O Segundo Livro dos Reis
Introdução
O Segundo Livro dos Reis é a continuação da história dos dois
reinos israelitas. Este livro começa onde a história parou em 1Reis. O Livro de
2Reis pode ser dividido em duas partes:
1) A história dos dois reinos, desde
o ano 850 a.C. até a queda de Samaria e o fim do Reino do Norte (Israel), em
721 a.C.
2) A história do Reino do Sul (Judá), desde a queda do Reino de Israel até a conquista e destruição de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, em 586 a.C. O livro termina com a história de Gedalias como governador de Judá e conta como o rei Joaquim foi libertado da prisão na Babilônia.
A queda dos reinos de Israel e de Judá acontece
porque os reis e o povo foram infiéis ao Eterno. A destruição de
Jerusalém e a ida de grande parte do povo de Judá para o cativeiro marcam um
momento decisivo na história israelita.
2Reis 1
Acazias e o
profeta Elias
"1 Depois da morte de Acabe,
Moabe se rebelou contra Israel.
2 Certo dia, Acazias caiu da
sacada do quarto do seu palácio em Samaria e ficou gravemente ferido. Por isso,
enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom dizendo:
“Vou me recuperar deste acidente?”.
3 Então, o anjo do Eterno disse a
Elias, o tesbita: “Levante-se! Vá encontrar-se
com os mensageiros do rei de Samaria e diga a eles: ‘Por acaso não há Deus em
Israel, para vocês irem consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Pois assim diz o
Eterno: Você não sairá dessa cama: ficará aí, como se estivesse morto’”.
Elias entregou a mensagem e foi embora.
5 Os mensageiros voltaram, e o rei
perguntou: “Por que voltaram tão rápido? O que aconteceu?”.
6 Eles responderam: “Encontramos
um homem que nos disse: ‘Voltem ao rei que enviou vocês e digam a ele: Assim
diz o Eterno: Por acaso não há Deus em Israel para vocês irem consultar
Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso, não se preocupe: você não sairá dessa
cama — você é um homem morto’”.
7 O rei perguntou: “Falem mais
sobre esse homem que vocês encontraram. Como ele era?”.
8 Eles disseram: “Usava roupa de
pelo e um cinto de couro”.
O rei disse: “Deve ser Elias, o tesbita!”.
9 O rei mandou um capitão com
cinquenta homens buscar Elias, que estava sentado tranquilo sobre uma colina. O
capitão chegou e disse: “Homem de Deus! Por ordem do rei, desça daí!”.
10 Elias respondeu ao capitão: “Se
sou mesmo homem de Deus, que desça fogo do céu sobre você e seus cinquenta
soldados!”.
De repente, fogo desceu do céu do nada e consumiu o capitão e os cinquenta
soldados.
11 O rei mandou outro capitão com
cinquenta soldados.
Eles também disseram: “Homem de Deus! Por ordem do rei, desça daí!”.
12 Elias respondeu: “Se sou mesmo
homem de Deus, que desça fogo do céu sobre você e seus cinquenta soldados!”.
Imediatamente, fogo desceu do céu e consumiu o capitão e seus soldados.
13 O rei mandou um terceiro
capitão com cinquenta soldados. Pela terceira vez, um capitão e cinquenta
soldados se aproximaram de Elias. O capitão se ajoelhou e suplicou: “Ó
homem de Deus! Tenha consideração para com a minha vida e a vida destes
cinquenta soldados! Já duas vezes, fogo desceu do céu, atingiu e
destruiu um capitão e seus cinquenta soldados.
Por favor, tenha misericórdia!”.
15 O anjo do Eterno disse a Elias:
“Não tenha medo! Desça com ele”.
Elias se levantou, desceu e o acompanhou até a presença do rei.
16 Elias disse ao rei: “Assim diz
o Eterno: ‘Como você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom como se não
houvesse Deus em Israel, você não sairá vivo dessa cama.
Você é um homem morto’".
17 E ele morreu, exatamente como o
Eterno anunciou por meio de Elias. Como Acazias não teve filhos, seu irmão,
Jorão, o sucedeu no trono, no segundo ano do reinado de Jeorão, filho de
Josafá, rei de Judá.
18 O restante da vida de Acazias
está registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael."
2Reis 2
Eliseu é
sucessor de Elias
"1 Pouco antes de o Eterno
levar Elias ao céu num redemoinho, Elias e Eliseu saíram numa caminhada
partindo de Gilgal. Elias disse a Eliseu: “Fique aqui. O Eterno me mandou
tratar de um assunto em Betel”. Eliseu disse: “Assim como vive o Eterno, não
perderei você de vista!”. E os dois foram para Betel.
3 Em Betel, os discípulos dos
profetas viram Eliseu e disseram: “Você sabe que hoje o Eterno vai levar seu
mestre embora?”.
Ele respondeu: “Sim, eu sei. Mas não quero falar disso”.
4 Depois, Elias disse a Eliseu:
“Fique aqui! O Eterno me mandou tratar de um assunto em Jericó”. Eliseu
respondeu: “Assim como vive o Eterno, não perderei você de vista!”. E os dois
foram para Jericó.
5 Em Jericó, os discípulos dos
profetas disseram a Eliseu: “Você sabe que hoje o Eterno vai levar seu mestre
embora?”.
Ele respondeu: “Sim, eu sei. Mas não quero falar disso”.
6 Depois, Elias disse a Eliseu:
“Fique aqui. O Eterno me mandou tratar de um assunto no Jordão”. Eliseu
respondeu: “Assim como vive o Eterno, não perderei você de vista!”. E os dois
seguiram juntos.
7 Cinquenta discípulos dos
profetas ficaram observando de longe quando os dois pararam na margem do
Jordão.
8 Elias pegou sua capa,
enrolou-a e bateu na água.
O rio dividiu-se, e os dois atravessaram sobre chão seco.
9 Quando chegaram ao outro lado,
Elias disse a Eliseu: “O que posso fazer por você antes de eu ser levado
embora? Peça o que quiser”. Eliseu disse: “Quero a sua vida duplicada na
minha. Quero ser um homem de Deus igual a você”.
10 Elias disse: “É um pedido
difícil. Mas, se você vir quando eu for levado embora, receberá o que pediu.
Mas fique observando”.
11 Foi o que aconteceu. Eles
estavam andando e conversando.
De repente, uma carruagem de fogo, com cavalos também de fogo, ficou entre
eles, e Elias subiu no meio de um redemoinho para o céu. Eliseu viu a cena toda
e exclamou: “Meu pai, meu pai! Você era como os carros e a cavalaria de Israel!”.
Quando não havia mais o que ver, ele rasgou sua capa em pedaços. Depois, pegou
a capa de Elias, que tinha caído, voltou para a margem do Jordão e ficou ali.
Segurando a capa de Elias, a única coisa que tinha ficado dele, bateu na água e
disse: “Onde está agora o Eterno, o Deus de Elias?”. Quando a capa tocou
a água, o rio dividiu-se, e Eliseu o atravessou.
15 Os discípulos dos profetas de
Jericó também viram a cena de certa distância e comentaram: “O espírito de
Elias está em Eliseu!”. Por isso, eles o acolheram e o respeitavam como
profeta.
16 Eles disseram a Eliseu:
“Estamos a seu serviço. Temos cinquenta homens de confiança e podemos enviá-los
para procurar seu mestre. Talvez o Espírito do Eterno o tenha levado a uma
montanha ou deixado em algum vale remoto”. Eliseu disse: “Não se preocupem com
isso”.
17 Mas eles insistiram tanto que
ele acabou cedendo: “Tudo bem. Podem enviá-los”. Eles mandaram os cinquenta
homens, que passaram três dias procurando o profeta em tudo que era canto, pelas
montanhas e pelos vales, mas nem sinal dele.
18 Finalmente, voltaram para
Jericó, onde estava Eliseu. Ele disse: “Não falei que não fossem? Agora vocês
acreditam?”.
19 Certo dia, os líderes da cidade
disseram a Eliseu: “Mestre, você mesmo pode ver como nossa cidade está bem
localizada. Mas a água está poluída; por isso, a vegetação não cresce”.
20 Ele disse: “Tragam-me um
balde novo com um pouco de sal dentro dele”. Eles trouxeram o balde.
21 Ele foi até a nascente, jogou o
sal ali e profetizou: “Assim diz o Eterno: ‘Purifiquei esta água. Nunca
mais ela matará vocês nem contaminará a terra”. De fato, a água foi
purificada e continua limpa até hoje, como disse Eliseu.
23 Em outra ocasião, Eliseu estava
a caminho de Betel, e alguns meninos saíram da cidade e começaram a zombar
dele: “Você aí, careca! Vá embora daqui!”.
24 Eliseu virou-se, olhou para
eles e os amaldiçoou no nome do Eterno. Dois ursos saíram da mata e os
atacaram: quarenta e dois meninos foram despedaçados!
25 Eliseu subiu ao monte Carmelo
e, depois, voltou para Samaria."
2Reis 3
Eliseu prediz
a vitória sobre Moabe
"1 Jorão, filho de Acabe,
começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Josafá, rei
de Judá. Reinou doze anos. Aos olhos do Eterno, ele foi um rei mau. Mas não tão
mau quanto seu pai e sua mãe. Afinal, ele destruiu os postes sagrados de Baal
que seu pai e sua mãe tinham feito. Mas deu continuidade às práticas
detestáveis de Jeroboão, filho de Nebate, que corromperam Israel por tanto
tempo. Ele não se afastou daquelas práticas.
4 O rei Messa, de Moabe, criava
ovelhas. Ele era forçado a entregar ao rei de Israel cem mil cordeiros e a lã
de cem mil carneiros. Quando Acabe morreu, o rei de Moabe se rebelou contra o
rei de Israel. Por isso, o rei Jorão partiu de Samaria e passou em revista o
exército. A primeira coisa que fez foi mandar um recado a Josafá, rei de Judá:
“O rei de Moabe se rebelou contra mim. Você me ajuda a atacá-lo?”.
7 Josafá respondeu: “Estou com
você. As minhas tropas são as suas tropas, e os meus cavalos, os seus cavalos.
Por onde começamos?”. Jorão respondeu: “Pelo deserto de Edom”.
9 O rei de Israel, o rei de Judá e
o rei de Edom partiram e, depois de sete dias, estavam sem água para as tropas
e os animais.
10 O rei de Israel perguntou: “E
agora? O Eterno nos trouxe aqui, os três reis, para nos entregar nas mãos de
Moabe!”.
11 Mas Josafá disse: “Não há algum
profeta do Eterno por aqui, para que possamos consultar o Eterno por meio
dele?”. Um dos oficiais do rei de Israel disse: “Eliseu, filho de Safate, o
braço direito de Elias, mora em algum lugar aqui perto”.
12 Josafá disse: “Ótimo! Nele nós
podemos confiar!”. E os três reis — o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom —
foram vê-lo.
13 Eliseu disse ao rei de Israel:
“O que eu e você temos em comum? Vá consultar um dos profetas de seu pai
e de sua mãe”. O rei de Israel respondeu: “Nunca! Foi o Eterno que nos
uniu, três reis, para nos entregar nas mãos de Moabe”.
14 Eliseu respondeu: “Assim
como vive o Senhor dos Exércitos de Anjos, a quem sirvo, se não fosse pelo
respeito que tenho por Josafá, rei de Judá, não perderia tempo com vocês. Mas
tragam-me um harpista”. Enquanto o harpista tocava, o poder do Eterno
veio sobre Eliseu.
16 Ele profetizou: “Assim diz o
Eterno: ‘Façam covas em todo esse vale. Vocês não ouvirão o vento nem verão
chuva, mas o vale se encherá de água, para que suas tropas e seus animais bebam
à vontade. Isso é fácil para o Eterno. Ele também entregará Moabe em suas mãos.
Vocês devastarão a terra dele: destruirão as fortificações, arruinarão as
cidades, derrubarão os pomares, entupirão as nascentes e destruirão as lavouras
com pedras”.
20 De manhã, na hora do
sacrifício, a água já tinha chegado, e vinha do oeste, de Edom, como enxurrada,
inundando o vale.
21 A essa altura, todos em Moabe
souberam que os três reis tinham se unido para atacá-los. Todos os homens
capazes de manusear a espada foram convocados para lutar e se puseram na
fronteira. Eles estavam prontos logo cedo, quando a luz do Sol brilhou sobre a
água. De onde os moabitas estavam, o reflexo da luz solar na água parecia
sangue.
23 Eles gritaram: “Sangue! Vejam,
é sangue! Os reis devem ter lutado um contra o outro. Deve ter sido um
massacre! Vamos saqueá-los, pessoal!”.
24 Quando Moabe entrou no
acampamento de Israel, os israelitas estavam preparados e começaram a matar os
moabitas, que tentaram fugir, mas os israelitas corriam atrás deles e os
eliminavam. Israel arrasou as cidades, destruiu as lavouras com pedras, entupiu
as nascentes e derrubou os pomares. Só
Quir-Haresete, a capital, ficou intacta, mas não por muito tempo. Os israelitas
a sitiaram e a atacaram com pedras.
26 Quando o rei de Moabe percebeu
que não tinha chances, chamou setecentos homens que lutavam com espada para
atingir o rei de Edom, mas eles não conseguiram. Depois, ele pegou seu
filho mais velho, que seria seu sucessor, e o sacrificou sobre o muro da cidade.
Com isso, os moradores ficaram revoltados com os israelitas, e Israel
retrocedeu e voltou para casa."
2Reis 4
Eliseu
aumenta o azeite da viúva
"1 Certo dia, a mulher de um
dos discípulos dos profetas mandou chamar Eliseu e disse: “Seu servo, meu
marido, morreu. O senhor sabe como ele era dedicado ao Eterno. Agora, o homem
que tinha emprestado dinheiro a ele está cobrando a dívida e quer levar meus
dois filhos como escravos”.
2 Eliseu disse: “Como posso
ajudá-la? O que você tem em casa?”. Ela respondeu: “Nada! Apenas um pouco de
azeite”.
3 Eliseu disse: “Faça o seguinte:
percorra sua rua e peça emprestadas vasilhas e tigelas de suas vizinhas. Não
traga poucas, mas todas que você conseguir. Depois, volte para casa, feche a
porta, só você e seus filhos na casa. Derrame o azeite em cada vasilha até
encher e deixe-a de lado”.
5 Ela fez o que ele mandou.
Trancou-se em casa com os filhos, e, à medida que eles traziam as vasilhas, ela
as enchia de azeite. Quando todas as vasilhas e tigelas estavam cheias, ela
disse a um dos filhos: “Tragam mais vasilhas”. Mas ele respondeu: “Acabaram.
Não temos mais nenhuma vasilha”.
Então, o azeite cessou.
7 Ela foi contar ao homem de Deus
o que tinha acontecido. Ele disse: “Venda o azeite e pague a sua dívida. Você e
seus filhos poderão viver com o que sobrar”.
8 Certa vez, Eliseu passou por
Suném. Ali, uma mulher rica insistiu em que ele ficasse para comer. Isso acabou
virando um costume. Toda vez que ele passava por lá, parava para uma refeição.
9 A mulher disse ao marido:
“Tenho certeza de que esse homem que nos visita é um santo homem de Deus.
Por que não construímos um pequeno quarto de hóspede em cima da casa e
colocamos uma cama, uma mesa, cadeiras e uma lâmpada, para que, quando ele
vier, possa também se hospedar aqui?”.
11 Quando Eliseu apareceu de novo,
já pôde descansar no quarto.
12 Ele disse ao seu ajudante,
Geazi: “Chame essa sunamita. Quero conversar com ela”. Ele a chamou, e ela
veio.
