O Primeiro Livro dos Reis
Introdução
A história dos reis israelitas começa nos Livros de Samuel e continua no Primeiro Livro dos Reis. Este livro pode ser dividido em três partes: 1) O começo do reinado de Salomão em Israel e em Judá e a morte do seu pai, Davi. 2) O reinado e as realizações de Salomão, especialmente a construção do templo em Jerusalém.
3) A divisão da nação em dois reinos, o do Norte e o do Sul, e a história dos reis que os governaram até a metade do século nono antes de Cristo.
Nos dois Livros dos Reis, cada rei é julgado de
acordo com a sua fidelidade a Deus:
o progresso da nação depende da fidelidade do seu rei, ao passo que a idolatria e a desobediência levam à desgraça.
Os reis do Reino do Norte falharam todos nessa prova, enquanto que em Judá
alguns reis falharam, e outros não.
No Primeiro Livro dos Reis aparecem os profetas de Deus, homens
corajosos que falavam em nome dEle e que diziam
ao povo que não adorasse ídolos nem desobedecesse a Deus.
Especialmente notáveis são Elias e a história da sua discussão com os profetas
de Baal (cap. 18).
1Reis 1
A velhice de
Davi
"1 O rei Davi envelheceu. Os
anos o alcançaram. Apesar de o cobrirem com vários cobertores, ele não se
aquecia. Por isso, alguém sugeriu: “Podemos trazer uma jovem virgem para ficar
a seu lado e cuidar de nosso senhor, o rei. Ela se deitará com o senhor e o
aquecerá”. Eles procuraram em Israel a mais bela jovem que pudessem encontrar.
Acharam Abisague, uma sunamita, e a trouxeram ao rei.
A moça era muito bonita. Ela ficou ao lado dele e cuidou do rei, mas o rei não
teve relações com ela.
5 Na ocasião, Adonias, cuja mãe se
chamava Hagite, se gabava dizendo: “Eu sou o sucessor do rei!”. Ele
providenciou carros, cavaleiros e cinquenta homens para correrem à sua frente.
Seu pai o criou muito mimado, nunca o repreendia. Ele também tinha boa
aparência e vinha logo depois de Absalão.
7 Adonias conversou com Joabe,
filho de Zeruia, e com o sacerdote Abiatar, e eles o apoiaram. Mas o sacerdote
Zadoque, Benaia, filho de Joiada, o profeta Natã, Simei, Reí e a guarda pessoal
de Davi não apoiaram Adonias.
9 Adonias ofereceu uma festa de
coroação. Sacrificou ovelhas, bois e novilhos gordos na rocha de Zoelete, perto
da fonte de En-Rogel. Ele convidou todos os seus irmãos, os filhos do rei, e
todos os servidores mais influentes do rei que havia em Judá, mas não receberam
convite o profeta Natã, Benaia, a guarda pessoal do rei e seu irmão Salomão.
11 Natã procurou Bate-Seba, mãe de
Salomão, e disse: “Sabia que Adonias, filho de Hagite, proclamou-se rei, e
nosso senhor Davi não está sabendo de nada? Agora, deixe-me dizer como você
poderá salvar a própria vida e a de Salomão. Vá imediatamente ao rei Davi e
diga a ele: ‘O meu senhor e rei não me prometeu: Seu filho Salomão será o meu
sucessor como rei e ocupará o meu trono? Então, por que Adonias foi coroado
rei?’.
Enquanto você estiver conversando com o rei, eu vou entrar e confirmar o que
você diz".
15 Bate-Seba correu para o quarto
do rei. Ele estava muito velho, e Abisague estava a seu lado, cuidando dele.
Quando Bate-Seba se prostrou em reverência ao rei, ele perguntou: “O que você
deseja?”.
17 Ela respondeu: “Meu rei, o
senhor me prometeu, em nome do Eterno, seu Deus: ‘Seu filho Salomão será o meu
sucessor como rei e ocupará o meu trono’. Mas agora, veja o que está
acontecendo: Adonias foi coroado rei, e o meu senhor, o rei, nem está sabendo!
Ele deu uma grande festa de coroação, oferecendo bois, novilhos gordos e
ovelhas. Convidou os filhos do rei, o sacerdote Abiatar e Joabe, comandante do
exército. Mas seu servo Salomão não foi convidado. Todos em Israel estão
observando o rei. Querem ver o que o senhor fará. Estão ansiosos para saber
quem ocupará o trono, depois do senhor. Se não fizer nada, no dia em que o
senhor for sepultado, eu e meu filho estaremos condenados à morte”.
22 Enquanto ela relatava os fatos
ao rei, o profeta Natã chegou ao palácio. O rei foi avisado: “O profeta Natã
está aqui”.
Ele veio à presença do rei e prostrou-se com o rosto em terra em reverência.
24 Natã começou a falar: “Ó rei,
meu senhor, por acaso o senhor disse: Adonias será o meu sucessor como rei e
ocupará o meu trono? Pois é o que está acontecendo. Ele deu uma enorme festa de
coroação com bois, novilhos gordos e ovelhas. Convidou todos os filhos do rei,
os oficiais do exército e o sacerdote Abiatar.
Eles estão em grande festa, comendo, bebendo e clamando: ‘Viva o rei Adonias!’.
Mas eu, o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, e seu servo Salomão não
fomos convidados. Será que o rei, o meu senhor, está fazendo isso sem o nosso
conhecimento, sem nos contar que desejava que Adonias fosse o seu sucessor?”.
28 O rei Davi reagiu imediatamente
à notícia e ordenou: “Tragam Bate-Seba de volta aqui”! Ela voltou ao quarto.
29 O rei prometeu solenemente:
“Assim como vive o Eterno, o Deus que me livrou de todas as aflições, vou
cumprir o que prometi a você em nome do Eterno. Seu filho Salomão será o meu
sucessor como rei e ocupará o meu lugar no trono. E farei isso hoje
mesmo".
31 Bate-Seba prostrou-se com o
rosto em terra. Ajoelhada, em reverência ao rei, ela disse: “Viva para sempre o
rei Davi, o meu senhor!”.
32 O rei Davi disse: “Chamem o
sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, filho de Joiada”. Eles vieram à
presença do rei.
33 Davi deu a eles as seguintes
ordens: “Reúnam o pessoal do palácio, ponham meu filho Salomão sobre a mula
real e conduzam o cortejo até Giom. Quando chegarem lá, o sacerdote Zadoque e o
profeta Natã o ungirão rei sobre Israel. Em seguida, soem a trombeta e clamem:
‘Viva para sempre o rei Salomão!’. Depois, vocês o acompanharão até ele entrar
e ocupar o meu trono, tornando-se, assim, o meu sucessor. Eu o designei rei
sobre Israel e sobre Judá”.
36 Benaia, filho de Joiada, apoiou
o rei, dizendo: “Assim seja!
Que o Eterno, o Deus do meu senhor, o rei, confirme isso!
Assim como o Eterno esteve com o rei, o meu senhor, assim esteja com Salomão, e
que o seu domínio seja ainda maior que o do meu senhor, o rei Davi!”.
38 O sacerdote Zadoque, o profeta
Natã, Benaia, filho de Joiada, e a guarda pessoal do rei, os queretitas e os
peletitas, desceram, puseram Salomão sobre a mula do rei Davi e o conduziram
até Giom. O sacerdote Zadoque trouxe um frasco de azeite do santuário e ungiu
Salomão. Fizeram tocar as trombetas, e todos gritaram: “Viva para sempre o rei
Salomão!”. O povo se juntou à celebração, tocando instrumentos e cantando. O
chão tremia com o barulho.
41 Adonias e todos os seus
convidados estavam no fim da sua festa de coroação quando receberam a notícia.
Quando Joabe ouviu o som da trombeta, perguntou: “O que está acontecendo? Por
que todo esse tumulto?”.
42 No meio da conversa, Jônatas,
filho do sacerdote Abiatar, chegou. Adonias disse: “Bem-vindo! Um homem bom e
corajoso como você deve trazer boas notícias”.
