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11 - 1 Reis

 

O Primeiro Livro dos Reis

Introdução

A história dos reis israelitas começa nos Livros de Samuel e continua no Primeiro Livro dos Reis. Este livro pode ser dividido em três partes: 1) O começo do reinado de Salomão em Israel e em Judá e a morte do seu pai, Davi. 2) O reinado e as realizações de Salomão, especialmente a construção do templo em Jerusalém.


3) A divisão da nação em dois reinos, o do Norte e o do Sul, e a história dos reis que os governaram até a metade do século nono antes de Cristo.

Nos dois Livros dos Reis, cada rei é julgado de acordo com a sua fidelidade a Deus: o progresso da nação depende da fidelidade do seu rei, ao passo que a idolatria e a desobediência levam à desgraça. Os reis do Reino do Norte falharam todos nessa prova, enquanto que em Judá alguns reis falharam, e outros não.

No Primeiro Livro dos Reis aparecem os profetas de Deus, homens corajosos que falavam em nome dEle e que diziam ao povo que não adorasse ídolos nem desobedecesse a Deus.
Especialmente notáveis são Elias e a história da sua discussão com os profetas de Baal (cap. 18).

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 1

A velhice de Davi

"1 O rei Davi envelheceu. Os anos o alcançaram. Apesar de o cobrirem com vários cobertores, ele não se aquecia. Por isso, alguém sugeriu: “Podemos trazer uma jovem virgem para ficar a seu lado e cuidar de nosso senhor, o rei. Ela se deitará com o senhor e o aquecerá”. Eles procuraram em Israel a mais bela jovem que pudessem encontrar. Acharam Abisague, uma sunamita, e a trouxeram ao rei.
A moça era muito bonita. Ela ficou ao lado dele e cuidou do rei, mas o rei não teve relações com ela.

5 Na ocasião, Adonias, cuja mãe se chamava Hagite, se gabava dizendo: “Eu sou o sucessor do rei!”. Ele providenciou carros, cavaleiros e cinquenta homens para correrem à sua frente. Seu pai o criou muito mimado, nunca o repreendia. Ele também tinha boa aparência e vinha logo depois de Absalão.

7 Adonias conversou com Joabe, filho de Zeruia, e com o sacerdote Abiatar, e eles o apoiaram. Mas o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, o profeta Natã, Simei, Reí e a guarda pessoal de Davi não apoiaram Adonias.

9 Adonias ofereceu uma festa de coroação. Sacrificou ovelhas, bois e novilhos gordos na rocha de Zoelete, perto da fonte de En-Rogel. Ele convidou todos os seus irmãos, os filhos do rei, e todos os servidores mais influentes do rei que havia em Judá, mas não receberam convite o profeta Natã, Benaia, a guarda pessoal do rei e seu irmão Salomão.

11 Natã procurou Bate-Seba, mãe de Salomão, e disse: “Sabia que Adonias, filho de Hagite, proclamou-se rei, e nosso senhor Davi não está sabendo de nada? Agora, deixe-me dizer como você poderá salvar a própria vida e a de Salomão. Vá imediatamente ao rei Davi e diga a ele: ‘O meu senhor e rei não me prometeu: Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono? Então, por que Adonias foi coroado rei?’.
Enquanto você estiver conversando com o rei, eu vou entrar e confirmar o que você diz".

15 Bate-Seba correu para o quarto do rei. Ele estava muito velho, e Abisague estava a seu lado, cuidando dele. Quando Bate-Seba se prostrou em reverência ao rei, ele perguntou: “O que você deseja?”.

17 Ela respondeu: “Meu rei, o senhor me prometeu, em nome do Eterno, seu Deus: ‘Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono’. Mas agora, veja o que está acontecendo: Adonias foi coroado rei, e o meu senhor, o rei, nem está sabendo! Ele deu uma grande festa de coroação, oferecendo bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou os filhos do rei, o sacerdote Abiatar e Joabe, comandante do exército. Mas seu servo Salomão não foi convidado. Todos em Israel estão observando o rei. Querem ver o que o senhor fará. Estão ansiosos para saber quem ocupará o trono, depois do senhor. Se não fizer nada, no dia em que o senhor for sepultado, eu e meu filho estaremos condenados à morte”.

22 Enquanto ela relatava os fatos ao rei, o profeta Natã chegou ao palácio. O rei foi avisado: “O profeta Natã está aqui”.
Ele veio à presença do rei e prostrou-se com o rosto em terra em reverência.

24 Natã começou a falar: “Ó rei, meu senhor, por acaso o senhor disse: Adonias será o meu sucessor como rei e ocupará o meu trono? Pois é o que está acontecendo. Ele deu uma enorme festa de coroação com bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou todos os filhos do rei, os oficiais do exército e o sacerdote Abiatar.
Eles estão em grande festa, comendo, bebendo e clamando: ‘Viva o rei Adonias!’. Mas eu, o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, e seu servo Salomão não fomos convidados. Será que o rei, o meu senhor, está fazendo isso sem o nosso conhecimento, sem nos contar que desejava que Adonias fosse o seu sucessor?”.

28 O rei Davi reagiu imediatamente à notícia e ordenou: “Tragam Bate-Seba de volta aqui”! Ela voltou ao quarto.

29 O rei prometeu solenemente: “Assim como vive o Eterno, o Deus que me livrou de todas as aflições, vou cumprir o que prometi a você em nome do Eterno. Seu filho Salomão será o meu sucessor como rei e ocupará o meu lugar no trono. E farei isso hoje mesmo".

31 Bate-Seba prostrou-se com o rosto em terra. Ajoelhada, em reverência ao rei, ela disse: “Viva para sempre o rei Davi, o meu senhor!”.

32 O rei Davi disse: “Chamem o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, filho de Joiada”. Eles vieram à presença do rei.

33 Davi deu a eles as seguintes ordens: “Reúnam o pessoal do palácio, ponham meu filho Salomão sobre a mula real e conduzam o cortejo até Giom. Quando chegarem lá, o sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungirão rei sobre Israel. Em seguida, soem a trombeta e clamem: ‘Viva para sempre o rei Salomão!’. Depois, vocês o acompanharão até ele entrar e ocupar o meu trono, tornando-se, assim, o meu sucessor. Eu o designei rei sobre Israel e sobre Judá”.

36 Benaia, filho de Joiada, apoiou o rei, dizendo: “Assim seja!
Que o Eterno, o Deus do meu senhor, o rei, confirme isso!
Assim como o Eterno esteve com o rei, o meu senhor, assim esteja com Salomão, e que o seu domínio seja ainda maior que o do meu senhor, o rei Davi!”.

38 O sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, filho de Joiada, e a guarda pessoal do rei, os queretitas e os peletitas, desceram, puseram Salomão sobre a mula do rei Davi e o conduziram até Giom. O sacerdote Zadoque trouxe um frasco de azeite do santuário e ungiu Salomão. Fizeram tocar as trombetas, e todos gritaram: “Viva para sempre o rei Salomão!”. O povo se juntou à celebração, tocando instrumentos e cantando. O chão tremia com o barulho.

41 Adonias e todos os seus convidados estavam no fim da sua festa de coroação quando receberam a notícia. Quando Joabe ouviu o som da trombeta, perguntou: “O que está acontecendo? Por que todo esse tumulto?”.

42 No meio da conversa, Jônatas, filho do sacerdote Abiatar, chegou. Adonias disse: “Bem-vindo! Um homem bom e corajoso como você deve trazer boas notícias”.

43 Mas Jônatas respondeu: “Infelizmente, não! O rei Davi acabou de proclamar Salomão rei! E o novo rei tem o apoio do sacerdote Zadoque, do profeta Natã, de Benaia, filho de Joiada, e dos queretitas e peletitas. Eles puseram Salomão sobre a mula real.
O sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungiram rei em Giom e, agora, a comitiva está subindo, cantando e festejando! A cidade toda está alvoroçada! É isto mesmo que você está ouvindo: Salomão está sentado no trono! Mas não é só isso! Os oficiais do rei foram felicitar o rei Davi, dizendo: Que Deus torne Salomão ainda mais famoso que o senhor, e o governo dele se estenda além do seu!’. Mesmo na cama, o rei orou a Deus: ‘Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que providenciou um sucessor para o meu trono e permitiu que eu vivesse para vê-lo!’

49 Os convidados de Adonias, apavorados, se dispersaram. Adonias, com medo de Salomão, refugiou-se no santuário e agarrou-se a uma das pontas do altar.

51 Disseram a Salomão: “Adonias, com medo do rei Salomão, refugiou-se no santuário e agarrou-se a uma das pontas do altar, dizendo: ‘Não sairei daqui até que o rei Salomão prometa que não vai me matar’

52 Salomão disse: “Se ele for um homem de respeito, não cairá sequer um fio de cabelo da sua cabeça, mas, se ele tem más intenções, será morto”. Salomão mandou chamá-lo, e o tiraram do altar. Adonias chegou, inclinou-se em respeito diante do rei. Salomão o dispensou: “Volte para casa”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 2

Davi dá instruções a Salomão e morre

"1 Perto de sua morte, Davi deu as seguintes instruções a Salomão: “Estou prestes a seguir o caminho de toda a terra, mas você seja forte e aja como homem! Faça o que o Eterno disser. Ande no caminho que ele mostrar: Siga à risca as suas instruções, leve a sério seus ensinamentos e ordenanças, suas instruções de vida conforme revelou a Moisés, e você será bem-sucedido em tudo que fizer e aonde quer que você for. O Eterno confirmará o que me prometeu, dizendo: ‘Se seus descendentes forem sensatos e absolutamente leais a mim, sempre haverá um sucessor para você sobre o trono de Israel.

5 “Não se esqueça do que Joabe, filho de Zeruia, fez aos dois comandantes do exército de Israel, a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jéter. Ele os assassinou a sangue-frio, agindo em tempo de paz como se estivesse na guerra, e desde então, ficou manchado com todo esse sangue. Faça com ele o que achar melhor, mas de maneira alguma o deixe escapar. Ele tem de pagar pelo que fez.

7 “Mas seja generoso para com os filhos de Barzilai, de Gileade. Receba-os com toda a cordialidade. Foi assim que eles me trataram quando eu fugia de seu irmão Absalão.

8 “Você também terá de cuidar do caso de Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim, aquele que me amaldiçoou de maneira tão cruel quando eu ia para Maanaim. Quando fui recebido de volta no Jordão, prometi em nome do Eterno que não o mataria. Mas você não deve tratá-lo como se nada tivesse acontecido. Você é sábio, saberá como lidar com isso e saberá o que fazer para que ele pague pelo que fez antes de morrer”.

10 Depois disso, Davi descansou com seus antepassados. Foi sepultado na Cidade de Davi. Davi reinou quarenta anos sobre Israel, sete anos em Hebrom e trinta e três em Jerusalém. Salomão ocupou o trono de seu pai Davi, e o seu reino se consolidou.

13 Adonias, filho de Hagite, foi conversar com Bate-Seba, mãe de Salomão. Ela perguntou: “Você vem em paz?”. Ele respondeu: “Sim. Posso dizer algo a você?”.
Ela respondeu: “Claro, pode falar”.

15 “Você sabe que o reino estava em minhas mãos, e todos esperavam que eu fosse o rei, mas deu tudo ao contrário, e o reino acabou nas mãos de meu irmão. O Eterno quis assim. Agora, quero fazer um pedido. Por favor, não me negue isto!’’.
Ela disse: “Prossiga. O que você deseja?”.

17 “Peça ao rei Salomão que me dê por mulher Abisague, a sunamita. Ele não negará esse pedido a você”. Bate-Seba disse: “Sem problema. Falarei com o rei a seu favor”.

19 Bate-Seba foi transmitir ao rei Salomão o pedido de Adonias.
O rei levantou-se e a recebeu, inclinando-se respeitosamente; depois, voltou a se sentar no trono. Ele pediu que pusessem um trono ao lado do seu para sua mãe. Ela se sentou do seu lado direito.

20 Bate-Seba começou a falar; “Tenho um pequeno favor a pedir. Por favor, não me negue isto!”. O rei disse: “Pode falar, mãe.
É claro que não vou negar nada a você”.

21 Ela disse: “Dê a sunamita Abisague por mulher a seu irmão Adonias”.

22 O rei Salomão respondeu a sua mãe: “Que favor é esse? Por que está pedindo a sunamita Abisague para Adonias? Por que já não pede o reino de uma vez? Ele é meu irmão mais velho e tem o sacerdote Abiatar e Joabe, filho de Zeruia, como aliados!”.

23 O rei Salomão jurou em nome do Eterno: “Que Deus faça o que quiser comigo se Adonias não pagar esse desaforo com a própria vida! Juro pelo Eterno, o Deus que me estabeleceu no trono de meu pai Davi e pôs sobre mim a responsabilidade do reino, como tinha prometido, que Adonias morrerá ainda hoje!”.

25 O rei Salomão deu ordens a Benaia, filho de Joiada, que matasse Adonias e Benaia o matou.

26 Depois, o rei disse ao sacerdote Abiatar: “Você ficará exilado na sua terra, em Anatote. Você merece morrer, mas não vou matar você — pelo menos não agora, porque você estava encarregado da arca do Senhor o Eterno nos dias de meu pai, Davi, e porque esteve com ele em todos os momentos difíceis da vida dele”.

27 Salomão exonerou Abiatar do sacerdócio do Eterno em cumprimento à palavra do Eterno, em Siló, a respeito da família de Eli.

28 Quando ficou sabendo disso, Joabe, que tinha conspirado com Adonias apesar de ter sido leal no caso de Absalão, refugiou-se no santuário do Eterno, agarrando-se a uma das pontas do altar, para se proteger. O rei Salomão foi informado de que Joabe tinha se refugiado no santuário do Eterno e estava agarrado ao altar. Imediatamente, enviou Benaia, filho de Joiada, e outros homens com ordem de matá-lo.

30 Benaia entrou no santuário do Eterno e disse a Joabe:
“Saia daí, por ordem do rei!”. Ele respondeu: “Não saio! Vou morrer aqui dentro”. Benaia voltou ao rei e contou o que tinha acontecido.

31 O rei disse: “Pois faça o que ele diz. Mate-o e mande sepultá-lo. Que eu e a família de meu pai sejamos inocentes da culpa do sangue que Joabe derramou injustamente. Ele matou dois homens muito mais dignos do que ele. Contra a vontade de meu pai, assassinou Abner, filho de Ner, comandante do exército de Israel, e Amasa, filho de Jéter, comandante do exército de Judá.
A culpa desses crimes brutais recairá sobre Joabe e seus descendentes, mas que a paz do Eterno esteja sobre Davi e seus descendentes, sobre sua dinastia e seu reino”.

34 Benaia, filho de Joiada, matou Joabe. Ele foi sepultado no túmulo da família, que ficava no campo. Como substituto de Joabe, o rei designou Benaia, filho de Joiada, comandante do exército, e substituiu Abiatar pelo sacerdote Zadoque.

36 Em seguida, o rei mandou chamar Simei e disse a ele: “Construa uma casa em Jerusalém. Você vai morar aqui e não poderá mais sair da cidade. Se ultrapassar o limite do vale do Cedrom, estará assinando a sua sentença de morte”.

