguidores, que morreram no fundo do mar. Eles afundaram como uma pedra
jogada no mar turbulento. Durante o dia, tu os guiaste com uma coluna de nuvem
e, durante a noite, com uma coluna de fogo, para mostrar o caminho que deveriam
seguir. Desceste sobre o monte Sinai, dos céus falaste com eles. Deste a
eles instruções sobre como viver, ensinamentos verdadeiros, regras e
mandamentos justos. Ensinaste o teu povo a guardar os teus sábados santos.
Por meio do teu servo Moisés, deste a eles mandamentos, regras e instruções. Mandaste
pão do céu quando eles estavam com fome; fizeste sair água das rochas para
saciar a sede deles. E os mandaste entrar e possuir a terra, que tinhas
prometido a eles.
16 Mas nossos antepassados
foram arrogantes; por teimosia, não obedeceram aos teus mandamentos.
Fizeram-se de surdos, recusaram-se a lembrar os milagres que fizeste diante
deles; tornaram-se obstinados e cismaram em voltar para a escravidão do Egito. Mas
tu, sendo Deus perdoador, misericordioso e compassivo, de paciência
inacreditável e cheio de amor, não os desamparaste. Mesmo depois de esculpirem
um bezerro e de terem dito: “Este é o deus de vocês, que os tirou do Egito”, e
de terem feito coisas piores, tu, por tua grande compaixão, não os
abandonaste à própria sorte no deserto.
A coluna de nuvem não os deixou: diariamente, ela continuava mostrando o
caminho.
A coluna de fogo também, à noite, indicava o caminho.
20 Tu concedeste o teu Espírito
para ensiná-los a viver com sensatez. Nunca deixaste de enviar o maná, e deste
a eles água em abundância. Sustentaste o povo quarenta anos no deserto, e eles
tinham tudo de que precisavam. Suas vestes não envelheceram, e seus pés nunca
ficaram inchados. Entregaste a eles reinos e povos, repartiste os territórios
deles com o teu povo. Eles conquistaram a terra de Seom, rei de Hesbom, e a
terra de Ogue, rei de Basã. Fizeste que se multiplicassem como as estrelas do
céu. E os fizeste entrar e possuir a terra, pois havias prometido aos seus
antepassados que eles iriam conquistá-la.
24 Eles entraram na terra, tomaram
posse dela e fizeram morada ali. Os cananeus que viviam ali renderam-se diante
deles. Tu entregaste ao teu povo a terra, os reis e o povo deles: podiam fazer
o que quisessem com eles. Eles conquistaram fortalezas e lavouras produtivas,
possuíram casas cheias de bens, cisternas, vinhas, olivais, pomares com muitas
árvores. Comeram e se fartaram do melhor da terra; deleitaram-se em tua grande
bondade.
26 Mas eles se rebelaram contra
ti, abandonaram as tuas leis e mataram os teus profetas, os profetas que
tentavam conduzi-los de volta para ti, e fizeram coisas ainda piores. Tu os
entregaste aos inimigos, que os maltrataram. Mesmo assim, no meio da aflição,
eles clamaram a ti, e tu os ouviste dos céus, por conta da tua imensa
compaixão, enviaste libertadores que os salvavam da crueldade dos inimigos.
Mas, assim que as coisas melhoravam, voltavam a cometer pecados piores. Então,
entregaste aquele povo à própria sorte, aos inimigos, que os dominavam. Outra
vez eles clamaram, e, por tua grande compaixão, tu os ouviste e os livraste.
Isso se repetiu várias vezes. Tu os aconselhaste a voltar para a tua Revelação,
mas eles reagiram com arrogância: Desprezaram teus mandamentos, rejeitaram
tuas ordenanças — as palavras que dão vida ao ser humano! Simplesmente,
viraram as costas, foram intransigentes e não quiseram ouvir. Por muitos anos,
foste compreensivo com eles e os advertiste por teu Espírito, por meio dos
teus profetas. Quando se recusavam a ouvir, tu os entregavas aos
estrangeiros. Mesmo assim, por causa da tua grande compaixão, não os
aniquilaste. Não os abandonaste para sempre. Pois tu és um Deus de
misericórdia e de compaixão.