43 Mas Jônatas respondeu:
“Infelizmente, não! O rei Davi acabou de proclamar Salomão rei! E o novo rei
tem o apoio do sacerdote Zadoque, do profeta Natã, de Benaia, filho de Joiada,
e dos queretitas e peletitas. Eles puseram Salomão sobre a mula real.
O sacerdote Zadoque e o profeta Natã o ungiram rei em Giom e, agora, a comitiva
está subindo, cantando e festejando! A cidade toda está alvoroçada! É isto
mesmo que você está ouvindo: Salomão está sentado no trono! Mas não é só isso!
Os oficiais do rei foram felicitar o rei Davi, dizendo: Que Deus torne Salomão
ainda mais famoso que o senhor, e o governo dele se estenda além do seu!’.
Mesmo na cama, o rei orou a Deus: ‘Bendito seja o Eterno, o Deus de Israel, que
providenciou um sucessor para o meu trono e permitiu que eu vivesse para
vê-lo!’
49 Os convidados de Adonias,
apavorados, se dispersaram. Adonias, com medo de Salomão, refugiou-se no
santuário e agarrou-se a uma das pontas do altar.
51 Disseram a Salomão: “Adonias,
com medo do rei Salomão, refugiou-se no santuário e agarrou-se a uma das pontas
do altar, dizendo: ‘Não sairei daqui até que o rei Salomão prometa que não vai
me matar’
52 Salomão disse: “Se ele for um
homem de respeito, não cairá sequer um fio de cabelo da sua cabeça, mas, se ele
tem más intenções, será morto”. Salomão mandou chamá-lo, e o tiraram do altar.
Adonias chegou, inclinou-se em respeito diante do rei. Salomão o dispensou:
“Volte para casa”."
1Reis 2
Davi dá
instruções a Salomão e morre
"1 Perto de sua morte, Davi
deu as seguintes instruções a Salomão: “Estou prestes a seguir o caminho de
toda a terra, mas você seja forte e aja como homem! Faça o que o Eterno
disser. Ande no caminho que ele mostrar: Siga à risca as suas instruções, leve
a sério seus ensinamentos e ordenanças, suas instruções de vida conforme
revelou a Moisés, e você será bem-sucedido em tudo que fizer e aonde quer que
você for. O Eterno confirmará o que me prometeu, dizendo: ‘Se seus
descendentes forem sensatos e absolutamente leais a mim, sempre haverá um
sucessor para você sobre o trono de Israel.
5 “Não se esqueça do que Joabe,
filho de Zeruia, fez aos dois comandantes do exército de Israel, a Abner, filho
de Ner, e a Amasa, filho de Jéter. Ele os assassinou a sangue-frio, agindo em
tempo de paz como se estivesse na guerra, e desde então, ficou manchado com
todo esse sangue. Faça com ele o que achar melhor, mas de maneira alguma o
deixe escapar. Ele tem de pagar pelo que fez.
7 “Mas seja generoso para com os
filhos de Barzilai, de Gileade. Receba-os com toda a cordialidade. Foi assim
que eles me trataram quando eu fugia de seu irmão Absalão.
8 “Você também terá de cuidar do
caso de Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim, aquele que me amaldiçoou
de maneira tão cruel quando eu ia para Maanaim. Quando fui recebido de volta no
Jordão, prometi em nome do Eterno que não o mataria. Mas você não deve tratá-lo
como se nada tivesse acontecido. Você é sábio, saberá como lidar com isso e
saberá o que fazer para que ele pague pelo que fez antes de morrer”.
10 Depois disso, Davi descansou
com seus antepassados. Foi sepultado na Cidade de Davi. Davi reinou quarenta
anos sobre Israel, sete anos em Hebrom e trinta e três em Jerusalém. Salomão
ocupou o trono de seu pai Davi, e o seu reino se consolidou.
13 Adonias, filho de Hagite, foi
conversar com Bate-Seba, mãe de Salomão. Ela perguntou: “Você vem em paz?”. Ele
respondeu: “Sim. Posso dizer algo a você?”.
Ela respondeu: “Claro, pode falar”.
15 “Você sabe que o reino estava
em minhas mãos, e todos esperavam que eu fosse o rei, mas deu tudo ao
contrário, e o reino acabou nas mãos de meu irmão. O Eterno quis assim. Agora,
quero fazer um pedido. Por favor, não me negue isto!’’.
Ela disse: “Prossiga. O que você deseja?”.
17 “Peça ao rei Salomão que me dê
por mulher Abisague, a sunamita. Ele não negará esse pedido a você”. Bate-Seba
disse: “Sem problema. Falarei com o rei a seu favor”.
19 Bate-Seba foi transmitir ao rei
Salomão o pedido de Adonias.
O rei levantou-se e a recebeu, inclinando-se respeitosamente; depois, voltou a
se sentar no trono. Ele pediu que pusessem um trono ao lado do seu para sua
mãe. Ela se sentou do seu lado direito.
20 Bate-Seba começou a falar;
“Tenho um pequeno favor a pedir. Por favor, não me negue isto!”. O rei disse:
“Pode falar, mãe.
É claro que não vou negar nada a você”.
21 Ela disse: “Dê a sunamita
Abisague por mulher a seu irmão Adonias”.
22 O rei Salomão respondeu a sua
mãe: “Que favor é esse? Por que está pedindo a sunamita Abisague para
Adonias? Por que já não pede o reino de uma vez? Ele é meu irmão mais velho e
tem o sacerdote Abiatar e Joabe, filho de Zeruia, como aliados!”.
23 O rei Salomão jurou em nome do
Eterno: “Que Deus faça o que quiser comigo se Adonias não pagar esse desaforo
com a própria vida! Juro pelo Eterno, o Deus que me estabeleceu no trono de meu
pai Davi e pôs sobre mim a responsabilidade do reino, como tinha prometido, que
Adonias morrerá ainda hoje!”.
25 O rei Salomão deu ordens a
Benaia, filho de Joiada, que matasse Adonias e Benaia o matou.
26 Depois, o rei disse ao
sacerdote Abiatar: “Você ficará exilado na sua terra, em Anatote. Você merece
morrer, mas não vou matar você — pelo menos não agora, porque você estava
encarregado da arca do Senhor o Eterno nos dias de meu pai, Davi, e porque
esteve com ele em todos os momentos difíceis da vida dele”.
27 Salomão exonerou Abiatar do
sacerdócio do Eterno em cumprimento à palavra do Eterno, em Siló, a respeito da
família de Eli.
28 Quando ficou sabendo disso,
Joabe, que tinha conspirado com Adonias apesar de ter sido leal no caso de
Absalão, refugiou-se no santuário do Eterno, agarrando-se a uma das pontas do
altar, para se proteger. O rei Salomão foi informado de que Joabe tinha se
refugiado no santuário do Eterno e estava agarrado ao altar. Imediatamente,
enviou Benaia, filho de Joiada, e outros homens com ordem de matá-lo.
30 Benaia entrou no santuário do
Eterno e disse a Joabe:
“Saia daí, por ordem do rei!”. Ele respondeu: “Não saio! Vou morrer aqui
dentro”. Benaia voltou ao rei e contou o que tinha acontecido.
31 O rei disse: “Pois faça o que
ele diz. Mate-o e mande sepultá-lo. Que eu e a família de meu pai sejamos
inocentes da culpa do sangue que Joabe derramou injustamente. Ele matou dois
homens muito mais dignos do que ele. Contra a vontade de meu pai, assassinou
Abner, filho de Ner, comandante do exército de Israel, e Amasa, filho de Jéter,
comandante do exército de Judá.
A culpa desses crimes brutais recairá sobre Joabe e seus descendentes, mas que
a paz do Eterno esteja sobre Davi e seus descendentes, sobre sua dinastia e seu
reino”.
34 Benaia, filho de Joiada, matou
Joabe. Ele foi sepultado no túmulo da família, que ficava no campo. Como
substituto de Joabe, o rei designou Benaia, filho de Joiada, comandante do
exército, e substituiu Abiatar pelo sacerdote Zadoque.