38 Simei respondeu ao rei: “Está bem! Seu servo fará exatamente o que o meu senhor, o rei, ordenou”.
E Simei habitou em Jerusalém muitos dias.

39 Mas, passados três anos, dois escravos de Simei fugiram para a casa de Aquis, filho de Maaca, rei de Gate, e alguém disse a Simei: “Seus escravos estão em Gate”. Simei imediatamente selou seu jumento e foi para Gate, à procura dos seus escravos. Depois de encontrá-los, trouxe-os de volta.

41 Salomão foi informado disto: "Simei saiu de Jerusalém. Foi até Gate e está de volta”.

42 O rei mandou chamar Simei e perguntou: “Não fiz você prometer, em nome do Eterno, e não deixei bem avisado que você não saísse de Jerusalém? Eu não disse que, se deixasse a cidade, estaria assinando a sua sentença de morte? Você não concordou, dizendo: ‘Está bem! Farei exatamente o que o senhor ordenou’? Por que, então, você não cumpriu a promessa, feita em nome do Eterno, de obedecer à minha ordem?”.

44 Então, o rei disse a Simei: “No fundo do seu coração, você tem consciência do mal que causou a meu pai Davi. Agora, o Eterno fará recair sobre você o mal que você fez. Mas o rei Salomão será abençoado, e o reinado de Davi se consolidará sob a proteção do Eterno”.

46 Dito isso, o rei ordenou que Benaia executasse a sentença, e ele matou Simei. O reino se consolidou sob o comando de Salomão."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 3

Salomão pede a Deus sabedoria

"1 Salomão fez um acordo com o faraó, casando-se com a filha do rei do Egito. Ele a trouxe para a Cidade de Davi, até que a construção do palácio real fosse concluída, bem como a do templo do Eterno e a do muro de Jerusalém. Enquanto isso, o povo adorava em santuários locais, porque, até então, não tinha sido construído um templo ao nome do Eterno. Salomão amava ao Eterno e perseverava em viver de acordo com as determinações de seu pai, Davi, mas prestava culto nos santuários locais, oferecendo sacrifícios e queimando incenso.

4 O rei foi oferecer sacrifícios em Gibeom, o mais conhecido dos santuários locais. Ele sacrificou ali mil ofertas queimadas sobre o altar. Naquela noite, em Gibeom, o Eterno apareceu a Salomão num sonho. Deus disse: “O que você deseja? Peça o que quiser”.

6 Salomão disse: “Foste muito generoso para com meu pai Davi, e ele se manteve fiel a ti. Seus relacionamentos eram corretos e justos. Agora, continuas demonstrando esse imenso amor, providenciando um sucessor que hoje se assenta no trono dele.

7 “Aqui estou. Tu, ó Eterno, meu Deus, fizeste o teu servo reinar no lugar de meu pai, Davi. Sou muito jovem e ainda não tenho a experiência necessária para esta tarefa. Mas, estou aqui, no meio do povo que escolheste, um povo forte e muito numeroso.

9 “Portanto, o meu pedido é este: Dá-me um coração compreensivo para conduzir o teu povo, para que eu possa entender bem a diferença entre o bem e o mal. Pois quem poderá, por si só, dirigir um povo tão grande?”.

10 O Senhor Deus se agradou do pedido de Salomão e disse a ele: “Já que não pediu longevidade, riquezas nem a destruição dos inimigos, mas a capacidade para administrar e governar bem, você terá o que pediu. Vou dar a você um coração sábio e maduro. Nunca houve ninguém igual a você antes, e nunca haverá depois de você. E, digo mais, você também terá riqueza e fama, coisas que não pediu. Nenhum rei da terra se igualará a você. Se você não abandonar os meus caminhos e seguir os ensinamentos que seu pai seguiu, você terá uma vida longa”.

15 Salomão acordou e pensou: “Que sonho!”. Ele voltou para Jerusalém, pôs-se diante da arca da aliança do Senhor e adorou, sacrificando ofertas queimadas e ofertas de paz. Em seguida, ofereceu um banquete a todos os que estavam a seu serviço.

16 Um dia, duas prostitutas compareceram diante do rei. Uma delas disse: “Meu senhor, esta mulher e eu vivemos na mesma casa. Enquanto estávamos juntas, eu tive um bebê. Três dias depois, ela também teve um bebê. Não tinha mais ninguém na casa, e o bebê desta mulher morreu durante a noite, quando ela, dormindo, deitou sobre a criança. Eu dormia profundamente, então, ela se levantou, pegou o meu filho e o pôs ao seu lado e, depois, acomodou o filho morto ao meu lado. Quando acordei, de madrugada, para amamentar meu filho, estava ali o bebê morto! Mas, depois de clarear o dia, percebi que não era o meu bebê”.

22 A outra mulher interrompeu: “Não foi assim. O bebê vivo é meu, o morto é que é seu!”. A primeira mulher protestou: “De jeito nenhum! Seu filho está morto, o meu é o que está vivo”.
E começaram a discutir diante do rei.

23 O rei disse: “O que devemos fazer? Você diz que o filho vivo é seu e o morto é dela.
Ela diz que não, que o morto é seu e o vivo é dela”.

24 Depois de refletir alguns momentos, o rei ordenou: “Tragam-me uma espada". E trouxeram a espada para o rei.

25 Ele ordenou: “Cortem o bebê vivo em dois. Deem metade para uma e metade para a outra”.

26 A verdadeira mãe do bebê vivo, comovida pelo filho, disse: “Não, meu senhor! Dê a ela o bebê, mas não o mate!”. Mas a outra disse: “Se não posso ficar com ele, você também não ficará. Pode cortar o bebê!”.

27 O rei deu seu veredito: “Deem o bebê vivo à primeira mulher. Ninguém matará o bebê. Ela é a verdadeira mãe”.

28 A notícia sobre a perspicácia do rei se espalhou por todo o Israel. Todos ficaram admirados de sua capacidade de julgar, sabendo que era a sabedoria proveniente do Eterno."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 4

Os oficiais de Salomão

"1 O rei Salomão começou bem o seu reinado sobre Israel. Estes eram os principais oficiais de seu governo:

2 O sacerdote: Azarias, filho de Zadoque. Secretários: Eliorefe e Aías, filhos de Sisa. Historiador: Josafá, filho de Ailude. Comandante do exército: Benaia, filho de Joiada. Sacerdotes: Zadoque e Abiatar. Superintendente dos administradores regionais: Azarias, filho de Natã. Sacerdote e conselheiro do rei: Zabude, filho de Natã. Administrador do palácio: Aisar. Supervisor dos trabalhos forçados: Adonirão, filho de Abda.

7 Salomão tinha doze administradores regionais distribuídos em Israel. Eles forneciam mantimento para o rei e sua administração. Cada um era responsável por fornecer o mantimento durante um mês do ano. Estes são os nomes deles: Ben-Hur, nos montes de Efraim. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hana. Ben-Hesede, em Arubote, Socó e em toda a região de Héfer. Ben-Abinadabe, em Nafote-Dor. (Ele era casado com Tafate, filha de Salomão.) Baaná, filho de Ailude, em Taanaque e em Megido, e em toda a Bete-Seã, perto de Zaretã, abaixo de Jezreel; desde Bete-Seã até Abel-Meolá, adiante do território de Jocmeão. Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nas aldeias de Jair, filho de Manassés, em Gileade, e na região de Argobe, em Basã, junto com suas sessenta cidades muradas e com trancas de bronze nas portas. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim. Aimaás, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomão. Baaná, filho de Husai, em Aser e em Bealote. Josafá, filho de Parua, em Issacar. Simei, filho de Elá, em Benjamim. Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom, rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Ele administrava sozinho todo o distrito.

20 A população de Judá e de Israel tinha crescido muito. Era numerosa como a areia da praia! Todas as suas necessidades eram supridas. O povo comia, bebia e estava contente. Salomão dominava sobre todos os reinos, desde o rio Eufrates, a leste, até o território dos filisteus, a oeste, estendendo-se até a fronteira do Egito. Esses reinos pagavam impostos e estiveram sob o domínio de Salomão durante toda a sua vida.

22 O suprimento diário do palácio de Salomão era: 30 tonéis de farinha da melhor qualidade; 60 tonéis de farinha comum; 10 novilhos gordos; 20 bois de pasto; 100 ovelhas; veados, gazelas, corças e aves domésticas em grande número.

24 Salomão dominava sobre os reinos e reis a oeste do rio Eufrates, de Tifsa a Gaza. Todo o território estava em paz. Durante a vida de Salomão, todos os habitantes de Israel e Judá, desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, viviam em segurança e tinham saúde. Todos estavam satisfeitos com o que possuíam.

26 Salomão tinha quarenta mil cocheiras para os cavalos que puxavam os carros de guerra e doze mil cavaleiros.
Os administradores regionais, de acordo com o mês designado, entregavam os suprimentos destinados ao rei Salomão e a todos os que eram sustentados pelo palácio. Sempre havia fartura. Eles também levavam ao lugar designado a cota de cevada e de pasto para os cavalos.

29 Deus concedeu a Salomão muita sabedoria, conhecimento profundo e inteligência sem medida. Não havia nada que não estivesse ao alcance de seu intelecto. Sua sabedoria superava em muito a dos sábios do Oriente e sobressaía ao saber do Egito. Ele era mais sábio que qualquer outra pessoa: mais que Etã, o ezraíta; mais que Hemã, Calcol e Darda, filhos de Maol. Ele era famoso em todas as nações ao redor. Compôs três mil provérbios, e seus cânticos chegaram a mil e cinco. Ele conhecia tudo sobre plantas, desde os grandes cedros que crescem no Líbano até o hissopo que cresce nas frestas do muro. Ele entendia tudo de mamíferos, aves, répteis e peixes. As pessoas vinham de todas as nações para ouvi-lo falar. Eram, na maioria, emissários de reis que souberam da sua reputação e sabedoria."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 5

Salomão faz aliança com Hirão

"1 Hirão, rei de Tiro, quando soube que Salomão tinha sido coroado rei no lugar de Davi, mandou embaixadores a Israel.
Esse rei sempre teve bom relacionamento com Davi. Salomão mandou dizer a ele: “Você sabe que meu pai, Davi, não pôde construir um templo em homenagem ao Eterno, porque teve de lutar o tempo todo e em toda parte, até que o Eterno pusesse todos os seus inimigos sob o seu domínio. Agora, o Eterno concedeu paz a todo o território. Não temos inimigos, não enfrentamos hostilidades.

5 “Creio que é o momento certo para construir um templo em homenagem ao meu Deus, de acordo com a promessa do Eterno a meu pai: Seu filho, que o substituirá no seu trono, construirá uma casa em minha homenagem’. Por isso, preciso da sua ajuda. Peço que autorize o corte de cedros na floresta do Líbano. Meus lenhadores trabalharão em parceria com os seus, e pagarei aos seus funcionários o salário que for estipulado. Você sabe que, entre o meu povo, não há ninguém que saiba cortar madeira como os sidônios”.

7 Quando Hirão recebeu a mensagem de Salomão, ficou muito contente e exclamou: “Bendito seja o Eterno, que deu a Davi um filho tão sábio para governar aquela grande nação!”.

8 Ele mandou dizer a Salomão: “Recebi seu pedido de cedros e pinheiros. Você terá tudo que desejar. Os meus lenhadores levarão a madeira da floresta do Líbano até o mar, e eu a farei flutuar até o local que você determinar. Ali, ela será desamarrada para você poder levar. Peço apenas que se responsabilize pela alimentação dos meus funcionários”.

10 Foi assim que Hirão forneceu toda a madeira de cedro e de pinheiro que Salomão desejava. Em troca, Salomão deu a Hirão vinte mil tonéis de trigo e vinte mil tonéis de azeite de oliva puro. A mesma quantidade era enviada cada ano. O Eterno deu sabedoria a Salomão, como tinha prometido. Houve paz entre Hirão e Salomão, formalizada por meio de um tratado.

13 O rei Salomão reuniu trinta mil homens de todas as partes de Israel. Ele os agrupou em turnos de dez mil por mês para trabalhar na floresta do Líbano. Eles trabalhavam um mês e descansavam dois. Adonirão era o chefe dos trabalhadores. Salomão também tinha setenta mil trabalhadores não qualificados e outros oitenta mil cortadores de pedra nas montanhas. Tinha ainda três mil e trezentos mestres de obra para supervisionar o trabalho e os funcionários. Seguindo as ordens do rei, eles transportavam enormes blocos de pedra, que serviriam de fundação para o templo. Os construtores de Salomão e de Hirão, em parceria com os homens de Gebal, cortaram e prepararam a madeira e as pedras para a construção do templo."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 6

Salomão edifica o templo

"1 Quatrocentos e oitenta anos após a saída dos israelitas do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive, o segundo mês, Salomão começou a construir o templo do Eterno. O templo que o rei Salomão construiu para o Eterno tinha vinte e sete metros de comprimento, nove de largura e treze e meio de altura. Havia um pórtico ao longo dos nove metros de largura do templo que avançava quatro metros e meio. O templo tinha janelas com grades estreitas. Junto à parede externa, o rei construiu uma estrutura de sustentação que continha diversas salas de pequeno tamanho. O pavimento inferior tinha dois metros e vinte e cinco centímetros de largura, o do meio tinha dois metros e setenta centímetros de largura e o terceiro tinha três metros e quinze centímetros de largura. Ele fez saliências na parede externa do templo para apoiar as vigas.

7 Os blocos de pedra para a construção do templo foram todos lavrados na pedreira; por isso, não se ouvia, no canteiro de obras, barulho de martelo, talhadeira ou qualquer outra ferramenta de ferro.

8 A entrada do pavimento inferior ficava do lado sul do templo. Uma escadaria levava para o segundo andar e, depois, para o terceiro. Assim foi feita e concluída a construção. Salomão fez um forro com estrutura de madeira e tábuas de cedro. A estrutura, ao longo das paredes externas, estava unida ao templo com vigas de cedro, e as salas laterais tinham dois metros e vinte e cinco centímetros de altura.

11 A palavra do Eterno veio a Salomão: “Quanto ao templo que você construiu, é importante que você viva de acordo com o que eu determinei e obedeça a tudo que eu disser, seguindo as minhas instruções com toda a atenção e obediência, para que eu cumpra em você a promessa que fiz ao seu pai Davi. Eu, pessoalmente, vou habitar entre os israelitas.
Não vou abandonar o meu povo, Israel
".

14 Salomão construiu e concluiu o templo. Ele fez o acabamento interior, desde o chão até o teto, com tábuas de cedro. O assoalho foi feito com tábuas de pinheiro. Ele separou nove metros no fundo do templo para fazer o santuário interno, o Lugar Santíssimo. Revestiu-o com tábuas de cedro do chão ao teto. Como piso, usou tábuas de pinho. Em frente, o santuário principal media dezoito metros. Todo o interior do templo era revestido de cedro entalhado com desenhos de frutas e flores. Não se via nenhuma pedra. Tudo foi revestido com madeira.

19 O santuário interior do templo era o local da arca da aliança do Eterno. Esse santuário interior tinha nove metros de altura, nove de largura e nove de comprimento. Tudo foi revestido com ouro puro. O altar de cedro também recebeu um revestimento de ouro puro. Todo o interior do templo foi revestido de ouro. Havia correntes de ouro penduradas na frente do santuário interior, nas paredes, no teto, no chão e no altar. Enfim, ouro por toda parte.

