O Livro de Esdras
Introdução
O Livro de Esdras é continuação do Segundo Livro das Crônicas. Ele descreve a volta de alguns dos israelitas que estavam cativos na Babilônia, a vida deles em Jerusalém e a adoração no templo. Esses acontecimentos são apresentados na seguinte ordem:
1. O primeiro grupo de israelitas volta da Babilônia, por ordem de
Ciro, rei da Pérsia.
2. O templo é reconstruído e inaugurado, e o Eterno é adorado de
novo em Jerusalém.
3. Anos depois, outro grupo volta para Jerusalém, dirigido por
Esdras, um escriba versado na Lei de Deus. Esdras ajuda o povo a reorganizar a
sua vida religiosa e social a fim de que as tradições espirituais de Israel
sejam conservadas.
Esquema do
conteúdo
1. O primeiro grupo volta da Babilônia
(1.1—2.70)
2. O templo é reconstruído em
Jerusalém (3.1—6.22)
3. Esdras volta com outro grupo
(7.1—10.44)
Esdras 1
O decreto de
Ciro
"1 No primeiro ano de Ciro,
rei da Pérsia, em cumprimento à palavra do Eterno anunciada por Jeremias, o
Eterno incitou Ciro, rei da Pérsia, a fazer um pronunciamento oficial em todo
seu reino. Ele o formulou da seguinte maneira: “Decreto de Ciro, rei da Pérsia.
O Eterno, o Deus dos céus, entregou-me todos os reinos da terra. Ele também me
encarregou de construir um templo de adoração a ele em Jerusalém de Judá. Todos
os que pertencem ao povo do Eterno sintam-se convocados, e que o Eterno, o seu
Deus, esteja com vocês! Subam a Jerusalém de Judá e reconstruam o templo do
Eterno, o Deus de Israel, o Deus de Jerusalém. Quem ficar para trás, onde
quer que esteja vivendo, ajudará, enviando prata, ouro, ferramentas e animais,
além das ofertas voluntárias para o templo de Deus em Jerusalém”.
5 Os chefes das famílias de Judá e
de Benjamim, os sacerdotes e levitas e todos aqueles que Deus despertou
partiram para reconstruir o templo do Eterno em Jerusalém. Os vizinhos
ajudaram, trazendo entusiasticamente prata, ouro, ferramentas, animais, objetos
de valor e, acima de tudo, ofertas voluntárias.
7 O rei Ciro também entregou a
eles todos os objetos e utensílios do templo do Eterno que Nabucodonosor havia
levado de Jerusalém e que estavam no templo dos seus deuses. O rei da Pérsia
designou o tesoureiro Mitredate responsável pela transferência. Ele fez um
levantamento completo daqueles itens e os entregou a Sesbazar, governador de
Judá. Eis a lista: 30 bacias de ouro; 1.000 bacias de prata; 29 panelas de
prata; 30 tigelas de ouro; 410 tigelas de ouro de segunda linha; 1.000 itens
variados.
11 Ao todo, Sesbazar levou consigo
cinco mil e quatrocentos objetos de ouro e de prata quando voltou com os
exilados da Babilônia para Jerusalém."
Esdras 2
A lista dos
que voltaram da Babilônia
"1 Estes são os habitantes da
província que retornaram do cativeiro, os exilados que Nabucodonosor, rei da
Babilônia, tinha levado cativo. Eles voltaram para Jerusalém e Judá, cada um
para sua cidade. Acompanhavam Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías,
Mardoqueu, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baaná. Este é o número dos que
retornaram, de acordo com sua família de origem: Parós, 2.172; Sefatias, 372;
Ara, 775; Paate-Moabe (descendentes de Jesua e Joabe), 2. 812; Elão, 1. 254;
Zatu, 945; Zacai, 760; Bani, 642; Bebai, 623; Azgade, 1. 222; Adonicão, 666;
Bigvai, 2. 056; Adim, 454; Ater (descendentes de Ezequias), 98; Besai, 323;
Jora, 112; Hasum, 223; Gibar, 95. Israelitas identificados por lugar de origem:
Belém, 123; Netofate, 56; Anatote, 128; Azmavete, 42; Quiriate-Jearim, Cefira e
Beerote, 743; Ramá e Geba, 621; Micmás, 122; Betel e Ai, 223; Nebo, 52; Magbis,
156; o outro Elão, 1. 254; Harim, 320; Lode, Hadide e Ono, 725; Jericó, 345;
Senaá, 3. 630. As famílias sacerdotais: Jedaías (descendentes de Jesua), 973;
Imer, 1. 052; Pasur, 1. 247; Harim, 1.017. As famílias dos levitas: Jesua e
Cadmiel (descendentes de Hodavias), 74. Os cantores: da descendência de Asafe,
128. Descendentes dos guardas: Salum, Ater, Talmom, Acube, Atita, Sobai, 139. Descendentes
dos servidores do templo: Zia, Hasuía, Tabaote, Queros, Sia, Padom, Lebana,
Hagaba, Acube, Hagabe, Sanlai, Hanã, Gidel, Gaar, Reaías, Rezim, Necoda, Gazão,
Uzá, Paseia, Besai, Asná, Meunim, Nefusim, Baquebuque, Hacufa, Harur, Baslute,
Meída, Harsa, Barcos, Sísera, Tamá, Nesias e Hatifa. Descendentes dos servos de
Salomão: Sotai, Soferete, Peruda, Jaala, Darcom, Gidel, Sefatias, Hatil,
Poquerete-Hazebaim e Ami. O total dos servidores do templo e de Salomão eram
392.