36 Em seguida, o rei mandou chamar
Simei e disse a ele: “Construa uma casa em Jerusalém. Você vai morar aqui e não
poderá mais sair da cidade. Se ultrapassar o limite do vale do Cedrom, estará
assinando a sua sentença de morte”.
38 Simei respondeu ao rei: “Está
bem! Seu servo fará exatamente o que o meu senhor, o rei, ordenou”.
E Simei habitou em Jerusalém muitos dias.
39 Mas, passados três anos, dois
escravos de Simei fugiram para a casa de Aquis, filho de Maaca, rei de Gate, e
alguém disse a Simei: “Seus escravos estão em Gate”. Simei imediatamente selou
seu jumento e foi para Gate, à procura dos seus escravos. Depois de
encontrá-los, trouxe-os de volta.
41 Salomão foi informado disto:
"Simei saiu de Jerusalém. Foi até Gate e está de volta”.
42 O rei mandou chamar Simei e
perguntou: “Não fiz você prometer, em nome do Eterno, e não deixei bem avisado
que você não saísse de Jerusalém? Eu não disse que, se deixasse a cidade,
estaria assinando a sua sentença de morte? Você não concordou, dizendo: ‘Está
bem! Farei exatamente o que o senhor ordenou’? Por que, então, você não cumpriu
a promessa, feita em nome do Eterno, de obedecer à minha ordem?”.
44 Então, o rei disse a Simei: “No
fundo do seu coração, você tem consciência do mal que causou a meu pai Davi.
Agora, o Eterno fará recair sobre você o mal que você fez. Mas o rei Salomão
será abençoado, e o reinado de Davi se consolidará sob a proteção do Eterno”.
46 Dito isso, o rei ordenou que
Benaia executasse a sentença, e ele matou Simei. O reino se consolidou sob o
comando de Salomão."
1Reis 3
Salomão pede
a Deus sabedoria
"1 Salomão fez um acordo com
o faraó, casando-se com a filha do rei do Egito. Ele a trouxe para a Cidade de
Davi, até que a construção do palácio real fosse concluída, bem como a do
templo do Eterno e a do muro de Jerusalém. Enquanto isso, o povo adorava em
santuários locais, porque, até então, não tinha sido construído um templo ao
nome do Eterno. Salomão amava ao Eterno e perseverava em viver de acordo com as
determinações de seu pai, Davi, mas prestava culto nos santuários locais,
oferecendo sacrifícios e queimando incenso.
4 O rei foi oferecer sacrifícios
em Gibeom, o mais conhecido dos santuários locais. Ele sacrificou ali mil
ofertas queimadas sobre o altar. Naquela noite, em Gibeom, o Eterno apareceu a
Salomão num sonho. Deus disse: “O que você
deseja? Peça o que quiser”.
6 Salomão disse: “Foste muito
generoso para com meu pai Davi, e ele se manteve fiel a ti. Seus
relacionamentos eram corretos e justos. Agora, continuas demonstrando esse
imenso amor, providenciando um sucessor que hoje se assenta no trono dele.
7 “Aqui estou. Tu, ó Eterno, meu
Deus, fizeste o teu servo reinar no lugar de meu pai, Davi. Sou muito jovem e
ainda não tenho a experiência necessária para esta tarefa. Mas, estou aqui, no
meio do povo que escolheste, um povo forte e muito numeroso.
9 “Portanto, o meu pedido é este: Dá-me
um coração compreensivo para conduzir o teu povo, para que eu possa entender
bem a diferença entre o bem e o mal. Pois quem poderá, por si só, dirigir um
povo tão grande?”.
10 O Senhor Deus se agradou do
pedido de Salomão e disse a ele: “Já que não
pediu longevidade, riquezas nem a destruição dos inimigos, mas a capacidade
para administrar e governar bem, você terá o que pediu. Vou dar a você um
coração sábio e maduro. Nunca houve ninguém igual a você antes, e nunca haverá
depois de você. E, digo mais, você também terá riqueza e fama, coisas que não
pediu. Nenhum rei da terra se igualará a você. Se você não abandonar os meus
caminhos e seguir os ensinamentos que seu pai seguiu, você terá uma vida longa”.
15 Salomão acordou e pensou: “Que
sonho!”. Ele voltou para Jerusalém, pôs-se diante da arca da aliança do Senhor
e adorou, sacrificando ofertas queimadas e ofertas de paz. Em seguida, ofereceu
um banquete a todos os que estavam a seu serviço.
16 Um dia, duas prostitutas
compareceram diante do rei. Uma delas disse: “Meu senhor, esta mulher e eu
vivemos na mesma casa. Enquanto estávamos juntas, eu tive um bebê. Três dias
depois, ela também teve um bebê. Não tinha mais ninguém na casa, e o bebê desta
mulher morreu durante a noite, quando ela, dormindo, deitou sobre a criança. Eu
dormia profundamente, então, ela se levantou, pegou o meu filho e o pôs ao seu
lado e, depois, acomodou o filho morto ao meu lado. Quando acordei, de
madrugada, para amamentar meu filho, estava ali o bebê morto! Mas, depois de
clarear o dia, percebi que não era o meu bebê”.
22 A outra mulher interrompeu:
“Não foi assim. O bebê vivo é meu, o morto é que é seu!”. A primeira mulher
protestou: “De jeito nenhum! Seu filho está morto, o meu é o que está vivo”.
E começaram a discutir diante do rei.
23 O rei disse: “O que devemos
fazer? Você diz que o filho vivo é seu e o morto é dela.
Ela diz que não, que o morto é seu e o vivo é dela”.
24 Depois de refletir alguns
momentos, o rei ordenou: “Tragam-me uma espada". E trouxeram a espada para
o rei.
25 Ele ordenou: “Cortem o bebê
vivo em dois. Deem metade para uma e metade para a outra”.
26 A verdadeira mãe do bebê vivo,
comovida pelo filho, disse: “Não, meu senhor! Dê a ela o bebê, mas não o
mate!”. Mas a outra disse: “Se não posso ficar com ele, você também não ficará.
Pode cortar o bebê!”.
27 O rei deu seu veredito: “Deem o
bebê vivo à primeira mulher. Ninguém matará o bebê. Ela é a verdadeira mãe”.
28 A notícia sobre a perspicácia
do rei se espalhou por todo o Israel. Todos ficaram admirados de sua capacidade
de julgar, sabendo que era a sabedoria proveniente do Eterno."
1Reis 4
Os oficiais
de Salomão
"1 O rei Salomão começou bem
o seu reinado sobre Israel. Estes eram os principais oficiais de seu governo:
2 O sacerdote: Azarias, filho de
Zadoque. Secretários: Eliorefe e Aías, filhos de Sisa. Historiador: Josafá,
filho de Ailude. Comandante do exército: Benaia, filho de Joiada. Sacerdotes:
Zadoque e Abiatar. Superintendente dos administradores regionais: Azarias,
filho de Natã. Sacerdote e conselheiro do rei: Zabude, filho de Natã.
Administrador do palácio: Aisar. Supervisor dos trabalhos forçados: Adonirão,
filho de Abda.
7 Salomão tinha doze
administradores regionais distribuídos em Israel. Eles forneciam mantimento
para o rei e sua administração. Cada um era responsável por fornecer o
mantimento durante um mês do ano. Estes são os nomes deles: Ben-Hur, nos montes
de Efraim. Ben-Dequer, em Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hana.
Ben-Hesede, em Arubote, Socó e em toda a região de Héfer. Ben-Abinadabe, em
Nafote-Dor. (Ele era casado com Tafate, filha de Salomão.) Baaná, filho de
Ailude, em Taanaque e em Megido, e em toda a Bete-Seã, perto de Zaretã, abaixo
de Jezreel; desde Bete-Seã até Abel-Meolá, adiante do território de Jocmeão.