23 Ele fez também dois querubins de madeira de oliveira, com quatro metros e meio de altura. Os dois tinham o mesmo tamanho e as mesmas medidas. As asas abertas mediam dois metros e vinte e cinco centímetros. De uma ponta a outra da asa, eram quatro metros e meio. Ele pôs os querubins no santuário interior. As asas abertas dos dois querubins se estendiam por toda a extensão da sala. A ponta da asa, de um querubim tocava a parede de um lado, e a ponta da asa do outro querubim tocava a parede do outro lado. No meio, as asas se tocavam. Os querubins também foram revestidos de ouro.

29 Também entalhou figuras de querubins, palmeiras e botões de flores em todas as paredes do santuário principal e do santuário interior. O assoalho, tanto no interior quanto no exterior, também foi revestido de ouro.

31 Ele fez portas de madeira de oliveira para a entrada do santuário interior. Os batentes tinham cinco lados. As portas também eram entalhadas com querubins, palmeiras e flores e revestidos de ouro.

33 Da mesma forma, ele construiu a entrada do santuário principal com batentes de madeira de oliveira, mas esses batentes tinham quatro lados. As portas eram de pinho, com duas folhas. Cada folha da porta abria separadamente. Elas também eram entalhadas com querubins, palmeiras e flores e revestidos de ouro batido.

36 Ele construiu o pátio interno com três camadas de pedras lavradas e uma última camada de tábuas de cedro. O alicerce do templo do Eterno foi lançado no quarto ano, no mês de zive. A construção foi terminada em todos os detalhes, tudo conforme o planejado, no décimo primeiro ano, no mês de bul, o oitavo mês. Salomão levou sete anos para construir o templo."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 7

Salomão edifica palácios reais

"1 Salomão demorou mais treze anos para terminar a construção do seu palácio. Ele construiu o Palácio da Floresta do Líbano, com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois e meio de largura e treze e meio de altura. Tinha quatro fileiras de colunas de cedro, que sustentavam quarenta e cinco vigas de cedro, quinze em cada fileira. Por cima, estavam cobertas com cedro. Dos dois lados, havia janelas em grupos de três. As portas eram retangulares e estavam organizadas simetricamente.

6 Construiu um pátio com colunas medindo vinte e dois metros e meio de comprimento e treze e meio de largura. Na frente, havia outro pátio coberto, e a cobertura se estendia além das colunas.

7 Fez também um salão para audiências, também chamado Salão da justiça, no qual ele julgava as causas. O salão foi inteiramente revestido de cedro.

8 Construiu seu palácio particular atrás do Salão da Justiça de maneira muito parecida. Salomão também construiu outro palácio semelhante para a filha do faraó, com quem tinha se casado.

9 Ele não economizou todas as pedras utilizadas, dentro e fora, desde a fundação até o telhado, eram de primeira linha, cortadas, lavradas e polidas com precisão. As pedras da fundação eram enormes, entre três metros e sessenta centímetros e quatro metros e meio. Eram de excelente qualidade. Por cima, foram postas as melhores pedras, cortadas sob medida, e vigas de cedro. O grande pátio foi cercado por um muro de três camadas de pedras e uma de tábuas de cedro, como no pátio interior do templo do Eterno.

13 O rei Salomão mandou chamar Hurão de Tiro. A mãe de Hurão era uma viúva da tribo de Naftali. O pai dele era de Tiro e artesão em bronze. Hurão também era um artesão muito hábil. Fazia qualquer trabalho em bronze. Ele veio ajudar Salomão e fez todo o trabalho de bronze.

15 Antes de tudo, fundiu duas colunas de bronze. Cada uma media oito metros e dez centímetros de altura e cinco metros e quarenta centímetros de circunferência. Também fundiu dois capitéis de bronze para a parte de cima das colunas. Cada um deles media dois metros e vinte e cinco centímetros de altura e tinha o formato de lírio. Cada capitel era ornamentado com um conjunto de sete correntes entrelaçadas e duas fileiras de duzentas romãs, que cobriam os capitéis no alto das colunas. Ele levantou as colunas do pórtico, à entrada do templo. À coluna do lado sul, ele deu o nome de Segurança (Jaquim), e à do lado norte. Estabilidade (Boaz). Os capitéis, no alto das colunas, tinham o formato de lírios.

22 Depois que terminou o trabalho das colunas, Hurão começou a fazer um enorme tanque redondo, de metal fundido. Media quatro metros e meio de diâmetro, dois metros e vinte e cinco centímetros de altura e treze metros e meio de circunferência. Abaixo da borda, havia duas fileiras de enfeites em formato de frutas, uma a cada cinco centímetros, fundidas numa só peça com o tanque.

25 O tanque apoiava-se sobre doze touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste. A cabeça dos touros ficava para fora, e o tanque repousava sobre as costas dos touros. A espessura do tanque era de quatro dedos, e a borda tinha acabamento como de um cálice ou como um lírio. Tinha capacidade para quarenta mil litros.

27 Hurão também fez dez suportes de bronze. Cada um media um metro e oitenta centímetros de largura e de comprimento e um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Do lado, havia painéis presos à moldura. Havia neles figuras de leões, bois e querubins gravados. Na moldura, abaixo e acima dos leões e dos bois, havia pendentes de metal, como uma grinalda. Cada suporte era montado sobre quatro rodas e dois eixos de bronze. As molduras eram fundidas com obras ornamentais. Cada suporte possuía uma abertura redonda de quarenta e cinco centímetros de profundidade sobre uma base de setenta centímetros quadrados. O suporte, propriamente, era quadrado. Os eixos eram presos sob o suporte, e as rodas, nos eixos. As rodas mediam setenta centímetros de diâmetro e eram como de carruagem. Eram feitas inteiramente de bronze fundido: os eixos, as rodas, os raios e os cubos.

34 Em cada canto do suporte, havia um cabo fundido numa peça com o suporte. No alto do suporte, havia um aro de vinte e dois centímetros de altura. As molduras e os cabos estavam fundidos com o suporte. Toda a superfície era gravada com querubins, leões e palmeiras rodeadas com um entalhe de grinaldas. Todos os suportes eram idênticos e fundidos no mesmo molde.

38 Ele também fez dez pias de bronze, uma para cada suporte, com capacidade para oitocentos litros, com um metro e oitenta centímetros de diâmetro. Pôs cinco desses suportes no lado sul do templo e cinco no lado norte. O tanque foi posto no canto sudeste do templo. Hurão terminou todos os utensílios: baldes, pás e bacias.

40 Hurão completou todo o trabalho do templo do Eterno determinado pelo rei Salomão: duas colunas; dois capitéis sobre as colunas; dois conjuntos de correntes para enfeitar os capitéis: quatrocentas romãs para as correntes (em duas fileiras de correntes); dez suportes, cada um com uma pia; o tanque; doze touros debaixo do tanque; diversos baldes, pás e bacias.

45 Todos os utensílios que Hurão fez a pedido do rei Salomão para o templo do Eterno eram de bronze polido. Ele os fundiu em moldes de argila na planície do Jordão entre Sucote e Zaretã. Esses utensílios nunca foram pesados. Eram muitos objetos! Ninguém tem a menor ideia de quanto bronze foi utilizado.

48 Salomão também mandou fazer toda a mobília e os demais acessórios internos do templo do Eterno: o altar de ouro; a mesa de ouro sobre a qual ficava o pão da presença; os candelabros de ouro puro, distribuídos cinco à direita e cinco à esquerda na frente do santuário interior; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro; as vasilhas, os cortadores de pavio, as bacias para aspersão, as tigelas e os incensários de ouro puro; as dobradiças das portas do santuário interior, o Lugar Santíssimo, também as dobradiças das portas do santuário principal.

51 Assim, foi concluído o trabalho do rei Salomão no templo do Eterno. Depois, ele trouxe os utensílios consagrados por seu pai Davi: a prata, o ouro e os utensílios, e tudo foi levado para o tesouro do templo do Eterno."

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 8

Salomão traz para o templo a arca

"1 Para celebrar o encerramento dos trabalhos, o rei Salomão convocou todos os líderes de Israel, os chefes das tribos e dos clãs patriarcais para trazer a arca da aliança do Eterno de Sião, a Cidade de Davi. Todo o Israel se reuniu diante do rei Salomão no mês de etanim, o sétimo mês, para a grande festa de outono.

3 Com todos os líderes de Israel presentes, os sacerdotes carregaram a arca do Eterno e a levaram junto com a Tenda do Encontro e seus utensílios consagrados. O rei Salomão e toda a comunidade de Israel estavam diante da arca, adorando e sacrificando muitas ovelhas e bois. Eram tantos animais que não se podia contar.

6 Os sacerdotes levaram a arca da aliança do Eterno ao lugar designado no santuário interior, o Lugar Santíssimo, sob as asas dos querubins. As asas abertas dos querubins se estendiam sobre a arca e suas varas. As varas eram tão compridas que as pontas podiam ser vistas da entrada do santuário interior — de mais longe não era possível vê-las. Elas continuam lá até hoje. Dentro da arca, estavam apenas as duas tábuas de pedra que Moisés tinha guardado, ainda no Horebe, onde o Eterno fez uma aliança com Israel depois de tirar o seu povo do Egito.

10 Quando os sacerdotes saíram do Lugar Santíssimo, uma nuvem encheu o templo do Eterno. Os sacerdotes não puderam cumprir suas obrigações sacerdotais por causa da nuvem, pois a glória do Eterno encheu o templo.

12 Então, Salomão orou: “O Eterno disse que habitaria numa nuvem escura, na qual ninguém poderia vê-lo. Ó Deus, eu construí este majestoso templo como sinal permanente da tua presença invisível”.

14 Depois, o rei virou-se para a comunidade e abençoou o povo:

15 “Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a meu pai, Davi, pois agora ele cumpriu o que tinha prometido, dizendo: ‘Desde que eu trouxe o meu povo Israel do Egito, não separei uma cidade entre as tribos de Israel para construir um templo em que estabelecesse o meu nome. Mas escolhi Davi para governar sobre o meu povo Israel’.

17 “Meu pai, Davi, queria construir um templo para a honra do nome do Eterno, o Deus de Israel. Mas o Eterno disse: ‘É bom saber que você deseja construir um templo para me honrar, mas não será você, e, sim, seu filho que o construirá, para a honra do meu nome’.

20 “O Eterno cumpriu o que prometeu. Eu sou o sucessor de meu pai, Davi, no governo de Israel, como o Eterno prometeu. Construí um templo para honrar o Eterno, o Deus de Israel, e designei um lugar para a arca, que contém os termos da aliança que o Eterno fez com nossos antepassados quando os tirou da terra do Egito”.

22 Diante de toda a comunidade de Israel, Salomão ficou de pé diante da arca, levantou as mãos ao céu e orou: “Ó Eterno, Deus de Israel, não há Deus igual a ti em cima nos céus ou embaixo na terra, que guarde fielmente a aliança com seus servos e que tenha um amor inabalável pelos que vivem em sincera obediência aos teus caminhos. Tu cumpriste a promessa feita a meu pai Davi. Fizeste exatamente o que tinhas prometido. A prova disso está diante dos nossos olhos hoje! Ó Eterno, Deus de Israel, continua guardando as promessas feitas ao meu pai, Davi, quando disseste: ‘Você sempre terá um descendente para representar o meu governo sobre o trono de Israel, com a condição de que seus descendentes sejam fiéis a mim, como você é.

26 Ó Deus de Israel, que isso aconteça! Confirma e concretiza essas promessas.

27 É possível Deus morar no nosso meio? Nem o próprio Universo é suficiente para conter o seu ser, muito menos o templo que construí. Mesmo assim, ouso pedir: Atenta para a minha oração de intercessão e súplica, ó Eterno, Deus meu. Ouve a minha insistente oração, que faço diante de ti. Olha para este templo, dia e noite, o lugar a respeito do qual disseste: Aqui o meu nome será honrado’. Ouve a oração que faço aqui. Ouve da tua habitação no céu e perdoa o pecado. Quando alguém ofender o próximo e decidir corrigir o erro, apresentando-se diante do teu altar neste templo e orar a ti, ouve do céu e age com justiça. Julga os teus servos, permitindo que o ofensor pague pela ofensa, e livra o ofendido de toda acusação;

33 Quando teu povo, Israel, for derrotado pelo inimigo por ter pecado contra ti e vier te buscar neste templo, reconhecendo o teu domínio com uma súplica fervorosa, ouve da tua habitação no céu, perdoa o pecado do teu povo Israel e traze-o de volta para a terra que deste aos seus antepassados.

35 Quando o céu retiver a água e não houver chuva porque o teu povo pecou contra ti, e o povo vier aqui para orar, reconhecendo o teu domínio e abandonando seus pecados por causa do castigo que sofreram, ouve da tua habitação no céu e perdoa o pecado dos teus servos, do teu povo Israel. Depois, renova o teu cuidado para com eles. Ensina-os a viver como se deve. Envia chuva sobre a terra que deste ao teu povo como herança.

37 Quando ocorrerem calamidades, fomes, catástrofes, fracasso ou doença na lavoura, invasão de gafanhotos e larvas, ou quando um inimigo os atacar, toda oração que qualquer pessoa do teu povo, Israel, fizer, reconhecendo as consequências do seu erro, e estender as mãos na direção deste templo, suplicando a tua ajuda, ouve da tua habitação no céu. Perdoa e age. Dá a cada um o que ele merece, pois conheces o coração de cada um (só tu conheces o coração humano), para que possa viver diante de ti em constante reverência e obediência nesta terra que deste aos nossos antepassados.

41 Não te esqueças do estrangeiro, que não faz parte do teu povo Israel, mas veio de um país longínquo por causa da tua fama. Pessoas de todos os povos virão para cá por causa do teu grande nome, por causa das maravilhas do teu poder, pessoas que virão orar neste templo. Ouve da tua habitação no céu. Atende a oração do estrangeiro para que os povos, em todo o mundo, saibam quem és e vivam em reverente obediência diante de ti, como o teu povo Israel. Para que saibam que tu, e ninguém mais, fazes deste templo que construí o que ele é.

44 Quando o teu povo sair para a guerra contra seus inimigos, na hora e ao lugar que tu determinares, e orar ao Eterno, voltado para a cidade que escolheste e para este templo que construí para a honra do teu nome, ouve do céu a oração e a súplica do teu povo e defende a causa deles. Quando o teu povo pecar contra ti, e por certo pecará, pois não há ninguém que não peque, e, na tua ira, o entregares ao inimigo para ser levado prisioneiro à terra dele, seja próxima, seja distante, mas se arrepender na terra do cativeiro e orar do exílio com sinceridade de coração: ‘Nós pecamos. Cometemos um grande erro. Agimos com perversidade’, e mudarem seu coração, com determinação na terra do inimigo que os conquistou, e orarem a ti, voltados para esta terra, a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para este templo que construí para honrar o teu nome, ouve da tua habitação no céu as orações persistentes e fervorosas e defende a causa deles. Perdoa o teu povo que pecou contra ti. Perdoa a terrível rebeldia e faz que seus opressores sejam compassivos com eles. Afinal, é o teu povo, tua herança valiosa, a quem resgataste do meio daquela fornalha de fundição, o Egito!