59 Estes vieram de Tel-Melá, Tel-Harsa,
Querube, Adã e Imer, mas não puderam provar que eram descendentes dos
israelitas:
61 Delaías, Tobias e Necoda, 652.
O mesmo aconteceu com os descendentes dos sacerdotes: Habaías, Hacoz e
Barzilai, que se casou com uma filha de Barzilai, de Gileade, e era chamado por
esse nome.
62 Eles procuraram os registros da
família, mas não os encontraram. Por isso, foram impedidos de exercer o
trabalho de sacerdote e considerados ritualmente impuros.
O governador determinou que eles não poderiam comer do alimento sagrado até que
um dos sacerdotes definisse a situação deles por meio do Urim e do Tumim.
64 O total dos que voltaram do
exílio foi 42. 360, sem contar os escravos, que totalizavam 7. 337. Também
havia 200 cantores, que possuíam 736 cavalos, 245 mulas, 435 camelos e 6. 720
jumentos.
68 Alguns dos chefes das famílias,
ao chegarem ao templo do Eterno em Jerusalém, entregaram ofertas voluntárias
para a reconstrução do templo de Deus no lugar original. Eles contribuíram para
a construção, de acordo com suas possibilidades. O resultado: quinhentos quilos
de ouro, três toneladas de prata e cem vestes sacerdotais.
Os sacerdotes, os levitas e algumas pessoas do povo estabeleceram-se em
Jerusalém.
Os cantores, os guardas e os servidores do templo foram para suas cidades de
origem. Todos os israelitas encontraram um lugar para morar."
Esdras 3
É levantado o
altar
"1 No sétimo mês, quando os
israelitas se estabeleceram em suas cidades, todo o povo se reuniu em
Jerusalém. Jesua, filho de Jozadaque, com seus parentes sacerdotes, e
Zorobabel, filho de Sealtiel, com seus parentes, começaram o trabalho de
construção do altar do Deus de Israel para oferecer as ofertas queimadas,
conforme a Revelação de Moisés, homem de Deus.
3 Apesar de estarem com medo do
que os vizinhos não israelitas pudessem fazer, começaram, mesmo assim, a erguer
o altar sobre os alicerces e a apresentar ofertas queimadas de manhã e à tarde.
Também celebraram a festa das Cabanas, conforme prescrito, e apresentaram as
ofertas queimadas determinadas para cada dia. Também apresentaram as ofertas
dos sábados, da lua nova e das festas sagradas, bem como as ofertas voluntárias
ao Eterno.
6 Começaram a oferecer as ofertas
queimadas ao Eterno no primeiro dia do sétimo mês, apesar de não terem sido
lançados ainda os alicerces do templo do Eterno.
7 Eles contribuíram com dinheiro
para a contratação de pedreiros e carpinteiros. Também deram comida, bebida e
azeite para o povo de Sidom e de Tiro, como pagamento pelo cedro que trouxeram
pelo mar do Líbano até Jope, uma carga autorizada por Ciro, rei da Pérsia.
8 No segundo mês do segundo ano da
chegada deles ao local do templo do Eterno em Jerusalém, Zorobabel, filho de
Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, com seus parentes sacerdotes e levitas,
e todos os que voltaram do exílio para Jerusalém deram início ao trabalho.
Nomearam os levitas de 20 anos de idade ou mais para supervisionar a
reconstrução do templo do Eterno. Jesua e seus parentes uniram-se a Cadmiel,
Binui e Hodavias e aos parentes de Henadade, todos levitas, para supervisionar
os trabalhadores do templo de Deus.
10 Quando os trabalhadores
lançaram os alicerces do templo do Eterno, os sacerdotes, com suas vestimentas,
ficaram de pé com as trombetas, e os levitas, descendentes de Asafe, com os
címbalos para louvar ao Eterno conforme a tradição de Davi, rei de Israel. Eles
cantaram responsavelmente ao Eterno com louvores e ações de graças: “Sim! Deus
é bom! Ah, sim. Ele nunca deixará de amar a Israel!”.
11 Todo o povo pulou de alegria,
louvando ao Eterno, pois os alicerces do templo do Eterno foram lançados.
Enquanto a multidão cantava alegremente, muitos dos sacerdotes, levitas e
chefes das famílias que tinham visto o primeiro templo choravam
incontrolavelmente ao ver os alicerces do novo templo. Era impossível
distinguir os sons de alegria do choro. O barulho podia ser ouvido de
longe."