13 Por meio de Geazi, Eliseu disse
a ela: “Você tem feito muito para nos acolher e cuidar de nós. O que podemos
fazer por você? Existe alguma coisa que você gostaria que pedíssemos ao rei ou
ao comandante do exército?”. Ela respondeu: “Não há nada. Estou satisfeita e
feliz com minha família”.
14 Eliseu conversou com Geazi:
“Precisamos fazer alguma coisa por ela, mas o quê?”. Geazi disse: “Veja, ela
não tem filhos, e seu marido é idoso”.
15 Eliseu disse: “Chame-a aqui”.
Ele a chamou, ela veio e ficou de pé na entrada do quarto.
16 Eliseu disse a ela: “A essa
hora, daqui um ano, você estará amamentando um filho”. Ela exclamou: “Ó, meu
senhor, homem de Deus! Não dê falsas esperanças à sua serva!”.
17 Mas a mulher concebeu e, um ano
depois, teve um filho, como Eliseu tinha predito.
18 O menino cresceu. Certo dia,
ele acompanhou seu pai, que estava trabalhando na colheita. De repente, o
menino gritou: “Ai, minha cabeça! Ai, minha cabeça!”. O pai ordenou a seu
escravo: “Leve o menino de volta para a mãe dele”.
20 O escravo carregou o menino nos
braços e o levou para a mãe. Ele ficou nos braços dela até o meio-dia e morreu.
21 Ela o levou para cima e o
deitou na cama do homem de Deus, fechou a porta e deixou o corpo ali.
22 Em seguida, chamou o marido e
disse: “Mande um dos escravos trazer uma jumenta, para que eu vá me encontrar
com o homem de Deus. Volto assim que puder”.
23 O marido estranhou: “Mas por
que agora? Hoje não é dia sagrado, nem lua nova, nem sábado!”. Ela respondeu:
“Não faça perguntas. Eu preciso ir agora. Confie em mim”.
24 Ela selou a jumenta e disse ao
escravo: “Vá em frente, o mais rápido que puder. Se estiver muito rápido, eu
aviso”. Assim, ela foi e encontrou o homem de Deus no monte Carmelo.
25 Quando o homem de Deus a viu de
longe, disse a Geazi: “Veja lá! É a sunamita! Vá depressa e pergunte: ‘O que
aconteceu? Está tudo bem? Como está seu marido? E seu filho?’”. Ela respondeu:
“Está tudo bem”.
27 Mas, quando chegou diante do
homem de Deus no monte, ela se jogou ao chão e agarrou os pés dele. Geazi veio
para tirá-la dali, mas o homem de Deus disse: “Tudo bem. Deixe-a! Não vê que
ela está aflita? Mas o Eterno não me mostrou o motivo da sua angústia”.
28 Ela perguntou: “Por acaso, eu
pedi um filho ao meu senhor? Eu não disse: ‘Não dê falsas esperanças à sua
serva?”.
29 Ele ordenou a Geazi: “Não perca
tempo. Pegue meu cajado e corra o mais depressa que puder. Se encontrar alguém,
nem se preocupe em cumprimentar. Se alguém cumprimentar você, não responda.
Ponha o meu cajado sobre o rosto do menino”.
30 A mãe do menino disse: “Assim
como vive o Eterno e como você vive, não te deixarei. Então, ele se levantou e
a seguiu.”. Geazi passou à frente e chegou primeiro e pôs o cajado sobre o
rosto do menino. No entanto, ele não deu sinal de vida. Geazi voltou a Eliseu e
disse: “O menino nem se mexeu”.
32 Eliseu entrou na casa e
encontrou o menino estirado, morto sobre a cama. Ele entrou e fechou a porta,
ficando só os dois no quarto. Eliseu orou ao Eterno e deitou na cama sobre o
menino, boca com boca, olho com olho, mãos com mãos. Com ele deitado assim, o
corpo do menino começou a se aquecer. Eliseu levantou-se e começou a andar pelo
quarto. Depois, voltou a se deitar sobre o menino. O menino começou a espirrar.
Espirrou sete vezes e abriu os olhos!
36 Eliseu chamou Geazi e disse:
“Traga a sunamita aqui!”. Ele a chamou e a trouxe para dentro do quarto.
Eliseu disse: “Abrace seu filho!”.
37 Ela se prostrou aos pés de
Eliseu com o rosto em terra, num misto de reverência e espanto. Depois, abraçou
seu filho e saiu com ele.
38 Eliseu partiu e foi para
Gilgal. Havia fome ali. Enquanto conversava com os discípulos dos profetas,
disse a seu ajudante: “Ponha uma panela grande no fogo e prepare um ensopado
para os profetas”.
39 Um deles saiu ao campo para
apanhar algumas ervas. Ele encontrou uma trepadeira de frutas silvestres,
apanhou alguns frutos e encheu a capa com eles. Voltou, cortou-os e os misturou
no ensopado, mesmo que ninguém soubesse que tipo de planta era. Quando ficou
pronto, o ensopado foi servido para os profetas. Eles começaram a comer, mas
gritaram: “A comida está contaminada, ó homem de Deus!”. Ninguém mais pôde
comer. Eliseu pediu: “Deem-me um pouco de farinha”. Ele jogou a farinha no
ensopado.
41 Em seguida, ordenou: “Agora
sirvam aos homens”. Eles comeram e passaram bem. Não havia mais problema algum
com o ensopado!
42 Certo dia, um homem chegou de
Baal-Salisa. Estava trazendo vinte pães frescos assados com grãos do início da
colheita e algumas maçãs para o homem de Deus. Eliseu disse: “Distribua a
comida para estas pessoas”.
43 Seu ajudante disse: “Para cem
homens? Não é o suficiente!”. Eliseu respondeu: “Faça assim mesmo. O
Eterno diz que, será suficiente”.
44 De fato, foi o bastante.
Ele serviu a comida, eles comeram e ainda sobrou."
2Reis 5
Naamã é
curado de lepra
"1 Naamã era comandante do
exército do rei da Síria. Era muito respeitado e estimado pelo seu senhor,
pois, por meio dele, o Eterno tinha concedido vitórias à Síria. Ele era
valente, mas sofria de uma grave doença de pele. Certa vez, quando a Síria
atacou Israel, uma jovem foi levada cativa e passou a servir a mulher de Naamã.
Um dia, ela disse à sua senhora: “Ah, se meu senhor pudesse ir ver o
profeta de Samaria! Ele seria curado dessa doença”.
4 Naamã foi falar com o rei sobre
o que a moça israelita tinha dito.
5 O rei da Síria disse: “Você deve
ir. Mandarei uma carta de apresentação ao rei de Israel”. E Naamã, foi levando
consigo trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e
dez trocas de roupas finas.
6 Naamã entregou a carta ao rei de
Israel. Ela dizia: “Quando você receber esta carta, saberá que estou enviando
pessoalmente meu oficial Naamã, para que você o cure de sua doença”.
7 Quando o rei de Israel leu a
carta, ficou angustiado e rasgou a própria roupa. Dizia: “Por acaso, sou algum
deus, com poder de tirar ou dar a vida ou de receber esse tipo de pedido? O que
está acontecendo? O rei está querendo arrumar briga, isto sim!”.
8 Eliseu, o homem de Deus, ficou
sabendo que o rei de Israel estava tão angustiado que tinha rasgado a própria
roupa e mandou perguntar a ele: “Por que você está tão perturbado, a ponto de
rasgar a própria roupa? Envie o oficial a mim, para que ele saiba que
existe um profeta em Israel”.
9 Naamã, com seus cavalos e
carros, chegou com toda a pompa e parou diante da casa de Eliseu.
10 Eliseu mandou um ajudante
recebê-lo com esta mensagem: “Vá ao rio Jordão e mergulhe ali sete vezes.
Sua pele será curada e renovada”.
11 Naamã ficou irritado e saiu
resmungando: “Pensei que ele sairia para me receber pessoalmente, invocar o
nome do Eterno, o seu Deus, tocar na pele enferma e eliminar a doença. Os rios
Abana e Farfar, em Damasco, são muito mais limpos que os rios de Israel. Por que
eu não poderia mergulhar neles? Pelo menos, sairia limpo”. E foi embora
furioso.
13 Mas os seus acompanhantes
disseram: “Meu pai, se o profeta tivesse pedido algo difícil, que
exigisse coragem, o senhor não o faria? Por que não acatar essa simples instrução
de mergulhar e se lavar?”.
14 E foi o que ele fez. Desceu ao
Jordão e mergulhou sete vezes no rio, de acordo com a ordem do homem de Deus. A
pele dele foi restaurada. Ficou tão saudável quanto a pele de um bebê.
15 Ele voltou à casa do homem de
Deus com sua comitiva, parou diante dele e disse: “Agora tenho certeza de
que não há Deus em nenhum outro lugar além de Israel”. Agradecido, ele
quis dar um presente a Eliseu.
16 Mas o profeta disse: “Assim
como vive o Eterno, a quem sirvo, não receberei nada de você”. Naamã insistiu,
mas ele não aceitou.
17 Naamã disse: “Já que você não
aceita nada, deixe-me levar dois burros carregados com a terra daqui, porque
não vou mais oferecer sacrifício a nenhum outro deus, senão ao Eterno.
Só peço que ele me perdoe uma única coisa: Quando, o meu senhor, o rei, apoiado
em meu braço, quiser entrar no santuário de Rimom para adorá-lo, e eu tiver que
me curvar diante dele, que o Eterno me perdoe por isso”.
19 Eliseu disse: “Tudo ficará bem.
Vá em paz”. Naamã não estava muito longe, quando Geazi, ajudante de Eliseu,
pensou: “Meu senhor deixou Naamã, aquele arameu, ir embora e não aceitou
nenhuma gratificação. Assim como vive o Eterno, vou atrás dele para receber
alguma coisa!”. E correu para alcançá-lo. Naamã o viu correndo e desceu do
carro para cumprimentá-lo e disse: “Alguma coisa errada?”.
22 Geazi respondeu: “Não há nada
errado, mas aconteceu um imprevisto. Meu senhor me mandou dizer: ‘Dois moços
dos discípulos dos profetas acabaram de chegar das montanhas de Efraim. Ajude-os
com trinta e cinco quilos de prata e duas trocas de roupas finas’”.
23 Naamã disse: “Certamente! Pode
ser setenta quilos?”. Naamã insistiu. Pôs o dinheiro em dois sacos e entregou
as duas trocas de roupas. Chegou a oferecer dois homens para ajudá-lo a carregar
os presentes.
24 Quando chegaram à colina onde
morava, Geazi pegou os presentes, guardou-os dentro de casa e despediu-se dos
homens de Naamã.
25 Depois disso, voltou para a
casa do seu senhor. Eliseu disse: “Então, o que você andou inventando, Geazi?”.
Geazi respondeu: “Nada, senhor”.
26 Eliseu disse: “Você não
sabia que eu estava presente em espírito com você quando aquele homem desceu do
carro para cumprimentá-lo? Acha que é hora de você se preocupar com
você mesmo, enchendo-se de presentes? A doença de pele de Naamã contaminará
você e sua família para sempre”. Geazi foi embora e, quando saiu, sua pele já
estava branca como a neve."
2Reis 6
Eliseu faz
flutuar um machado
"1 Certo dia, os discípulos
dos profetas procuraram Eliseu e disseram: “Como você sabe, o lugar em que
estamos está ficando muito pequeno para todos nós. Deixe-nos ir até o Jordão,
de onde cada um de nós poderá trazer um tronco para construir um lugar mais
espaçoso”. Eliseu disse: “Podem ir”.
3 Um deles disse: “Não quer ir
conosco?”. Eliseu prontificou-se: “Por que não?”.
4 Ele os acompanhou. Chegaram ao
Jordão e começaram a cortar as árvores. Um deles cortava a madeira, quando o
machado escapou do cabo e caiu no rio. Ele exclamou: “Ah, meu senhor! Justo o
machado que era emprestado!”.
6 O homem de Deus disse: “Onde ele
afundou?”. O moço mostrou o lugar. Eliseu cortou um galho e atirou no
local em que o ferro tinha afundado. O machado flutuou.
7 Eliseu disse: “Pode pegar”. O
moço retirou o machado da água.
8 Certa vez, quando o rei da Síria
atacava Israel, depois de consultar seus oficiais, ele contou seu plano: “Quero
armar uma emboscada em tal lugar”.
9 Mas o homem de Deus mandou dizer
ao rei de Israel: “Cuidado quando você passar por tal lugar, porque os arameus
armaram emboscada ali”.
10 O rei de Israel enviou uma
mensagem alertando sobre o lugar do qual o homem de Deus tinha falado. Essas
coisas aconteciam o tempo todo.
11 O rei da Síria ficou furioso
com tudo isso. Chamou seus oficiais e perguntou: “Quem está passando
informações para o rei de Israel? Quem é o espião?”.
12 Um dos seus oficiais disse: “Ninguém,
meu senhor. É Eliseu, o profeta de Israel. Ele conta ao rei de Israel tudo que
o senhor diz, até o que o senhor fala em segredo no seu quarto”.
13 O rei ordenou: “Descubram onde
ele está. Vou mandar prendê-lo”. O rei foi informado de que ele estava em Dotã.
14 Mais que depressa, o rei da
Síria enviou cavalos, carros e um exército muito bem armado. Eles chegaram à
noite e cercaram a cidade.
15 De manhã cedo, o ajudante do
homem de Deus levantou-se e foi para a rua. Surpreso, viu cavalos e carros
cercando a cidade.
O moço exclamou: “Ah, meu senhor! O que vamos fazer?”.
16 Eliseu disse: “Não se
preocupe. Estamos em maior número que eles”.
17 Eliseu orou: “Ó Eterno, abre os
olhos dele, para que veja”. Os olhos do moço se abriram, e ele pode ver. Ele
ficou maravilhado: toda a encosta da montanha estava ocupada por cavalos
e carros de fogo em torno da casa de Eliseu!
18 Quando os arameus atacaram,
Eliseu orou ao Eterno: “Faz que esses homens fiquem cegos!”. Eles ficaram
cegos, como Eliseu pediu.
19 O homem de Deus gritou para
eles: “Vocês vieram ao lugar errado! Não é esta a cidade que procuram! Venham,
vou levá-los ao homem que estão procurando!”. E os levou para Samaria.
20 Quando entravam na cidade,
Eliseu orou: “Ó Eterno, abra os olhos deles, para que vejam onde estão”.
O Eterno abriu os olhos deles, e, quando eles olharam, perceberam que estavam
dentro de Samaria.
21 Quando o rei de Israel os viu
ali, perguntou a Eliseu: “Meu pai, devo massacrá-los?”.
22 Eliseu respondeu: “Não! Por
acaso, você fere aqueles que captura? Não mesmo. Dê comida a eles e
mande-os de volta para o rei deles”.
23 O rei mandou preparar um
banquete para eles. Depois de comerem e beberem o suficiente, mandou-os
embora. Eles voltaram para o seu senhor. Depois desse incidente, as
tropas da Síria não perturbaram mais Israel.
24 Algum tempo depois, Ben-Hadade,
rei da Síria, reuniu seu exército e cercou Samaria, o que provocou uma fome
terrível na cidade. O preço dos alimentos subiu muito. Uma cabeça de jumento
custava oitenta peças de prata! Por uma tigela de vegetais, pagavam-se cinco
peças de prata!
26 Certo dia, o rei de Israel
percorria o muro da cidade. Uma mulher gritava: “Socorro, majestade!”.
27 Ele respondeu: “Se o Eterno não
a socorrer, como eu vou poder? Por acaso tenho trigo ou vinho?”.
28 Mas o rei perguntou: “Qual é o
seu problema?”. Ela respondeu: “Esta mulher me propôs: ‘Dê seu filho
hoje, para o comermos, e, amanhã, comeremos o meu’. Então, cozinhamos meu filho
e comemos. No dia seguinte, eu disse: ‘É a sua vez. Traga seu filho’. Mas ela
tinha escondido o filho”.