52 Ouve com atenção as orações do teu servo e do teu povo Israel. Ouve todas as vezes que clamarem a ti! Tu mesmo os escolheste entre todos os povos da terra para serem teu povo, como disseste por meio de teu servo Moisés, quando tiraste nossos antepassados da terra do Egito”.

54 Tendo acabado de orar ao Eterno dessa maneira ousada e eloquente, Salomão ficou de pé diante do altar do Eterno, no qual tinha estado de joelhos todo o tempo, com os braços estendidos para o céu. Já de pé, ele abençoou toda a congregação de Israel, clamando em alta voz:

56 “Bendito seja o Eterno que concedeu paz a seu povo, como tinha prometido. Nenhuma de todas as maravilhosas promessas que fez por meio de Moisés se perdeu. Que o Eterno, o nosso Deus esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados, e nunca desista de nós nem nos abandone. Que estejamos sempre atentos e dedicados a ele e assim, possamos seguir o caminho que traçou para nós, atentando para suas orientações, andando no compasso e no ritmo que ele estabeleceu para nossos antepassados

59 “Que as palavras que proferi na presença do Eterno estejam sempre diante dele, dia e noite, para que ele faça o que é certo para mim e garanta justiça para o seu povo Israel, dia após dia. Então, todos os povos da terra saberão que o Eterno é o Deus verdadeiro e que não há outro Deus. Quanto a vocês, vivam em total obediência ao Eterno, o nosso Deus, seguindo o caminho que ele traçou para nós. Estejam atentos a tudo que ele nos mostrou hoje".

62 O rei e todo o Israel adoraram, oferecendo sacrifícios ao Eterno. Salomão apresentou ofertas de paz, sacrificou ao Eterno vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que todo o Israel e o rei dedicaram o templo do Eterno.

64 Naquele mesmo dia, o rei dedicou a parte central do pátio, que ficava diante do templo do Eterno, para uso sagrado. Ali, ele sacrificou ofertas queimadas, ofertas de cereal e a gordura das ofertas de paz, pois o altar de bronze não comportava todas essas ofertas.

65 Foi assim que Salomão celebrou a festa do outono com todo o Israel. Havia gente desde o extremo nordeste, em Lebo-Hamate, até o extremo sudoeste, no ribeiro do Egito. Uma grande multidão. A festa durou sete dias e, depois, mais sete! Duas semanas de festa! Depois, ele os despediu. O povo abençoou o rei e voltou para casa, todos entusiasmados e com o coração agradecido por todas as coisas boas que o Eterno tinha feito pelo seu servo Davi e por todo o povo de Israel."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 9

A aliança do SENHOR com Salomão

"1 Depois de Salomão terminar a construção do templo do Eterno e do palácio real, realizando, assim, o seu desejo, o Eterno apareceu outra vez a Salomão, como tinha acontecido em Gibeom.

3 O Eterno disse: “Ouvi atentamente sua oração e suas súplicas fervorosas. Já santifiquei o templo que você construiu: o meu nome está firmado nele para sempre, e os meus olhos e meu coração estarão sobre ele para sempre. Quanto a você, se viver diante de mim como seu pai, Davi, que tinha um coração puro e um procedimento correto; se agir conforme as minhas instruções; se respeitar as minhas orientações e a minha correção, eu mesmo vou garantir a sustentação do seu reinado sobre Israel, a mesma garantia que dei a seu pai, Davi: ‘Você sempre terá um descendente sobre o trono de Israel’.

6 “Mas, se você e seus descendentes me traírem e desprezarem as minhas instruções e a minha correção e se associarem a deuses estranhos, prestando culto a eles e servindo-lhes, a garantia será suspensa. Eliminarei Israel da terra e rejeitarei o templo que acabei de santificar para a honra do meu nome. Israel será reduzido a nada e será ridicularizado entre todos os povos da terra. Esse majestoso templo será objeto de desprezo. Pessoas estranhas passarão por ele balançando a cabeça e dizendo: O que aconteceu aqui? Porque ele está em ruínas?’. E alguém dirá:
‘O povo que vivia aqui traiu o Eterno, o seu Deus, que tirou seus antepassados do Egito. Eles se associaram a deuses estranhos, adoraram e serviram a outros deuses. Foi isso que aconteceu.
O Eterno permitiu essa destruição’
”.

10 Depois de vinte anos de construção do templo do Eterno e do palácio real, Salomão deu de presente ao rei Hirão, de Tiro, como retribuição, vinte cidades do distrito da Galiléia. Hirão tinha fornecido todo o cedro, pinho e ouro que Salomão tinha desejado. Hirão saiu de Tiro para conhecer as cidades, mas não gostou do que viu.

13 Ele disse: “Que presente é esse, meu amigo? Que cidades mais inúteis! " Até hoje, o povo se refere assim àquelas cidades. Essa foi a única recompensa que Hirão recebeu de Salomão pelos quatro mil e duzentos quilos de ouro que forneceu!

15 Esse é o registro das realizações da força de trabalho de Salomão para construir o templo do Eterno, o seu palácio real, o sistema de defesa em Milo, os muros de Jerusalém e as cidades fortificadas de Hazor, Megido e Gezer.

16 O faraó, rei do Egito, atacou, conquistou e incendiou Gezer e matou todos os moradores cananeus. Depois, deu a cidade como presente de casamento a sua filha, mulher de Salomão, e o rei de Israel a reconstruiu.

17 Ele também construiu Bete-Horom Baixa, Baalate e Tadmor no deserto, cidades afastadas, para servir de armazéns, e aldeias para os cavalos e carros de guerra. Salomão construiu tudo que desejou em Jerusalém, no Líbano e em qualquer lugar de sua escolha.

20 Os remanescentes dos antigos habitantes da terra, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus, os jebuseus, ou seja, os não israelitas, sobreviventes das guerras, Salomão arregimentou para trabalhos forçados. Até hoje, continuam fazendo isso. Mas os verdadeiros israelitas não foram tratados dessa maneira. Eles eram utilizados no exército e na área administrativa, como líderes do governo, comandantes dos carros de guerra e condutores de carros. Eram também oficiais encarregados dos projetos e da execução das construções. Ele tinha quinhentos e cinquenta encarregados sobre o pessoal submetido a trabalhos forçados.

24 Depois que a filha do faraó subiu solenemente da Cidade de Davi para ocupar a residência no palácio construído especialmente para ela, Salomão construiu o sistema de defesa em Milo.

25 Salomão oferecia sacrifícios no altar do Eterno três vezes ao ano. Ele apresentava ofertas queimadas, ofertas de paz e queimava incenso na presença do Eterno. Tudo que estivesse ligado ao templo, Salomão cuidava para que fosse feito com perfeição e generosidade.

26 O rei Salomão também fabricou navios em Eziom-Geber, perto de Elate, em Edom, no litoral do mar Vermelho. Hirão enviou marinheiros experientes para auxiliar os marinheiros de Salomão. Eles foram até Ofir, de onde trouxeram dezesseis toneladas de ouro para Salomão."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 10

A rainha de Sabá visita a Salomão

"1 A rainha de Sabá ficou sabendo da fama de Salomão por causa do nome do Eterno. Ela veio testá-lo com perguntas difíceis. Chegou a Jerusalém em grande estilo, trazendo uma comitiva e camelos carregados de especiarias e grande quantidade de ouro e pedras preciosas. Na audiência com Salomão, ela falou a respeito de tudo que era do seu interesse, abrindo o coração diante dele. Salomão respondeu a todas as suas dúvidas, sem demonstrar embaraço em nenhum momento. Depois que a rainha de Sabá ouviu, de primeira mão, a sabedoria de Salomão e viu com os próprios olhos o palácio dele, a comida que era servida, as acomodações dos altos funcionários da corte, a roupa impecável dos criados, a exuberância dos cristais e a generosa oferta sacrificada no templo do Eterno, ela ficou abismada.

6 Ela disse ao rei: “Tudo que ouvi a seu respeito é verdade!
A reputação de suas realizações e de sua sabedoria em meu país se confirmou. Eu não teria acreditado se eu mesma não tivesse visto. Não foi exagero o que ouvi! Sabedoria a elegância muito além do que eu poderia imaginar. Felizes os homens e mulheres que trabalham para você, pois têm o privilégio de estar perto de você todos os dias e ouvir suas sábias palavras! Bendito seja o Eterno, o seu Deus, que se agradou de você e o constituiu rei. Sem dúvida, o amor do Eterno para com Israel está por trás disso tudo. Ele o constituiu rei para manter a ordem e a justiça”.

10 Ela deu de presente ao rei mais de quatro toneladas de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca se viu tantas especiarias juntas quanto as que a rainha de Sabá trouxe para Salomão.

11 Os navios de Hirão também importavam ouro de Ofir e grandes quantidades de madeira de sândalo e pedras preciosas. Da madeira de sândalo, o rei fez os corrimãos do templo do Eterno e do palácio real. Também a utilizou para fabricar harpas e liras para os músicos. Nunca mais foi recebida uma carga de madeira de sândalo como aquela.

13 Salomão, em troca, deu à rainha de Sabá tudo que ela desejou e pediu, além dos generosos presentes que ela já tinha recebido dele. Satisfeita com o que viu, ela voltou para seu país com sua comitiva.

14 Salomão recebia, todos os anos, vinte e cinco toneladas de ouro, sem contar o que recebia de impostos e de lucro do comércio com mercadores e diversos reis e governadores.

16 O rei Salomão mandou fazer duzentos escudos grandes de ouro batido. Cada escudo pesava três quilos e seiscentos gramas. Fez também trezentos escudos menores, de um quilo e oitocentos gramas de ouro batido cada um. Ele guardou os escudos no Palácio da Floresta do Líbano.

18 O rei construiu um imenso trono de marfim revestido de ouro puro. O trono tinha seis degraus, e o seu encosto era arredondado. Ao lado de cada braço do trono, havia um leão.
Na ponta de cada degrau, também havia um leão. Não havia um trono parecido com esse nos reinos ao redor.

21 Todas as taças do rei Salomão eram feitas de ouro puro, assim como todos os utensílios do Palácio da Floresta do Líbano.
Na época, não se fazia nada de prata, pois era material barato e muito comum.

22 O rei tinha uma frota de navios que viajava junto com os navios de Hirão. A cada três anos, a frota trazia uma carga de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

23 O rei Salomão era o mais sábio e rico de todos os reis da terra. Ele superava todos eles. Gente de todos os cantos da terra vinham conhecer Salomão e sorver um pouco da sabedoria que Deus tinha dado a ele. Todos os anos, os visitantes chegavam em grandes levas, e todos traziam presentes: artigos de ouro e de prata, roupas, armas modernas, especiarias exóticas, cavalos e mulas.

26 Salomão juntou carros e cavalos: mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos! Ele os deixava em cidades reservadas especialmente para eles e também em Jerusalém. O rei fez que a prata fosse comum como pedra, e o cedro, como as figueiras das planícies. Seus cavalos eram importados do Egito e da Cilicia, adquiridos pelos agentes do rei. Os carros do Egito custavam sete quilos e duzentos gramas de prata; e um cavalo, cerca de um quilo e oitocentos gramas de prata. Salomão os comercializava com os palácios reais dos hititas e dos arameus."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 11

A idolatria de Salomão

"1 O rei Salomão era louco por mulheres. A filha do faraó foi apenas a primeira de inúmeras mulheres estrangeiras que ele teve, as moabitas, as amonitas, as edomitas, as sidônias e as hititas. Ele as tomava das nações pagãs ao redor, embora o Eterno tivesse advertido com veemência os israelitas: “Vocês não se casarão com tais mulheres, porque elas induzirão vocês a adorar ídolos”. Mesmo assim, Salomão se apaixonava por elas e não as rejeitava. Ele teve setecentas princesas e trezentas concubinas. Mil mulheres! E elas, de fato, o levaram a se desviar de Deus. À medida que Salomão envelhecia, suas mulheres o atraíam para o lado dos deuses estrangeiros, e sua fidelidade ao Eterno foi esmorecendo. Ele não se manteve leal ao Eterno, como seu pai Davi. Salomão virou devoto de Astarote, a deusa dos sidônios, e de Moloque, o abominável deus dos amonitas.

6 Salomão desprezou abertamente o Eterno, não seguiu os passos de seu pai, Davi. Ele construiu sobre uma colina a leste de Jerusalém um altar para Camos, o odioso deus de Moabe, e outro para Moloque, o abominável deus dos amonitas. Ele construiu altares semelhantes para os ídolos de todas as mulheres estrangeiras. Elas poluíram a terra com a fumaça e o incenso dos seus sacrifícios.

9 O Eterno fitou furioso com Salomão, por vê-lo abandonar o Deus de Israel, que tinha aparecido a ele duas vezes e ordenado claramente que não se associasse com outros deuses. Salomão desobedeceu às ordens de Deus.

11 Então, o Eterno disse a Salomão: “Já que você não tem a menor intenção de ser leal a mim e de obedecer ao que ordenei a você, vou tirar o reino de você e entregá-lo a outro. Mas, por respeito a seu pai, Davi, não farei isso durante a sua vida.
 Seu filho pagará por isso. Vou arrancar o reino da mão dele. Mesmo assim, não vou tirar tudo: uma tribo ficará, por respeito ao meu servo Davi e a Jerusalém, cidade que escolhi
”.

14 O Eterno incitou Hadade, descendente do rei de Edom, a atacar Salomão. Muito tempo antes, quando Davi destruiu Edom, Joabe, comandante do exército, a caminho de enterrar os mortos, massacrou todos os homens de Edom. Joabe e o seu exército permaneceram na região seis meses e, nesse tempo, mataram todos os homens de Edom. Hadade, que era um garoto na época, fugiu com alguns edomitas que trabalhavam para seu pai. Eles viajaram por Midiã e chegaram a Parã. Juntaram-se com alguns homens em Parã e foram para o Egito. O faraó deu casa, comida e até um pedaço de terra para Hadade. O rei do Egito gostou tanto dele que deu a ele em casamento uma irmã de sua mulher, a rainha Tafnes. Ela deu à luz um filho, Genubate, que foi criado como membro da família real. O menino cresceu no palácio com os filhos do faraó.

21 Ainda no Egito, Hadade soube que Davi e Joabe, comandante do exército, haviam morrido. Ele pediu ao faraó: “Despeça-me com a sua bênção. Quero voltar para o meu país".

22 O faraó perguntou: “Mas por quê? Porque você nos deixaria? Alguma coisa está desagradando a você? " Hadade respondeu: "Não tenho do que reclamar, mas quero voltar para o meu país. Por favor, deixe-me ir! "

23 Deus levantou outro adversário contra Salomão: Rezom, filho de Eliada, que tinha desertado de seu senhor, Hadadezer, rei de Zobá. Depois que Davi tinha massacrado os arameus, Rezom tinha reunido um bando de sujeitos de má índole e era o líder deles. Mais tarde, eles se transferiram para Damasco, e, ali, Rezom se tornou o rei da cidade. Hadade e Rezom foram um espinho para Israel durante toda a vida de Salomão. Hadade foi rei da Síria e odiava Israel.

26 A última gota foi Jeroboão, filho de Nebate, que se rebelou contra o rei. Ele era efraimita de Zeredá, e sua mãe era uma viúva chamada Zerua. Ele trabalhava na administração do governo de Salomão.