Esdras 4
Os inimigos
fazem parar a construção do templo
"1 Os antigos inimigos
de Judá e de Benjamim souberam que os exilados estavam reconstruindo o templo
do Eterno, o Deus de Israel. Eles vieram conversar com Zorobabel e com os
chefes das famílias: “Queremos ajudá-los, porque também adoramos ao Deus de
vocês. Temos oferecido sacrifícios a ele desde que Esar-Hadom, rei da
Assíria, nos trouxe para cá”.
3 Mas Zorobabel, Jesua e o
restante dos chefes das famílias de Israel responderam:
“De maneira alguma! A construção do templo do nosso Deus não significa a
mesma coisa para vocês. Só nós construiremos o templo para o Eterno, o Deus
de Israel. Fomos nós que recebemos de Ciro, rei da Pérsia, a incumbência de
reconstruí-lo”.
4 Depois disso, aqueles
homens começaram a fazer de tudo para desanimar o povo de Judá e para
amedrontar os trabalhadores. Eles chegaram a contratar gente de fora para
atrapalhar. A perturbação durou quinze anos, durante todo o reinado de
Ciro até o reinado de Dario, reis da Pérsia.
6 Na verdade, no início do reinado
de Xerxes, eles fizeram uma denúncia contra os moradores de Judá e de
Jerusalém.
7 Mais uma vez, no reinado de
Artaxerxes, Bislão, Mitredate, Tabeel e seus companheiros escreveram ao rei da
Pérsia sobre os problemas de Jerusalém. A carta foi escrita em Aramaico e foi
traduzida (o texto a seguir está em aramaico).
8 Reum, o oficial no comando, e
Sinsai, o secretário, escreveram uma carta contra Jerusalém a Artaxerxes, o
rei, como segue: “Do comandante Reum e do secretário Sinsai e dos seus
companheiros, os juízes e os oficias sobre o povo de Trípoli, da Pérsia, de
Ereque e da Babilônia, os elamitas de Susã e das demais nações que o poderoso e
famoso Assurbanípal deportou e estabeleceu na cidade de Samaria e em outros
lugares a oeste do Eufrates”. (Esta é a cópia da carta que enviaram.) “Ao rei
Artaxerxes, dos seus servos da terra a oeste do Eufrates. Queremos informar o
rei que os judeus que partiram daí e chegaram a Jerusalém começaram a reconstruir
essa cidade rebelde e má. Estão empenhados em terminar os muros e em
reconstruir os alicerces. O rei precisa saber que, quando a cidade estiver
reconstruída e os muros terminados, os moradores não pagarão mais um centavo de
tributo, taxas ou impostos. O tesouro real sofrerá com a perda. Somos leais ao
rei e não podemos ficar apáticos enquanto o rei é insultado, daí o interesse em
relatar a situação. Sugerimos que o senhor procure nos registros históricos dos
seus antepassados, e constatará que essa cidade é rebelde, um espinho para
qualquer rei ou governador. É um centro de conflitos e revoltas, e isso há
muito tempo. Por isso, a cidade foi destruída. Queremos que o rei saiba que, se
a cidade for reconstruída e seus muros restaurados, o senhor perderá o que tem
nas províncias dalém do Eufrates”.
17 O rei mandou a resposta ao
comandante Reum, ao secretário Sinsai e ao restante dos seus companheiros que
viviam em Samaria e em outras localidades a oeste do Eufrates: “A paz esteja
com vocês. A carta que vocês mandaram foi traduzida e lida para mim. Mandei
pesquisar os registros, e, de fato, foi constatado que essa cidade se revoltou
muitas vezes contra os reis. A rebeldia é um hábito antigo ali. Descobri que
houve reis poderosos, que conquistaram terras a oeste do Eufrates e impuseram
taxas, tributos e impostos. Então, façam o seguinte: Mandem esses homens
interromperem a obra imediatamente e não permitam que a recomecem até que eu
mande. Sejam rápidos e firmes. Eles já causaram muitos danos aos reis!”.
23 A carta do rei Artaxerxes foi
lida para Reum, para o secretário Sinsai e seus companheiros. Eles não perderam
tempo. Foram logo avisar os judeus em Jerusalém e os obrigaram a interromper
a obra.
24 Assim, a reconstrução do templo
do Eterno em Jerusalém foi interrompida. Nada foi feito até o segundo ano do
reinado de Dario, rei da Pérsia."
Esdras 5
As exortações
de Ageu e Zacarias
"1 Enquanto isso, os profetas
Ageu e Zacarias, filho de Ido, pregavam aos judeus, em Judá e em
Jerusalém, com autoridade concedida pelo Deus de Israel. Por isso, Zorobabel,
filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, reiniciaram a reconstrução do
templo de Deus em Jerusalém. Os profetas de Deus vieram ajudá-los.