30 Quando o rei ouviu a história
da mulher, rasgou a própria roupa. Como estava andando sobre o muro, todos
viram que ele vestia pano de saco por baixo. Então, ele exclamou: “Deus me
castigue se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar sobre o pescoço dele
até o fim do dia!”.
32 Eliseu estava em casa, reunido
com as autoridades de Israel. O rei já tinha enviado alguém para matá-lo, mas,
antes de o executor chegar, Eliseu disse às autoridades: “Vocês sabem que
aquele assassino acabou de enviar alguém para cortar a minha cabeça? Prestem
atenção, quando o executor chegar, tranquem a porta. Vocês não estão ouvindo os
passos do seu senhor atrás dele?”.
33 Enquanto falava, o rei
apareceu, acusando: “Esta calamidade vem do Eterno. O que mais eu poderia
esperar do Eterno?”."
2Reis 7
Quatro
leprosos revelam a fuga dos siros
"1 Eliseu disse: “Ouçam o que
diz o Eterno: ‘A fome acabou. Amanhã, a esta hora, haverá comida em abundância.
Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de
prata no mercado, na entrada de Samaria".
2 O ajudante pessoal do rei disse
ao homem de Deus: “Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as
comportas do céu e fazer chover alimento?”. Eliseu respondeu: “Você mesmo
o verá, mas não comerá nem um bocado”.
3 Havia quatro leprosos sentados
do lado de fora dos portões da cidade. Eles disseram uns aos outros: “O que
estamos fazendo parados aqui? Aguardando a morte? Se entrarmos na cidade, onde
há fome, morreremos. Se ficarmos aqui, morreremos. Então, vamos arriscar,
entrar no acampamento arameu e nos entregar nas mãos deles. Se eles nos
receberem, estaremos salvos, se nos matarem, morreremos. Não temos nada a
perder”.
5 Assim, depois do pôr do sol,
eles foram para o acampamento dos arameus. Quando chegaram perto, ficaram
surpresos! Não havia ninguém ali! O Eterno tinha enganado o exército dos
arameus com o barulho de cavalos e de um poderoso exército. Eles
disseram uns aos outros: “O rei de Israel contratou os hititas e os egípcios
para nos atacar!”. Em pânico, fugiram à noite, deixando para trás tendas,
cavalos, jumentos e tudo que havia no acampamento. Os quatro leprosos entraram
numa tenda e comeram e beberam à vontade. Depois, apanharam prata, ouro e
roupas e os esconderam. Voltaram e entraram em outra tenda. Carregaram o que
puderam e levaram para seu esconderijo.
9 Até que disseram uns aos outros:
“Isto não está certo! Hoje é dia de vitória, e estamos desfrutando isso
sozinhos! Se aguardarmos até de manhã, seremos descobertos e castigados. Vamos
levar a notícia ao palácio do rei!”.
10 Eles foram até a porta da
cidade e anunciaram o que aconteceu: “Fomos ao acampamento dos arameus e, para
nossa surpresa, estava abandonado. Não havia ninguém, não se ouvia nenhum
barulho! Os cavalos e os jumentos estão amarrados, e as tendas estão
abandonadas”.
11 Os porteiros mandaram a
informação ao palácio real. O rei se levantou no meio da noite e disse aos seus
oficiais: “Vou dizer a vocês o que os arameus estão tramando: eles sabem que
estamos passando fome, abandonaram o acampamento e se esconderam no campo,
pensando: ‘Eles vão sair, aí nós invadiremos e tomaremos a cidade deles’”.
13 Um dos conselheiros disse:
“Mande alguns homens em cinco cavalos, dos que ainda restam na cidade, para
descobrir o que aconteceu. O destino deles aqui será o mesmo de todos que
ficarem na cidade”.
14 Eles prepararam dois carros com
cavalos. O rei os mandou atrás do exército da Síria com a seguinte ordem:
“Procurem saber o que aconteceu”.
15 Eles os seguiram até o Jordão.
Por todo o caminho, havia roupas e equipamentos que os arameus abandonaram
enquanto fugiam apavorados. Os homens voltaram e relataram ao rei o que tinham
visto.
16 Então, o povo saqueou o
acampamento dos arameus. O preço dos alimentos despencou da noite para o dia.
Uma medida de farinha ou duas medidas de cevada passaram a custar uma peça de
prata, conforme a palavra do Eterno.
17 O rei mandou seu ajudante
pessoal cuidar da porta da cidade, mas o povo saiu numa correria desenfreada, e
ele morreu pisoteado. Aconteceu exatamente o que o homem de Deus tinha predito
na ocasião em que o rei tinha ido falar com o profeta.
18 Tudo que o homem de Deus
anunciou aconteceu. Ele tinha predito que uma medida de farinha ou duas medidas
de cevada custariam, no dia seguinte, na porta da cidade, uma peça de prata. Ao
ajudante do rei, que tinha afrontado com sarcasmo o homem de Deus, dizendo:
“Você espera que acreditemos nisso? O Eterno vai abrir as comportas do céu e
fazer chover alimento?”, Eliseu tinha dito: “Você mesmo o verá, mas não comerá
nem um bocado”. Foi o que aconteceu. Ele morreu pisoteado pelo povo na entrada
da cidade."
2Reis 8
Restaurados
os bens da sunamita
"1 Anos antes, Eliseu tinha
dito à mulher cujo filho ele havia ressuscitado: “Você e sua família devem ir
morar em outro lugar. O Eterno mandará fome sobre a terra, e ela vai durar sete
anos”. A mulher fez o que o homem de Deus recomendou e mudou-se dali. Ela e sua
família viveram sete anos na terra dos filisteus. Depois desse tempo, a mulher
e sua família voltaram. Ela solicitou uma audiência com o rei e pediu de volta
sua terra e sua casa.
4 O rei conversava com Geazi,
ajudante do homem de Deus, e pediu: “Conte-me alguns casos de milagres de
Eliseu”. Justamente quando ele contava ao rei a história do menino morto que
foi ressuscitado, a mãe do menino apareceu, pedindo sua terra e sua casa. Geazi
disse: “Ó rei, meu senhor, esta é a mulher! E este é o filho dela que Eliseu
ressuscitou!”.
6 O rei quis saber a história
toda, e ela contou. O rei designou um oficial para acompanhá-la e disse:
“Devolva tudo que pertencia a ela e todo o lucro da terra dela durante o tempo
em que esteve ausente”.
7 Eliseu tinha ido a Damasco, e
Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Alguém disse ao rei: “O homem de Deus
está na cidade”.
8 O rei deu ordens a Hazael: “Leve
um presente e vá se encontrar com o homem de Deus. Consulte o Eterno por
intermédio dele para saber se vou sarar desta enfermidade”.
9 Hazael foi falar com Eliseu,
levando consigo o que havia de melhor em Damasco: quarenta camelos carregados
de mercadorias! Quando chegou, apresentou-se a Eliseu e disse: “Seu filho,
Ben-Hadade, rei da Síria, mandou-me aqui para perguntar: ‘Vou sarar desta
enfermidade?’”.
10 Eliseu respondeu: “Volte e diga
a ele: ‘Não se preocupe. Você vai sarar’. Porém, o Eterno me mostrou que, mesmo
assim, ele morrerá”. Depois de dizer isso, fixou os olhos em Hazael até ele
ficar constrangido. Então, o homem de Deus começou a chorar.
12 Hazael perguntou: “Por que está
chorando?”. Eliseu respondeu: “Porque sei o que você fará aos filhos de
Israel: incendiará suas fortalezas, matarás seus jovens, massacrará seus bebês,
rasgará a barriga das grávidas”.
13 Hazael disse: “Você está
achando que sou um cão raivoso para cometer essas atrocidades?”. Eliseu disse:
“O Eterno me mostrou que você será o rei da Síria”.
14 Hazael deixou Eliseu e voltou
para seu senhor.
O rei perguntou: “Então, o que disse Eliseu?”.
Hazael respondeu: “Ele disse: ‘Não se preocupe!
Você viverá!’”.
15 Mas, no dia seguinte, ele
molhou um cobertor pesado e cobriu com ele o rosto do rei, que morreu sufocado.
Hazael tornou-se rei.
16 No quinto ano do reinado de
Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá,
começou a reinar. Ele tinha 32 anos de idade quando começou a reinar e reinou
oito anos em Jerusalém. Ele seguiu o caminho dos reis de Israel, casando-se com
descendentes de Acabe e dando continuidade aos pecados daquele rei. Aos olhos
de Deus, cometeu muitos erros. Apesar disso, por causa do seu servo Davi, o
Eterno não quis destruir Judá. Ele tinha prometido manter uma chama acesa entre
os descendentes de Davi.
20 Durante o reinado de Jeorão,
Edom se revoltou contra o domínio de Judá e estabeleceu um rei para si. Jeorão
reagiu, mandando seus carros de guerra para Zair. Edom o cercou, mas, durante a
noite, Jeorão e os seus comandantes de carros atacaram Edom com violência e
romperam o cerco.
Mas o exército de Judá acabou desertando.
22 Até hoje, Edom se rebela contra
Judá. Até Libna havia se rebelado na época.
23 O restante da vida e dos
acontecimentos do reinado de Jeorão está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá.
Jeorão morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu
filho Acazias o sucedeu como rei.
25 No décimo segundo ano do
reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Acazias, filho de Jeorão, rei
de Judá, começou a reinar. Acazias tinha 22 anos de idade quando começou a
reinar e reinou apenas um ano em Jerusalém. Sua mãe era neta de Onri, rei de
Israel, e chamava-se Atalia. Ele viveu e reinou nos moldes da família de Acabe,
ou seja, repetiu os erros deles perante o Eterno e casou-se com uma mulher da
família de Acabe.
28 Acazias aliou-se a Jorão, filho
de Acabe, rei de Judá, na guerra contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade.
Os flecheiros feriram Jorão, e ele foi para Jezreel, a fim de se recuperar dos
ferimentos da guerra contra Hazael, rei da Síria. Acazias, filho de Jeorão, rei
de Judá, foi visitar Jorão, filho de Acabe, que estava enfermo em
Jezreel."
2Reis 9
Jeú é ungido
rei de Israel
"1 Certo dia, o profeta
Eliseu ordenou a um dos discípulos dos profetas: “Arrume-se, pegue este frasco
de azeite e vá a Ramote-Gileade. Procure Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi.
Quando o encontrar, leve-o para uma sala reservada, longe da vista dos seus
companheiros. Pegue o frasco de azeite, derrame o óleo sobre a cabeça dele e
diga: ‘Assim diz o Eterno: Eu o estou ungindo rei sobre Israel’. Depois, abra a
porta e saia correndo. Não perca tempo, corra o mais rápido que puder”.
4 O jovem profeta foi a
Ramote-Gileade. Quando chegou lá, encontrou os oficiais do exército todos
reunidos. Ele disse: “Tenho um assunto para tratar com o oficial”. Jeú
perguntou: “Com qual de nós?”. Ele respondeu:
“O senhor mesmo, comandante!”.
6 Ele se levantou e entrou na
casa. O jovem profeta derramou o óleo sobre a cabeça dele e disse: “Assim diz o
Eterno, o Deus de Israel: ‘Eu estou ungindo você rei sobre o povo do
Eterno, o povo de Israel. Estou dando a você a incumbência de atacar as forças
de Acabe, seu senhor. Vou me vingar do sangue dos meus servos, os profetas —
todos os profetas do Eterno que Jezabel massacrou. Toda a descendência
de Acabe está destinada à destruição. Vou eliminar todos eles. Vou fazer que a
família de Acabe tenha o mesmo fim que a família de Jeroboão, filho de Nebate,
e a família de Baasa, filho de Aías. Quanto a Jezabel, os cães comerão
seu corpo nos campos de Jezreel. Ela nem será sepultada!’”.
Depois de dizer isso, o profeta disparou porta afora.
11 Quando Jeú retornou para a
reunião dos oficiais do rei, eles perguntaram: “Está tudo bem? O que aquele
maluco queria com você?”. Jeú respondeu: “Vocês conhecem esse tipo de gente. Só
conversa fiada”.
12 Eles insistiram: “Não, não é
verdade! Conte o que está acontecendo”. Ele respondeu: “Ele me disse: ‘Assim
diz o Eterno: Eu estou ungindo você rei sobre Israel!’”.
13 No mesmo instante, eles se
levantaram, estenderam capas nos degraus, improvisaram um trono, soaram a
trombeta e proclamaram: “Jeú é rei!”.
14 Esse fato deu início à
conspiração de Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, contra Jorão. Enquanto
isso, Jorão e todo o seu exército estavam defendendo Ramote-Gileade contra Hazael,
rei da Síria. Jorão estava em Jezreel, recuperando-se dos ferimentos da batalha
contra o rei da Síria. Jeú disse: “Se vocês, de fato, me querem como rei, não
deixem ninguém sair da cidade para levar a notícia a Jezreel”.
16 Em seguida, Jeú preparou um
carro e foi até Jezreel, onde Jorão se recuperava na cama. O rei Acazias, de
Judá, estava ali, visitando Jorão.
17 Uma sentinela que estava na
torre em Jezreel viu a comitiva de Jeú chegando e disse: “Estou vendo um grupo
de homens”.
Jorão disse: “Mande um cavaleiro sair ao encontro deles e perguntar: ‘Está tudo
bem?’”.
18 O cavaleiro saiu ao encontro de
Jeú e disse: “O rei quer saber se está tudo bem?”. Jeú disse: “O que isso
importa a você? Vá lá para trás!”. A sentinela disse: “O mensageiro chegou lá,
mas não está voltando”.
19 O rei mandou outro cavaleiro.
Quando chegou, disse a mesma coisa: “O rei quer saber se está tudo bem?”. Jeú
disse: “O que isso importa a você? Vá lá para trás!”.
20 A sentinela disse: “O
mensageiro chegou lá, mas não está voltando. Pelo jeito de dirigir o carro,
parece ser Jeú, filho de Ninsi. Ele dirige como louco!”.
21 Jorão ordenou: “Preparem-me um
carro!”. O carro foi preparado, e Jorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá,
saíram, cada um no seu carro, ao encontro de Jeú. Eles se encontraram no campo
de Nabote, de Jezreel.
22 Quando Jorão viu Jeú, gritou:
“Está tudo bem, Jeú?”.
Jeú respondeu: “Como poderia estar bem, se a idolatria e a feitiçaria da
sua mãe, Jezabel, continuam poluindo a nação?”.
23 Jorão deu a volta no carro e
fugiu, gritando para Acazias:
“É uma armadilha, Acazias!”.
24 Jeú armou seu arco e disparou
uma flecha, que atingiu Jorão nas costas. A flecha perfurou o coração dele, e
ele caiu do carro, morto.
25 Jeú ordenou a Bidcar, seu
oficial: “Depressa! Jogue-o no campo de Nabote, de Jezreel. Lembra-se de quando
estávamos no carro atrás de Acabe, seu pai? Foi naquele momento que o Eterno
anunciou a destruição dele, dizendo: ‘Assim como eu vi o sangue de Nabote e dos
seus filhos ontem, você pagará por isso, exatamente no mesmo local’. Por isso,
jogue-o naquele campo, conforme a instrução do Eterno”.
27 Acazias, rei de Judá,
presenciou tudo e fugiu na direção de Bete-Hagã. Jeú o perseguiu, gritando:
“Peguem-no também!”.
As tropas de Jeú atiraram contra ele e o feriram no carro, na subida para Gur,
perto de Ibleã. Ele conseguiu chegar a Megido e morreu ali.
28 Seus ajudantes o levaram para
Jerusalém e o sepultaram no túmulo da família, na Cidade de Davi.