27 Ele se rebelou, porque Salomão construiu uma defesa, o Milo, e restaurou as fortificações destruídas da época de seu pai Davi. Jeroboão era competente e hábil na área da construção. Quando Salomão viu que ele era um trabalhador dedicado, encarregou-o do trabalho forçado na tribo de José.

29 Certo dia, Jeroboão saía de Jerusalém e encontrou Aías, o profeta de Siló, que vestia uma capa nova. Os dois estavam sozinhos naquele lugar deserto da estrada, e Aías tirou a capa e cortou-a em doze pedaços.

31 Ele disse a Jeroboão: “Fique com estes dez pedaços, pois a ordem do Eterno, o Deus de Israel, é esta: ‘Veja o que estou fazendo. Estou arrancando o reino das mãos de Salomão e dando a você dez tribos. Por respeito a meu servo Davi e a Jerusalém, a cidade que escolhi, ele ficará com uma tribo. O motivo é que ele me abandonou e foi servir a Astarote, deusa dos sidônios, Camos, deus dos moabitas, e Moloque, deus dos amonitas. Ele não segue mais as minhas orientações, ignora a minha vontade, não segue as minhas instruções e desobedece às minhas ordens. É bem diferente de seu pai.

34 “Apesar disso, não vou tirar todo o reino das mãos dele. Serei leal a ele durante toda a sua vida por causa do meu servo Davi, a quem escolhi e que seguiu as minhas instruções e obedeceu às minhas ordens. Mas vou tirar o reino do controle do filho dele, e dez tribos serão entregues a você. Deixarei uma tribo com o filho dele, como testemunha. a favor do meu servo Davi em Jerusalém, a cidade que escolhi como memorial do meu nome.

37 “‘Mas você terá o comando do restante. Domine conforme o desejo do seu coração! Você será o rei de Israel. Se me ouvir, viver de acordo com as minhas orientações e fizer o que me agrada, seguindo as minhas instruções e obedecendo às minhas ordens, como fez o meu servo Davi, serei leal a você, não importa o que acontecer.
Seu reino será tão sólido quanto o que estabeleci para Davi. Israel será seu! Estou provocando dor e tristeza aos descendentes de Davi, mas essa provação não será para sempre’”.

40 Salomão decretou a morte de Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito e obteve abrigo com o rei Sisaque. Ele permaneceu no exílio até a morte de Salomão.

41 O restante da vida e do reinado de Salomão, suas obras e sua sabedoria, está tudo registrado nas Crônicas de Salomão. Salomão reinou em Jerusalém e governou Israel durante quarenta anos. Ele morreu e foi sepultado na Cidade de Davi.
Seu filho Roboão foi o seu sucessor."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 12

Roboão causa separação entre as tribos

"1 Roboão foi para Siquém, onde todo o Israel tinha se reunido para coroá-lo rei. Jeroboão estava no Egito, onde havia se exilado por causa de Salomão. Mas, quando soube da morte de Salomão, ele voltou.

3 Roboão reuniu-se com Jeroboão e todo o povo. Disseram a Roboão: “Seu pai foi muito severo conosco. Sempre tivemos de trabalhar pesado, sem descanso.
Alivie a nossa carga de trabalho e o peso das obrigações e nos submetermos ao senhor de bom grado”.

5 Roboão propôs: “Peço que me deem três dias para pensar, e, então, dou a resposta a vocês.’’

6 O rei Roboão perguntou aos que tinham sido conselheiros de seu pai, Salomão “O que me dizem? O que me aconselham responder a esse povo?”.

7 Eles responderam: “Se você quiser servir ao povo, procure entender às necessidades deles e tenha compaixão. Se você fizer o que estão pedindo, não há dúvida de que eles farão qualquer coisa por você”.

8 Mas Roboão fez pouco caso do conselho daqueles homens experientes e perguntou aos jovens com quem ele tinha crescido e que agora tinham interesse em ajudá-lo: “O que acham? O que devo dizer a esse povo, que está pedindo: ‘Alivie a carga pesada de trabalho que seu pai impôs a nós?”.

10 Seus jovens amigos responderam: ‘Diga a esse povo que está reclamando que seu pai foi muito severo com eles: ‘Meu dedo mínimo é mais grosso que a cintura do meu pai. Se vocês acham que a vida estava difícil no reinado de meu pai, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou
castigá-los com correntes!".

12 Três dias depois, Jeroboão e o povo voltaram, como Roboão os havia instruído: “Peço que me deem três dias para pensar; depois, voltem”! A resposta do rei foi curta e grossa, ele desprezou o conselho dos oficiais mais experientes. Preferiu seguir o conselho dos jovens amigos: “Se vocês achavam que a vida no reinado de meu pai era difícil, ainda não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com correntes!”.

15 Roboão não quis ouvir o povo. O Eterno estava por trás disso, confirmando a mensagem que ele deu a Jeroboão, filho de Nebate, por intermédio de Aías, de Siló.

16 Quando Israel percebeu que o rei não estava disposto a atender às suas reivindicações, gritaram palavras de ordem:
“Já chega de Davi! Não queremos mais saber do filho de Jessé! Vamos embora, Israel! Vamos depressa! De agora em diante, Davi que vá cuidar da própria vida”. Com isso, o povo foi embora.
Mas Roboão continuou governando sobre os habitantes das cidades de Judá.

18 O rei Roboão pediu que Adonirão, encarregado dos trabalhos forçados, fosse falar com os israelitas, mas eles o apedrejaram, e ele morreu. O rei Roboão subiu no seu carro e fugiu para Jerusalém, sem perda de tempo. Desde então, os israelitas se rebelam contra a dinastia de Davi.

20 Quando correu a notícia de que Jeroboão estava de volta e à disposição, o povo reunido o chamou e o proclamou rei sobre todo o Israel. Judá foi a única tribo que permaneceu com a dinastia de Davi.

21 Depois de voltar a Jerusalém, Roboão convocou todos os homens de Judá e da tribo de Benjamim, cento e oitenta mil dos melhores soldados, para atacar Israel e recuperar o reino para Roboão, filho de Salomão.

22 Nessa ocasião, veio a palavra de Deus a Semaías, homem de Deus: “Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, a todos os moradores de Judá e de Benjamim e a todos os que estiverem com eles: O Eterno diz: Não marchem para atacar seus irmãos, os israelitas. Voltem todos para casa.
Sou eu o responsável por essa situação’”. Eles obedeceram à ordem do Eterno e voltaram para casa
.

25 Jeroboão construiu uma fortaleza em Siquém, nas montanhas de Efraim, e passou a residir ali. Também construiu uma fortaleza em Peniel.

26 Mas, depois, Jeroboão pensou: “Não vai demorar para o reino voltar à dinastia de Davi. Depois que o povo voltar a adorar no templo do Eterno, em Jerusalém, vai acabar aceitando Roboão de Judá como o seu rei. Por fim, eles vão me matar e voltar a servir a Roboão”.

28 Por isso, o rei decidiu fazer dois bezerros e anunciou: “Para que vocês não tenham o trabalho de subir a Jerusalém para prestar culto, olhem para estes deuses que tiraram vocês do Egito!”. Ele pôs um bezerro em Betel e outro em Dã. Foi um pecado terrível. Os israelitas viajavam até Dã para adorar o bezerro!

31 Mas ele não parou por aí. Jeroboão construiu altares proibidos em tudo que era lugar e contratou sacerdotes onde quer que os encontrasse, sem se preocupar se eram aptos para o serviço. Para piorar, estabeleceu a festa sagrada de Ano Novo, celebrada no dia 15 do oitavo mês, em substituição à festa de Judá. Era um festival religioso completo, com sacrifícios oferecidos sobre o altar em Betel, diante dos bezerros que ele tinha posto ali. O rei convocou para Betel os sacerdotes de todos os locais em que havia altares. A iniciativa de competir com as festas de Judá partiu do próprio Jeroboão. Ele promoveu, com o maior entusiasmo, uma festa exclusivamente para Israel. O próprio rei se dispôs a conduzir o sacrifício sobre o altar."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 13

Um profeta prediz contra o altar

"1 Quando Jeroboão estava diante do altar, pronto para oferecer o sacrifício, chegou de Judá, por determinação do Eterno, um homem de Deus. Ele profetizou contra o altar, conforme a ordem do Eterno: “Altar! Altar! Assim diz o Eterno: ‘Um filho da linhagem de Davi nascerá e se chamará Josias. Ele sacrificará sobre você os sacerdotes dos altares que hoje oferecem sacrifícios aqui! Ossos humanos serão queimados sobre você!’” Logo em seguida, anunciou um sinal: “Eis a prova de que esta mensagem vem do Eterno: o altar rachará ao meio, e as ofertas consagradas cairão no chão”.

4 Quando o rei ouviu a mensagem do homem de Deus contra o altar de Betel, deu ordem para que o agarrassem: “Prendam este homem!”. Mas o braço do rei ficou paralisado. No mesmo instante, o altar rachou ao meio, e as ofertas consagradas caíram no chão. Aconteceu exatamente o que o homem de Deus tinha anunciado por ordem do Eterno.

6 O rei suplicou ao homem de Deus: “Ajude-me! Interceda ao Eterno pela cura do meu braço”. O homem de Deus orou por ele, e o braço do rei foi curado e ficou como antes!

7 Depois disso, o rei disse ao homem de Deus: “Você está convidado a comer comigo. Tenho um presente para você".

8 Mas o homem de Deus disse ao rei: “Ainda que você me pagasse com a metade dos seus bens, eu não me sentaria com você à mesa neste lugar. O Eterno me deu esta ordem: ‘Não coma nada, não beba nada e não volte pelo mesmo caminho”.
Assim, partiu por um caminho diferente do que tinha tomado para ir a Betel.

11 Havia um velho profeta morando em Betel. Seus filhos foram contar a ele o que o homem de Deus tinha feito na festa.
Fizeram um relato completo do incidente e de tudo que o homem tinha dito ao rei.

12 O pai deles disse: “Que caminho ele tomou?”. Os filhos apontaram para a estrada que o homem de Judá tinha seguido.

13 Ele pediu a seus filhos: “Selem um jumento!” Depois que selaram o jumento, o profeta montou o jumento e foi atrás do homem de Deus. Ele o encontrou sentado debaixo de um carvalho e perguntou: “Você é o homem de Deus que veio de Judá? " Ele respondeu: “Sim, sou eu”.

15 “Venha comigo, vamos comer em minha casa”.

16 O homem de Deus respondeu: “Desculpe, mas não posso. Não posso voltar com você nem comer com você em sua terra.
Estou seguindo às ordens do Eterno: ‘Não coma nem beba nada e não volte pelo mesmo caminho’”.

18 Mas ele disse: “Eu também sou profeta, como você. Um anjo veio a mim com uma mensagem do Eterno, dizendo: Traga-o para sua casa e ofereça-lhe uma boa refeição!’". Mas o profeta estava mentindo.
Então, o homem de Deus foi para a casa dele, e ambos comeram.

20 Estavam ainda sentados à mesa quando a palavra do Eterno veio ao profeta que tinha ido buscar o homem de Deus. Dirigindo-se ao homem que tinha vindo de Judá, ele disse: “Assim diz o Eterno: ‘Você desobedeceu à ordem do Eterno, ignorou as suas instruções. Você voltou, assentou-se à mesa e se alimentou no lugar em que Deus disse que você não deveria comer nem beber nada. Por isso, você morrerá longe de sua casa e não será enterrado no túmulo de seus antepassados’”.

23 Depois de terminarem de comer, o profeta que tinha trazido o homem de volta selou o seu jumento para ele. No meio do caminho, um leão o atacou, e ele morreu. Seu corpo ficou jogado na estrada. O leão estava de um lado e o jumento do outro. Quem passava via o corpo estendido com o leão de guarda ao lado do corpo. Alguém foi à cidade na qual o velho profeta morava para dar a notícia.

26 Quando o profeta que tinha feito o homem se desviar soube da notícia, disse: “É o homem de Deus que desobedeceu à ordem do Eterno. O Eterno o mandou para as garras do leão, que o atacou e o matou, como o Eterno me disse”.

27 O profeta disse a seus filhos: “Selem o meu jumento”. Eles o selaram, e o profeta partiu. Ele encontrou o corpo do homem estendido no chão com o leão e o jumento do lado. O leão não quis comer o corpo nem atacar o jumento. O velho profeta pôs o corpo do homem de Deus sobre o jumento, voltou para sua cidade e deu a ele um enterro digno. O corpo do homem de Deus foi sepultado no túmulo do próprio profeta. O povo chorou, dizendo: “Que dia triste, irmão!”.

31 Depois do funeral, o profeta disse a seus filhos: “Quando eu morrer, enterrem-me no mesmo túmulo em que está esse homem de Deus. Ponham os meus ossos junto dos ossos dele.
A mensagem que ele anunciou da parte do Eterno contra o altar de Betel e contra todos os altares idólatras das cidades de Samaria será cumprida".

33 Depois desses acontecimentos, Jeroboão continuou agindo mal. Ele designou, indiscriminadamente, mais sacerdotes para os altares idólatras. Nomeava qualquer um que quisesse servir como sacerdote num dos altares locais. Esse foi o principal pecado do reinado de Jeroboão e foi o que o levou à ruína."

 

1Reis 14

A profecia de Aías contra Jeroboão

"1 Nesse meio-tempo, Abias, filho de Jeroboão, ficou doente. Jeroboão disse a sua mulher: “Faça alguma coisa! Use um disfarce, para que ninguém a reconheça, e vá a Siló. O profeta Aías mora lá, o mesmo Aías que profetizou que eu seria rei sobre este povo. Leve dez pães, alguns bolinhos e um pote de mel.
Ele dirá o que vai acontecer com nosso filho".

4 A mulher de Jeroboão fez o que ele disse. Foi a Siló e entrou na casa de Aías. Na época, Aías já estava idoso e cego, mas o Eterno o tinha advertido: “A mulher de Jeroboão está vindo consultar você sobre a doença do filho. Diga assim e assim a ela".

5 Quando ela chegou, estava disfarçada. Aías a ouviu entrando pela porta e disse: “Seja bem-vinda, mulher de Jeroboão! Mas para que o disfarce? Tenho más notícias para você. Leve esta mensagem que acabo de receber do Eterno, o Deus de Israel, a Jeroboão: ‘Você era apenas mais um entre o povo, e eu escolhi você para que fosse líder do meu povo Israel. Tirei o reino das mãos da dinastia de Davi e o entreguei a você, mas você não se parece em nada com o meu servo Davi, que fazia o que eu mandava e vivia apenas para me agradar. Você, pelo contrário, faz pior que todos os reis anteriores. Fez outros deuses, ídolos de metal, virou as costas para mim e me deixou muito irado.

10 “‘Não vou mais tolerar esse abuso. Vou trazer desgraça sobre a família de Jeroboão, matando todos os que são do sexo masculino, quer escravo, quer livre. Eles não têm mais valor para mim; por isso, estou me livrando deles. Os que morrerem na cidade serão devorados por cães; os que morrerem no campo serão comidos pelas aves. Assim diz o Eterno!’.

12 “É isso. Agora, volte para casa. Assim que você entrar na cidade, o menino morrerá. Todos virão para o enterro, e ele será o único da família de Jeroboão a ter um funeral decente, o único de quem o Eterno, o Deus de Israel, ainda tem algo bom a dizer.