32 Agora, nosso Deus, nosso grande
Deus, majestoso e temível, fiel à aliança e compassivo, não desprezes tudo que
nós, os nossos reis, nossos príncipes, nossos sacerdotes e profetas sofreram,
os nossos antepassados e todo o teu povo, desde o tempo dos reis da Assíria até
hoje. Tu não és o culpado por tudo que nos sobreveio. Foste correto em tudo:
nós é que erramos. Nossos reis, príncipes, sacerdotes e antepassados não
deram valor à tua Revelação; eles ignoraram teus mandamentos, desprezaram tuas
advertências. Mesmo quando o reino deles ainda era independente e desfrutavam a
tua generosa bondade, vivendo naquela terra fértil e espaçosa, que estendeste
diante deles, eles não te serviram, mas viraram as costas para ti e voltaram a
praticar o mal. Por isso, estamos aqui, outra vez como escravos, mas esta é a
terra que deste aos nossos antepassados, para que pudessem desfrutar vida boa;
mas olha agora para nós: não passamos de escravos em nossa terra. A colheita é
farta, mas tem de ser entregue aos reis que nos dominam com tua permissão, por
causa dos nossos pecados. Eles agem como se fossem donos da nossa vida e fazem
o que bem entendem com o nosso gado. Estamos muito aflitos.
38 “Por essa razão, estamos
firmando um acordo, selando um documento assinado por nossos príncipes, nossos
levitas e nossos sacerdotes.”"
Neemias 10
A aliança do
povo sobre guardar a Lei
"1 O documento selado
continha a assinatura das seguintes pessoas: O governador Neemias, filho de
Hacalias; Os sacerdotes: Seraías, Azarias, Jeremias, Pasur, Amarias, Malquias,
Hatus, Sebanias, Maluque, Harim, Meremote, Obadias, Daniel, Ginetom, Baruque, Mesulão,
Abias, Miamim, Maazias, Bilgai e Semaías. Esses eram os sacerdotes.
9 Os levitas: Jesua, filho de
Azanias; Binui, dos descendentes de Henadade; Cadmiel e seus familiares:
Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã, Mica, Reobe, Hasabias, Zacur, Serebias,
Sebanias, Hodias, Bani e Beninu.
14 Os líderes do povo: Parós,
Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani, Buni, Azgade, Bebai, Adonias, Bigvai, Adim,
Ater, Ezequias, Azur, Hodias, Hasum, Besai, Harife, Anatote, Nebai, Magpias,
Mesulão, Hezir, Mesezabel, Zadoque, Jadua, Pelatias, Hanã, Anaías, Oseias,
Hananias, Hassube, Haloês, Pílea, Sobeque, Reum, Hasabna, Maaseias, Aías, Hanã,
Anã, Maluque, Harim e Baaná.
28 O restante do povo, os
sacerdotes, os levitas, os guardas, os cantores, os servidores do templo e
todos os que cortaram laços com os vizinhos estrangeiros para obedecer à
Revelação de Deus, com suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que
eram mentalmente capazes juntaram-se aos seus parentes e aos nobres para fazer
o juramento de seguir a Revelação de Deus transmitida por meio de Moisés, servo
de Deus, de obedecer e praticar todos os mandamentos do Eterno, nosso Deus, e
todos os seus decretos e regras assim: “Não daremos nossas filhas em casamento
aos nossos vizinhos estrangeiros nem deixaremos nossos filhos tomarem as filhas
deles.
31 Quando os povos vizinhos
trouxerem suas mercadorias e seus cereais no sábado, não faremos negócios com
eles: nem no sábado, nem em qualquer outro dia santificado. De sete em sete
anos, deixaremos a terra descansar e cancelaremos todas as dívidas.
32 Comprometemo-nos a pagar o
tributo anual de quatro gramas para as despesas do templo do nosso Deus com os
pães da mesa, as ofertas de cereais, as ofertas queimadas, as ofertas dos
sábados, da lua nova e das festas fixas, as ofertas sagradas, as ofertas de
perdão para a expiação a favor de Israel, a manutenção do templo do nosso Deus.
34 Nós, os sacerdotes, os levitas
e todo o povo, escolhemos por sorteio as famílias que trarão a lenha para o
fogo do altar do nosso Deus, de acordo com o programa anual estabelecido na
Revelação.
35 Comprometemo-nos a entregar
anualmente ao templo do Eterno os primeiros frutos da nossa lavoura e dos
nossos pomares, o primeiro filho e o primeiro animal e a primeira cria do nosso
gado e das nossas ovelhas aos sacerdotes que servem no templo do nosso Deus,
como prescreve a Revelação.