Ben-Geder, em Ramote-Gileade e nas aldeias de Jair, filho de Manassés, em
Gileade, e na região de Argobe, em Basã, junto com suas sessenta cidades
muradas e com trancas de bronze nas portas. Ainadabe, filho de Ido, em Maanaim.
Aimaás, em Naftali. Ele se casou com Basemate, filha de Salomão. Baaná, filho
de Husai, em Aser e em Bealote. Josafá, filho de Parua, em Issacar. Simei,
filho de Elá, em Benjamim. Geber, filho de Uri, em Gileade, a terra de Seom,
rei dos amorreus, e de Ogue, rei de Basã. Ele administrava sozinho todo o
distrito.
20 A população de Judá e de Israel
tinha crescido muito. Era numerosa como a areia da praia! Todas as suas
necessidades eram supridas. O povo comia, bebia e estava contente. Salomão
dominava sobre todos os reinos, desde o rio Eufrates, a leste, até o território
dos filisteus, a oeste, estendendo-se até a fronteira do Egito. Esses reinos
pagavam impostos e estiveram sob o domínio de Salomão durante toda a sua vida.
22 O suprimento diário do palácio
de Salomão era: 30 tonéis de farinha da melhor qualidade; 60 tonéis de farinha
comum; 10 novilhos gordos; 20 bois de pasto; 100 ovelhas; veados, gazelas,
corças e aves domésticas em grande número.
24 Salomão dominava sobre os
reinos e reis a oeste do rio Eufrates, de Tifsa a Gaza. Todo o território
estava em paz. Durante a vida de Salomão, todos os habitantes de Israel e Judá,
desde Dã, ao norte, até Berseba, ao sul, viviam em segurança e tinham saúde.
Todos estavam satisfeitos com o que possuíam.
26 Salomão tinha quarenta mil
cocheiras para os cavalos que puxavam os carros de guerra e doze mil
cavaleiros.
Os administradores regionais, de acordo com o mês designado, entregavam os
suprimentos destinados ao rei Salomão e a todos os que eram sustentados pelo
palácio. Sempre havia fartura. Eles também levavam ao lugar designado a cota de
cevada e de pasto para os cavalos.
29 Deus concedeu a Salomão muita
sabedoria, conhecimento profundo e inteligência sem medida. Não havia nada que
não estivesse ao alcance de seu intelecto. Sua sabedoria superava em muito a
dos sábios do Oriente e sobressaía ao saber do Egito. Ele era mais sábio que
qualquer outra pessoa: mais que Etã, o ezraíta; mais que Hemã, Calcol e Darda,
filhos de Maol. Ele era famoso em todas as nações ao redor. Compôs três mil
provérbios, e seus cânticos chegaram a mil e cinco. Ele conhecia tudo sobre
plantas, desde os grandes cedros que crescem no Líbano até o hissopo que cresce
nas frestas do muro. Ele entendia tudo de mamíferos, aves, répteis e peixes. As
pessoas vinham de todas as nações para ouvi-lo falar. Eram, na maioria,
emissários de reis que souberam da sua reputação e sabedoria."
1Reis 5
Salomão faz
aliança com Hirão
"1 Hirão, rei de Tiro, quando
soube que Salomão tinha sido coroado rei no lugar de Davi, mandou embaixadores
a Israel.
Esse rei sempre teve bom relacionamento com Davi. Salomão mandou dizer a ele:
“Você sabe que meu pai, Davi, não pôde construir um templo em homenagem ao
Eterno, porque teve de lutar o tempo todo e em toda parte, até que o Eterno
pusesse todos os seus inimigos sob o seu domínio. Agora, o Eterno concedeu paz
a todo o território. Não temos inimigos, não enfrentamos hostilidades.
5 “Creio que é o momento certo
para construir um templo em homenagem ao meu Deus, de acordo com a promessa do
Eterno a meu pai: Seu filho, que o substituirá no seu trono, construirá uma
casa em minha homenagem’. Por isso, preciso da sua ajuda. Peço que autorize o
corte de cedros na floresta do Líbano. Meus lenhadores trabalharão em parceria
com os seus, e pagarei aos seus funcionários o salário que for estipulado. Você
sabe que, entre o meu povo, não há ninguém que saiba cortar madeira como os
sidônios”.
7 Quando Hirão recebeu a mensagem
de Salomão, ficou muito contente e exclamou: “Bendito seja o Eterno, que deu a
Davi um filho tão sábio para governar aquela grande nação!”.
8 Ele mandou dizer a Salomão:
“Recebi seu pedido de cedros e pinheiros. Você terá tudo que desejar. Os meus
lenhadores levarão a madeira da floresta do Líbano até o mar, e eu a farei
flutuar até o local que você determinar. Ali, ela será desamarrada para você
poder levar. Peço apenas que se responsabilize pela alimentação dos meus
funcionários”.
10 Foi assim que Hirão forneceu
toda a madeira de cedro e de pinheiro que Salomão desejava. Em troca, Salomão
deu a Hirão vinte mil tonéis de trigo e vinte mil tonéis de azeite de oliva
puro. A mesma quantidade era enviada cada ano. O Eterno deu sabedoria a
Salomão, como tinha prometido. Houve paz entre Hirão e Salomão, formalizada por
meio de um tratado.
13 O rei Salomão reuniu trinta mil
homens de todas as partes de Israel. Ele os agrupou em turnos de dez mil por
mês para trabalhar na floresta do Líbano. Eles trabalhavam um mês e descansavam
dois. Adonirão era o chefe dos trabalhadores. Salomão também tinha setenta mil
trabalhadores não qualificados e outros oitenta mil cortadores de pedra nas
montanhas. Tinha ainda três mil e trezentos mestres de obra para supervisionar
o trabalho e os funcionários. Seguindo as ordens do rei, eles transportavam
enormes blocos de pedra, que serviriam de fundação para o templo. Os
construtores de Salomão e de Hirão, em parceria com os homens de Gebal,
cortaram e prepararam a madeira e as pedras para a construção do templo."
1Reis 6
Salomão
edifica o templo
"1 Quatrocentos e oitenta
anos após a saída dos israelitas do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão
sobre Israel, no mês de zive, o segundo mês, Salomão começou a construir o
templo do Eterno. O templo que o rei Salomão construiu para o Eterno tinha vinte
e sete metros de comprimento, nove de largura e treze e meio de altura. Havia
um pórtico ao longo dos nove metros de largura do templo que avançava quatro
metros e meio. O templo tinha janelas com grades estreitas. Junto à parede
externa, o rei construiu uma estrutura de sustentação que continha diversas
salas de pequeno tamanho. O pavimento inferior tinha dois metros e vinte e
cinco centímetros de largura, o do meio tinha dois metros e setenta centímetros
de largura e o terceiro tinha três metros e quinze centímetros de largura. Ele
fez saliências na parede externa do templo para apoiar as vigas.
7 Os blocos de pedra para a
construção do templo foram todos lavrados na pedreira; por isso, não se ouvia,
no canteiro de obras, barulho de martelo, talhadeira ou qualquer outra
ferramenta de ferro.
8 A entrada do pavimento inferior
ficava do lado sul do templo. Uma escadaria levava para o segundo andar e,
depois, para o terceiro. Assim foi feita e concluída a construção. Salomão fez
um forro com estrutura de madeira e tábuas de cedro. A estrutura, ao longo das
paredes externas, estava unida ao templo com vigas de cedro, e as salas
laterais tinham dois metros e vinte e cinco centímetros de altura.
11 A palavra do Eterno veio a
Salomão: “Quanto ao templo que você construiu, é
importante que você viva de acordo com o que eu determinei e obedeça a tudo que
eu disser, seguindo as minhas instruções com toda a atenção e obediência, para
que eu cumpra em você a promessa que fiz ao seu pai Davi. Eu, pessoalmente, vou
habitar entre os israelitas.
Não vou abandonar o meu povo, Israel".