14 “O Eterno designará um rei para lsrael, que eliminará a familia de Jeroboão da terra. Será um dia de calamidade para Jeroboão! O Eterno ferirá Israel cruelmente, como tempestade agitando a cana. Ele arrancará Israel pela raiz desta boa terra que recebeu como herança e o espalhará pelos quatro cantos da terra.
Por quê? Porque provocaram a ira do Eterno com os altares da deusa Aserá. Ele abandonará Israel por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e fez Israel cometer”.

17 A mulher de Jeroboão saiu dali e voltou para casa, em Tirza. No instante em que ela entrou pela porta, o menino morreu. Eles o sepultaram, e todos choraram a sua morte, como o Eterno tinha predito por meio do profeta Aías.

19 O restante da vida de Jeroboão, as guerras que ele realizou e a sua forma de governar, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel. Ele reinou vinte e dois anos. Morreu e foi sepultado com seus antepassados. Depois dele, seu filho Nadabe o sucedeu como rei.

21 Roboão, filho de Salomão, era rei em Judá. Ele tinha 41 anos de idade quando foi coroado rei. Governou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Eterno escolheu, de todas as tribos de Israel, como centro da adoração do seu nome. A mãe de Roboão era amonita e se chamava Naamá. Judá cometeu toda espécie de maldade contra o Eterno, provocando sua ira. O que fizeram foi pior que qualquer maldade cometida por seus antepassados. Eles construíram altares para a deusa da prostituição Aserá e espalharam postes sagrados por todos os lugares, montes e debaixo de árvores, nos quais pudessem ser erguidos. Além do mais, tinham prostitutos cultuais, e, assim, a terra foi profanada. Adotaram toda espécie de prática que o Eterno abominava e que tinha eliminado ao assentar o povo de Israel na terra.

25 No quinto ano do reinado de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém. Ele saqueou o tesouro do templo do Eterno e do palácio real. Levou até mesmo os escudos de ouro feitos por Salomão. O rei Roboão os substituiu por escudos de bronze e equipou os guardas do palácio com esses escudos. Quando o rei ia ao templo do Eterno, os guardas carregavam os escudos, mas sempre os levavam de volta para a sala dos guardas.

29 O restante da vida de Roboão, o que ele fez e disse, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Durante todo o seu reinado, houve guerra entre Roboão e Jeroboão. Roboão morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Sua mãe era a amonita Naamá. Seu filho Abias foi seu sucessor."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 15

O reinado de Abias, de Judá

"1 No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá. Ele reinou em Jerusalém durante três anos. Sua mãe se chamava Maaca, filha de Absalão. Ele continuou nos pecados de seu pai. Ele não depositou sua confiança no Eterno, como o tinha feito seu bisavô Davi. Apesar disso, por respeito a Davi e por um ato de graça, o Eterno concedeu a eles uma lâmpada, um filho que o seguisse e mantivesse a paz de Jerusalém. Pois Davi, em toda a sua vida, foi exemplar diante do Eterno, nunca se rebelando contra o que o Eterno ordenava (exceto no caso de Urias, o hitita).
Entretanto, houve guerra entre Abias e Jeroboão.

7 O restante da vida de Abias, tudo que ele realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Mas o principal acontecimento foi a guerra contra Jeroboão.
Abias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Asa o sucedeu.

9 No vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, Asa começou a reinar sobre Judá. Ele reinou quarenta e um anos em Jerusalém. Ele era neto de Maaca.

11 Asa procedeu corretamente diante do Eterno, restaurando o modo de vida do seu antepassado Davi. Eliminou os prostitutos cultuais e destruiu todos os ídolos que seus antecessores tinham feito. Asa não poupou ninguém: Chegou a depor sua avó, a rainha Maaca, que tinha construído um altar vergonhoso à deusa da prostituição Aserá. Asa destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas teve boas intenções e estava decidido a agradar o Eterno. Todos os utensílios e os objetos de ouro e de prata que ele e seu pai tinham consagrado foram levados para o templo.

16 Durante boa parte do seu reinado, houve guerra entre Asa e Baasa, rei de lsrael. Baasa, rei de Israel, invadiu Judá e construiu uma fortaleza em Ramá, fechando a fronteira entre Israel e Judá. Ninguém podia sair e nem entrar em Judá.

18 Asa reuniu toda a prata e todo o ouro restantes do tesouro do templo do Eterno e do palácio real e os enviou em mãos por alguns servidores do palácio a Ben-Hadade, filho de Tabriom, filho de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco. Mandou dizer-lhe: “Façamos um acordo como meu pai e seu pai fizeram. Estou oferecendo a você esta prata e este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu território”.

20 Ben-Hadade se uniu ao rei Asa e mandou tropas contra as cidades de Israel. Ele atacou Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca e todo o Quinerete, incluindo Naftali. Quando Baasa soube disso, abandonou a construção de Ramá e saiu de Tirza.

22 Então, o rei Asa deu ordens a todos os moradores de Judá, sem exceção, para que carregassem as madeiras e as pedras que Baasa tinha utilizado para construir a fortaleza de Ramá e levassem tudo para Geba, em Benjamim, e Mispá.

23 Toda a vida de Asa, seus grandes feitos e as fortalezas que construiu, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá.
Já em idade avançada, ele começou a sofrer de uma doença nos pés. Asa morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Josafá o sucedeu.

25 Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no segundo ano de Asa, rei de Judá. Ele reinou dois anos sobre Israel. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de seu pai, que cometeu pecado, e também levou Israel a pecar.

27 Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, conspirou contra ele e o atacou na cidade dos filisteus de Gibetom, quando Nadabe e os israelitas a atacavam. Baasa matou Nadabe no terceiro ano de Asa, rei de Judá, e tornou-se rei de Israel.

29 Logo que assumiu o poder, Baasa mandou matar todos os descendentes de Jeroboão. Não sobrou ninguém para preservar o nome de Jeroboão. Baasa os eliminou completamente, de acordo com a profecia de Aías, servo do Eterno, em Siló, por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e fez Israel cometer, provocando, assim, a ira do Eterno.

31 O restante da vida de Nadabe, tudo que realizou, está escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Houve constantes guerras entre Asa e Baasa, rei de Israel.

33 No terceiro ano de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar em Tirza sobre todo o Israel. Ele reinou vinte e quatro anos. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de Jeroboão, que cometeu pecado e fez Israel pecar."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 16

A profecia de Jeú contra Baasa

"1 A palavra do Eterno veio a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa: “Eu tirei você do nada e o constituí líder de meu povo Israel, mas você simplesmente continuou nos caminhos de Jeroboão, levando Israel a cometer pecados e provocando a minha ira. Portanto, estas serão as consequências: Vou destruir Baasa e sua família, como aconteceu com Jeroboão, filho de Nebate. Os familiares de Baasa que morrerem na cidade serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo serão comidos pelas aves”.

5 O restante da vida de Baasa, incluindo os feitos de seu governo, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Baasa morreu e foi sepultado com seus antepassados em Tirza.
Seu filho Elá o sucedeu.

7 Foi isso o que aconteceu com Baasa. A palavra do Eterno veio por intermédio de Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e a sua dinastia, por causa dos pecados cometidos contra o Eterno e por ele ter provocado a ira do Eterno, tornando-se, assim, parecido com a família de Jeroboão — e também por ter eliminado a família de Jeroboão.

8 No vigésimo sexto ano de Asa, rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar. Ele reinou em Tirza apenas dois anos. Certo dia, estava na casa de Arsa, o encarregado do palácio, e bebeu tanto que ficou embriagado. Zinri, capitão da metade dos carros de guerra, conspirou contra ele. Ele entrou na casa e matou Elá. Isso aconteceu no vigésimo sétimo ano de Asa, rei de Judá.
Zinri, então, tornou-se rei.

11 Logo que Zinri começou a reinar, mandou matar todas as pessoas ligadas a Baasa, parentes e amigos. Zinri eliminou a família de Baasa, de acordo com a palavra do Eterno, comunicada pelo profeta Jeú, por causa dos pecados cometidos por Baasa e seu filho Elá, por levarem Israel a pecar, provocando a ira do Eterno, o Deus de Israel, com os seus ídolos inúteis.

14 O restante da vida de Elá, o que ele fez e disse, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.

15 No vigésimo sétimo ano do reinado de Asa, rei de Judá, Zinri reinou sete dias em Tirza. O exército de Israel estava acampado perto da cidade de Gibetom, que era dos filisteus. Quando souberam que Zinri tinha conspirado contra o rei e o matado, proclamaram Onri, comandante do exército, rei. Onri e o exército deixaram imediatamente Gibetom e atacaram Tirza.
Quando Zinri percebeu que estava cercado e que não tinha como escapar, entrou no palácio real, incendiou-o e morreu.
Foi merecido, porque ele tinha afrontado abertamente o Eterno com a sua vida de pecado, seguindo os passos de Jeroboão e levando Israel a pecar.

20 O restante da vida de Zinri e a infame conspiração que liderou estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel.

21 Depois disso, o povo de Israel dividiu-se em dois: metade apoiava Tibni, filho de Ginate, e metade apoiava Onri. Com o tempo, os seguidores de Onri ficaram mais fortes que os de Tibni. Tibni foi morto, e Onri permaneceu no trono.

23 Onri começou a reinar sobre Israel no trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá. Ele reinou doze anos, os seis primeiros em Tirza. Depois, comprou de Sêmer o monte de Samaria por setenta quilos de prata. Ele construiu uma cidade e deu a ela o nome de Samaria, em homenagem ao antigo proprietário, Sêmer.

25 Mas Onri agiu mal diante do Eterno: fez pior que seus antecessores. Seguiu os passos de Jeroboão, filho de Nebate, que, além de cometer pecado, levou o povo de Israel a pecar, provocando a ira do Eterno, o Deus de Israel, com sua idolatria.

27 O restante da vida de Onri, suas obras e sua demonstração de poder, está tudo relatado nas Crônicas dos Reis de Israel. Onri morreu e foi sepultado em Samaria. Seu filho Acabe o sucedeu.

29 Acabe, filho de Onri, começou a reinar em Israel no trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá. Acabe reinou sobre Israel vinte e dois anos, em Samaria. Com o mal escancarado que cometeu, desafiou o Eterno ainda mais que os outros reis que o antecederam. Foi o novo campeão da maldade. Como se não bastasse cometer os mesmos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ele ainda se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a servir e adorar Baal. Ele construiu um santuário para Baal em Samaria e pôs nele um altar a Baal. Construiu também um altar à deusa da prostituição Aserá. Ele provocou a ira do Eterno, o Deus de Israel, mais que todos os reis de Israel que vieram antes dele.

34 Foi durante o reinado dele que Hiel, de Betel, reedificou Jericó, mas pagou um preço muito alto por isso. Seu primogênito, Abirão, morreu quando eram lançados os fundamentos, e seu filho mais novo, Segube, quando assentavam os portões, conforme a palavra de Josué, filho de Num, confirmada pelo Eterno."

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 17

Elias prediz grande seca. Corvos o sustentam

"1 Elias, o tesbita, que vivia entre os colonizadores de Gileade, confrontou Acabe: “Assim como vive o Eterno, o Deus de Israel, a quem sirvo, nos próximos anos haverá uma severa seca no país. Não cairá uma gota de orvalho ou uma gota de chuva enquanto eu não ordenar”.

2 O Eterno disse a Elias: “Saia depressa daqui. Vá para o leste e se refugie próximo do riacho de Querite, do outro lado do rio Jordão. Você poderá tomar água fresca do riacho, e darei ordens aos corvos para alimentarem você”.

5 Elias obedeceu à voz do Eterno. Ele se instalou perto do riacho de Querite, a leste do Jordão. Os corvos traziam comida para ele de manhã e de tarde, e ele bebia da água do riacho.

7 Depois de um tempo, o riacho secou, por falta de chuva, e o Eterno disse a Elias:
Vá para Sarepta, em Sidom, e permaneça ali. Já instruí uma mulher que mora lá a providenciar comida para você”.

10 Ele foi para Sarepta e, na entrada da cidade, encontrou uma viúva apanhando lenha. Ele perguntou: “Por favor, poderia me trazer uma jarra de água? Estou com sede”. Quando ela fez menção de buscar a água, ele disse:
“E também, por favor, traga alguma coisa para eu comer”.

12 Ela respondeu: “Assim como vive o Eterno, o seu Deus, juro que não tenho nada para comer. Tenho uma vasilha de farinha e um pouco de azeite numa botija. Estou apanhando uns gravetos porque vou preparar alguma coisa para meu filho e eu comermos. Depois disso, só nos resta morrer”.

13 Elias disse a ela: “Não se preocupe. Faça o que você disse. Mas, antes, prepare um bolinho para mim e traga aqui. Depois, prepare uma refeição com o que sobrar para você e seu filho.
O Eterno, o Deus de lsrael, diz: 'A vasilha de farinha não ficará vazia e a botija de azeite não se esgotará até que o Eterno mande chuva sobre a terra e ponha fim a esta seca'.

15 Ela saiu e fez exatamente o que Elias tinha pedido.
E aconteceu como ele falou. Todos os dias, havia comida para ela e para seu filho. A vasilha de farinha não se esvaziou, e a botija de azeite não se esgotava. A promessa do Eterno se cumpriu exatamente como Elias tinha dito.

17 Passado um tempo, o filho da viúva ficou doente. A doença se agravou, e, em certo momento, ele parou de respirar.

18 A mulher disse a Elias: “Por que, ó homem de Deus, o senhor veio aqui interferir na minha vida, expor o meu pecado e matar meu filho?”.

19 Elias disse: “Traga seu filho para mim". Ele tomou o menino dos braços dela, levou-o para o quarto no qual estava acomodado, pôs o menino na cama e orou: “Ó Eterno, meu Deus, por que trouxeste esta desgraça sobre essa viúva, que me acolheu em sua casa? Por que tiraste a vida do filho dela?”.

21 Ele deitou três vezes sobre o corpo do menino, sempre orando: “Ó Eterno, meu Deus, devolve o fôlego a este menino!”. O Eterno ouviu a oração de Elias, e o menino ressuscitou. Elias pegou o menino, levou-o para baixo e entregou-o a sua mãe.
Ele disse: “Aqui está seu filho. Está vivo!”.

24 A mulher disse a Elias: “Agora estou entendendo. O senhor é um homem de Deus. Quando o senhor fala, é o Eterno que fala.
É a verdade!”."

 

 

1Reis 18

Elias apresenta-se diante de Acabe

"1 Depois de muito tempo, no terceiro ano da seca, veio a palavra do Eterno a Elias: “Apresente-se a Acabe. Vou fazer chover sobre a terra”. Elias partiu para encontrar-se com o rei. Na época, a situação já era muito grave em Samaria.

3 Enquanto isso, Acabe conversava com Obadias, encarregado do palácio, homem temente ao Eterno. Houve um tempo em que Jezabel tentou exterminar os profetas do Eterno, Obadias reuniu cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e providenciou água e mantimento para eles.

5 Acabe ordenou a Obadias: “Percorra a terra procurando, nas nascentes e nos riachos, algum capim para alimentar nossos cavalos e mulas". Eles dividiram o território e começaram a busca. Acabe seguiu numa direção, e Obadias, em outra.