37 Traremos o melhor dos nossos
cereais, das nossas contribuições do fruto de toda árvore, do vinho e do azeite
para os sacerdotes, para os depósitos do templo do nosso Deus. Traremos os
dízimos das nossas lavouras para os levitas, uma vez que os levitas foram
designados para arrecadar os dízimos nas cidades em que trabalhamos. Um
sacerdote, descendente de Arão, supervisionará os levitas na arrecadação dos
dízimos para garantir que um décimo do que for arrecadado seja entregue ao
tesouro do templo do nosso Deus. Faremos que o povo de Israel e os levitas
entreguem os cereais, o vinho e o azeite para os depósitos em que também são
guardados os utensílios do santuário e nos quais os sacerdotes, os guardas e os
músicos que ministram se reúnem. Não negligenciaremos o templo do nosso
Deus”."
Neemias 11
Relação dos
que habitaram em Jerusalém
"1 Os líderes do povo já
estavam morando em Jerusalém; por isso, o restante do povo escolheu, por
sorteio, uma de cada dez pessoas para morar em Jerusalém, a Cidade Santa,
enquanto os outros nove permaneciam em suas cidades. O povo também aprovou
todos os que se ofereceram voluntariamente para morar em Jerusalém.
3 Estes foram os líderes das
províncias que se mudaram para Jerusalém (alguns israelitas, sacerdotes,
levitas, servidores do templo e descendentes dos oficiais de Salomão moravam em
suas propriedades, que estavam espalhadas entre as várias cidades de Judá;
outros, de Judá e Benjamim, moravam em Jerusalém):
4 Entre os descendentes de Judá:
Ataías, filho de Uzias, filho de Zacarias, filho de Amarias, filho de Sefatias,
filho de Maalaleel, descendente de Perez; Maaseias, filho de Baruque, filho de
Col Hozé, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de
Zacarias, descendente de Selá. Os descendentes de Perez que moravam em
Jerusalém totalizavam 468 homens valentes.
7 Entre os descendentes de
Benjamim: Salu, filho de Mesulão, filho de Joede, filho de Pedaías, filho de
Colaías, filho de Maaseias, filho de Itiel, filho de Jesaías, e seus irmãos
Gabai e Salai. Ao todo, 928 homens. Joel, filho de Zicri, era chefe deles, e
Judá, filho de Hassenua, era o segundo no comando sobre a cidade.
10 Dos sacerdotes: Jedaías, filho
de Joiaribe, e Jaquim; Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de
Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, que era o administrador do templo
de Deus, e seus companheiros, que faziam o trabalho do templo. Ao todo, eram
822 homens. Além desses, Adaías, filho de Jeroão, filho de Pelaías, filho de
Anzi, filho de Zacarias, filho de Pasur, filho de Malquias, e seus companheiros
que eram chefes de famílias. Totalizavam 242 homens. Amassai, filho de Azareel,
filho de Azai, filho de Mesilemote, filho de Imer, e seus companheiros, todos
homens valentes: eram 128 homens. O chefe deles era Zabdiel, filho de Gedolim.
15 Dos levitas: Semaías, filho de
Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, filho de Buni, Sabetai e
Jozabade, dois líderes dos levitas encarregados do trabalho externo do templo
de Deus; Matanias, filho de Mica, filho de Zabdi, filho de Asafe, o dirigente
que conduzia as ações de graças e as orações; Baquebuquias, o segundo entre
seus companheiros; Abda, filho de Samua, filho de Galal, filho de Jedutum. Os
levitas da Cidade Santa totalizavam 284 homens.
19 Dos guardas: Acube, Talmom e
seus companheiros que vigiavam os portões. Um total de 172 homens.
20 O restante dos israelitas,
sacerdotes e levitas estavam espalhados por todas as cidades de Judá, cada um
na propriedade de sua família.
21 Os servidores do templo moravam
na colina de Ofel. Zia e Gispa eram os líderes deles.
22 O chefe dos levitas em
Jerusalém era Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho
de Mica. Uzi era dos descendentes de Asafe, os cantores que dirigiam a adoração
no templo de Deus. Os cantores estavam sob as ordens do rei, que determinava as
atividades diárias deles.
24 Petaías, filho de Mesezabel,
descendente de Zerá, filho de Judá, representava os interesses do povo na corte
real.