14 Salomão construiu e concluiu o
templo. Ele fez o acabamento interior, desde o chão até o teto, com tábuas de
cedro. O assoalho foi feito com tábuas de pinheiro. Ele separou nove metros no
fundo do templo para fazer o santuário interno, o Lugar Santíssimo. Revestiu-o
com tábuas de cedro do chão ao teto. Como piso, usou tábuas de pinho. Em
frente, o santuário principal media dezoito metros. Todo o interior do templo
era revestido de cedro entalhado com desenhos de frutas e flores. Não se via
nenhuma pedra. Tudo foi revestido com madeira.
19 O santuário interior do templo
era o local da arca da aliança do Eterno. Esse santuário interior tinha nove
metros de altura, nove de largura e nove de comprimento. Tudo foi revestido com
ouro puro. O altar de cedro também recebeu um revestimento de ouro puro. Todo o
interior do templo foi revestido de ouro. Havia correntes de ouro penduradas na
frente do santuário interior, nas paredes, no teto, no chão e no altar. Enfim,
ouro por toda parte.
23 Ele fez também dois querubins
de madeira de oliveira, com quatro metros e meio de altura. Os dois tinham o
mesmo tamanho e as mesmas medidas. As asas abertas mediam dois metros e vinte e
cinco centímetros. De uma ponta a outra da asa, eram quatro metros e meio. Ele
pôs os querubins no santuário interior. As asas abertas dos dois querubins se
estendiam por toda a extensão da sala. A ponta da asa, de um querubim tocava a
parede de um lado, e a ponta da asa do outro querubim tocava a parede do outro
lado. No meio, as asas se tocavam. Os querubins também foram revestidos de
ouro.
29 Também entalhou figuras de
querubins, palmeiras e botões de flores em todas as paredes do santuário
principal e do santuário interior. O assoalho, tanto no interior quanto no
exterior, também foi revestido de ouro.
31 Ele fez portas de madeira de
oliveira para a entrada do santuário interior. Os batentes tinham cinco lados.
As portas também eram entalhadas com querubins, palmeiras e flores e revestidos
de ouro.
33 Da mesma forma, ele construiu a
entrada do santuário principal com batentes de madeira de oliveira, mas esses
batentes tinham quatro lados. As portas eram de pinho, com duas folhas. Cada
folha da porta abria separadamente. Elas também eram entalhadas com querubins,
palmeiras e flores e revestidos de ouro batido.
36 Ele construiu o pátio interno
com três camadas de pedras lavradas e uma última camada de tábuas de cedro. O
alicerce do templo do Eterno foi lançado no quarto ano, no mês de zive. A
construção foi terminada em todos os detalhes, tudo conforme o planejado, no
décimo primeiro ano, no mês de bul, o oitavo mês. Salomão levou sete anos para
construir o templo."
1Reis 7
Salomão
edifica palácios reais
"1 Salomão demorou mais treze
anos para terminar a construção do seu palácio. Ele construiu o Palácio da
Floresta do Líbano, com quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois e
meio de largura e treze e meio de altura. Tinha quatro fileiras de colunas de
cedro, que sustentavam quarenta e cinco vigas de cedro, quinze em cada fileira.
Por cima, estavam cobertas com cedro. Dos dois lados, havia janelas em grupos
de três. As portas eram retangulares e estavam organizadas simetricamente.
6 Construiu um pátio com colunas
medindo vinte e dois metros e meio de comprimento e treze e meio de largura. Na
frente, havia outro pátio coberto, e a cobertura se estendia além das colunas.
7 Fez também um salão para
audiências, também chamado Salão da justiça, no qual ele julgava as causas. O
salão foi inteiramente revestido de cedro.
8 Construiu seu palácio particular
atrás do Salão da Justiça de maneira muito parecida. Salomão também construiu
outro palácio semelhante para a filha do faraó, com quem tinha se casado.
9 Ele não economizou todas as
pedras utilizadas, dentro e fora, desde a fundação até o telhado, eram de
primeira linha, cortadas, lavradas e polidas com precisão. As pedras da
fundação eram enormes, entre três metros e sessenta centímetros e quatro metros
e meio. Eram de excelente qualidade. Por cima, foram postas as melhores pedras,
cortadas sob medida, e vigas de cedro. O grande pátio foi cercado por um muro
de três camadas de pedras e uma de tábuas de cedro, como no pátio interior do
templo do Eterno.
13 O rei Salomão mandou chamar
Hurão de Tiro. A mãe de Hurão era uma viúva da tribo de Naftali. O pai dele era
de Tiro e artesão em bronze. Hurão também era um artesão muito hábil. Fazia
qualquer trabalho em bronze. Ele veio ajudar Salomão e fez todo o trabalho de
bronze.
15 Antes de tudo, fundiu duas
colunas de bronze. Cada uma media oito metros e dez centímetros de altura e
cinco metros e quarenta centímetros de circunferência. Também fundiu dois
capitéis de bronze para a parte de cima das colunas. Cada um deles media dois
metros e vinte e cinco centímetros de altura e tinha o formato de lírio. Cada
capitel era ornamentado com um conjunto de sete correntes entrelaçadas e duas
fileiras de duzentas romãs, que cobriam os capitéis no alto das colunas. Ele
levantou as colunas do pórtico, à entrada do templo. À coluna do lado sul, ele
deu o nome de Segurança (Jaquim), e à do lado norte. Estabilidade (Boaz). Os
capitéis, no alto das colunas, tinham o formato de lírios.
22 Depois que terminou o trabalho
das colunas, Hurão começou a fazer um enorme tanque redondo, de metal fundido.
Media quatro metros e meio de diâmetro, dois metros e vinte e cinco centímetros
de altura e treze metros e meio de circunferência. Abaixo da borda, havia duas
fileiras de enfeites em formato de frutas, uma a cada cinco centímetros,
fundidas numa só peça com o tanque.
25 O tanque apoiava-se sobre doze
touros, três voltados para o norte, três para o oeste, três para o sul e três
para o leste. A cabeça dos touros ficava para fora, e o tanque repousava sobre
as costas dos touros. A espessura do tanque era de quatro dedos, e a borda
tinha acabamento como de um cálice ou como um lírio. Tinha capacidade para
quarenta mil litros.
27 Hurão também fez dez suportes
de bronze. Cada um media um metro e oitenta centímetros de largura e de
comprimento e um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Do lado, havia
painéis presos à moldura. Havia neles figuras de leões, bois e querubins
gravados. Na moldura, abaixo e acima dos leões e dos bois, havia pendentes de
metal, como uma grinalda. Cada suporte era montado sobre quatro rodas e dois
eixos de bronze. As molduras eram fundidas com obras ornamentais. Cada suporte
possuía uma abertura redonda de quarenta e cinco centímetros de profundidade
sobre uma base de setenta centímetros quadrados. O suporte, propriamente, era
quadrado. Os eixos eram presos sob o suporte, e as rodas, nos eixos. As rodas
mediam setenta centímetros de diâmetro e eram como de carruagem. Eram feitas
inteiramente de bronze fundido: os eixos, as rodas, os raios e os cubos.
34 Em cada canto do suporte, havia
um cabo fundido numa peça com o suporte. No alto do suporte, havia um aro de
vinte e dois centímetros de altura. As molduras e os cabos estavam fundidos com
o suporte. Toda a superfície era gravada com querubins, leões e palmeiras
rodeadas com um entalhe de grinaldas. Todos os suportes eram idênticos e
fundidos no mesmo molde.
38 Ele também fez dez pias de
bronze, uma para cada suporte, com capacidade para oitocentos litros, com um
metro e oitenta centímetros de diâmetro. Pôs cinco desses suportes no lado sul
do templo e cinco no lado norte. O tanque foi posto no canto sudeste do templo.
Hurão terminou todos os utensílios: baldes, pás e bacias.
40 Hurão completou todo o trabalho
do templo do Eterno determinado pelo rei Salomão: duas colunas; dois capitéis
sobre as colunas; dois conjuntos de correntes para enfeitar os capitéis: quatrocentas
romãs para as correntes (em duas fileiras de correntes); dez suportes, cada um
com uma pia; o tanque; doze touros debaixo do tanque; diversos baldes, pás e
bacias.