3 Tatenai, governador do
território a oeste do Eufrates na época, Setar-Bozenai e seus companheiros
procuraram os israelitas e perguntaram: “Quem deu autorização a vocês para
reconstruir o templo e restaurar os muros?”. Então, informamos a eles os nomes
dos encarregados da construção.
5 Mas Deus estava atento aos
líderes dos judeus; por isso, a obra não foi interrompida até Dario ser
informado e enviar a resposta oficial.
6 Tatenai, governador do
território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros, os oficiais
do território, enviaram uma carta ao rei Dario. Este é o conteúdo: “Ao rei
Dario. Paz e sucesso!
8 Queremos relatar ao rei que
fomos à província de Judá, ao templo do grande Deus que está sendo reconstruído
com enormes pedras. No momento, estão pondo as vigas de madeira nas paredes. A
obra está sendo executada com empenho e rapidez.
9 Perguntamos aos líderes: ‘Quem
deu autorização a vocês para reconstruir o templo e restaurar os muros?’.
Também pedimos os nomes dos responsáveis, para que pudéssemos informar quem são
os encarregados da construção.
11 Eles nos disseram o seguinte: ‘Somos
servos do Deus dos céus e da terra. Estamos reconstruindo o templo que foi
construído muito tempo atrás. Um grande rei de Israel construiu toda esta
estrutura. Mas nossos antepassados deixaram o Deus dos céus furioso; por isso,
ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que destruiu o
templo e levou o povo cativo para a Babilônia.
13 ‘Mas, quando Ciro se tornou rei
da Babilônia, no seu primeiro ano, autorizou a reconstrução do templo de Deus.
Além disso, devolveu os utensílios de ouro e de prata do templo de Deus que
Nabucodonosor tinha levado embora e posto no templo na Babilônia. O rei Ciro
retirou-os do templo da Babilônia e os entregou a Sesbazar, a quem nomeou
governador. Ele disse a Sesbazar: Ponha estes utensílios de volta no templo de
Jerusalém. Desde então, estamos reconstruindo o templo, mas ainda não
terminamos’.
17 Agora, se o rei concordar,
procure nos registros dos arquivos reais da Babilônia se, de fato, o rei Ciro
autorizou a reconstrução do templo de Deus em Jerusalém. Então, por favor,
informe-nos da decisão do rei sobre o assunto.”"
Esdras 6
O decreto de
Dario
"1 O rei Dario mandou
procurar aqueles registros nos arquivos da Babilônia, foi encontrado um rolo na
fortaleza de Ecbatana, na província da Média, com o seguinte registro:
Memorando. “No primeiro ano do seu reinado, Ciro promulgou um decreto com
respeito ao templo de Deus em Jerusalém, nos seguintes termos:
3 “‘O templo, no qual foram
oferecidos sacrifícios, deve ser reconstruído sobre novos alicerces. Terá vinte
e sete metros de altura e vinte e sete metros de largura com três camadas de
pedras grandes e uma de madeira. O custo da obra será pago pela tesouraria do
reino. Os utensílios de ouro e de prata do templo de Deus que Nabucodonosor
levou para a Babilônia deverão ser devolvidos ao templo de Jerusalém, cada um
ao seu devido lugar. Ordeno que sejam postos de volta no templo de Deus”.
6 Dario respondeu: “Agora ouçam,
Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai, seus
companheiros e todos os oficiais do território: não os impeçam. Deixem o
governador e os líderes dos judeus em paz, para que possam dedicar-se à
reconstrução do templo de Deus.
8 “Portanto, determino
oficialmente que vocês ajudem os líderes dos judeus na reconstrução do templo
de Deus da seguinte forma: “1. Todos os custos da construção serão pagos pela
tesouraria do reino, dos tributos arrecadados do território a oeste do
Eufrates. Paguem-nos em dia, para que a obra não seja interrompida. “2. O que
for preciso para a adoração deles — novilhos, carneiros e cordeiros, para as
ofertas queimadas ao Deus dos céus, e todo o trigo, sal, vinho e azeite que os
sacerdotes de Jerusalém solicitarem — deve ser entregue a eles sem demora, para
que possam oferecer seus sacrifícios ao Deus dos céus e orar pela vida do rei e
dos seus filhos.
11 “Determino ainda que qualquer
um que violar essa ordem seja pendurado numa viga tirada da própria casa do
réu, depois que ela for reduzida a um monte de entulho. Que o Deus, cujo nome
foi posto naquele local, destrua qualquer rei ou povo que ouse desrespeitar
esse decreto e destruir o templo de Deus em Jerusalém. “Eu, Dario, o decretei.
Executem exatamente como está determinado, e rapidamente”.
13 Tatenai, governador do
território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros cumpriram à
risca o decreto de Dario.
14 Assim, os líderes dos judeus
deram prosseguimento à construção. A obra continuava exatamente como os
profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, haviam anunciado. A obra foi terminada
sob a ordem do Deus de Israel e a autorização de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis
da Pérsia. O templo foi concluído no dia 3 do mês de adar, no sexto ano do
reinado do rei Dario.