29 Acazias tinha começado a reinar
em Judá no décimo primeiro ano do reinado de Jorão, filho de Acabe.
30 Quando Jezabel ouviu que
Jeú tinha chegado a Jezreel, ela se pintou, arrumou o cabelo e ficou na janela
do palácio.
Quando Jeú chegou à cidade, ela gritou: “Como vai, ‘Zinri’, seu assassino de
reis?”.
32 Jeú olhou para cima e disse: “Alguém
vai me apoiar?”. Uns dois ou três eunucos do palácio olharam pela
janela.
33 Jeú disse: “Joguem-na
para baixo!”. Eles jogaram Jezabel pela janela. O sangue dela espirrou na parede
e nos cavalos, e Jeú a atropelou.
34 Depois, Jeú entrou no palácio e
se alimentou. Durante a refeição, deu esta ordem: “Cuidem daquela mulher. Deem
a ela um enterro decente. Afinal, era filha de um rei”.
35 Alguns homens saíram para
cumprir a ordem, mas encontraram apenas o crânio, os pés e as mãos. Eles
voltaram e relataram o fato a Jeú. Ele disse: “Cumpriu-se a palavra do Eterno
anunciada por Elias, o tesbita: No campo de Jezreel, os cães devorarão
Jezabel.
37 O corpo de Jezabel será
espalhado por cães nos campos de Jezreel. Velhos amigos e admiradores dirão:
‘Será que esta é Jezabel?’”."
2Reis 10
Jeú extermina
a casa de Acabe
"1 Havia ainda setenta
descendentes de Acabe morando em Samaria. Jeú escreveu uma carta aos oficiais
de Jezreel, às autoridades da cidade e aos responsáveis pelos descendentes de
Acabe e a enviou a Samaria. A carta dizia:
2 Esta carta é um aviso. Vocês,
que são responsáveis pelos descendentes, cavalos, fortificações e armas de seu
senhor, escolham o melhor e mais competente dos descendentes de seu senhor e
ponham-no sobre o trono. Preparem-se para defender a dinastia de seu senhor.
4 As autoridades ficaram
apavoradas com a carta, dizendo:
“Jeú já eliminou dois reis. Não temos nenhuma chance!”.
5 Por isso, enviaram o
administrador do palácio, o governador da cidade, as autoridades e os
responsáveis pelos descendentes a Jeú com esta mensagem: “Somos seus servos.
Faremos tudo que o senhor nos ordenar. Não instituiremos nenhum rei aqui.
O senhor está no comando. Faça o que achar melhor”.
6 Jeú escreveu outra carta: Se
vocês estão mesmo do meu lado, devem estar dispostos a seguir as minhas ordens.
Portanto, quero que façam o seguinte: cortem a cabeça dos descendentes de seu
senhor e tragam-nas amanhã para mim aqui em Jezreel. Eram setenta os
descendentes do rei. As autoridades da cidade eram responsáveis por eles.
Quando eles receberam a carta, prenderam e mataram todos os setenta. Depois,
puseram as cabeças em cestos e as enviaram para Jeú, em Jezreel.
8 Alguém disse a Jeú: “Eles
entregaram as cabeças”. Ele disse: “Façam dois montes e deixem que elas fiquem
na entrada da cidade até de manhã”.
9 Na manhã seguinte, Jeú foi até a
entrada da cidade, pôs-se diante do povo e falou: “Vocês percebem hoje que são
participantes das obras justas de Deus? É verdade, fui eu que conspirei e
mandei matar o meu senhor. Mas vocês sabem quem é por esse monte de caveiras?
Saibam disto: nem mesmo uma sílaba do que Deus falou em juízo contra a família
de Acabe foi cancelada. Vocês mesmos estão vendo que o Eterno cumpriu o que
disse por meio do seu servo Elias”.
11 Então, Jeú mandou matar os que
restavam da família de Acabe em Jezreel, bem como os amigos mais chegados, os
conhecidos e os sacerdotes. Todos foram eliminados.
12 Depois disso, Jeú partiu para
Samaria. Perto de Bete-Equede dos Pastores, ele encontrou alguns parentes de
Acazias, rei de Judá. Jeú perguntou: “Quem são vocês?”. Eles responderam:
“Somos parentes de Acazias e viemos para um encontro da família real”.
14 Jeú ordenou: “Prendam-nos!”.
Eles foram levados e mortos junto à fonte de Bete-Equede. Quarenta e dois
homens morreram. Nenhum sobreviveu.
15 De lá, ele seguiu caminho e
encontrou Jonadabe, filho de Recabe, que vinha justamente para falar com o rei.
Jeú o saudou e perguntou: “Você concorda com o que estou fazendo?”. Jonadabe
respondeu: “Sim! Conte comigo”. Jeú disse: “Então, aperte a minha mão”. Eles
apertaram as mãos, e Jonadabe subiu no carro com Jeú.
16 Jeú o convidou: “Venha comigo e
veja você mesmo o zelo que tenho pelo Eterno”. E foram juntos no carro.
17 Quando chegaram a Samaria, Jeú
mandou matar todos os que, naquela cidade, ainda tinham alguma ligação com
Acabe. Foi um terrível massacre, como o Eterno tinha revelado a Elias.
18 Em seguida, Jeú reuniu todo o
povo e falou: “Acabe serviu a Baal muito pouco. Jeú será muito mais devoto.
“Chamem todos os profetas de Baal. Todos que o serviam e todos os sacerdotes.
Todos devem comparecer aqui. Não deixem ninguém de fora. Preciso oferecer um
grande sacrifício a Baal. Quem não aparecer será morto”. Na verdade, Jeú
estava mentindo. Ele queria destruir os adoradores de Baal.
20 Ele deu esta ordem: “Preparem
uma santa assembleia em honra a Baal”. Eles fizeram conforme o pedido dele e
marcaram a data.
21 Jeú convocou todo o povo de
Israel, e todos os servos de Baal compareceram. Não faltou ninguém. Eles
encheram o templo de Baal até não caber mais ninguém.
22 O rei instruiu o encarregado
das vestimentas: “Traga vestimentas para todos os adoradores de Baal”.
Ele trouxe todas elas.
23 Jeú e Jonadabe, filho de
Recabe, entraram no templo de Baal e disseram: “Certifiquem-se de que não haja
nenhum adorador do Eterno aqui. Só Baal será adorado”. A cerimônia começou com
sacrifícios e ofertas queimadas. Jeú tinha deixado oitenta homens de prontidão
com a seguinte ordem: “Não deixem ninguém escapar. Quem deixar escapar
alguém pagará com a própria vida”.
25 Quando as solenidades do
sacrifício chegaram ao fim, Jeú deu sinal para os oficiais e guardas: “Entrem e
matem todos eles! Não poupem ninguém!”. E começou o massacre. Os oficiais e
guardas iam jogando os corpos para fora a fim de poderem entrar no santuário de
Baal. Eles retiraram a coluna sagrada do templo de Baal e a queimaram.
Quebraram também os altares de Baal e derrubaram o templo. Desde então, o local
é usado como latrina.
28 Foi assim que Jeú eliminou Baal
de Israel.
29 Apesar disso, Jeú não se
afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida
de pecado. Os bezerros de ouro em Betel e Dã permaneceram.
30 O Eterno disse a Jeú: “Você fez o que era certo, seguindo às minhas ordens.
Cumpriu o que determinei a respeito da família de Acabe. Por isso, sua
descendência permanecerá quatro gerações no trono de Israel”.
31 Mesmo assim, Jeú não teve o cuidado
de seguir com toda dedicação e integridade os caminhos do Eterno, o Deus de
Israel. Ele não se afastou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que levou
Israel a viver em pecado.
32 O Eterno começou a diminuir o
território de Israel. Hazael invadiu as fronteiras de Israel, desde o Jordão,
na direção leste, todo o território de Gileade, Gade, Rúben e Manassés, desde
Aroer, próximo do ribeiro de Arnom, abrangendo toda a região de Gileade e Basã.
34 O restante da vida de Jeú, com
suas realizações e sua fama, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de Israel.
Jeú morreu e foi sepultado no túmulo da família, em Samaria. Seu filho Jeoacaz
foi seu sucessor. Jeú reinou sobre Israel, em Samaria, vinte e oito anos."
2Reis 11
Atalia usurpa
o trono de Judá
"1 Quando Atalia, mãe de
Acazias, soube que ele estava morto, mandou matar toda a família real. Mas
Jeoseba, filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, pegou Joás, um dos filhos de
Acazias marcados para morrer, e o escondeu junto com sua ama num quarto, para que
Atalia não o encontrasse. Por isso, ele não foi morto. Ficou escondido seis
anos no templo do Eterno. Enquanto isso, Atalia reinou sobre a nação.
4 No sétimo ano, Joiada mandou
chamar os capitães da guarda e os seguranças do palácio. Eles se encontraram no
templo do Eterno. Ele fez um acordo com eles depois que juraram não dizer nada
e, então, apresentou o príncipe a eles.
5 Em seguida, disse: “Vocês vão
fazer o seguinte: os que entrarem de serviço no sábado guardarão o palácio; os
que saírem do serviço no sábado montarão guarda no templo do Eterno. Vocês
devem se unir na hora da troca da guarda e, armados, protegerão o rei. Matem
qualquer um que se aproximar da barreira que vocês vão formar. Não desgrudem do
rei nem por um segundo. Acompanhem-no aonde ele for”.
9 Os capitães obedeceram às ordens
do sacerdote Joiada. Cada um reuniu seus subordinados. Os que entraram de
serviço no sábado e os que saíram de serviço no mesmo dia se apresentaram ao
sacerdote Joiada. O sacerdote armou os oficiais com lanças e escudos que haviam
pertencido ao rei Davi e estavam guardados no templo do Eterno. Preparados e
armados, os guardas assumiram suas posições para proteger o rei de uma
extremidade a outra do edifício, rodeando o altar e o templo.
12 Depois, o sacerdote apresentou
o príncipe, pôs sobre a cabeça dele uma coroa, entregou a ele uma cópia da
aliança de Deus e o empossou como rei. Enquanto o sacerdote o ungia, todos
aplaudiam e clamavam: “Viva o rei!”.
13 Atalia ouviu a gritaria dos
guardas e do povo e foi espiar a multidão no templo do Eterno. Ficou surpresa
de ver o rei de pé ao lado da coluna, na qual costumavam ficar os reis, rodeado
de capitães e oficiais, apoiado com entusiasmo por todos ao redor, ao som das
trombetas. Atalia rasgou a própria roupa e gritou: “Traição! Traição!”.
15 O sacerdote Joiada deu ordens
aos oficiais da guarda: “Levem-na para fora e matem qualquer um que fizer
menção de segui-la”. (O sacerdote tinha ordenado que não a matassem no interior
do templo.) Eles a arrastaram até a estrebaria do palácio e a mataram ali.
17 Joiada fez uma aliança entre o
Eterno, o rei e o povo, para que fossem o povo do Eterno. Também fez uma
aliança entre o rei e o povo.
18 O povo entrou no templo de Baal
e o destruiu, derrubando os altares e os ídolos. Na frente do altar, mataram
Matã, sacerdote de Baal. Joiada pôs guardas no templo do Eterno. Organizou os
oficiais da guarda pessoal e da segurança do palácio no meio do povo para
escoltar o rei do templo do Eterno, passando pela porta da guarda, para dentro
do palácio. Ali, ele sentou no trono. Todos festejaram. A cidade ficou segura e
sem tumulto.
Atalia foi morta com a espada real.
21 Joás tinha 7 anos de idade
quando começou a reinar."
2Reis 12
O reinado de
Joás
"1 No sétimo ano de Jeú, Joás
começou a reinar. Ele reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava
Zíbia e era de Berseba.
2 Ensinado e preparado pelo
sacerdote Joiada, Joás agradou o Eterno durante toda sua vida, mas não eliminou
os altares ao deus da fertilidade. O povo continuava oferecendo sacrifícios e
incenso nesses altares.
4 Joás disse ao sacerdote: “Pegue
o dinheiro que foi trazido como oferta ao templo do Eterno, tanto das ofertas
obrigatórias quanto das voluntárias. Faça que os sacerdotes mantenham um
registro dos valores e usem esse dinheiro para os reparos do templo”.
6 Mas, até o vigésimo terceiro ano
do reinado de Joás, os sacerdotes não haviam feito nada, e o templo do Eterno
estava se deteriorando.
7 O rei Joás chamou o sacerdote
Joiada e o grupo de sacerdotes e perguntou: “Por que vocês não fizeram os
reparos do templo? Vocês estão proibidos de ficar com o dinheiro para os
reparos do templo. De agora em diante, entreguem tudo que recolherem”.
8 Os sacerdotes concordaram em não
pegar o dinheiro e em transferir a responsabilidade pelos reparos do templo.
9 Joiada pegou uma caixa, fez uma
abertura na parte de cima.
A caixa foi posta do lado direito da entrada principal do templo do Eterno.
Todas as ofertas trazidas ao templo eram depositadas na caixa pelos sacerdotes
que guardavam a entrada. Quando percebiam que já havia uma boa quantidade de
dinheiro na caixa, o secretário do rei e o sacerdote principal abriam a caixa e
contavam o dinheiro. Eles entregavam o dinheiro para os responsáveis pelos
projetos do templo, que, então, pagavam carpinteiros, construtores, pedreiros e
cortadores de pedras. Também compravam madeira e pedras lavradas para os
reparos e reformas do templo do Eterno. Aplicavam tudo na manutenção do templo.
Nenhuma oferta trazida ao templo do Eterno era utilizada para as despesas do
culto, como bacias de prata, cortadores de pavios, trombetas e demais
utensílios de ouro e prata. Todo o dinheiro era entregue aos responsáveis pela
manutenção do templo, e nem era preciso fiscalizar os responsáveis pelo
dinheiro destinado a essa obra, porque todos eram muito honestos. Já as ofertas
de reparação e de perdão não eram destinadas à manutenção nem à reforma do
templo: elas ficavam com os sacerdotes.
17 Nesse meio-tempo, Hazael, rei
da Síria, atacou a cidade de Gate e a conquistou. Depois, quis atacar
Jerusalém. Diante da ameaça, Joás, rei de Judá, reuniu todos os objetos
consagrados, que haviam sido dedicados por seus antecessores Josafá, Jeorão e
Acazias, reis de Judá, mais os objetos por ele mesmo dedicados e todo o ouro
que pôde encontrar nos cofres do palácio e enviou tudo para Hazael, rei da
Síria. Com isso, Hazael não incomodou mais Jerusalém.
19 O restante da vida e dos feitos
de Joás, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis
de Judá. Por fim, os oficiais do palácio conspiraram contra ele e o
assassinaram quando ele descia a rampa da fortaleza, pelo lado de fora do muro
da cidade. Os assassinos foram Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de
Somer. Joás morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi. Seu
filho Amazias o sucedeu como rei."
2Reis 13
O reinado de
Jeoacaz
"1 No vigésimo terceiro ano
de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, Jeoacaz, filho de Jeú, começou a reinar
sobre Israel, em Samaria. Reinou dezessete anos. Ele agiu mal diante do Eterno,
seguindo os passos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a uma vida de
pecado. Ele não se desviou desses pecados. Por isso, o Eterno se enfureceu contra
Israel e o entregou a Hazael, rei da Síria, e a Ben-Hadade, filho de Hazael.
Israel ficou sob o domínio deles durante muito tempo.
4 Um dia, Jeoacaz orou ao Eterno,
e ele respondeu. O Eterno viu que Israel sofria sob a opressão do rei da Síria.
O Eterno designou um libertador em Israel, que o livrou da opressão da Síria.