45 Todos os utensílios que Hurão
fez a pedido do rei Salomão para o templo do Eterno eram de bronze polido. Ele
os fundiu em moldes de argila na planície do Jordão entre Sucote e Zaretã.
Esses utensílios nunca foram pesados. Eram muitos objetos! Ninguém tem a menor
ideia de quanto bronze foi utilizado.
48 Salomão também mandou fazer toda
a mobília e os demais acessórios internos do templo do Eterno: o altar de ouro;
a mesa de ouro sobre a qual ficava o pão da presença; os candelabros de ouro
puro, distribuídos cinco à direita e cinco à esquerda na frente do santuário
interior; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro; as vasilhas, os
cortadores de pavio, as bacias para aspersão, as tigelas e os incensários de
ouro puro; as dobradiças das portas do santuário interior, o Lugar Santíssimo,
também as dobradiças das portas do santuário principal.
51 Assim, foi concluído o trabalho
do rei Salomão no templo do Eterno. Depois, ele trouxe os utensílios
consagrados por seu pai Davi: a prata, o ouro e os utensílios, e tudo foi
levado para o tesouro do templo do Eterno."
1Reis 8
Salomão traz
para o templo a arca
"1 Para celebrar o
encerramento dos trabalhos, o rei Salomão convocou todos os líderes de Israel,
os chefes das tribos e dos clãs patriarcais para trazer a arca da aliança do
Eterno de Sião, a Cidade de Davi. Todo o Israel se reuniu diante do rei Salomão
no mês de etanim, o sétimo mês, para a grande festa de outono.
3 Com todos os líderes de Israel
presentes, os sacerdotes carregaram a arca do Eterno e a levaram junto com a
Tenda do Encontro e seus utensílios consagrados. O rei Salomão e toda a
comunidade de Israel estavam diante da arca, adorando e sacrificando muitas
ovelhas e bois. Eram tantos animais que não se podia contar.
6 Os sacerdotes levaram a arca da
aliança do Eterno ao lugar designado no santuário interior, o Lugar Santíssimo,
sob as asas dos querubins. As asas abertas dos querubins se estendiam sobre a
arca e suas varas. As varas eram tão compridas que as pontas podiam ser vistas
da entrada do santuário interior — de mais longe não era possível vê-las. Elas
continuam lá até hoje. Dentro da arca, estavam apenas as duas tábuas de pedra
que Moisés tinha guardado, ainda no Horebe, onde o Eterno fez uma aliança com Israel
depois de tirar o seu povo do Egito.
10 Quando os sacerdotes saíram do
Lugar Santíssimo, uma nuvem encheu o templo do Eterno. Os sacerdotes não
puderam cumprir suas obrigações sacerdotais por causa da nuvem, pois a glória
do Eterno encheu o templo.
12 Então, Salomão orou: “O
Eterno disse que habitaria numa nuvem escura, na qual ninguém poderia vê-lo. Ó
Deus, eu construí este majestoso templo como sinal permanente da tua presença
invisível”.
14 Depois, o rei virou-se para a
comunidade e abençoou o povo:
15 “Bendito seja o Eterno, o Deus
de Israel, que falou pessoalmente a meu pai, Davi, pois agora ele cumpriu o que
tinha prometido, dizendo: ‘Desde que eu trouxe o meu povo Israel do Egito, não
separei uma cidade entre as tribos de Israel para construir um templo em que
estabelecesse o meu nome. Mas escolhi Davi para governar sobre o meu povo Israel’.
17 “Meu pai, Davi, queria
construir um templo para a honra do nome do Eterno, o Deus de Israel. Mas o
Eterno disse: ‘É bom saber que você deseja construir um templo para me honrar, mas
não será você, e, sim, seu filho que o construirá, para a honra do meu
nome’.
20 “O Eterno cumpriu o que
prometeu. Eu sou o sucessor de meu pai, Davi, no governo de Israel, como o
Eterno prometeu. Construí um templo para honrar o Eterno, o Deus de Israel, e
designei um lugar para a arca, que contém os termos da aliança que o Eterno fez
com nossos antepassados quando os tirou da terra do Egito”.
22 Diante de toda a comunidade de
Israel, Salomão ficou de pé diante da arca, levantou as mãos ao céu e orou: “Ó
Eterno, Deus de Israel, não há Deus igual a ti em cima nos céus ou embaixo na
terra, que guarde fielmente a aliança com seus servos e que tenha um amor
inabalável pelos que vivem em sincera obediência aos teus caminhos. Tu
cumpriste a promessa feita a meu pai Davi. Fizeste exatamente o que tinhas
prometido. A prova disso está diante dos nossos olhos hoje! Ó Eterno, Deus de
Israel, continua guardando as promessas feitas ao meu pai, Davi, quando
disseste: ‘Você sempre terá um descendente para representar o meu governo sobre
o trono de Israel, com a condição de que seus descendentes sejam fiéis a mim,
como você é.
26 Ó Deus de Israel, que isso
aconteça! Confirma e concretiza essas promessas.
27 É possível Deus morar no nosso
meio? Nem o próprio Universo é suficiente para conter o seu ser, muito menos o
templo que construí. Mesmo assim, ouso pedir: Atenta para a minha oração de
intercessão e súplica, ó Eterno, Deus meu. Ouve a minha insistente oração, que
faço diante de ti. Olha para este templo, dia e noite, o lugar a respeito do
qual disseste: Aqui o meu nome será honrado’. Ouve a oração que faço aqui. Ouve
da tua habitação no céu e perdoa o pecado. Quando alguém ofender o próximo e
decidir corrigir o erro, apresentando-se diante do teu altar neste templo e
orar a ti, ouve do céu e age com justiça. Julga os teus servos, permitindo que
o ofensor pague pela ofensa, e livra o ofendido de toda acusação;
33 Quando teu povo, Israel, for
derrotado pelo inimigo por ter pecado contra ti e vier te buscar neste templo,
reconhecendo o teu domínio com uma súplica fervorosa, ouve da tua habitação no
céu, perdoa o pecado do teu povo Israel e traze-o de volta para a terra que
deste aos seus antepassados.
35 Quando o céu retiver a água e
não houver chuva porque o teu povo pecou contra ti, e o povo vier aqui para
orar, reconhecendo o teu domínio e abandonando seus pecados por causa do
castigo que sofreram, ouve da tua habitação no céu e perdoa o pecado dos teus
servos, do teu povo Israel. Depois, renova o teu cuidado para com eles.
Ensina-os a viver como se deve. Envia chuva sobre a terra que deste ao teu povo
como herança.
37 Quando ocorrerem calamidades,
fomes, catástrofes, fracasso ou doença na lavoura, invasão de gafanhotos e
larvas, ou quando um inimigo os atacar, toda oração que qualquer pessoa do teu
povo, Israel, fizer, reconhecendo as consequências do seu erro, e estender as
mãos na direção deste templo, suplicando a tua ajuda, ouve da tua habitação no
céu. Perdoa e age. Dá a cada um o que ele merece, pois conheces o coração de
cada um (só tu conheces o coração humano), para que possa viver diante de ti em
constante reverência e obediência nesta terra que deste aos nossos
antepassados.
41 Não te esqueças do estrangeiro,
que não faz parte do teu povo Israel, mas veio de um país longínquo por causa
da tua fama. Pessoas de todos os povos virão para cá por causa do teu grande
nome, por causa das maravilhas do teu poder, pessoas que virão orar neste
templo. Ouve da tua habitação no céu. Atende a oração do estrangeiro para que
os povos, em todo o mundo, saibam quem és e vivam em reverente obediência diante
de ti, como o teu povo Israel. Para que saibam que tu, e ninguém mais, fazes
deste templo que construí o que ele é.