25 Alguns do povo de Judá foram
morar nos vilarejos próximos de suas terras: Em Quiriate-Arba (Hebrom) e seus
arredores, em Dibom e seus arredores, em Jecab-Zeel e seus arredores, em Jesua,
em Moladá, em Bete-Pelete, em Hazar-Sual, em Berseba e seus arredores, em
Ziclague, em Meconá e seus arredores, em En-Rimom, em Zorá, em Jarmute, em
Zanoa, em Adulão e seus arredores, em Láquis e suas pastagens, em Azeca e seus
arredores. Ocupavam toda a região desde Berseba até o vale do Hinom.
31 Os benjamitas de Geba foram
viver em: Micmás, Aia, Betel e seus arredores, Anatote, Nobe e Ananias, Hazor,
Ramá e Gitaim, Hadide, Zeboim e Nebalate, Lode e Ono e o vale dos Artesões.
Alguns grupos de levitas de Judá foram designados para morar em Benjamim."
Neemias 12
Os sacerdotes
que vieram para Jerusalém
"1 Estes são os sacerdotes e
os levitas que vieram com Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua: Seraías,
Jeremias, Esdras, Amarias, Maluque, Hatus, Secanias, Reum, Meremote, Ido,
Ginetom, Abias, Miamim, Maadias, Bilga, Semaías, Joiaribe, Jedaías, Salu,
Amoque, Hilquias e Jedaías. Esses eram os líderes dos sacerdotes no tempo de
Jesua.
8 Os levitas; Jesua, Binui,
Cadmiel, Serebias e Judá; Matanias e seus irmãos eram encarregados dos cânticos
de louvor, e seus irmãos Baquebuquias e Uni ficavam de frente para eles durante
a adoração.
10 Jesua foi pai de Joiaquim,
Joiaquim foi pai de Eliasibe, Eliasibe foi pai de Joiada, Joiada foi pai de
Jônatas, e Jônatas foi pai de Jadua.
12 Nos dias de Joiaquim, estes
foram os chefes das famílias dos sacerdotes: da família de Seraías, Meraías; de
Jeremias, Hananias; de Esdras, Mesulão; de Amarias, Joanã; de Maluqui, Jônatas;
de Secanias, José; de Harim, Adna; de Meremote, Helcai; de Ido, Zacarias; de
Ginetom, Mesulão; de Abias, Zicri; de Miniamim e Maadias, Piltai; de Bilga,
Samua; de Semaías, Jônatas; de Joiaribe, Matenai; de Jedaías, Uzi; de Salai,
Calai; de Amoque, Héber; de Hilquias, Hasabias; de Jedaías, Natanael.
22 Nos dias de Eliasibe, Joiada,
Joanã e Jadua, os levitas foram registrados como chefes de famílias. Durante o
reinado de Dario, o rei persa, foram registrados os sacerdotes.
23 Os levitas que eram chefes de
famílias foram registrados no Livro das Crônicas, até os dias de Joanã, filho
de Eliasibe. Eram eles: Hasabias, Serebias e Jesua, filho de Cadmiel. Seus
irmãos ficavam de frente para eles durante o louvor e as ações de graças, para
fazer o contracanto, conforme Davi, o homem de Deus, havia instruído.
25 Os guardas foram: Matanias,
Baquebuquias, Obadias, Mesulão, Talmom e Acube. Eles vigiavam os depósitos que
ficavam ao lado dos portões. Viveram na época de Joiaquim, filho de Jesua,
filho de Jozadaque, no período do governador Neemias e do sacerdote e escriba
Esdras.
27 Para a dedicação dos muros,
foram convocados levitas de toda parte para estar em Jerusalém e preparar uma
grande celebração com hinos de ações de graças e cânticos ao som de címbalos,
harpas e liras. Vieram cantores de todas as partes de Jerusalém, dos vilarejos
dos netofatitas, de Bete-Gilgal, das terras de Geba e Azmavete. Eles fundaram
vilas para si em torno de Jerusalém.
30 Os sacerdotes e os levitas se
consagraram; depois, fizeram o mesmo com o povo, os portões e o muro.
31 Chamei os líderes de Judá para
se reunirem perto do muro e formei dois grandes coros. Um deles seguiu para a
direita, na direção da Porta do Esterco, acompanhado por Hosaías e metade dos
líderes de Judá, entre eles Azarias, Esdras, Mesulão, Judá, Benjamim, Semaías e
Jeremias. Alguns dos jovens sacerdotes portavam trombetas. Depois, tocando os
instrumentos musicais de Davi, o homem de Deus, vinham Zacarias, filho de
Jônatas, filho de Semaías, filho de Matanias, filho de Micaías, filho de Zacur,
filho de Asafe, e seus irmãos Semaías, Azareel, Milalai, Gilalai, Maai,
Natanael, Judá e Hanani. O escriba Esdras os liderava.