16 Os israelitas, os sacerdotes,
os levitas, e o restante dos exilados celebraram entusiasticamente a dedicação
do templo de Deus. Para a cerimônia de dedicação, ofereceram cem novilhos,
duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros. Como oferta de perdão, ofereceram
doze cabritos, um para cada tribo de Israel. Distribuíram os sacerdotes pelos
seus turnos e os levitas conforme suas funções no serviço de Deus em Jerusalém,
tudo de acordo com o que está escrito no livro de Moisés.
19 No dia 14 do primeiro mês, os
exilados celebraram a Páscoa.
20 Todos os sacerdotes e levitas,
sem exceção, se consagraram. Estavam todos ritualmente puros, e os levitas
ofereceram o cordeiro da Páscoa pelos exilados, por seus companheiros
sacerdotes e por si mesmos.
21 Os israelitas que voltaram do
exílio e todos os que abandonaram as práticas profanas das nações vizinhas para
se unir a eles e buscar o Eterno, o Deus de Israel, participaram da refeição da
Páscoa. Os sete dias da festa dos Pães sem Fermento foram uma alegre
celebração. O Eterno tinha mesmo dado a eles razão para muita alegria, pois
havia mudado a mente do rei da Assíria e conquistado para eles seu apoio na
construção do templo de Deus, o Deus de Israel."
Esdras 7
Artaxerxes
envia Esdras a Jerusalém
"1 A chegada de Esdras se deu
após esses acontecimentos. Foi durante o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia.
Esdras era filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias, filho de
Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube, filho de Amarias, filho de Azarias,
filho de Meraiote, filho de Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui, filho de
Abisua, filho de Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote
principal.
6 Esse era Esdras. Ele veio da
Babilônia e era profundo conhecedor da Revelação de Moisés, dada pelo
Eterno, o Deus de Israel. Como a mão do Eterno estava com Esdras, o rei
concedeu tudo que ele havia pedido. Alguns israelitas, os sacerdotes, os
levitas, os cantores, os guardas e os servidores do templo o acompanharam na
viagem a Jerusalém, no sétimo ano do reinado de Artaxerxes.
8 Eles chegaram no quinto mês
daquele ano. Esdras tinha saído da Babilônia no primeiro dia do primeiro mês, e
a chegada a Jerusalém aconteceu no primeiro dia do quinto mês, sob a direção
protetora de Deus. Esdras dedicou-se a estudar e a praticar a Revelação de
Deus, e a ensinar aos israelitas as verdades contidas no livro.
11 Esta é a carta que o rei
Artaxerxes entregou a Esdras, sacerdote e estudioso, mestre em questões relativas
aos ensinamentos do Eterno para Israel:
12 “Artaxerxes, rei dos reis, ao
sacerdote Esdras, estudioso dos mandamentos do Deus do céu. “Paz e sucesso!
Estabeleço, por meio deste decreto, que qualquer israelita cidadão do meu reino
que queira subir a Jerusalém, até mesmo seus sacerdotes e levitas, estão
autorizados a ir. Vocês estão sendo enviados pelo rei e seus sete conselheiros
para verificar como está Judá e Jerusalém em relação à obediência ao ensino do
seu Deus, que vocês estão levando em mãos. Vocês também estão autorizados a
levar a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros estão doando para o
Deus de Israel, que habita em Jerusalém, e a prata e o ouro arrecadados por
meio da contribuição generosa de toda a Babilônia, incluindo a do povo e dos
sacerdotes, para o templo do seu Deus em Jerusalém. Utilizem esse dinheiro
criteriosamente para comprar bois, carneiros, cordeiros e os ingredientes para
as ofertas de cereal e de bebida. Depois, ofereçam-nas sobre o altar do templo
do seu Deus em Jerusalém. Fiquem à vontade para utilizar o restante da prata e
do ouro naquilo que vocês e seus parentes acharem melhor, conforme a vontade do
seu Deus. Entreguem ao Deus de Jerusalém os utensílios que foram devolvidos a
vocês para o serviço no templo do seu Deus. Se precisarem de mais alguma coisa
para o templo, paguem com os recursos da tesouraria do reino.
21 “Eu, o rei Artaxerxes, autorizo
solenemente e determino a todos os tesoureiros do território a oeste do
Eufrates que forneçam ao sacerdote Esdras, o estudioso dos mandamentos do Deus
do céu, tudo de que ele precisar, até a quantia de três toneladas e meia de
prata, cem tonéis de trigo, dez barris de vinho, dez barris de azeite e sal à
vontade. Tudo que o Deus dos céus exigir para o templo deve ser entregue sem
hesitação. Por que o rei e seus filhos arriscariam provocar sua ira?
24 “Fique claro que ninguém poderá
cobrar tributos, taxas ou impostos de nenhum sacerdote, levita, cantor, guarda
do templo, servidor do templo ou qualquer trabalhador vinculado ao templo de
Deus.