44 Quando o teu povo sair para a
guerra contra seus inimigos, na hora e ao lugar que tu determinares, e orar ao
Eterno, voltado para a cidade que escolheste e para este templo que construí
para a honra do teu nome, ouve do céu a oração e a súplica do teu povo e
defende a causa deles. Quando o teu povo pecar contra ti, e por certo pecará,
pois não há ninguém que não peque, e, na tua ira, o entregares ao inimigo para
ser levado prisioneiro à terra dele, seja próxima, seja distante, mas se
arrepender na terra do cativeiro e orar do exílio com sinceridade de coração:
‘Nós pecamos. Cometemos um grande erro. Agimos com perversidade’, e mudarem seu
coração, com determinação na terra do inimigo que os conquistou, e orarem a ti,
voltados para esta terra, a terra que deste aos seus antepassados, para a
cidade que escolheste e para este templo que construí para honrar o teu nome, ouve
da tua habitação no céu as orações persistentes e fervorosas e defende a causa
deles. Perdoa o teu povo que pecou contra ti. Perdoa a terrível rebeldia e faz
que seus opressores sejam compassivos com eles. Afinal, é o teu povo, tua
herança valiosa, a quem resgataste do meio daquela fornalha de fundição, o
Egito!
52 Ouve com atenção as orações do
teu servo e do teu povo Israel. Ouve todas as vezes que clamarem a ti! Tu mesmo
os escolheste entre todos os povos da terra para serem teu povo, como disseste
por meio de teu servo Moisés, quando tiraste nossos antepassados da terra do
Egito”.
54 Tendo acabado de orar ao Eterno
dessa maneira ousada e eloquente, Salomão ficou de pé diante do altar do
Eterno, no qual tinha estado de joelhos todo o tempo, com os braços estendidos
para o céu. Já de pé, ele abençoou toda a congregação de Israel, clamando em
alta voz:
56 “Bendito seja o Eterno que
concedeu paz a seu povo, como tinha prometido. Nenhuma de todas as maravilhosas
promessas que fez por meio de Moisés se perdeu. Que o Eterno, o nosso Deus
esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados, e nunca desista
de nós nem nos abandone. Que estejamos sempre atentos e dedicados a ele e
assim, possamos seguir o caminho que traçou para nós, atentando para suas
orientações, andando no compasso e no ritmo que ele estabeleceu para nossos
antepassados
59 “Que as palavras que proferi na
presença do Eterno estejam sempre diante dele, dia e noite, para que ele faça o
que é certo para mim e garanta justiça para o seu povo Israel, dia após dia.
Então, todos os povos da terra saberão que o Eterno é o Deus verdadeiro e que
não há outro Deus. Quanto a vocês, vivam em total obediência ao Eterno, o
nosso Deus, seguindo o caminho que ele traçou para nós. Estejam atentos a
tudo que ele nos mostrou hoje".
62 O rei e todo o Israel adoraram,
oferecendo sacrifícios ao Eterno. Salomão apresentou ofertas de paz, sacrificou
ao Eterno vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que todo
o Israel e o rei dedicaram o templo do Eterno.
64 Naquele mesmo dia, o rei
dedicou a parte central do pátio, que ficava diante do templo do Eterno, para
uso sagrado. Ali, ele sacrificou ofertas queimadas, ofertas de cereal e a
gordura das ofertas de paz, pois o altar de bronze não comportava todas essas ofertas.
65 Foi assim que Salomão celebrou
a festa do outono com todo o Israel. Havia gente desde o extremo nordeste, em
Lebo-Hamate, até o extremo sudoeste, no ribeiro do Egito. Uma grande multidão.
A festa durou sete dias e, depois, mais sete! Duas semanas de festa! Depois,
ele os despediu. O povo abençoou o rei e voltou para casa, todos entusiasmados
e com o coração agradecido por todas as coisas boas que o Eterno tinha feito
pelo seu servo Davi e por todo o povo de Israel."
1Reis 9
A aliança do
SENHOR com Salomão
"1 Depois de Salomão terminar
a construção do templo do Eterno e do palácio real, realizando, assim, o seu
desejo, o Eterno apareceu outra vez a Salomão, como tinha acontecido em Gibeom.
3 O Eterno disse: “Ouvi atentamente sua oração e suas súplicas fervorosas.
Já santifiquei o templo que você construiu: o meu nome está firmado nele para
sempre, e os meus olhos e meu coração estarão sobre ele para sempre. Quanto a
você, se viver diante de mim como seu pai, Davi, que tinha um coração puro e um
procedimento correto; se agir conforme as minhas instruções; se respeitar as
minhas orientações e a minha correção, eu mesmo vou garantir a sustentação do
seu reinado sobre Israel, a mesma garantia que dei a seu pai, Davi: ‘Você
sempre terá um descendente sobre o trono de Israel’.
6 “Mas,
se você e seus descendentes me traírem e desprezarem as minhas instruções e a
minha correção e se associarem a deuses estranhos, prestando culto a eles e
servindo-lhes, a garantia será suspensa. Eliminarei Israel da terra e
rejeitarei o templo que acabei de santificar para a honra do meu nome. Israel
será reduzido a nada e será ridicularizado entre todos os povos da terra. Esse
majestoso templo será objeto de desprezo. Pessoas estranhas passarão por ele balançando
a cabeça e dizendo: O que aconteceu aqui? Porque ele está em ruínas?’. E alguém
dirá:
‘O povo que vivia aqui traiu o Eterno, o seu Deus, que tirou seus antepassados
do Egito. Eles se associaram a deuses estranhos, adoraram e serviram a outros
deuses. Foi isso que aconteceu.
O Eterno permitiu essa destruição’”.
10 Depois de vinte anos de
construção do templo do Eterno e do palácio real, Salomão deu de presente ao
rei Hirão, de Tiro, como retribuição, vinte cidades do distrito da Galiléia.
Hirão tinha fornecido todo o cedro, pinho e ouro que Salomão tinha desejado.
Hirão saiu de Tiro para conhecer as cidades, mas não gostou do que viu.
13 Ele disse: “Que presente é
esse, meu amigo? Que cidades mais inúteis! " Até hoje, o povo se refere
assim àquelas cidades. Essa foi a única recompensa que Hirão recebeu de Salomão
pelos quatro mil e duzentos quilos de ouro que forneceu!
15 Esse é o registro das
realizações da força de trabalho de Salomão para construir o templo do Eterno,
o seu palácio real, o sistema de defesa em Milo, os muros de Jerusalém e as
cidades fortificadas de Hazor, Megido e Gezer.
16 O faraó, rei do Egito, atacou,
conquistou e incendiou Gezer e matou todos os moradores cananeus. Depois, deu a
cidade como presente de casamento a sua filha, mulher de Salomão, e o rei de
Israel a reconstruiu.
17 Ele também construiu Bete-Horom
Baixa, Baalate e Tadmor no deserto, cidades afastadas, para servir de armazéns,
e aldeias para os cavalos e carros de guerra. Salomão construiu tudo que
desejou em Jerusalém, no Líbano e em qualquer lugar de sua escolha.
20 Os remanescentes dos antigos
habitantes da terra, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus, os
jebuseus, ou seja, os não israelitas, sobreviventes das guerras, Salomão
arregimentou para trabalhos forçados. Até hoje, continuam fazendo isso. Mas os
verdadeiros israelitas não foram tratados dessa maneira. Eles eram utilizados
no exército e na área administrativa, como líderes do governo, comandantes dos
carros de guerra e condutores de carros. Eram também oficiais encarregados dos
projetos e da execução das construções. Ele tinha quinhentos e cinquenta
encarregados sobre o pessoal submetido a trabalhos forçados.
24 Depois que a filha do faraó
subiu solenemente da Cidade de Davi para ocupar a residência no palácio
construído especialmente para ela, Salomão construiu o sistema de defesa em
Milo.
25 Salomão oferecia sacrifícios no
altar do Eterno três vezes ao ano. Ele apresentava ofertas queimadas, ofertas
de paz e queimava incenso na presença do Eterno. Tudo que estivesse ligado ao
templo, Salomão cuidava para que fosse feito com perfeição e generosidade.
26 O rei Salomão também fabricou
navios em Eziom-Geber, perto de Elate, em Edom, no litoral do mar Vermelho.