7 Obadias seguiu por um caminho e topou com Elias! Obadias prostrou-se em reverência e exclamou: “É você mesmo, Elias, meu senhor?”.

8 Elias respondeu: “Sim, sou eu. Volte e diga ao seu senhor: ‘Encontrei Elias.’".

9 Mas Obadias disse: “O que fiz para merecer isso? Acabe vai me matar! Assim como vive o Eterno, não há país ou reino para onde o rei não tenha enviado gente à sua procura. Quando voltavam e diziam: ‘Procuramos por toda parte, mas não o encontramos’, Acabe fazia aquele país ou reino jurar que você não estava mesmo lá. Agora, você me diz: ‘Vá dizer ao seu senhor que Elias foi encontrado! Assim que eu partir, o Espírito do Eterno levará você para não sei onde. Você desaparecerá, minha informação não vai se confirmar, e eu serei morto, tenho servido fielmente ao Eterno desde menino! Ninguém contou a você o que eu fiz quando Jezabel matava os profetas do Eterno? Como arrisquei a minha vida, escondendo cem profetas em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e providenciando água e mantimento para eles? Agora, você quer que eu me exponha, dizendo ao rei: ‘Elias foi encontrado’? Ele sem dúvida me matará”.

15 Elias disse: “Assim como vive o Senhor dos Exércitos de Anjos, a quem eu sirvo, hoje mesmo me apresentarei ao rei Acabe”.

16 Assim, Obadias foi imediatamente procurar o rei para contar a novidade. Acabe foi ao encontro de Elias.

17 No instante em que viu Elias, Acabe exclamou: “É você mesmo, agitador de lsrael! " Elias respondeu: “Não fui eu quem provocou esta desgraça sobre lsrael. Foi você mesmo e seu governo.
Vocês abandonaram os caminhos do Eterno e seus mandamentos para seguir os baalins. Reúna todo o Israel no monte Carmelo. Não deixe faltar os protegidos de Jezabel, os quatrocentos e cinquenta profetas dos baalins e os quatrocentos profetas da deusa da prostituição Aserá".

20 Acabe convocou todo o povo de Israel, principalmente os profetas, para se reunirem no monte Carmelo.

21 Elias desafiou o povo: “Até quando vocês ficarão em cima do muro? Se o Eterno é o Deus verdadeiro, sigam ao Eterno, mas, se é Baal, sigam a Baal. Decidam-se!“. Ninguém respondeu nada.
O povo nem se mexia.

22 Elias disse: “Sou o único profeta do Eterno que restou em Israel, mas há quatrocentos e cinquenta profetas de Baal.
Deixem os profetas de Baal trazerem dois novilhos. Matem um deles e arrumem a carne sobe o altar com lenha. Mas não acendam o fogo. Vou preparar o outro novilho e arrumá-lo sobre a lenha, mas também não acenderei o fogo. Depois, vocês clamem aos seus deuses, e eu clamarei ao Eterno. O deus que responder com fogo é, de fato, Deus". Todos concordaram:
“Boa ideia. Vamos fazer isso!”.

25 Elias disse aos profetas de Baal: “Escolham o novilho e preparem-no. Vocês primeiro, já que são a maioria. Invoquem o seu deus, mas não acendam o fogo”.

26 Eles pegaram o novilho, prepararam o animal para o sacrifício e clamaram a Baal. Clamaram a manhã toda: “Ó Baal, responde-nos!”. Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta. Desesperados, pulavam e dançavam em torno do altar.

27 Ao meio dia, Elias começou a zombar deles: “Gritem mais alto! Afinal, ele é deus. Talvez esteja meditando em algum canto ou ocupado com algum trabalho. Vai ver está viajando. Vocês não acham que está dormindo e perdeu a hora, acham? Nesse caso, será preciso acordá-lo”. Eles começaram a gritar mais alto ainda e se cortaram com lâminas e facas, ritual comum entre eles, até ficarem com o corpo todo ensanguentado.

29 Continuaram com isso até de tarde. Fizeram todos os rituais e truques que conheciam até a hora do sacrifício da tarde. Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta.

30 Por fim, Elias disse ao povo: “Chega! Agora é a minha vez. Venham aqui!". Eles se reuniram em torno dele. Ele refez o altar, que já estava destruído. Escolheu doze pedras, uma para cada tribo de Jacó, o mesmo Jacó a quem o Eterno tinha dito: “De agora em diante, você se chamará Israel”. Elias fez um altar com as doze pedras em honra do Eterno. Depois, abriu uma vala bem larga em torno do altar. Pôs a lenha sobre ele, preparou o novilho e arrumou a carne sobre a lenha. Depois, ordenou: “Encham os baldes de água e derramem sobre o boi e a lenha". Ordenou de novo: “Façam outra vez”. Eles fizeram. Disse ainda: “Façam mais uma vez", e eles fizeram.
O altar ficou encharcado, e a vala, cheia de água.

36 Na hora de oferecer o sacrifício, o profeta Elias aproximou-se do altar e orou: “Ó Eterno, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que todos fiquem sabendo hoje que tu és Deus em Israel, que eu sou teu servo e que faço essas coisas seguindo as tuas ordens. Responde-me, ó Eterno! Responde-me e mostra a este povo que tu, ó Eterno, estás dando a eles uma oportunidade de se arrepender”.

38 Na mesma hora, o fogo do Eterno caiu e queimou a oferta, a lenha, as pedras, a terra e até mesmo a água que estava na vala.

39 O povo viu o que aconteceu, e todos se prostraram admirados em adoração e exclamaram:
“O Eterno é Deus! O Eterno é Deus!”.

40 Elias disse: “Agarrem os profetas de Baal! Não deixem que escapem! O povo os prendeu, e Elias mandou-os para o riacho de Quisom, onde os matou.

41 Elias disse a Acabe: “Levante-se! Coma e beba. É tempo de celebrar! A chuva não demora, já estou ouvindo o barulho dela".

42 Acabe se levantou, comeu e bebeu. Enquanto isso, Elias subiu ao topo do Carmelo, prostrou-se em oração, com o rosto entre os joelhos, e disse ao seu ajudante: “Fique de pé! Olhe na direção do mar". Ele olhou e contou a Elias: “Não estou vendo nada”. Elias disse: “Continue olhando. Se necessário, olhe sete vezes”.

44 Na sétima vez, ele disse: “Vejo uma nuvem subindo do mar!
É muito pequena, do tamanho da mão de uma pessoa". Elias ordenou: “Corra e diga a Acabe: ‘Sele seu jumento e desça a montanha antes que a chuva o alcance’”.

45 Foi tudo muito rápido. O céu escureceu, e o vento soprou as nuvens até que começou a chover forte. Enquanto isso. Acabe partia de carro para Jezreel. O Eterno deu uma força extraordinária a Elias, que prendeu a capa à cintura e correu à frente do carro de Acabe até chegar a Jezreel."

1Reis 19

Elias no monte Horebe

"1 Acabe contou a Jezabel tudo que Elias tinha feito, até mesmo o massacre dos profetas. Jezabel, imediatamente, enviou um mensageiro para ameaçar Elias, dizendo: “Os deuses vão castigar você por isso. Vou me vingar de você! Juro que amanhã, à esta hora, você estará tão morto quanto aqueles profetas”.

3 Quando Elias percebeu a situação, fugiu para Berseba, no extremo sul de Judá. Deixou seu ajudante ali e caminhou mais um dia no deserto. Chegou até um zimbro, sentou-se à sombra e pediu para morrer: “Basta, ó Eterno! Leva a minha vida. Estou pronto para descer à sepultura com meus antepassados!”. Exausto, caiu no sono debaixo do zimbro. De repente, um anjo o acordou e disse: “Levante-se e coma!”.

6 Olhando em redor, para sua surpresa, deparou, perto da sua cabeça, com um pão assado sobre brasas e um jarro de água.
Ele comeu e voltou a dormir.

7 O anjo do Eterno voltou, acordou-o e disse: “Levante-se e coma um pouco mais. Você tem uma longa viagem pela frente”.

8 Ele se levantou, comeu, bebeu e partiu. Sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até chegar a Horebe, o monte de Deus. Chegando lá, entrou numa caverna e dormiu. A palavra do Eterno veio a ele:
O que está fazendo aqui, Elias?”.

10 Ele respondeu: “Tenho dedicado a minha vida inteiramente ao Senhor dos Exércitos de Anjos. O povo de Israel abandonou sua aliança, destruiu os lugares de adoração e matou seus profetas. Sou o único que restou, e agora estão querendo tirar a minha vida também!”.

11 O Eterno disse: “Saia e fique no monte diante de mim o Eterno. Eu o Eterno passarei ali”. Um vento muito forte varreu o monte, partindo e esmigalhando as pedras diante do Eterno, mas o Eterno não estava no vento. Depois do vento, veio um terremoto, mas o Eterno não estava no terremoto. Depois do terremoto, veio o fogo, mas o Eterno não estava no fogo. Por fim, depois do fogo, uma brisa suave começou a soprar.

13 Quando Elias sentiu a brisa, cobriu a cabeça com a capa, foi para a entrada da caverna e esperou ali. Uma voz suave perguntou: “Então, Elias, diga-me outra vez: o que você está fazendo aqui?”. Elias repetiu: “Tenho dedicado minha vida inteiramente ao serviço do Eterno, o Senhor dos Exércitos de Anjos, porque o povo de Israel abandonou sua aliança, destruiu os lugares de adoração e matou os seus profetas. Sou o único que restou, e, agora, estão querendo tirar a minha vida também!”.

15 O Eterno disse: “Volte pelo caminho por onde veio, através do deserto, até Damasco. Chegando lá, você deverá ungir Hazael rei sobre a Síria. Depois, será a vez de ungir Jeú, filho de Ninsi, rei de Israel. Por fim, você deverá ungir Eliseu, filho de Safate, de
Abel-Meolá, para suceder você como profeta. Quem escapar de Hazael, Jeú matará. Quem escapar de Jeú, Eliseu matará. Enquanto isso, preservarei sete mil pessoas que não se dobraram ao deus Baal, lábios que não beijaram sua imagem
”.

19 Elias encontrou Eliseu, filho de Safate, num campo em que estavam doze juntas de bois arando. Eliseu conduzia uma delas. Elias aproximou-se e pôs sua capa sobre Eliseu.

20 Eliseu abandonou os bois e saiu caminhando com Elias, mas, de repente, pediu “Por favor! Permita que eu me despeça de meu pai e de minha mãe. Depois, vou com você". Elias respondeu:
“Vá, mas não se esqueça do que acabei de fazer com você”.

21 Eliseu voltou e matou os dois bois. Com o arado transformado em lenha, cozinhou a carne e deu uma festa de despedida. Depois, partiu com Elias, tornando-se seu ajudante."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 20

Acabe derrota os siros

"1 Nesse meio-tempo, Ben-Hadade, rei da Síria, convocou suas tropas com trinta e dois reis aliados, todos equipados com cavalos e carros de guerra. Eles partiram e sitiaram Samaria, prontos para atacá-la. Ele mandou mensageiros à cidade, exigindo de Acabe, rei de lsrael: "Ben-Hadade quer todo seu ouro e sua prata, suas mulheres mais bonitas e seus filhos mais fortes”.

4 O rei de Israel aceitou os termos e respondeu: “Seja como você quer, ó rei, meu senhor. Eu e tudo que tenho somos seus”.

5 Mas os mensageiros voltaram a ele, dizendo: “O rei mandou dizer: ‘Quero que entregue tudo: a prata, o ouro, todas as mulheres e filhos. Em vinte e quatro horas, os meus soldados vão vasculhar o seu palácio e as casas dos seus oficiais e trarão tudo que considerarem valioso’”.

7 O rei de Israel convocou as autoridades de Israel e disse: “Vejam só! Ele está arrumando confusão. Quer tirar tudo que possuo, exigindo todas as minhas mulheres e filhos, mesmo depois de eu não ter negado nada do que ele exigiu”.

8 As autoridades, apoiadas pelo povo, responderam: “Não concorde. Não ceda em absolutamente nada”.

9 O rei mandou os mensageiros dizerem a Ben-Hadade: “Digam ao rei, meu senhor, que concordo com os termos da primeira exigência, mas com essa outra não concordo”.
Os mensageiros levaram a resposta.

10 Ben-Hadade mandou dizer: “Façam os deuses o que quiserem comigo se eu não transformar Samaria em ruínas!”.

11 O rei de Israel retrucou: “É mais fácil começar uma luta que terminá-la”.

12 Quando Ben-Hadade ouviu isso, ele estava bebendo com os outros reis. Embriagado, ordenou: “Vão atacá-los!”. O exército avançou contra a cidade.

13 Ao mesmo tempo, um profeta foi enviado ao rei Acabe, de Israel, e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Você está vendo esse bando de malfeitores? Hoje mesmo vou entregá-los nas suas mãos, e você saberá que sou o Eterno”.

14 Acabe perguntou: “Mas, quem fará isso?”.
O Eterno respondeu: “Os jovens chefes das províncias".
Acabe perguntou ainda: “E quem atacará primeiro?”. Ele respondeu: “Tu atacarás!”.

15 Acabe fez o levantamento dos jovens chefes das províncias e contou duzentos e trinta e dois. Depois, reuniu todas as tropas de Israel: sete mil ao todo.

16 Ao meio-dia, partiram. Ben-Hadade e seus trinta e dois aliados continuavam bebendo no campo. Os chefes das províncias avançaram, e alguém avisou Ben-Hadade: “Há homens vindo de Samaria”.

18 Ele disse: “Se eles vêm em paz, capturem-nos, para servirem de reféns. Se vêm para atacar, façam a mesma coisa”.

19 Os chefes das províncias, seguidos por todo o exército, atacaram — um violento combate corpo a corpo. Os arameus se espalharam pelo campo, perseguidos por Israel. Mas Ben-Hadade, rei da Síria, escapou montado num cavalo e seguido por sua cavalaria.

21 O rei de Israel avançou, matou os cavalos e destruiu os carros. Foi uma derrota vergonhosa para os arameus.

22 Passado um tempo, o profeta foi dizer ao rei de Israel: “Esteja atento. Reforce seu exército, avalie sua capacidade e monte uma estratégia. Antes do final do ano, o rei da Síria voltará com toda força”.

23 Enquanto isso, os conselheiros do rei da Síria disseram: “Os deuses deles são deuses das montanhas. Não temos como vencê-los lá. Então, vamos lutar contra eles nas planícies, onde teremos mais chance. Faça o seguinte: substitua cada um dos reis por capitães. Depois, recrute um pelotão equivalente ao exército que desertou anteriormente. Providencie cavalos para os cavaleiros e carros para os condutores, e lutaremos contra eles na planície. Desta vez, vamos derrotá-los, com certeza”. O rei gostou do conselho e fez conforme o aconselharam.

26 No início do ano, Ben-Hadade reuniu os arameus e foi para Afeque com a intenção de atacar Israel. O exército israelita se preparou para a guerra e saiu para enfrentar os arameus. Israel acampou diante dos arameus em dois grupos, como dois rebanhos de cabritos. Os arameus enchiam a planície.

28 O homem de Deus trouxe esta mensagem ao rei de Israel: “Assim diz o Eterno: ‘Como os arameus dizem que o Eterno é um deus das montanhas, e não um dos deuses das planícies, entregarei em suas mãos esse poderoso exército. Então, você saberá que eu sou o Eterno’”.