Os filhos de Israel puderam viver novamente em paz em suas casas. Mas isso não
fez diferença: eles não mudaram de vida, não se afastaram dos pecados que
Jeroboão tinha introduzido em Israel. Os altares da deusa da prostituição Aserá
continuaram ditando a religião em Samaria.
7 Depois da opressão de Hazael,
não restou quase nada do exército de Jeoacaz, exceto cinquenta cavaleiros, dez
carros de guerra e dez mil soldados de infantaria. O rei da Síria tinha
destruído o exército, reduzindo a pó o que restou.
8 O restante da vida e dos feitos
de Jeoacaz, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis
de Israel. Jeoacaz morreu e foi sepultado com seus antepassados em Samaria. Seu
filho Jeoás foi seu sucessor.
10 No trigésimo sétimo ano de
Joás, rei de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, começou a reinar sobre Israel, em
Samaria. Reinou dezesseis anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois não se
desviou em nada dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez Israel cometer.
Ele seguiu os passos de Jeroboão.
12 O restante da vida e dos feitos
de Jeoás, com as suas realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está
tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e descansou com
seus antepassados. Jeroboão foi seu sucessor. Jeoás foi sepultado em Samaria,
no cemitério real.
14 Eliseu sofria de uma
doença incurável, e Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo. Quando o rei
viu Eliseu, começou a chorar: “Meu pai! Meu Pai! Você é a força, os carros e os
cavalos de Israel!”.
15 Eliseu lhe disse: “Vá buscar um
arco e algumas flechas”. O rei trouxe o arco e as flechas.
16 Ele disse ao rei: “Pegue o
arco”. Ele pôs as mãos no arco, e Eliseu pôs suas mãos sobre a mão do rei.
17 Eliseu disse: “Agora, abra a
janela que dá para o leste”. Ele a abriu. O profeta disse: “Atire!”. Ele
atirou. Eliseu exclamou: “Essa é a flecha da vitória do Eterno! A flecha da
libertação da Síria! Você lutará contra a Síria até não restar nada daquele
reino”.
18 Disse Eliseu: “Agora, pegue as
outras flechas”. Ele as apanhou. Eliseu disse ao rei de Israel: “Bata no chão”.
O rei bateu no chão três vezes e parou.
19 O homem de Deus ficou zangado
com ele: “Por que não bateu cinco ou seis vezes? Se tivesse feito isso, você
eliminaria a Síria de vez. Mas desse jeito você a derrotará apenas três vezes”.
20 Depois disso, Eliseu morreu e
foi sepultado. Passado um tempo, as hordas moabitas invadiram o país, como
costumavam fazer todos os anos. Certo dia, alguns homens estavam sepultando um
morto e viram um desses bandos. Eles jogaram o morto no túmulo de Eliseu
e saíram correndo e quando tocou os ossos de Eliseu, o morto ressuscitou,
levantou-se e saiu andando.
22 Hazael, rei da Síria,
atormentou e oprimiu Israel durante todo o reinado de Jeoacaz. Mas o Eterno
teve compaixão do povo.
Foi leal para com eles por causa da aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó.
Ele nunca desistiu deles e nunca quis destruí-los. Hazael, rei da Síria,
morreu. Ben-Hadade foi seu sucessor.
25 Jeoás conseguiu retomar as
cidades que Ben-Hadade, filho de Hazael, tinha capturado de seu pai Jeoacaz.
Jeoás foi à guerra três vezes e conseguiu recuperar as cidades de Israel."
2Reis 14
O reinado de
Amazias, de Judá
"1 No segundo ano do reinado
de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, Amazias, filho de Joás, começou a
reinar em Judá. Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou
vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jeoadã e era de Jerusalém.
3 Ele fez o que agradava ao Eterno
e agia corretamente. Mas não alcançou o exemplo de Davi: foi mais parecido com
seu avô, Joás. Ele não derrubou os altares das divindades ligadas às orgias
religiosas, e o povo continuava oferecendo sacrifícios ali.
5 Quando assumiu o controle sobre
todos os negócios do reino, mandou matar a guarda do palácio, que tinha
assassinado seu pai. Mas não mandou matar os filhos dos assassinos. Ele foi
obediente ao mandamento do Eterno, escrito na palavra revelada a Moisés, segundo
o qual os pais não devem ser executados por causa dos crimes dos filhos, nem os
filhos por conta dos pais. Cada um deve responder pelos próprios atos.
7 Amazias derrotou dez mil
edomitas no vale do Sal. Em outra batalha, conquistou Selá e mudou o seu nome
para Jocteel, que permanece até hoje.
8 Certo dia, Amazias mandou
mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para
desafiá-lo a lutar: “Se tiver coragem, venha se encontrar comigo. Vamos medir
forças!”.
9 Jeoás, rei de Israel, respondeu
a Amazias, rei de Judá: “Certa vez, um espinheiro do Líbano mandou dizer a um
cedro do Líbano: ‘Dê sua filha em casamento a meu filho’. Mas, depois, um
animal selvagem do Líbano passou, pisou no espinheiro e o esmagou. Só porque
você derrotou os edomitas na batalha, agora está pensando que é mais forte que
todos. Pode se orgulhar, mas fique aí no seu canto. Por que arriscar a sorte?
Por que amargar uma derrota para você mesmo e para Judá?”.
11 Mas Amazias não desistiu.
Então, Jeoás, rei de Israel, cedeu e concordou em enfrentar Amazias, rei de
Judá. Eles se encontraram em Bete-Semes, uma cidade de Judá.
12 Judá sofreu uma humilhante
derrota para Israel. Todos os soldados fugiram para casa.
13 Jeoás, rei de Israel, capturou
Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, em Bete-Semes. Mas Jeoás
não parou por aí. Prosseguiu para atacar Jerusalém. Demoliu os muros da cidade
desde o Portão de Efraim até o Portão da Esquina, cerca de cento e oitenta
metros. Saqueou o ouro, a prata e todos os utensílios de valor do palácio e do
templo do Eterno. Também fez vários reféns e voltou para Samaria.
15 O restante da vida e dos feitos
de Jeoás, suas grandes realizações e a guerra contra Amazias, rei de Judá, está
tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Jeoás morreu e foi sepultado
em Samaria, no cemitério dos reis de Israel. Seu filho Jeroboão foi seu
sucessor.
17 Amazias, filho de Joás, rei de
Judá, reinou mais quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei
de Israel.
O restante da vida e dos feitos de Amazias está registrado nas Crônicas dos
Reis de Judá.
19 Por fim, houve uma conspiração
contra Amazias em Jerusalém, e ele teve de fugir para Láquis. Mas foi
perseguido e morto naquela cidade. Trouxeram-no sobre um cavalo e o sepultaram
em Jerusalém, com seus antepassados, na Cidade de Davi.
21 Azarias tinha apenas 16 anos de
idade na época, mas foi escolhido por unanimidade pelo povo de Judá para
suceder seu pai, o rei Amazias. Depois da morte de seu pai, ele recuperou e
reconstruiu Elate para Judá.
23 No décimo quinto ano de
Amazias, filho de Joás, rei de Judá, Jeroboão, filho de Jeoás, começou a reinar
sobre Israel em Samaria. Reinou quarenta e um anos. Aos olhos do Eterno, ele
agiu mal, pois nunca se desviou dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez
Israel praticar. Mas ele conseguiu restaurar as fronteiras de Israel desde
Lebo-Hamate até o mar Morto, ao norte, conforme o Eterno, o Deus de Israel,
tinha predito por intermédio do seu servo Jonas, filho de Amitai, profeta de
Gate-Héfer.
26 O Eterno estava atento aos
sofrimentos de Israel. Ele via quanto padeciam. Nenhum deles, escravo ou livre,
tinha a quem recorrer. O Eterno não estava pronto para eliminar o nome de
Israel da história; por isso, usou Jeroboão, filho de Jeoás, para livrá-lo.
28 O restante da vida de Jeroboão,
suas vitórias na guerra e como recuperou Damasco e Hamate, que pertenciam a
Judá, para Israel, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.
Jeroboão morreu e foi sepultado com seus antepassados no cemitério real. Seu
filho Zacarias o sucedeu."
2Reis 15
O reinado de
Azarias, de Judá
"1 No vigésimo sétimo ano do
reinado de Jeroboão, de Israel, Azarias, filho de Amazias, começou a reinar em
Judá. Ele tinha 16 anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e
dois anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Jecolias e era de Jerusalém. Ele fez
o que era certo perante o Eterno, seguindo os passos de seu pai Amazias. Mas
ele também não conseguiu eliminar os altares das divindades que promoviam
orgias religiosas. O povo continuou oferecendo sacrifícios naqueles altares. O
Eterno feriu o rei com uma severa doença de pele, que permaneceu até sua morte.
Ele vivia no palácio, mas não governava. Seu filho Jotão é que administrava a
nação.
6 O restante da vida e dos feitos
de Azarias, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá.
Azarias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu
filho Jotão foi seu sucessor.
8 No trigésimo oitavo ano de
Azarias, rei de Judá, Zacarias, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre
Israel, em Samaria, e reinou apenas seis meses. Ele agiu mal perante o Eterno:
não foi diferente dos seus antecessores, pois continuou nos passos de Jeroboão,
filho de Nebate, que levou Israel a pecar.
10 Salum, filho de Jabes,
conspirou contra Zacarias e o assassinou em público. Depois, tomou o poder.
11 O restante da vida e dos feitos
de Zacarias está registrado nas Crônicas dos Reis de lsrael. Com isso,
cumpriu-se a palavra do Eterno, dada a Jeú: “Durante
quatro gerações, seus descendentes ocuparão o trono de Israel”.
Zacarias foi a quarta geração.
13 Salum, filho de Jabes, começou
a reinar no trigésimo nono ano de Azarias, rei de Judá. Ele reinou em Samaria
apenas um mês.
14 Menaém, filho de Gadi, veio de
Tirza para Samaria. Ele atacou Salum e o matou. Depois, assumiu o poder.
15 O restante da vida e dos feitos
de Salum e o relato sobre a conspiração estão registrados nas Crônicas dos Reis
de Israel.
16 A partir de Tirza, Menaém
começou a atacar Tifsa, destruindo tanto a cidade quanto os arredores, porque
os cidadãos não o acolheram. Ele rasgou cruelmente a barriga das grávidas.
17 No trigésimo nono ano de Azarias,
rei de Judá, Menaém, filho de Gadi, começou a reinar sobre Israel. Ele reinou
em Samaria dez anos e agiu mal diante do Eterno. Ele repetiu todos os pecados
de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a pecar.
19 Depois, Tiglate-Pileser III,
rei da Assíria, atacou a nação. Mas Menaém fez um trato com ele: entregou a ele
trinta e cinco toneladas de prata em troca de seu apoio e da permanência no
trono. Ele obrigou cada proprietário de terra de Israel a pagar seiscentos
gramas de prata para o rei da Assíria. O rei da Assíria se contentou com isso e
os deixou em paz.
21 O restante da vida e dos feitos
de Menaém, com as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis
de Israel. Menaém morreu e se uniu a seus antepassados. Seu filho Pecaías foi seu
sucessor.
23 No quinquagésimo ano de
Azarias, rei de Judá, Pecaías, filho de Menaém, começou a reinar sobre Israel.
Reinou em Samaria dois anos. Ele agiu mal diante do Eterno, pois continuou nos
antigos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que fez Israel viver em pecado.
25 Peca, filho de Remalias, seu
principal comandante militar, conspirou contra ele, acompanhado de cinquenta
homens de Gileade. Eles o mataram a sangue-frio dentro do recinto privativo do
palácio real de Samaria. Ele também matou Argobe e Arié. Depois do assassinato,
Peca assumiu o poder.
26 O restante da vida e dos feitos
de Pecaías, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.
27 No quinquagésimo segundo ano de
Azarias, rei de Judá, Peca, filho de Remalias, começou a reinar sobre Israel,
em Samaria. Reinou vinte anos e agiu mal diante do Eterno. Não se desviou dos
caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado.
29 Durante o reinado de Peca, rei
de Israel, Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, invadiu o país. Ele conquistou
Ijom, Abel-Bete-Maaca, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade, a Galiléia e todo o
território de Naftali. Levou ainda todos os moradores cativos.
30 Mas Oseias, filho de Elá,
conspirou contra Peca, filho de Remalias. Ele o assassinou e assumiu o poder.
Isso aconteceu no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.
31 O restante da vida e dos feitos
de Peca, tudo que realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.
32 No segundo ano de Peca, filho
de Remalias, rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, começou a reinar em Judá.
Ele tinha 25 anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em
Jerusalém. Sua mãe se chamava Jerusa, filha de Zadoque. Ele agiu corretamente
diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai Uzias. Mas não impediu o
aumento dos altares das divindades ligadas às orgias religiosas. O povo
continuava oferecendo sacrifícios nesses altares. Um dos destaques do seu
reinado foi a construção da porta superior do templo do Eterno.
36 O restante da vida e dos feitos
de Jotão, todas as suas realizações, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis
de Judá. Nessa época, o Eterno instigou Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de
Remalias, a fazer guerra contra Judá. Jotão morreu e descansou com seus
antepassados. Foi sepultado no cemitério da família, na Cidade de Davi. Seu
filho Acaz foi seu sucessor."
2Reis 16
O reinado de
Acaz, de Judá
"1 No décimo sétimo ano de
Peca, filho de Remalias, Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá. Acaz
tinha 20 anos de idade e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Ele agiu mal
diante do Eterno, o seu Deus. Não foi como seu antepassado Davi. Pelo
contrário, seguiu os passos dos reis de Israel. Ele até ofereceu seu
filho em sacrifício, prática abominável que copiou dos pagãos que o Eterno
tinha expulsado da terra. Também oferecia sacrifícios sobre altares das
divindades ligadas às orgias religiosas e debaixo de árvores frondosas
espalhadas por todos os lugares.
5 Depois, Rezim, rei da Síria, e
Peca, filho de Remalias, rei de Israel, se uniram contra Jerusalém e sitiaram a
cidade, mas não puderam vencer Acaz.
6 Na época, o rei de Edom
recuperou o porto de Elate e expulsou os homens de Judá. Os edomitas ocuparam
Elate e estão lá até hoje.
7 Acaz enviou mensageiros a
Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: “Sou seu servo e seu filho. Venha
livrar-me das investidas do rei da Síria e do rei de Israel. Eles estão me
atacando”. Acaz mandou o ouro e a prata dos cofres do palácio e do templo do Eterno
como presente para o rei da Assíria.
9 O rei da Assíria o acudiu.
Atacou e conquistou Damasco, deportou o povo para Quir e matou Rezim.
10 O rei Acaz foi encontrar-se com
Tiglate-Pileser, rei da Assíria, em Damasco. Ficou impressionado com o altar de
Damasco e, quando voltou, mandou ao sacerdote Urias um desenho e a planta do
altar. O sacerdote Urias construiu o altar de acordo com as especificações que
o rei Acaz tinha enviado de Damasco. Quando o rei chegou de Damasco, Urias já
tinha concluído o altar.
12 Assim que o rei viu o altar,
aproximou-se em reverência e programou um sacrifício com todo tipo de oferta:
ofertas queimadas, ofertas de cereal e ofertas de bebida, e aspergiu sangue sobre
as ofertas de paz. Mas ele retirou do centro o antigo altar de bronze,
que representava a presença do Eterno, e o deixou num canto.
15 Em seguida, o rei Acaz deu
ordens ao sacerdote Urias:
“De agora em diante, todos os sacrifícios serão oferecidos no novo altar, o
grande altar: as ofertas queimadas da manhã, as ofertas de cereal da tarde, as
ofertas queimadas e as ofertas de cereal do rei, as ofertas queimadas, as
ofertas de cereal do povo e todas as ofertas de bebidas. Derrame todo o sangue
das ofertas queimadas e dos sacrifícios sobre esse altar. O antigo altar de
bronze será para meu uso particular”.