25 “Eu o autorizo, Esdras, com a
sabedoria que Deus deu a você, a nomear magistrados e juízes para administrar a
justiça a todo o povo do território a oeste do Eufrates que viva de acordo com
os mandamentos de Deus. Você tem a missão de ensinar os mandamentos de Deus aos
que não os conhecem.
26 “Quem não obedecer aos
mandamentos do seu Deus e às leis do rei deve ser imediatamente processado e
punido com morte, exílio, multa ou prisão”.
27 Bendito seja o Eterno, o Deus
de nossos antepassados, que concedeu ao rei o propósito de honrar o templo do
Eterno em Jerusalém! Além do mais, Deus fez que o rei e todos os seus
conselheiros e oficiais influentes fossem benevolentes para comigo. O Eterno, o
meu Deus, esteve ao meu lado; por isso, estou pronto para ir. Já organizei a
viagem de todos os líderes de Israel que irão me acompanhar."
Esdras 8
A lista dos
que voltaram com Esdras
"1 Estes foram os chefes das
famílias e os que se alistaram para sair comigo da Babilônia, no reinado do rei
Artaxerxes: Da família de Fineias: Gerson; Família de Itamar: Daniel; Família
de Davi: Hatus; Família de Secanias; Família de Parós: Zacarias com 150 homens
registrados; Família de Paate-Moabe: Elioenai, filho de Zeraías, com 200
homens; Família de Zatu: Secanias, filho de Jaaziel, com 300 homens; Família de
Adim: Ebede, filho de Jônatas, com 50 homens; Família de Elão: Jesaías, filho
de Atalias, com 70 homens; Família de Sefatias: Zebadias, filho de Micael, com
80 homens; Família de Joabe: Obadias, filho de Jeiel, com 218 homens; Família
de Bani: Selomite, filho de Josifias, com 160 homens; Família de Bebai:
Zacarias, filho de Bebai, com 28 homens; Família de Azgade: Joanã, filho de
Hacatã, com 110 homens; Família de Adonicão, trazendo os últimos: Elifelete,
Jeuel, Semaías, com 60 homens; Família de Bigvai: Utai e Zabude, com 70 homens.
15 Eu os reuni próximo ao canal
que desce para Aava. Acampamos ali três dias. Descobri que no grupo só havia
leigos e sacerdotes, mas nenhum levita. Por isso, mandei chamar os líderes
Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão, e os
mestres Joiaribe e Elnatã. Depois, mandei que falassem com Ido, chefe da cidade
de Casifia. Expliquei o que deveriam dizer a Ido e a seus parentes que moram em
Casifia: “Mande-nos ministros para o templo do nosso Deus”.
18 A boa mão de Deus estava
conosco; por isso, eles trouxeram um homem sábio da família de Mali, filho de
Levi, filho de Israel, que se chamava Serebias. Entre filhos e irmãos, vieram
dezoito homens. Trouxeram também Hasabias e Jesaías, da família de Merari —
entre filhos e irmãos, eram vinte homens. Também vieram duzentos e vinte
servidores do templo, descendentes dos que ministravam no templo que Davi e os
oficiais haviam designado para auxiliar os levitas em seu trabalho. Todos foram
registrados pelo nome.
21 Perto do canal de Aava
proclamei um jejum, pois era hora de demonstrar humildade diante do nosso Deus
e de orar por sua orientação e proteção na viagem, pelas pessoas e pelos bens
que estávamos transportando. É que eu tinha ficado sem jeito de pedir uma
escolta ao rei contra os assaltos na estrada. Em vez disso, dissemos a ele: “O
nosso Deus protege todos os que o buscam, mas se desvia daqueles que o
abandonam”.
23 Assim, jejuamos e oramos por
nossa viagem. E Deus nos ouviu.
24 Depois, escolhi a doze dos
principais sacerdotes, Serebias, Hasabias e dez de seus irmãos, e pesamos a
prata, o ouro, os utensílios e as ofertas para o templo de nosso Deus que o
rei, os seus conselheiros e todos os israelitas haviam doado. O resultado: 25
toneladas de prata; 100 utensílios de prata no valor de quase quatro toneladas
de ouro; 20 tigelas de ouro de oito quilos e meio; 2 vasilhas de bronze polido,
tão valioso quanto o ouro.
28 Depois da contagem, declarei:
“Vocês e esses utensílios estão consagrados ao Eterno. A prata e o ouro são
ofertas voluntárias para o Eterno, o Deus de seus antepassados. Guardem esses
objetos até que possam pesá-los no templo do nosso Deus, diante dos sacerdotes,
dos levitas e dos chefes das famílias que estão em Jerusalém”.
30 Os sacerdotes e os levitas
ficaram responsáveis por tudo que foi pesado e entregue a eles e tomaram todas
as providências para levá-los ao templo de nosso Deus em Jerusalém.
31 Saímos do canal de Aava no dia
12 do primeiro mês, em direção a Jerusalém. Deus esteve conosco durante toda
a viagem e nos protegeu de assaltos e de bandidos nas estradas.