29 Durante sete dias, os dois exércitos ficaram acampados um de frente para o outro. No sétimo dia, a luta começou. Os israelitas mataram, em um dia, cem mil soldados de infantaria arameus.
O restante do exército fugiu para Afeque. Mas o muro da cidade ruiu e matou vinte e sete mil deles.

30 Ben-Hadade escapou para a cidade e se escondeu.
Seus conselheiros disseram: “Sabemos que os reis de Israel são bondosos. Vamos nos vestir com pano de saco, carregar uma bandeira branca em sinal de trégua e nos apresentar ao rei de Israel. Talvez ele poupe a nossa vida".

32 Eles fizeram isso. Vestiram-se de pano de saco e, carregando uma bandeira branca, procuraram o rei de Israel, dizendo:
“Seu servo Ben-Hadade implora: ‘Por favor, deixe-me viver!’”. Acabe respondeu: “Vocês estão dizendo que ele ainda está vivo? Se ele estiver vivo, eu o tratarei como irmão”.

33 Os homens entenderam isso como um sinal da bondade do rei e repetiram as palavras dele: “Ben-Hadade sem dúvida é teu irmão!”. O rei ordenou: “Tragam-no aqui”.
Eles foram buscar Ben-Hadade e o fizeram subir no carro.

34 Ben-Hadade disse: “Estou disposto a devolver as cidades que meu pai tirou de seu pai. Você poderá levar seu comércio para Damasco, como meu pai fez em Samaria”. Acabe respondeu: “Com um acordo, deixarei você voltar em segurança”.
Eles assinaram um tratado, e Acabe o despediu.

35 Um homem, que era um dos profetas, disse a outro: “Dê um soco em mim”. Mas o colega se recusou a fazê-lo.

36 Então, o profeta disse: “Já que você não obedeceu ao que o Eterno mandou, um leão o atacará assim que você sair daqui". Logo que o moço saiu, um leão de fato o atacou.

37 O profeta disse a outro colega: “Dê um soco em mim". O homem o esmurrou com força, tirando sangue do rosto do profeta.

38 Então, o profeta foi para a beira da estrada e ficou à espera do rei, com um pano no rosto. Pouco depois, o rei apareceu.
O profeta gritou para ele: “Quando eu estava no meio da batalha, veio um homem e entregou um prisioneiro para mim e disse: ‘Proteja a vida deste homem. Se ele não for encontrado depois, você morrerá. Mas me distraí com outras coisas, e, quando percebi, o prisioneiro tinha sumido”. O rei de Israel disse: “Você acabou de assinar sua sentença de morte”.

41 Com isso, o profeta tirou o pano do rosto, e o rei o reconheceu.

42 O profeta disse ao rei: “Assim diz o Eterno:
‘Já que o senhor libertou o homem que eu tinha determinado que morresse, o senhor pagará com a vida, e o seu povo será destruído no lugar do povo dele.’

43 O rei voltou para casa indignado e chegou a Samaria muito aborrecido."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 21

Nabote recusa vender a sua vinha a Acabe

"1 Depois disso, aconteceu que Nabote, de Jezreel, era dono de uma vinha ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria. Certo dia, Acabe pediu a Nabote: “Dê-me sua vinha para eu transformá-la em horta, já que fica ao lado do meu palácio. Darei em troca uma vinha muito melhor ou, se preferir, pagarei em dinheiro".

3 Mas Nabote respondeu a Acabe: “O Eterno me livre de vender a terra que é herança da família!”. Acabe voltou para casa aborrecido, por causa da resposta de Nabote: “Nunca entregarei ao senhor a herança da família”. Ele foi para a cama e se recusava a comer.

5 Sua mulher Jezabel perguntou: “O que está acontecendo? Por que você está assim, sem vontade de comer?”.

6 Ele disse: “Conversei com Nabote, de Jezreel, e pedi a ele:
‘Dê-me a sua vinha. Eu pagarei pelo que ela vale ou darei em troca outra vinha’. Mas ele me disse: ‘Nunca entregarei a minha vinha ao senhor’”.

7 Jezabel disse: “E o rei de Israel precisa se preocupar com isso? Não é você quem manda aqui? Levante-se! Coma e anime-se! Eu cuidarei disso. Vou conseguir a vinha de Nabote para você”.

8 Ela escreveu cartas a todas as autoridades e líderes da cidade de Nabote, assinou pelo rei e pôs o selo oficial. Na carta, ela escreveu: “Convoquem um dia de jejum e ponham Nabote num lugar de destaque. Ponham ao seu lado dois sujeitos de má índole que o acusem: ‘Você blasfemou contra Deus e contra o rei!’. Então, eles o levarão para fora da cidade e o apedrejarão até a morte”.

11 Foi o que fizeram. Os homens mais influentes da cidade seguiram as instruções de Jezabel, conforme estava escrito na carta. Convocaram um dia de jejum e puseram Nabote num lugar de honra. Diante de todos, os dois homens o acusaram: “Ele blasfemou contra Deus e contra o rei!”. Os companheiros o levaram para fora e o apedrejaram cruelmente.

15 Quando soube que Nabote tinha sido apedrejado até a morte, Jezabel disse a Acabe: “Tome posse da vinha de Nabote, de Jezreel, a vinha que ele recusou a você. Nabote está morto”.

16 Quando Acabe soube que Nabote tinha morrido, saiu para tomar posse da vinha.

17 Então, veio a palavra do Eterno a Elias, o tesbita: “Levante-se e vá até Acabe, de Samaria, rei de Israel. Você o encontrará na vinha de Nabote. Ele está lá para tomar posse da propriedade. Diga a ele: ‘Assim diz o Eterno: O que está acontecendo aqui? Primeiro, assassinato; depois, roubo?’. Depois, diga a ele: ‘Assim diz o Eterno: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, lamberão o seu também!’”.

20 Acabe disse a Elias: “Você me encontrou, meu inimigo?”. Elias respondeu: “De fato, encontrei você. E já que você se vendeu para cometer esse erro contra o Eterno, ele diz: ‘Vou destruir você e aniquilar seus descendentes, matando todos os que são do sexo masculino e tenham qualquer relação com o nome de Acabe. Farei com você o mesmo que fiz com Jeroboão, filho de Nebate, e com Baasa, filho de Aías. Você provocou a minha ira, levando Israel a cometer pecado.

23 “Quanto a Jezabel, diz o Eterno: ‘Os cães devorarão Jezabel perto do muro de Jezreel. Todos os que pertencem à família de Acabe e morrerem na cidade serão devorados pelos cachorros, e quem morrer no campo será devorado pelos corvos’”.

25 Acabe, influenciado por sua mulher, Jezabel, cometeu todo tipo de pecado contra o Eterno. Ele foi muito pior que seus antecessores. Entregou-se a atos perversos diante dos ídolos, como os amorreus que o Eterno tinha expulsado do território de Israel.

27 Quando Acabe ouviu as palavras de Elias, rasgou a própria roupa, vestiu panos de saco e jejuou. Ele até dormia com panos de saco e andava cabisbaixo.

28 Então, o Eterno disse a Elias, o tesbita: “Observe que Acabe acatou a minha palavra e se humilhou diante de mim. Por causa do seu arrependimento, não causarei desgraça durante a vida de Acabe, mas durante o reinado de seu filho."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1Reis 22

As profecias dos falsos profetas

"1 Durante três anos, não houve guerra entre a Síria e Israel. No terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi encontrar-se com o rei de Israel. O rei de Israel disse aos seus oficiais: “Vocês sabiam que Ramote-Gileade nos pertence e que não estamos fazendo nada para tomá-la do rei da Síria?’’.

4 Ele se virou para Josafá e disse: “Você gostaria de me acompanhar na batalha para recapturar Ramote-Gileade?”. Josafá respondeu: “Sem dúvida. Conte comigo para o que for preciso. Minhas tropas são suas tropas, e meus cavalos, seus cavalos”.
Ele fez apenas uma ressalva: “Antes de qualquer coisa, consulte o Eterno a respeito do assunto”.

6 O rei de Israel reuniu cerca de quatrocentos profetas e lançou a pergunta: “Devemos ir atacar Ramote-Gileade, ou não?”.
Eles disseram: “Vão. O Eterno a entregará nas mãos do rei”.

7 Mas Josafá insistiu: “Há mais algum profeta do Eterno aqui, a quem possamos consultar?”.

8 O rei de Israel disse a Josafá: “Na verdade, há mais um. Mas não gosto dele. Ele nunca diz nada de bom a meu respeito, só prevê destruição e calamidade. É Micaías, filho de Inlá”. Josafá disse:
“O rei não deve falar assim de um profeta”.

9 Então, o rei de Israel ordenou a um dos seus oficiais: “Vá buscar Micaías, filho de Inlá”.

10 Enquanto aguardavam, o rei de Israel e Josafá estavam sentados no trono, vestidos em trajes reais diante dos portões da cidade de Samaria. Todos os profetas profetizavam diante deles. Zedequias, filho de Quenaaná, tinha feito um par de chifres de ferro e anunciava: “Assim diz o Eterno: ‘Com esses chifres, você ferirá os arameus até não sobrar nada! Todos os profetas clamavam: “Amém! Ataque Ramote-Gileade! É vitória na certa!
O Eterno a entregará em suas mãos".

13 O mensageiro que foi chamar Micaías disse ao profeta:
“Todos os profetas estão apoiando o rei. É bom que você também diga ‘sim’ a ele”.

14 Mas Micaías disse: “Assim como vive o Eterno, direi o que o Eterno disser".

15 Quando Micaías se apresentou, o rei perguntou ao profeta: “Então, Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade, ou não?”.
Ele respondeu: “Vá em frente! É vitória na certa. O Eterno a entregará em suas mãos!”.

16 O rei disse: “Quantas vezes já pedi a você que falasse apenas a verdade para mim?”.

17 Micaías disse: “Então, está bem. Já que insiste, lá vai: “Vi todo o Israel espalhado sobre os montes como ovelhas sem pastor. Ouvi o Eterno dizer: ‘Esses não têm quem diga a eles o que fazer. Voltem para casa e façam o melhor que puderem por vocês mesmos’.

18 O rei de Israel virou para Josafá e disse: “Você viu! Eu não disse que ele nunca fala nada de bom a meu respeito, só me dá notícia ruim?”.

19 Micaías continuou: “Não terminei ainda. Ouça a palavra do Eterno: “Vi o Eterno em seu trono, e todos os anjos do exército celestial ao seu redor, à direita e à esquerda. O Eterno perguntou: ‘Como poderemos enganar Acabe para atacar Ramote-Gileade?’. Alguns diziam uma coisa, outros diziam outra. Até que um espirito deu um passo à frente, pôs-se diante do Eterno e disse: ‘Eu o enganarei’. O Eterno perguntou: ‘De que maneira você o enganará?’. O espirito respondeu: ‘É fácil. Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas.
O Eterno disse: ‘Se você acha que consegue enganá-los, vá em frente e seduza-o!’. “E foi o que aconteceu. O Eterno pôs um espírito mentiroso na boca de todos estes seus profetas. Mas foi o Eterno que decretou essa calamidade”.

24 No mesmo instante, Zedequias, filho de Quenaaná, deu um murro no nariz de Micaías e disse: “Desde quando o Espírito do Eterno me abandonou e se apossou de você?”.

25 Micaías disse: “Você logo saberá. Você descobrirá quando estiver apavorado, procurando um lugar para se esconder”.

26 O rei de Israel disse: “Levem Micaías daqui! Entreguem-no a Amom, juiz da cidade, e a Joás, filho do rei, com este recado:
‘O rei mandou pôr este homem na cadeia. Ele deve ser tratado com pão e água até que eu volte em paz’”.

28 Micaías disse: “Se você voltar inteiro, é porque não sou profeta do Eterno”. Disse ainda: “Quando acontecer tudo isso, ó povo, lembrem-se de quem vocês ouviram isso!”.

29 O rei de Israel e Josafá, rei de Judá, atacaram Ramote-Gileade. O rei de Israel disse a Josafá: “Use seu traje real.
Eu vou me disfarçar e entrar na guerra”. E o rei de Israel entrou disfarçado na guerra.

31 O rei da Síria tinha ordenado aos trinta e dois comandantes dos carros de guerra: “Não se preocupem com os soldados, quer sejam fortes, quer fracos. O alvo de vocês é o rei de Israel”.

32 Quando os comandantes dos carros viram Josafá, disseram: “Ali está ele! O rei de Israel!”. E foram atrás dele, mas Josafá gritou, e os comandantes perceberam que estavam perseguindo o homem errado. Desistiram de persegui-lo, porque não era o rei de Israel.

34 Naquele momento, um soldado lançou uma flecha sem alvo específico contra o exército, e ela atingiu o rei de Israel nas juntas de sua armadura. O rei disse ao condutor do carro:
“Dê meia-volta! Tire-me daqui, porque estou ferido”.

35 A batalha foi intensa o dia inteiro. O rei assistia ao combate escorado no seu carro. Ele morreu naquela noite. O sangue do ferimento formou uma poça no carro. Ao pôr do sol, ouviram-se gritos entre a multidão: “Vamos embora! Voltem para casa!
O rei morreu!”.

37 O rei foi levado para Samaria e ali foi sepultado. Os soldados lavaram o carro dele no tanque de Samaria, no qual as prostitutas da cidade se banhavam, e os cachorros lamberam o sangue do rei, como o Eterno tinha anunciado.

39 O restante da vida de Acabe e tudo que realizou — a construção do palácio de marfim, as cidades que fundou e o sistema de defesa que construiu — estão registrados nas Crônicas dos Reis de Israel. Ele foi sepultado no túmulo da família, e seu filho Acazias foi seu sucessor.

41 Josafá, filho de Asa, começou a reinar em Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel. Josafá tinha 35 anos de idade quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Azuba, filha de Sili. Ele continuou nos caminhos de seu pai, Asa, sem se desviar, e agradou ao Eterno. Mas não eliminou os altares das religiões pagãs que promoviam a prostituição. O povo continuou orando e oferecendo sacrifícios nesses altares idólatras. Ele mantinha um bom relacionamento com o rei de Israel.

45 O restante da vida de Josafá, tudo que realizou e suas guerras estão registrados nas Crônicas dos Reis de Judá. Ele também eliminou os prostitutos cultuais deixados por seu pai Asa.

47 Durante seu reinado, Edom não tinha rei, apenas um governador.

48 Josafá construiu navios de alto mar para trazer ouro de Ofir. Mas os navios nunca chegaram lá. Naufragaram em Eziom-Geber. Na época, Acazias, filho de Acabe, propôs juntar os marinheiros de Josafá com os de Acazias, mas Josafá não concordou.

50 Josafá morreu e foi sepultado no túmulo da família, na Cidade de Davi, seu antepassado. Seu filho Jeorão o sucedeu.

51 Acazias, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo sétimo ano de Josafá, rei de Judá. Ele reinou dois anos em Israel. Cometeu muitos pecados diante do Eterno, seguindo os caminhos de seu pai e de sua mãe e também de Jeroboão, filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado. Ele provocou a ira do Eterno, o Deus de Israel, sacrificando nos altares de Baal. Foi pior que seu pai."

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