16 O sacerdote Urias seguiu à
risca as instruções do rei Acaz.
17 O rei Acaz tirou do templo todo
o material de bronze. Tirou os painéis laterais, as pias dos suportes móveis, o
tanque e os quatro bois de bronze que o sustentavam. Pôs o tanque sobre uma
base de pedra e, finalmente, retirou todas as figuras que pudessem ser
ofensivas ao rei da Assíria.
19 O restante da vida e dos feitos
de Acaz está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Acaz morreu e foi
sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias foi seu
sucessor."
2Reis 17
O reinado de
Oseias, de Israel
"1 No décimo segundo ano de
Acaz, rei de Judá, Oseias, filho de Elá, começou a reinar sobre Israel. Reinou
nove anos em Samaria. Ele agiu mal diante do Eterno, mas não foi tão ruim
quanto seus antecessores.
3 Salmaneser, rei da Assíria,
atacou Oseias e fez dele seu súdito, obrigando-o a pagar impostos. Mas Oseias,
agindo pelas costas do rei da Assíria, buscou o apoio do rei Sô, do Egito, e
suspendeu o pagamento dos impostos. Salmaneser, rei da Assíria, descobriu a
trama e mandou prendê-lo. Depois, invadiu o país, atacou Samaria e a sitiou por
três anos.
6 No nono ano do reinado de
Oseias, Salmaneser conquistou Samaria e levou o povo cativo para a Assíria. Ele
estabeleceu os exilados em Hala, no território de Gozã, às margens do rio
Habor, e nas cidades dos medos.
7 Eles foram exilados porque os
filhos de Israel pecaram contra o Eterno, o seu Deus, que os havia livrado do
Egito e da cruel escravidão do faraó. Eles adoraram outros deuses,
seguiram o caminho das nações pagãs que o Eterno tinha expulsado e adotaram as
práticas introduzidas pelos reis de Israel. Praticaram, às ocultas, coisas
ofensivas ao Eterno e, depois, construíram publicamente altares que instigavam
a prostituição em toda parte. Puseram símbolos e colunas sagradas em toda
esquina. Para onde se olhasse, havia incenso oferecido às
divindades pagãs, as mesmas ofertas apresentadas pelas nações pagãs que o
Eterno tinha expulsado. Eles cometeram muitos pecados e provocaram a
ira do Eterno, apesar de ele os ter advertido: “Não façam isso!”.
13 O Eterno tinha avisado Israel e
Judá inúmeras vezes por meio dos seus profetas e videntes, dizendo: “Desviem-se
do pecado. Façam o que eu ensino e o que ordenei na Revelação
entregue a seus antepassados. Tenho lembrado vocês daquelas palavras por meio
dos meus servos, os profetas”.
14 Mas eles não quiseram ouvir.
Pelo contrário, foram mais obstinados que as gerações anteriores. Desprezaram
as instruções do Eterno, o seu Deus. Rejeitaram a aliança com seus antepassados
e fizeram pouco caso das advertências. Seguiram deuses inúteis e viveram vidas
inúteis, como as nações pagãs ao seu redor. O Eterno tinha advertido
claramente: “Não as imitem!”. Mas não adiantou.
16 Eles ignoraram as instruções do
Eterno, o seu Deus, e fizeram dois ídolos de metal em forma de bezerro e um
poste sagrado em honra a Aserá, a deusa da prostituição. Adoraram forças
cósmicas, como os deuses e deusas dos astros, frequentavam os altares das
divindades de Baal ligadas às orgias religiosas. Chegaram a ponto de
oferecer os próprios filhos em sacrifício. Praticaram ocultismo e magia.
Prostituíram-se com todo tipo de abominação, provocando a ira do Eterno.
18 O Eterno ficou furioso e se
livrou deles. Ele os expulsou da terra, deixando apenas uma tribo: Judá. Na
verdade, Judá não era muito melhor, pois também deixou de guardar os
mandamentos do Eterno e adotou as mesmas práticas introduzidas por Israel.
O Eterno rejeitou todo o povo de Israel. Ele os castigou e os entregou nas mãos
de saqueadores. Finalmente, ele os expulsou da sua presença.
21 Quando o Eterno separou os
israelitas da dinastia de Davi, eles proclamaram rei um homem chamado Jeroboão,
filho de Nebate. Jeroboão fez Israel se desviar do Eterno e viver em pecado. Os
filhos de Israel transigiam com todos os pecados de Jeroboão sem nunca se opor.
Por fim, o Eterno disse: “Basta!”. E
se virou contra eles. Ele já os tinha advertido muitas vezes por intermédio dos
profetas. Depois, mandou Israel para o exílio, na terra da Assíria, onde
permanece até hoje.
24 O rei da Assíria levou gente da
Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim para povoar as cidades de
Samaria, em substituição aos israelitas. Eles ocuparam as cidades como se
fossem proprietários. Para os novos habitantes, o Eterno era apenas outro deus,
os assírios não o conheciam nem o adoravam. Por isso, o Eterno enviou leões
para o meio deles, e muitos foram atacados e mortos por esses animais.
26 Mandaram dizer ao rei da
Assíria: “Esses povos que você trouxe para morar nas cidades da Samaria não
sabiam o que o Deus da terra esperava deles; por isso, ele mandou leões que
estão matando as pessoas. Ninguém sabe o que o Deus da terra está exigindo
delas”.
27 O rei da Assíria mandou dizer:
“Levem de volta alguns sacerdotes que estão no exílio. Eles poderão voltar e
viver em Samaria para instruir o povo a respeito do que o Deus da terra espera
deles”.
28 Um dos sacerdotes exilados de
Samaria voltou para morar em Betel. Ele os ensinou a honrar e a adorar ao
Eterno.
29 Mas cada povo trazido pela
Assíria continuava cultuando seus ídolos nos altares pagãos espalhados pela
terra que os moradores de Samaria tinham deixado. Cada povo fez o seu: os da
Babilônia fizeram Sucote-Benote; os de Cuta, Nergal; os de Hamate, Asima; os de
Ava, Nibaz e Tartaque; os de Sefarvaim, Adrameleque e Anameleque, deuses
a quem o povo oferecia seus filhos em sacrifício.
32 Eles adoraram ao Eterno, mas
não exclusivamente. Também nomearam todo tipo de pessoa, mesmo sem qualificação
sacerdotal, para conduzir os rituais nos altares idólatras. Eles adoravam ao
Eterno, mas também mantiveram a devoção aos deuses de onde eles vieram.
34 Eles continuam até hoje
nessas práticas antigas. Não adoram ao Eterno e não seguem às instruções nem às
ordenanças que o Eterno deixou para os filhos de Jacó, a quem ele deu o nome de
Israel. Porque o Eterno fez aliança com seu povo e ordenou: “Não adorem outros deuses; não se prostrem diante deles;
não sirvam nem ofereçam sacrifícios a eles. Adorem ao Eterno, o Deus que tirou
vocês da terra do Egito, manifestando seu grande poder. Respeitem e
temam a ele. Adorem a ele. Ofereçam sacrifícios a ele somente. Tudo que ele
deixou escrito para vocês, instruindo-os a como viver e se conduzir — ora,
pratiquem tudo isso enquanto viverem. De maneira alguma, vocês deverão
adorar outros deuses! Não se esqueçam das suas obrigações na aliança
que ele fez com vocês. Não adorem outros deuses. Adorem apenas ao Eterno. É ele
quem livrará vocês de toda a opressão”.
40 Mas eles não deram atenção.
Continuaram fazendo o que sempre fizeram, já aqueles povos adoravam ao
Eterno, mas também prestavam culto aos ídolos pagãos. Até hoje fazem
isso: seus filhos e netos repetem as práticas de seus antepassados."
2Reis 18
O reinado de
Ezequias, de Judá
"1 No terceiro ano de Oseias,
filho de Elá, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, começou a reinar sobre
Judá. Tinha 25 anos de idade e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe
se chamava Abia, filha de Zacarias. Ele foi um bom rei aos olhos do Eterno,
pois seguiu os passos de Davi, seu antecessor. Eliminou os altares dos ídolos
da fertilidade, derrubou os postes sagrados e destruiu os altares da deusa da
prostituição Aserá. Além disso, despedaçou a serpente de bronze que
Moisés tinha feito. Na época, os israelitas adotaram a prática de oferecer
sacrifício em honra à serpente. Tinham até dado um nome a ela: Neustã
(A Antiga Serpente).
5 Ezequias confiava plenamente no
Eterno, o Deus de Israel. Não houve outro rei igual a ele, nem antes nem
depois. Ele foi leal ao Eterno, não deixou de segui-lo e obedeceu à risca tudo
que foi ordenado a Moisés. Já o Eterno estava com ele em tudo que realizava.
7 Ele se revoltou contra o rei da
Assíria e não quis servir mais a ele. Também expulsou os filisteus, desde as
torres de sentinela até as cidades fortificadas e até Gaza e suas fronteiras.
9 No quarto ano de Ezequias e no
sétimo ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, Salmaneser, rei da Assíria,
atacou Samaria. Sitiou a cidade e a tomou depois de três anos. No sexto ano de
Ezequias e no nono ano de Oseias, Samaria foi dominada pela Assíria. O rei da
Assíria levou os israelitas cativos e estabeleceu-os em Hala, em Gozã, junto ao
rio Habor, e nas cidades dos medos.
12 Tudo isso aconteceu porque os
israelitas não obedeceram à voz do Eterno e desprezaram a aliança de Deus. Não
quiseram ouvir nem praticar o que Moisés, servo do Eterno, tinha ordenado.
13 No décimo quarto ano do rei
Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de
Judá e as conquistou. O rei Ezequias mandou dizer ao rei da Assíria, em Láquis:
“Reconheço que errei. Retire seu exército daqui, e pagarei o que você exigir”.
14 O rei da Assíria exigiu que
Ezequias, rei de Judá, pagasse dez toneladas e meia de prata e mil e cinquenta
quilos de ouro. Ezequias entregou a ele toda a prata que encontrou no templo do
Eterno e nos cofres do palácio. Ezequias tirou o ouro das portas do templo do
Eterno e dos batentes, que ele tinha revestido de ouro, e entregou-o ao rei da
Assíria.
17 O rei da Assíria mandou, de
Láquis, seus principais oficiais militares, Tartã, Rabe-Saris e Rabsaqué, com
tropas fortemente armadas para Jerusalém, onde estava o rei Ezequias. Ao chegar
a Jerusalém, pararam diante do aqueduto do tanque superior, na estrada para o
campo do Lavandeiro.
18 Eles gritaram, chamando o rei.
O administrador do palácio, Eliaquim, filho de Hilquias, o secretário Sebna e o
historiador Joá, filho de Asafe, saíram ao encontro deles.
19 Rabsaqué disse: “Levem a
Ezequias esta mensagem do grande rei, o rei da Assíria: ‘Você vive num mundo de
faz de conta. Acha que meras palavras substituem ações militares efetivas?
Agora que você se revoltou contra mim, quem vai ajudá-lo? Você pensava que o
Egito o socorreria, mas o Egito é um caniço quebrado. Quem se apoia nele espeta
e fura a mão. O faraó, rei do Egito, não é de confiança. Você vai me dizer: Nós
confiamos no Eterno? Mas Ezequias acabou de eliminar todos os altares, dizendo
a Judá e a Jerusalém: Vocês só poderão adorar no santuário de Jerusalém.
23 “‘Pense bem. Faça um acordo com
o seu senhor, o rei da Assíria. Darei a você dois mil cavalos se você
providenciar cavaleiros para montá-los. Se não tiver condições, como pensa que
poderá derrotar o menor guerreiro das tropas do meu senhor? Até quando você vai
ficar confiando nos carros e nos cavalos dos egípcios?
25 “‘Por acaso, subi aqui para
destruir esta terra sem a aprovação do Eterno? O fato é que o Eterno mesmo me
ordenou: Ataque e destrua esta terra!’".
26 Eliaquim, filho de Hilquias,
Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: “Por favor, fale em aramaico. Nós
entendemos aramaico. Não fale em hebraico, porque a multidão que está no muro
da cidade vai entender”.
27 Mas Rabsaqué disse: “Não fomos
enviados com uma mensagem confidencial a vocês. O que estamos dizendo é para
conhecimento público, uma mensagem para todos. Afinal, diz respeito a eles
também. Se vocês não concordarem, eles estarão comendo as próprias fezes e
bebendo a própria urina junto com vocês”.
28 Dito isso, ele se levantou e
falou bem alto, em hebraico, para que todos pudessem ouvir: “Ouçam atentamente
às palavras do grande rei, o rei da Assíria: ‘Não deixem Ezequias enganar
vocês. Ele não tem condições de livrá-los. Não acreditem nessa conversa
de Ezequias de confiar no Eterno quando ele diz: O Eterno nos livrará. Esta
cidade nunca será entregue nas mãos do rei da Assíria. Não prestem
atenção a Ezequias. Ele não sabe do que está falando. Ouçam o rei da Assíria.
Façam as pazes comigo e fiquem tranquilos. Cada um de vocês terá sua
terra e sua fonte! Eu levarei vocês para uma terra muito melhor do que esta,
com fartura de cereais, vinho, pão, videiras, oliveiras e mel. Vocês
vivem apenas uma vez; por isso, escolham viver bem!
32 “‘Não deem atenção a Ezequias. Não
acreditem em suas mentiras quando diz: “O Eterno nos livrará”. Vocês já
ouviram que algum deus, em algum lugar, tenha livrado seu povo do rei da
Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de
Sefarvaim, de Hena e de Iva? E Samaria, por acaso os deuses deles os livraram?
Repito: Vocês se lembram de algum deus que tenha livrado alguém do rei da
Assíria? Então, por que acham que o Eterno livrará Jerusalém das minhas
mãos?’".
36 O povo ficou calado. Ninguém
disse nada, pois o rei tinha determinado: “Vocês estão proibidos de dizer
qualquer coisa!”.
37 Então, o administrador do
palácio, Eliaquim, o secretário Sebna e o historiador Joá voltaram a Ezequias.
Eles tinham rasgado as próprias roupas em sinal de desespero. Eles repetiram
tudo que Rabsaqué tinha dito."
2Reis 19
Ezequias
consulta a Isaías
"1 Quando Ezequias ouviu a
mensagem, rasgou a própria roupa e vestiu pano de saco. Depois, foi para o
templo do Eterno. Mandou que Eliaquim, o administrador do palácio, o secretário
Sebna e os principais sacerdotes, todos vestidos de pano de saco, chamassem
Isaías, filho de Amoz, e lhe disseram: “Assim diz Ezequias: ‘Hoje é dia de
luto, repreensão e vergonha! É como uma mulher que está para dar à luz, mas não
tem forças para o parto.
4 “‘Talvez o Eterno, o seu Deus,
tenha ouvido as afrontas de Rabsaqué, enviado pelo rei da Assíria, o seu senhor,
para humilhar o Deus vivo. Talvez o Eterno, o seu Deus, o repreenda por isso.
Talvez você interceda pelo remanescente do povo’".
5 Foi essa a mensagem que os
oficiais do rei Ezequias levaram a Isaías.
6 Isaías respondeu: “Digam ao seu
senhor: ‘Assim diz o Eterno: Não se preocupe com as provocações que você
ouviu dos mensageiros do rei da Assíria. Vou fazer o seguinte: ele ficará
confuso, pois receberá notícias que o deixarão apavorado e o farão voltar para
o seu país. Lá, farei que ele seja morto’”.