32 Chegamos a Jerusalém e
aguardamos três dias. No quarto dia, a prata, o ouro e os utensílios foram
pesados no templo do nosso Deus e entregues a Meremote, filho do sacerdote
Urias. Eleazar, filho de Fineias, estava com ele, além dos levitas Jozabade,
filho de Jesua, e Noadias, filho de Binui. Tudo foi contado e pesado, e
registraram o peso total.
35 Quando chegaram os exilados,
eles ofereceram ofertas queimadas ao Deus de Israel, como segue: 12 bois,
representando as tribos de Israel; 96 carneiros; 77 cordeiros; 12 cabritos como
oferta de perdão. Tudo isso foi oferecido como oferta queimada ao Eterno.
36 Também divulgaram as ordens do
rei aos administradores das províncias nomeados no território a oeste do
Eufrates, e eles deram todo apoio ao povo na obra do templo de Deus."
Esdras 9
A oração e
confissão de Esdras
"1 Depois de tudo pronto, os
líderes vieram conversar comigo. Disseram: “O povo de Israel e os sacerdotes e
levitas não se separaram dos povos vizinhos nem das práticas perversas e
obscenas dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas,
dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus. Eles deram suas filhas em casamento
a esses povos e seus filhos se casaram com as filhas deles. A linhagem santa
agora está misturada com esses povos. Os nossos líderes e oficiais foram os
primeiros a cometer esse pecado”.
3 Quando ouvi isso, rasguei minha
roupa — até minha túnica —, arranquei cabelo da cabeça e da barba e me joguei
no chão, desesperado.
4 Muitos estavam tremendo de medo
em virtude do que Deus estava dizendo sobre a traição dos exilados. Eles se
reuniram ao meu redor e se sentaram, muito aflitos, aguardando o sacrifício da
tarde. Na hora do sacrifício, criei coragem, levantei-me e, com a roupa rasgada
e a túnica na altura do joelho, levantei as mãos para o Eterno e orei:
6 “Meu Deus, estou tão
envergonhado que nem consigo olhar para ti. Nossos pecados são maiores que nós
e nos impedem de enxergar: nossa culpa chegou até o céu. Estamos atolados em
culpa desde os tempos de nossos antepassados. Por causa do nosso pecado, nós,
nossos reis e sacerdotes fomos entregues a reis estrangeiros para sermos
mortos, levados cativos, saqueados e envergonhados, como acontece hoje.
8 “Agora, por um breve momento, o
Eterno, o nosso Deus, permitiu que alguns de nós escapassem e pisassem de novo
este santo lugar. Assim, fez nossos olhos brilharem e aliviou um pouco o nosso
sofrimento. Éramos escravos, mesmo assim, o nosso Deus não nos abandonou. Ele
nos fez obter o favor dos reis da Pérsia e nos tem dado coragem para
reconstruir o templo do nosso Deus, restaurar suas ruínas e construir um muro
de defesa para Judá e Jerusalém.
10 “Agora, ó Deus, depois disso
tudo, o que podemos dizer? Pois desprezamos os teus mandamentos, que nos deste
por meio dos teus servos, os profetas. Eles nos disseram: ‘A terra que vocês
vão possuir está poluída, entulhada com a perversidade do povo que vive ali.
Eles a contaminaram com suas práticas abomináveis. Por isso, jamais entreguem
suas filhas em casamento aos filhos daqueles povos nem deixem que as filhas
deles se casem com seus filhos. Não permitam que esses povos se sintam à
vontade no meio de vocês. Não se envolvam com eles nem se tornem amigos deles,
para que vocês se tornem um povo forte, comam o melhor da terra, e deixem um
patrimônio razoável para os filhos’.
13 “Depois de tudo que sofremos
por causa de nossos erros e da culpa que acumulamos, ainda que o castigo tenha
sido muito menor que o merecido, porque tu nos livraste da opressão, estamos
outra vez quebrando os teus mandamentos: nossos filhos estão se casando com
pessoas que praticam perversidades. Não seria isso motivo para que elimines
este povo, sem deixar um único remanescente, sem dar a ninguém a chance de
escapar? Tu és o Deus justo de Israel, e hoje não passamos de um pequeno bando
de exilados que conseguiram sobreviver. Olha para nós, que estamos diante de ti
com toda essa culpa, mas sabemos que não vamos aguentar esta situação por muito
tempo”."
Esdras 10
Os israelitas
despedem suas mulheres heteias
"1 Esdras chorava, prostrado
diante do templo de Deus. Enquanto orava e fazia essa confissão, uma multidão
imensa de homens, mulheres e crianças de Israel se aglomerou em torno dele, e
todos começaram a chorar compulsivamente.
2 Secanias, filho de Jeiel, da
descendência de Elão, na condição de porta-voz do povo, disse a Esdras:
“Traímos o nosso Deus, casando-nos com mulheres estrangeiras dos povos ao
redor. Mas nem tudo está perdido, ainda há esperança para Israel. Vamos fazer
uma aliança, agora mesmo, com o nosso Deus: vamos mandar embora todas essas
mulheres e seus filhos, de acordo com o que o meu senhor e aqueles que
respeitam os mandamentos de Deus estão dizendo.