37 Da Porta da Fonte, subiram
direto pelos degraus da Cidade de Davi, pela escada que fica ao longo do muro,
acima do palácio de Davi, voltando para a Porta da Fonte, a leste.
38 O outro grupo seguiu para a
esquerda. Eu e metade do povo o seguimos pelo muro, desde a torre dos Fornos
até a parte larga do muro, acima da Porta de Efraim, a Porta de Jesana, a Porta
do Peixe, a torre de Hananeel e a torre dos Cem, até a Porta das Ovelhas.
Paramos na Porta da Guarda.
40 Depois, os dois coros ocuparam
seus lugares no templo de Deus. Acompanhei a metade dos oficiais e os
sacerdotes Eliaquim, Maaseias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias e
Hananias, que estavam com suas trombetas. Também estavam lá Maaseias, Semaías, Eleazar,
Uzi, Joanã, Malquias, Elão e Ézer. Os cantores eram conduzidos por Jezraías.
43 Naquele dia, ofereceram muitos
sacrifícios, numa grande celebração, pois Deus os havia enchido de alegria. As
mulheres e as crianças levantaram a voz com todo o povo. O júbilo de Jerusalém
foi ouvido de muito longe.
44 Naquele mesmo dia, foram
escolhidos os encarregados dos depósitos das ofertas, dos primeiros frutos e
dos dízimos. Eles tinham a responsabilidade de garantir que a porção dos
sacerdotes e dos levitas, ordenada pela Revelação, fosse trazida das terras
pertencentes às cidades. O povo de Judá respeitava muito o trabalho dos
sacerdotes e dos levitas. O povo, os cantores e os guardas fizeram tudo como mandava
a cartilha: conduziram a adoração a Deus e o ritual da purificação de maneira
tal que teria enchido os olhos de Davi e Salomão. Era assim que se fazia
antigamente, nos dias de Davi e de Asafe, quando havia dirigentes de coros para
conduzir o povo nos cânticos de louvor e ações de graças a Deus.
47 Na época de Zorobabel e
Neemias, todo o Israel contribuía com quantias diárias para os cantores e os
guardas. Também separavam o que era destinado aos levitas, e os levitas faziam
o mesmo para os descendentes de Arão."
Neemias 13
Os
estrangeiros separados de Israel
"1 Naquele mesmo dia, foi
lido o Livro de Moisés diante do povo. Descobriu-se, no livro, que nenhum
amonita ou moabita podia fazer parte da congregação do povo de Deus, porque
eles não haviam acolhido o povo de Israel, negando a eles comida e bebida.
Em vez de ajudar os israelitas, contrataram Balaão para amaldiçoá-los.
Mas Deus transformou a maldição em bênção. Quando ouviram a leitura da
Revelação, excluíram de Israel todos os estrangeiros.
4 Antes disso, o sacerdote
Eliasibe havia sido encarregado dos depósitos do templo de Deus. Ele era
parente de Tobias e tinha disponibilizado para ele uma sala grande, que era
usada para estocar as ofertas de cereais, incenso, os utensílios para o
sacrifício, os dízimos dos cereais, do vinho e do azeite para os levitas, os
cantores e os guardas e as ofertas para os sacerdotes.
6 Eu não estava em Jerusalém
quando isso aconteceu. No trigésimo segundo ano de Artaxerxes, rei da
Babilônia, eu havia voltado para o palácio do rei. Mais tarde, pedi permissão
ao rei para viajar outra vez. Cheguei a Jerusalém e foi quando soube que
Eliasibe havia cedido espaço para Tobias nos pátios do templo de Deus. Fiquei
realmente furioso. Joguei fora tudo que estava dentro da sala, todos os
pertences de Tobias. Depois, mandei que a sala fosse purificada. Só então, pus
de volta os utensílios do templo de Deus, as ofertas de cereal e o incenso.