8 Rabsaqué soube que o rei da
Assíria saíra de Láquis e estava atacando Libna. Senaqueribe ouviu que Tiraca,
o rei etíope, estava se aproximando para atacá-lo. Então, mandou outro
mensageiro dizer a Ezequias, rei de Judá: “Não seja enganado por esse
Deus em quem você confia quando ele promete: ‘Jerusalém jamais cairá nas mãos
do rei da Assíria’. Isso é mentira! Você conhece a reputação do rei da
Assíria. Várias nações já foram destruídas. E o que faz você pensar que
Jerusalém será uma exceção? Preste atenção a essas nações destruídas, que foram
devastadas pelos meus antecessores. Por acaso, os deuses delas serviram para
alguma coisa? Olhe para Gozã, para Harã, para Rezefe, para o povo de Éden, em
Telassar. Viraram ruínas. O que restou do rei de Hamate, do rei de Arpade, do
rei de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Nada”.
14 Ezequias recebeu a carta do
mensageiro e a leu. Foi para o templo, depositou-a diante do Eterno e
orou: “Oh Eterno, Deus de Israel, assentado em majestade sobre o
trono, entre os querubins. És o único Deus, soberano sobre todos os reinos da
terra, Criador do céu e da terra.
16 Abre os ouvidos, ó
Eterno, e ouve; abre os olhos e vê. Olha para esta carta de
Senaqueribe, que afronta o Deus vivo!
17 Na verdade, ó Eterno, os reis
da Assíria destruíram nações e reinos.
18 Queimaram seus deuses e
destruíram seus ídolos, que não passavam de obras de pau e pedra.
19 Mas, agora, ó Eterno, nosso
Deus, livra-nos das mãos da Assíria, para que todos os reinos da terra
reconheçam que és o único Deus”.
20 Não demorou muito, e Isaías,
filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: “Assim diz o Eterno: ‘Você orou a
mim com respeito a Senaqueribe, rei da Assíria. Pois ouvi sua oração. Esta é a
resposta do Eterno: A virgem, Filha Sião, zomba de você; A filha de Jerusalém
está balançando a cabeça em desprezo.
22 A quem você ofendeu? A
quem você está afrontando? Diante de quem você se vangloria? Diante do Santo de
Israel!
23 Você mandou seus servos
humilharem o meu Senhor o Eterno. Você se orgulhou, dizendo: Com os meus carros
de guerra subo aos montes mais altos, até mesmo aos picos nevados dos montes do
Líbano! Derrubei seus enormes cedros, cortei as melhores árvores. Percorri todo
o mundo, visitei as melhores florestas.
24 Construí cisternas em lugares
muito distantes e bebi de suas águas. Caminhei e espirrei água com os pés
descalços nos rios do Egito.
25 Acaso você não percebeu que Sou
Eu quem está por trás de tudo isso? Há muito, muito tempo, planejei
isso e agora estou pondo em prática. Você é o instrumento que escolhi para
reduzir fortalezas a pó.
26 Para deixar seu povo
desamparado, cabisbaixo e desanimado. Ficaram como o capim, frágeis como o
mato, inconstantes como ervas agitadas pelo vento.
27 Sei quando você se deita,
quando chega e quando sai. Também me lembro de todos os seus acessos de raiva
contra mim.
28 Justamente, por causa da
sua fúria e do seu atrevimento é que estou fisgando você pelo nariz e pondo um
freio em sua boca para levá-lo de volta ao lugar de onde saiu.
29 Ezequias, este será o sinal de
confirmação: Neste ano, vocês comerão do que cresce naturalmente; no próximo
ano, o que daí proceder. Mas, no terceiro ano, vocês plantarão e colherão,
plantarão vinhas e comerão suas uvas.
30 Um remanescente da família de
Judá ainda firmará suas raízes e produzirá frutos.
31 O remanescente voltará de
Jerusalém, os sobreviventes, do monte Sião. O Zelo do Eterno fará isso
acontecer.
32 Para resumir, assim diz o
Eterno com respeito ao rei da Assíria: Ele não invadirá esta cidade, não
lançará uma única flecha contra ela. Não exibirá seu escudo, nem lançará o
ataque contra ela.
33 Ele voltará para casa pelo
caminho por onde veio: não invadirá a cidade, diz o Eterno!
34 Eu protegerei a cidade, Eu a livrarei, pelo meu nome e
por amor a Davi’".
35 Naquela mesma noite, um
anjo do Eterno massacrou cento e oitenta e cinco mil assírios. Quando
os habitantes de Jerusalém acordaram, no dia seguinte, havia cadáveres por toda
parte!
36 Senaqueribe, rei da Assíria,
saiu dali, voltou direto para casa, em Nínive, e ficou lá. Certo dia, quando
estava adorando no templo do seu deus, Nisroque, seus filhos Adrameleque e
Sarezer o assassinaram e fugiram para a terra de Ararate.
Seu filho Esar-Hadom o sucedeu."
2Reis 20
A doença de
Ezequias e a sua cura maravilhosa
"1 Depois de um tempo,
Ezequias adoeceu e quase morreu.
O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Deixe
em ordem os seus negócios. Você não tem muito tempo de vida’".
2 Ezequias virou o rosto,
dirigiu-se ao Eterno e orou: “Lembra-te, ó Eterno, de quem eu sou e do que
realizei! Tenho vivido honestamente diante de ti, o meu coração tem sido
íntegro e constante, vivi para te agradar e fazer o que desejavas”. Ezequias
chorou amargamente.
4 Isaías estava saindo, mas, antes
de deixar o pátio interior, veio a ele a palavra do Eterno, dizendo: “Volte e diga a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz
o Eterno, o Deus do seu antepassado Davi: Eu ouvi sua oração e vi suas
lágrimas. Vou curar você. Daqui três dias, você irá andando por conta própria
ao templo do Eterno. Acrescentei quinze anos à sua vida. Estou livrando você do
rei da Assíria e protegendo esta cidade com meu escudo, por causa do meu nome e
por amor a Davi’”.
7 Isaías disse ainda: “Preparem
uma pasta de figo”. Prepararam a pasta e a aplicaram na úlcera. Logo depois,
Ezequias começou a se recuperar.
8 Ezequias disse a Isaías: “Como
saberei que isso vem do Eterno? Qual é o sinal de que o Eterno está me curando
e, daqui três dias, irei andando por conta própria ao templo do Eterno?”.
9 Isaías respondeu: “Este é o
sinal de que o Eterno cumprirá o que prometeu: você escolhe se quer que a
sombra avance ou recue dez graus”.
10 Ezequias respondeu: “Seria
fácil fazer a sombra do sol avançar dez graus. Então, prefiro que recue dez
graus”.
11 Então, Isaías orou ao Eterno, e
a sombra recuou dez graus no relógio de Acaz.
12 Logo depois, Merodaque-Baladã,
filho de Baladã, rei da Babilônia, ouviu a respeito da enfermidade de Ezequias
e mandou uma carta e um presente ao rei. Ezequias ficou contente e apresentou
aos mensageiros o palácio e lhes mostrou toda a prata, o ouro, as especiarias,
os perfumes e todo o estoque de armas. Mostrou todas as suas posses valiosas.
Ezequias não deixou de mostrar a eles nada do seu palácio e do seu reino.
14 Mais tarde, o profeta Isaías
perguntou ao rei: “Quem eram aqueles homens? De onde vieram e o que estavam
fazendo aqui?”. Ezequias respondeu: “Vieram de uma terra distante, da
Babilônia”.
15 O profeta perguntou: “O que
eles viram em seu palácio?”. Ezequias respondeu: “Tudo. Mostrei tudo, não
escondi nada”.
16 Isaías disse a Ezequias: “Ouça
o que o Eterno tem a dizer: ‘Virá o dia em que tudo quanto pertence a
você e tudo que seus antepassados deixaram como herança será levado para a
Babilônia: não restará nada. É o Eterno quem está dizendo. Pior ainda,
alguns dos seus descendentes serão levados para servir de eunucos no palácio do
rei da Babilônia”.
19 Ezequias disse a Isaías: “Se
essa palavra vem do Eterno, é boa”. Mas ele pensava: “Isso não vai acontecer
enquanto eu estiver vivo. Terei paz e segurança enquanto viver”.
20 O restante da vida e dos feitos
de Ezequias, seus projetos e principalmente a obra do tanque superior e a
maneira em que abasteceu a cidade com água, está tudo registrado nas Crônicas
dos Reis de Judá. Ezequias morreu e foi sepultado com seus antepassados. Seu
filho Manassés foi seu sucessor."
2Reis 21
O reinado de
Manassés, de Judá
"1 Manassés tinha 12 anos de
idade quando começou a reinar. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua
mãe se chamava Hefzibá. Ele agiu mal diante do Eterno. Reintroduziu todas as
práticas imorais e perversas dos povos que o Eterno tinha expulsado de diante
dos israelitas. Reconstruiu os altares de prostituição que seu pai, Ezequias,
destruíra. Construiu altares e postes sagrados para o deus da fertilidade,
Baal, e para a deusa da prostituição, Aserá, como Acabe, rei de Israel, tinha
feito. Adorou todo tipo de astros. Construiu altares pagãos até dentro do
templo de Jerusalém, dedicado exclusivamente por decreto do Eterno: “Em
Jerusalém, estabelecerei o meu nome”. Construiu, ainda, altares a todo tipo de
astros e os colocou nos dois pátios do templo do Eterno. Ofereceu o
próprio filho em sacrifício. Praticou magia e feitiçaria;
consultou espíritos dos mortos. Enfim, provocou a ira do Eterno, cometendo todo
tipo de profanação.
7 A gota d'água foi pôr a imagem
da deusa da prostituição Aserá dentro do templo do Eterno, uma afronta
flagrante à declaração do Eterno a Davi e a Salomão: “Neste templo e na cidade de Jerusalém, que escolhi entre
todas as tribos de Israel, estabelecerei o meu nome para sempre. Nunca mais
deixarei o meu povo Israel andar errante fora da terra que dei aos seus
antepassados, contanto que obedeçam a tudo que ordenei por meio de meu servo
Moisés”.
9 Mas o povo não deu ouvidos. Manassés
fez o povo se desviar e conseguiu ser pior que as nações pagãs que o Eterno
tinha destruído.
10 O Eterno disse, por meio dos
seus servos, os profetas: “Já que Manassés, rei
de Judá, cometeu tamanho pecado, superando até os pecados dos amorreus que o
antecederam, tornando Judá uma nação de pecadores com ídolos falsos, assim digo
Eu, o Eterno, o Deus de Israel: ‘Causarei desgraça sobre Jerusalém e Judá.
Será tão terrível que, quando as pessoas ouvirem as notícias, não acreditarão.
13 “‘Repetirei
em Jerusalém o que fiz em Samaria: darei o mesmo destino que a descendência de
Acabe. Limparei a sujeira de Jerusalém como se limpa um prato, jogando fora os
restos e deixando secar. Eliminarei o que resta de minha herança, lançando-os
sobre seus inimigos. Se os inimigos quiserem se aproveitar de alguma coisa,
poderão fazê-lo. Esse povo só me causa desgosto, desde o dia em que seus
antepassados saíram do Egito. Cheguei ao limite: não aceitarei mais suas
práticas profanas’”.
16 Além de todos os pecados que
levou o povo a cometer, Manassés também matava indiscriminadamente. Encheu
Jerusalém com o sangue inocente de suas vítimas e transformou o povo numa nação
de pecadores.
17 O restante da vida e dos feitos
de Manassés, tudo que realizou e a lista dos seus pecados, está tudo registrado
nas Crônicas dos Reis de Judá. Manassés morreu e descansou com seus antepassados.
Foi sepultado no jardim do palácio, no jardim de Uzá. Seu filho Amom foi seu
sucessor.
19 Amom tinha 22 anos de idade
quando começou a reinar. Reinou apenas dois anos em Jerusalém. Sua mãe se
chamava Mesulemete, filha de Haruz. Ela era de Jotbá. Ele agiu mal diante do
Eterno, como seu pai Manassés. Seguiu os passos de seu pai, servindo e adorando
ídolos falsos que seu pai servia.
Ele abandonou os caminhos do Eterno.
23 Os servos de Amom se revoltaram
e o assassinaram. Eles o mataram dentro do próprio palácio. Mas o povo matou os
assassinos e coroou Josias, filho de Amom, rei sobre Judá.
25 O restante da vida e dos feitos
de Amom está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Eles o sepultaram no
túmulo do jardim de Uzá. Seu filho Josias o sucedeu."
2Reis 22
O reinado de
Josias
"1 Josias tinha 8 anos de
idade quando começou a reinar. Ele reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua
mãe chamava-se Jedida, filha de Adaías. Ela era de Bozcate. Ele agiu
corretamente diante do Eterno e seguiu os passos de seu antepassado Davi, sem
se desviar para a direita nem para a esquerda.
3 No décimo oitavo ano do seu
reinado, o rei Josias mandou o secretário do palácio, Safã, filho de Azalias e
neto de Mesulão, ao templo do Eterno com a seguinte instrução: Procure Hilquias
o sacerdote principal e peça para ele contar o dinheiro do templo do Eterno que
o porteiro arrecadou do povo. Peça que ele entregue tudo ao superintendente da
obra do templo do Eterno para pagar os que estão trabalhando na reforma do
templo: os carpinteiros, os construtores e os pedreiros. Dê a ele autorização
para comprar madeira e pedras lavradas para os reparos. Não precisa exigir
recibo do dinheiro que você entregar, porque eles são pessoas honestas”.
8 O sacerdote principal Hilquias
relatou a Safã, secretário do palácio: “Acabei de encontrar o Livro da
Revelação do Eterno que contém as instruções do Eterno para nós! Encontrei-o no
templo”. Ele o entregou a Safã, e este o leu.
9 O secretário do palácio voltou
ao rei e deu este relatório: “Seus servos contaram o dinheiro que foi entregue
no templo e o entregaram para o superintendente dos que estão trabalhando na
reforma”.
10 Depois, Safã disse ao rei: “O
sacerdote principal Hilquias também me entregou um livro”. O secretário do
palácio leu o livro para o rei.
11 Quando o rei ouviu o que estava
escrito na Revelação do Eterno, rasgou a própria roupa e deu esta ordem ao
sacerdote Hilquias, a Aicam, filho se Safã, a Acbor, filho de Micaías, ao
próprio Safã e a Asaías, assistente do rei: “Intercedam ao Eterno por mim e por
todo o povo de Judá. Procurem saber o que fazer a respeito do que está escrito
no livro que foi encontrado. O Eterno deve estar furioso conosco, pois nossos
antepassados não obedeceram ao que está escrito neste livro nem seguiram as
instruções dele”.
14 O sacerdote Hilquias, Aicam,
Acbor, Safã e Asaías procuraram a profetiza Hulda, mulher de Salum, filho de
Ticvá, filho de Haras, encarregada do guarda-roupa do palácio. Ela morava na
parte mais nova de Jerusalém. Eles a consultaram, e ela respondeu: “Assim diz o
Eterno, o Deus de Israel: Digam ao homem que enviou vocês que estou para
castigar este lugar e esta gente. Todas as palavras escritas no livro que o rei
de Judá acabou de ler serão cumpridas. Por quê? Porque este povo me abandonou e
adorou outros deuses. Eles provocaram a minha ira quando começaram a fabricar
ídolos. A minha ira se acendeu contra este lugar, e ninguém a extinguirá.
18 “No entanto, já que o rei de
Judá mandou vocês consultarem o Eterno, digam também a ele: ‘Assim diz o Eterno
sobre o livro que você leu: Já que você levou a sério as ameaças de
castigo contra este lugar e esta gente e já que você se humilhou, arrependido,
rasgando a própria roupa e chorando diante de mim, também vou levar você a
sério. Assim diz o Eterno: Vou cuidar de você. Você morrerá tranquilo e será
sepultado em paz. Não verá o castigo que trarei a este lugar’”. Os
homens levaram a mensagem ao rei."