4 “Agora, Esdras, levante-se! Tome
a iniciativa, e nós o apoiaremos. E não volte atrás”.
5 Assim, Esdras arrancou dos
sacerdotes, dos levitas e de todo o Israel a promessa solene de acatar a
proposta de Secanias. E eles honraram a promessa.
6 Esdras deixou a praça que ficava
em frente do templo de Deus e foi para a casa de Joanã, filho de Eliasibe, onde
se hospedou. Ele continuou jejuando, sem comer nem beber nada, e chorando
por causa da traição dos exilados.
7 Depois disso, foram enviados
mensageiros a todo o território de Judá e por toda a Jerusalém, convocando os
exilados a se reunirem em Jerusalém. Quem não aparecesse dentro de três dias,
conforme a decisão dos líderes e das autoridades, teria seus bens confiscados e
seria eliminado da comunidade.
9 Três dias depois, todos os
homens de Judá e de Benjamim estavam em Jerusalém. No dia 20 do nono mês, todos
se sentaram na praça em frente do templo de Deus, impacientes, inquietos e
ansiosos por causa da relevância do assunto da reunião e porque chovia muito.
10 Finalmente, o sacerdote Esdras
levantou-se e declarou: “Vocês são traidores! Casaram-se com mulheres
estrangeiras e, assim, aumentaram a culpa de Israel. Agora, reconheçam seu erro
diante do Eterno, o Deus de seus antepassados, e façam o que ele exige de
vocês: mantenham distância dos povos da terra e separem-se das mulheres
estrangeiras”.
12 Toda a congregação respondeu a
uma só voz: “Sim! Faremos tudo que você mandar!”.
13 Mas havia uma ressalva: “Veja
bem, tem muita gente aqui, e estamos na época da chuva. Você não espera que
resolvamos isso agora, debaixo de chuva, não é? Vai ser preciso esperar um
pouco, porque foram muitos os que cometeram esse erro. Devemos deixar que
nossos líderes decidam pela congregação e que cada homem que viva em nossas
cidades e tenha se casado com uma estrangeira compareça aqui numa data
determinada, acompanhado das autoridades e dos juízes da cidade. Faremos isso
até que o furor da ira do nosso Deus se afaste de nós”.
15 Os únicos que se opuseram à
sugestão foram Jônatas, filho de Asael, e Jaseías, filho de Ticvá, apoiados por
Mesulão e pelo levita Sabetai. Então, os exilados decidiram pôr o plano em
prática. O sacerdote Esdras escolheu pessoalmente homens que eram chefes de
famílias. No primeiro dia do décimo mês, eles se reuniram para estudar a
questão. No primeiro dia do primeiro mês, todos os casos de homens que se
haviam casado com mulheres estrangeiras estavam resolvidos.
18 Entre as famílias dos
sacerdotes, os que se casaram com mulheres estrangeiras foram: Da família de
Jesua, filho de Jozadaque e seus irmãos: Maaseias, Eliézer, Jaribe e Gedalias.
Todos se comprometeram em despedir suas mulheres e deram um aperto de mão, como
sinal de compromisso. Também trouxeram um carneiro do rebanho como oferta de
reparação.
20 Da família de Imer: Hanani e
Zebadias.
21 Da família de Harim: Maaseias,
Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.
22 Da família de Pasur: Elioenai,
Maaseias, Ismael, Natanael, Jozabade e Eleasa.
23 Entre os levitas: Jozabade,
Simei, Quelaías, isto é, Quelita, Petaías, Judá e Eliézer.
24 Entre os cantores: Eliasibe.
Entre os guardas do templo: Salum, Telém e Uri.
25 Entre os outros israelitas: Da
família de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia.
26 Da família de Elão: Matanias,
Zacarias, Jeiel, Abdi, Jeremote e Elias.
27 Da família de Zatu: Elioenai,
Eliasibe, Matanias, Jeremote, Zabade e Aziza.
28 Da família de Bebai: Joanã,
Hananias, Zabai e Atlai.
29 Da família de Bani: Mesulão,
Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jeremote.
30 Da família de Paate-Moabe:
Adna, Quelal, Benaia, Maaseias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.
31 Da família de Harim: Eliézer,
Issias, Malquias, Semaías, Simeão, Benjamim, Maluque e Semarias.
33 Da família de Hasum: Matenai,
Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
34 Da família de Bani: Maadai,
Anrão, Uel, Benaia, Bedias, Queluí, Vanias, Meremote, Eliasibe, Matanias,
Matenai e Jaasai.
38 Da família de Binui: Simei,
Selemias, Natã, Adaías, Macnadbai, Sasai, Sarai, Azareel, Selemias, Semarias,
Salum, Amarias e José.
43 Da família de Nebo: Jeiel,
Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia.
44 Todos esses se casaram com
mulheres estrangeiras, e alguns deles tiveram filhos com elas."
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