10 Também fiquei sabendo que os
levitas não estavam recebendo a quantia regular de alimento. Por isso, os
levitas e os cantores que conduziam o culto de adoração haviam abandonado suas
responsabilidades e voltado para suas terras. Chamei a atenção dos oficiais,
dizendo: “Por que vocês abandonaram o templo de Deus?”. Chamei todos de volta e
os reintegrei às antigas funções, de modo que todo o povo de Judá voltou a
trazer os dízimos dos cereais, do vinho e do azeite para os depósitos. Designei
o sacerdote Selemias, o escriba Zadoque e o levita Pedaías como encarregados
dos depósitos. Nomeei Hanã, filho de Zacur, filho de Matanias, auxiliar direto
deles. Esses homens tinham a reputação de serem honestos e trabalhadores. Eles
ficaram encarregados de distribuir a porção de mantimento para seus
companheiros.
14 “Por isso, lembra-te de mim,
ó Deus! Nunca te esqueças de como me dediquei ao trabalho do templo de Deus e
do seu serviço.”
15 Enquanto fazia a viagem de
volta a Jerusalém, também percebi que o povo prensava uvas, transportava
cereais e carregava seus jumentos no sábado. Traziam vinho, uvas, figos e todo
tipo de mercadoria para serem comercializados no sábado. Então, eu os adverti
contra a venda de alimentos naquele dia. Alguns naturais de Tiro que estavam
morando em Jerusalém traziam peixes e outras mercadorias para vender aos
moradores de Judá, em Jerusalém, e isso no sábado!
17 Cobrei uma atitude dos líderes
de Judá, dizendo: “O que está acontecendo? Isso está errado! Vocês estão
profanando o sábado! Não foi justamente o que seus antepassados fizeram? Não
foi por causa disso que Deus trouxe esta miséria sobre nós e sobre esta cidade?
Com a profanação do sábado, vocês estão acrescentando desobediência e fazendo
aumentar a ira de Deus contra Jerusalém!”.
19 Quando os portões de Jerusalém
já estavam cobertos pela sombra da tarde, às vésperas do sábado, mandei fechar
os portões e proibi que fossem abertos até o fim do sábado. Pus alguns homens
de confiança de guarda nos portões, para que não deixassem entrar nada que
fosse destinado ao comércio no sábado.
20 Os comerciantes e negociantes
de várias mercadorias montaram as barracas fora dos portões uma ou duas vezes.
Mas chamei a atenção deles, dizendo: “Vocês não devem ficar aqui perto do muro.
Se eu encontrar vocês aqui outra vez, vou retirá-los à força!”. Bastou essa
advertência, e eles não voltaram mais no sábado.
22 Depois, instruí os levitas a se
purificarem e assumirem o posto nos portões, para que a santidade do sábado
fosse respeitada. “Lembra-te de mim, ó Deus! Tem compaixão de mim, por teu
grande amor e por tua fidelidade.”
23 Na mesma época, constatei ainda
que muitos judeus haviam se casado com mulheres de Asdode, de Amom e de Moabe.
Metade das crianças nem falava o idioma de Judá, só sabiam falar a língua de
Asdode ou outra língua. Então, chamei a atenção desses homens e os
amaldiçoei. Cheguei a bater em alguns deles e a arrancar seus cabelos. Fiz
que jurassem, em nome de Deus, que acatariam a minha ordem: “Não deem suas
filhas em casamento aos filhos desses povos, nem deixem as filhas deles se
casarem com seus filhos, nem tomem mulheres para vocês do meio desses povos! Não
foi justamente esse o pecado de Salomão, rei de Israel, quando tomou mulheres
como essas? Apesar de não ter havido outro rei como ele e de Deus o ter
amado e feito dele rei sobre todo o Israel, as mulheres estrangeiras
provocaram sua ruína. Vocês chamam isto de obediência, envolver-se em
tamanho mal, sendo infiéis a Deus, casando-se com mulheres estrangeiras?”.
28 Um dos filhos de Joiada, filho
do sacerdote principal Eliasibe, era genro de Sambalate, o horonita. Eu o
expulsei da minha presença.
29 “Lembra-te deles, ó Deus, de
como profanaram o sacerdócio e a aliança dos sacerdotes e dos levitas!”.
30 Eu os purifiquei de tudo que
era estranho. Organizei as ordens de serviço para os sacerdotes e os levitas,
de modo que cada um sabia qual era sua responsabilidade. Providenciei que fosse
fornecida a lenha a ser usada no altar, para os dias fixos e para a
apresentação dos primeiros frutos. Lembra-te de mim, ó Deus, para sempre!"
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