2Reis 23
Josias renova
a aliança ante o SENHOR
"1 O rei convocou
imediatamente todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Subiu ao templo do
Eterno acompanhado de todos os homens de Judá, de todos os moradores de
Jerusalém, desde os nobres até os mais simples, dos sacerdotes e dos profetas.
Depois, leu publicamente tudo que estava escrito no Livro da Aliança encontrado
no templo do Eterno. O rei ficou de pé, ao lado da coluna e, diante do Eterno,
fez um juramento, comprometendo-se a seguir ao Eterno, a confiar nele e a
obedecer a ele. Prometeu acatar de corpo e alma as suas instruções com respeito
ao que deveriam crer e fazer e praticar tudo que estava prescrito na aliança,
todas as coisas escritas no livro. O povo ficou de pé, em sinal de concordância
e todos se comprometeram também, unanimemente.
4 O rei ordenou ao sacerdote
principal Hilquias, aos sacerdotes auxiliares e à guarda do templo que tirassem
do templo do Eterno tudo que estivesse ligado à adoração a Baal, a Aserá e aos
poderes cósmicos e que o limpassem. Depois, determinou que tudo fosse queimado
fora de Jerusalém nos campos do Cedrom, jogando as cinzas em Betel. Ele
despediu os sacerdotes pagãos que os reis de Judá tinham contratado para
supervisionar os altares das divindades ligadas às orgias religiosas nas
cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém. Limpou a nação da poluição do
incenso contínuo oferecido a Baal, ao sol, à lua, aos astros e a todos os
poderes cósmicos. Retirou o poste sagrado de Aserá do templo do Eterno e o
levou para o vale do Cedrom, fora de Jerusalém, onde o queimou. Depois,
espalhou as cinzas no cemitério. Derrubou os aposentos dos prostitutos
cultuais, que tinham sido construídos no templo do Eterno, que as mulheres
também usavam para tecer tendas para os postes de Aserá. Eliminou das cidades
de Judá os sacerdotes pagãos e derrubou os altares às divindades ligadas às
orgias religiosas, nos quais esses sacerdotes ofereciam incenso, desde Geba até
Berseba. Derrubou também os altares da entrada de Josué, governador da cidade,
os altares que ficavam do lado esquerdo de quem entra. Apesar de esses
sacerdotes não terem profanado o altar do Eterno em Jerusalém, eles comiam com
seus colegas sacerdotes; por isso, também foram eliminados.
10 Depois, Josias destruiu
Tofete, no vale de Ben-Hinom, para que não mais sacrificassem seus filhos a
Moloque. Demoliu as estátuas de cavalos que os reis de Judá tinham
posto na entrada do templo em honra do deus-sol. Eles ficavam no pátio, perto
da sala do oficial Natã-Meleque. Ele queimou os carros consagrados ao sol.
12 O rei esmigalhou os altares do
terraço de Acaz, os altares erguidos pelos reis de Judá e os altares de
Manassés espalhados pelo pátio do templo. Retirou todo o entulho deles e jogou
no vale do Cedrom. O rei também retirou todos os altares das divindades ligadas
às orgias religiosas espalhados a leste de Jerusalém, na encosta sul da colina
da Destruição, os que o rei Salomão tinha construído para a deusa-prostituta
Aserá, dos sidônios, para Camos, o ídolo dos moabitas, e para Moloque, o deus
abominável dos amonitas. Quebrou os altares, reduziu a nada os postes sagrados
de Aserá e espalhou ossos humanos sobre eles. Depois, foi a vez do altar de
Betel que Jeroboão, filho de Nebate, tinha construído, o mesmo Jeroboão que
levou Israel a viver em pecado. Quebrou o altar, queimou o santuário, reduzindo
tudo a cinzas. Depois, queimou também o poste sagrado de Aserá.
16 Josias olhou ao redor e viu os
túmulos no alto da colina. Ele mandou que se retirassem os ossos e os cremassem
sobre as ruínas dos altares, para profanar os altares pagãos. Assim, cumpriu-se
a palavra do Eterno dita pelo homem de Deus muito tempo antes, quando Jeroboão
se pusera ao lado do altar na santa convocação.
17 Então, o rei perguntou: “Que
monumento é este?”. Os homens da cidade disseram: “É o túmulo do homem de Deus
que profetizou contra o altar de Betel, que você acabou de cumprir”.
18 Josias disse: “Deixem os ossos
dele em paz”. Então, deixaram os ossos dele, com os ossos do profeta de
Samaria.
19 Mas Josias não parou por aí.
Ele percorreu todas as cidades de Samaria em que os reis de Israel tinham
edificado altares para as divindades ligadas às orgias religiosas e que
provocaram a ira do Eterno. Matou todos os sacerdotes responsáveis pelos
sacrifícios e cremou-os sobre os próprios altares, profanando-os. Depois disso,
Josias voltou para Jerusalém.
21 Em seguida, o rei ordenou ao
povo: “Celebrem a Páscoa do Eterno, o seu Deus, exatamente como está escrito no
Livro da Aliança”.
22 A Páscoa não era celebrada
desde os dias dos juízes de Israel. Nenhum dos reis de Judá ou de Israel a
tinha celebrado. Mas, no décimo oitavo ano do reinado de Josias, foi celebrada
a Páscoa perante o Eterno, em Jerusalém.
24 Josias limpou a terra
eliminando os que consultavam espíritos, os ídolos domésticos e as imagens
esculpidas, todo tipo de relíquias e imagens obscenas e profanas espalhadas por
todos os cantos de Judá e Jerusalém. Josias fez isso para cumprir as palavras
da Revelação do Eterno registradas no livro que o sacerdote Hilquias encontrou
no templo do Eterno.
25 Não houve, antes nem depois,
outro rei comparável a Josias, que se mostrasse de corpo e alma obediente ao
Eterno, em seguir as instruções reveladas e registradas por Moisés. Nunca mais
se viu um rei como Josias.
26 Mas, apesar de Josias, a ira do
Eterno não se extinguiu por causa de tudo que Manassés tinha feito para
provocar sua ira. Por isso, o Eterno disse: “Eliminarei
Judá da minha presença, da mesma forma em que eliminei Israel. Virarei as
costas para a cidade de Jerusalém, que escolhi, e também para o templo, a respeito
do qual eu disse: ‘Meu nome habitará aqui para sempre.’’
28 O restante da vida e dos feitos
de Josias está escrito nas Crônicas dos Reis de Judá. Josias morreu quando o
faraó Neco, rei do Egito, aliou-se ao rei da Assíria, na região do rio
Eufrates. Josias tentou resistir em Megido, mas Neco o matou ali. Os servos de
Josias levaram seu corpo num carro de volta para Jerusalém, onde o sepultaram
no seu túmulo. O povo escolheu Jeoacaz, filho de Josias e o ungiu rei para
suceder seu pai.
31
Jeoacaz tinha 23 anos de idade quando começou a reinar. Reinou apenas três
meses em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de
Libna.
Ele
agiu mal perante o Eterno, seguindo os caminhos dos seus antecessores.
O
faraó Neco capturou Jeoacaz em Ribla, na região de Hamate, e o prendeu, não
deixando que ele reinasse em Jerusalém. Exigiu que Judá pagasse tributo de três
toneladas e meia de prata e trinta e cinco quilos de ouro. Depois, o faraó Neco
designou Eliaquim, filho de Josias, rei no lugar dele e mudou seu nome para
Jeoaquim. Jeoacaz foi levado para o Egito e morreu ali.
Enquanto
isso, Jeoaquim, como serviçal exemplar, pagava os tributos de ouro e prata
exigidos pelo faraó. Ele arrecadava o ouro e a prata na forma de imposto
cobrado do povo, para poder cumprir seus compromissos.
Jeoaquim
tinha 25 anos de idade quando começou a reinar. Reinou onze anos em Jerusalém.
Sua mãe se chamava Zebida, filha de Pedaías. Ela era de Ruma. Ele agiu mal
diante do Eterno, seguindo os caminhos dos seus antepassados."
2Reis 24
Nabucodonosor
leva cativa a nobreza de Jerusalém
"1 Durante seu reinado,
Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu Judá. Jeoaquim passou a servi-lo. Mas,
depois de três anos, se rebelou.
2 O Eterno enviou vários exércitos
contra ele: babilônios, arameus, moabitas e amonitas. O objetivo era destruir
Judá, para se cumprir o que o Eterno tinha anunciado por meio dos profetas.
Nada aconteceu sem um propósito. O Eterno estava castigando Judá por
causa dos pecados de Manassés, pelo derramamento de sangue inocente que tinha
inundado as ruas de Jerusalém.
O Eterno não estava disposto a perdoar esses crimes.
5 O restante da vida e dos feitos
de Jeoaquim está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Jeoaquim morreu e
foi sepultado com seus antepassados. Seu filho Joaquim foi seu sucessor.
7 O Egito não era mais uma ameaça,
pois deixou de sair com seu exército para invadir outros países. O rei da
Babilônia tinha conquistado todas as terras entre o ribeiro do Egito e o rio
Eufrates, que antes eram controladas pelo rei do Egito.
8 Joaquim tinha 18 anos de idade
quando começou a reinar. Reinou apenas três anos em Jerusalém. Sua mãe se
chamava Neusta, filha de Elnatã. Ela era de Jerusalém. Ele agiu mal diante do
Eterno, como seu pai tinha feito.
10 Certo dia, os oficiais de
Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacaram Jerusalém e montaram um cerco em
torno dela. Enquanto os seus oficiais montavam o cerco em volta da cidade,
Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez uma visita pessoal a Jerusalém. E Joaquim,
rei de Judá, com sua mãe, seus oficiais, seus conselheiros e os líderes do
governo renderam-se a ele.
12 No oitavo ano do seu reinado,
Joaquim foi levado cativo pelo rei da Babilônia. Nabucodonosor retirou
todos os tesouros do templo do Eterno e do palácio real e quebrou todos os
objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito para o templo do
Eterno. Não era de admirar, pois o Eterno já tinha anunciado que isso
aconteceria. Depois, levou para o exílio todo o povo de Jerusalém, os líderes,
os soldados, todos os artesões e os ferreiros — cerca de dez mil pessoas.
Apenas os mais pobres ficaram.
15 Nabucodonosor também levou
Joaquim cativo para a Babilônia. Joaquim foi acompanhado de sua mãe, suas
mulheres, seus principais oficiais e líderes. Foram deportados para a Babilônia
sete mil soldados de combate e mais de mil ferreiros e artesões.
17 O rei da Babilônia nomeou
Matanias, tio de Joaquim, rei sobre Judá e mudou seu nome para Zedequias.
18 Zedequias tinha 21 anos de
idade quando começou a reinar. Reinou em Jerusalém onze anos. Sua mãe
chamava-se Hamutal, filha de Jeremias. Ela era de Libna.
19 Ele agiu mal diante do Eterno,
seguindo os passos de Jeoaquim.
20 Tudo isso aconteceu a Jerusalém
e a Judá por causa da ira do Eterno. Finalmente, ele os expulsou da sua
presença.
Depois, Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia."
2Reis 25
O cativeiro
de Judá
"1 A revolta de Zedequias
começou no décimo mês do nono ano do seu reinado. Nabucodonosor e todo o seu
exército rumaram para Jerusalém. Montaram acampamento, cercaram a cidade e
preparam rampas de ataque. A cidade ficou dezenove meses sob o cerco, até o
décimo primeiro ano do reinado de Zedequias. No quarto mês do décimo primeiro
ano do reinado de Zedequias, a fome se agravou: não havia nem migalhas para o
povo comer. Mas foi percebida uma brecha nas linhas inimigas, e, à noite, todo
o exército fugiu pela passagem entre os dois muros próximos ao jardim do rei.
Passaram pelos babilônios que estavam em volta da cidade e foram na direção do
Jordão, no vale da Arabá. Mas os babilônios saíram em perseguição do rei
e o alcançaram nas campinas de Jericó. O exército de Zedequias tinha
desertado e estava espalhado por todos os lugares. Os babilônios prenderam
Zedequias e o levaram ao rei da Babilônia, que estava em Ribla. Ali mesmo o
julgaram e o sentenciaram. Os filhos de Zedequias foram executados na
presença dele. Foi a última coisa que ele viu, porque, depois disso, eles
furaram os olhos dele. Em seguida, levaram-no algemado para a Babilônia.
8 No nono ano do reinado de
Nabucodonosor da Babilônia,
no dia 7 do quinto mês, Nebuzaradã, chefe da guarda do rei da Babilônia, chegou
a Jerusalém. Ele incendiou o templo do Eterno, depois, destruiu o palácio
real, as casas e todas as construções de Jerusalém. As tropas
babilônicas que o acompanhavam derrubaram os muros da cidade. Por
fim, reuniu todos os que ainda estavam na cidade e os que tinham desertado e os
entregou ao rei da Babilônia e os levou para o exílio. Mas deixou alguns pobres
agricultores cuidando do que tinha sobrado das vinhas e das lavouras.
13 Os babilônios derrubaram as
colunas de bronze, os suportes de bronze e o tanque de bronze que estavam no
templo do Eterno. Eles levaram todo o bronze para a Babilônia. Também levaram
todos os utensílios de bronze usados para o sacrifício no templo, os
incensários e as bacias de aspersão de ouro e de prata. Não ficou nada, todo o
metal precioso que encontraram foi levado.
16 A quantidade de bronze tirada
das duas colunas, do tanque e dos suportes que Salomão tinha feito para o
templo do Eterno era tanta que não se podia medir. Cada coluna tinha oito
metros e dez centímetros de altura, fora o capitel no alto da coluna, que tinha
um metro e trinta e cinco centímetros de altura e era enfeitado ao redor com
uma fileira de romãs de bronze.
18 O comandante da guarda levou
prisioneiros o sacerdote principal Seraías, o sacerdote auxiliar Sofonias, três
guardas do templo, o oficial que era comandante do exército, cinco conselheiros
do rei, o tesoureiro, o chefe do alistamento militar e sessenta homens que
ainda restavam do povo. Nebuzaradã, comandante da guarda do rei, conduziu-os em
marcha até Ribla, onde estava o rei da Babilônia. Em Ribla, na terra de Hamate,
o rei da Babilônia os matou a sangue-frio. Judá foi para o exílio, para
longe da sua terra.
22 Nabucodonosor, rei da
Babilônia, nomeou Gedalias, filho de Aicam, filho de Safã, governador sobre os
que restaram em Judá. Quando Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá,
Seraías, filho de Tanumete, o netofatita, e Jezanias, filho de um maacatita,
todos oficiais do exército, souberam que Nabucodonosor tinha nomeado Gedalias,
foram conversar com ele em Mispá.
24 Gedalias tranquilizou os
oficiais e seus soldados, dizendo: “Não fiquem com medo dos oficiais
babilônios. Voltem para suas terras e suas famílias e respeitem o rei da
Babilônia. Não se preocupem, tudo ficará bem”.
25 Passado um tempo, no sétimo
mês, Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, da linhagem real, retornou
com dez homens e matou Gedalias, bem como os judeus e os oficiais babilônios
que estavam com ele em Mispá.
26 Mas, com medo da retaliação dos
babilônios, eles fugiram para o Egito, levando os líderes e o povo, desde as
crianças até os velhos.
27 No trigésimo sétimo ano do
exílio de Joaquim, rei de Judá,
Evil-Merodaque começou a reinar na Babilônia e libertou Joaquim da prisão. Foi
no dia 27 do décimo segundo mês. O rei o tratou com cortesia e dispensou a ele
um tratamento especial, diferente do que se fazia aos outros prisioneiros
políticos da Babilônia. Joaquim pôde deixar de lado a roupa de prisioneiro e
comeu na companhia do rei pelo resto de sua vida. O rei providenciou tudo de
que ele precisava para uma vida tranquila."
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