Hirão enviou marinheiros experientes para auxiliar os marinheiros de Salomão.
Eles foram até Ofir, de onde trouxeram dezesseis toneladas de ouro para
Salomão."
1Reis 10
A rainha de
Sabá visita a Salomão
"1 A rainha de Sabá ficou
sabendo da fama de Salomão por causa do nome do Eterno. Ela veio testá-lo com
perguntas difíceis. Chegou a Jerusalém em grande estilo, trazendo uma comitiva
e camelos carregados de especiarias e grande quantidade de ouro e pedras
preciosas. Na audiência com Salomão, ela falou a respeito de tudo que era do
seu interesse, abrindo o coração diante dele. Salomão respondeu a todas as suas
dúvidas, sem demonstrar embaraço em nenhum momento. Depois que a rainha de Sabá
ouviu, de primeira mão, a sabedoria de Salomão e viu com os próprios olhos o
palácio dele, a comida que era servida, as acomodações dos altos funcionários
da corte, a roupa impecável dos criados, a exuberância dos cristais e a
generosa oferta sacrificada no templo do Eterno, ela ficou abismada.
6 Ela disse ao rei: “Tudo que ouvi
a seu respeito é verdade!
A reputação de suas realizações e de sua sabedoria em meu país se confirmou. Eu
não teria acreditado se eu mesma não tivesse visto. Não foi exagero o que ouvi!
Sabedoria a elegância muito além do que eu poderia imaginar. Felizes os homens
e mulheres que trabalham para você, pois têm o privilégio de estar perto de
você todos os dias e ouvir suas sábias palavras! Bendito seja o Eterno, o seu
Deus, que se agradou de você e o constituiu rei. Sem dúvida, o amor do Eterno
para com Israel está por trás disso tudo. Ele o constituiu rei para manter a
ordem e a justiça”.
10 Ela deu de presente ao rei mais
de quatro toneladas de ouro e grande quantidade de especiarias e pedras
preciosas. Nunca se viu tantas especiarias juntas quanto as que a rainha de
Sabá trouxe para Salomão.
11 Os navios de Hirão também
importavam ouro de Ofir e grandes quantidades de madeira de sândalo e pedras
preciosas. Da madeira de sândalo, o rei fez os corrimãos do templo do Eterno e
do palácio real. Também a utilizou para fabricar harpas e liras para os
músicos. Nunca mais foi recebida uma carga de madeira de sândalo como aquela.
13 Salomão, em troca, deu à rainha
de Sabá tudo que ela desejou e pediu, além dos generosos presentes que ela já
tinha recebido dele. Satisfeita com o que viu, ela voltou para seu país com sua
comitiva.
14 Salomão recebia, todos os anos,
vinte e cinco toneladas de ouro, sem contar o que recebia de impostos e de
lucro do comércio com mercadores e diversos reis e governadores.
16 O rei Salomão mandou fazer
duzentos escudos grandes de ouro batido. Cada escudo pesava três quilos e
seiscentos gramas. Fez também trezentos escudos menores, de um quilo e
oitocentos gramas de ouro batido cada um. Ele guardou os escudos no Palácio da
Floresta do Líbano.
18 O rei construiu um imenso trono
de marfim revestido de ouro puro. O trono tinha seis degraus, e o seu encosto
era arredondado. Ao lado de cada braço do trono, havia um leão.
Na ponta de cada degrau, também havia um leão. Não havia um trono parecido com
esse nos reinos ao redor.
21 Todas as taças do rei Salomão
eram feitas de ouro puro, assim como todos os utensílios do Palácio da Floresta
do Líbano.
Na época, não se fazia nada de prata, pois era material barato e muito comum.
22 O rei tinha uma frota de navios
que viajava junto com os navios de Hirão. A cada três anos, a frota trazia uma
carga de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
23 O rei Salomão era o mais sábio
e rico de todos os reis da terra. Ele superava todos eles. Gente de todos os
cantos da terra vinham conhecer Salomão e sorver um pouco da sabedoria que Deus
tinha dado a ele. Todos os anos, os visitantes chegavam em grandes levas, e
todos traziam presentes: artigos de ouro e de prata, roupas, armas modernas,
especiarias exóticas, cavalos e mulas.
26 Salomão juntou carros e
cavalos: mil e quatrocentos carros e doze mil cavalos! Ele os deixava em
cidades reservadas especialmente para eles e também em Jerusalém. O rei fez que
a prata fosse comum como pedra, e o cedro, como as figueiras das planícies.
Seus cavalos eram importados do Egito e da Cilicia, adquiridos pelos agentes do
rei. Os carros do Egito custavam sete quilos e duzentos gramas de prata; e um
cavalo, cerca de um quilo e oitocentos gramas de prata. Salomão os
comercializava com os palácios reais dos hititas e dos arameus."
1Reis 11
A idolatria
de Salomão
"1 O rei Salomão era louco
por mulheres. A filha do faraó foi apenas a primeira de inúmeras mulheres
estrangeiras que ele teve, as moabitas, as amonitas, as edomitas, as sidônias e
as hititas. Ele as tomava das nações pagãs ao redor, embora o Eterno
tivesse advertido com veemência os israelitas: “Vocês não se casarão com tais
mulheres, porque elas induzirão vocês a adorar ídolos”. Mesmo assim,
Salomão se apaixonava por elas e não as rejeitava. Ele teve setecentas
princesas e trezentas concubinas. Mil mulheres! E elas, de fato, o
levaram a se desviar de Deus. À medida que Salomão envelhecia, suas
mulheres o atraíam para o lado dos deuses estrangeiros, e sua fidelidade ao
Eterno foi esmorecendo. Ele não se manteve leal ao Eterno, como seu pai Davi.
Salomão virou devoto de Astarote, a deusa dos sidônios, e de Moloque, o
abominável deus dos amonitas.
6 Salomão desprezou abertamente o
Eterno, não seguiu os passos de seu pai, Davi. Ele construiu sobre uma colina a
leste de Jerusalém um altar para Camos, o odioso deus de Moabe, e outro para
Moloque, o abominável deus dos amonitas. Ele construiu altares semelhantes para
os ídolos de todas as mulheres estrangeiras. Elas poluíram a terra com a fumaça
e o incenso dos seus sacrifícios.
9 O Eterno fitou furioso com
Salomão, por vê-lo abandonar o Deus de Israel, que tinha aparecido a ele duas
vezes e ordenado claramente que não se associasse com outros deuses. Salomão
desobedeceu às ordens de Deus.
11 Então, o Eterno disse a
Salomão: “Já que você não tem a menor intenção
de ser leal a mim e de obedecer ao que ordenei a você, vou tirar o reino de
você e entregá-lo a outro. Mas, por respeito a seu pai, Davi, não farei isso
durante a sua vida.
Seu filho pagará por isso. Vou arrancar
o reino da mão dele. Mesmo assim, não vou tirar tudo: uma tribo ficará, por
respeito ao meu servo Davi e a Jerusalém, cidade que escolhi”.
14 O Eterno incitou Hadade,
descendente do rei de Edom, a atacar Salomão. Muito tempo antes, quando Davi
destruiu Edom, Joabe, comandante do exército, a caminho de enterrar os mortos,
massacrou todos os homens de Edom. Joabe e o seu exército permaneceram na
região seis meses e, nesse tempo, mataram todos os homens de Edom. Hadade, que
era um garoto na época, fugiu com alguns edomitas que trabalhavam para seu pai.
Eles viajaram por Midiã e chegaram a Parã. Juntaram-se com alguns homens em
Parã e foram para o Egito. O faraó deu casa, comida e até um pedaço de terra
para Hadade. O rei do Egito gostou tanto dele que deu a ele em casamento uma
irmã de sua mulher, a rainha Tafnes. Ela deu à luz um filho, Genubate, que foi
criado como membro da família real. O menino cresceu no palácio com os filhos
do faraó.
21 Ainda no Egito, Hadade soube
que Davi e Joabe, comandante do exército, haviam morrido. Ele pediu ao faraó:
“Despeça-me com a sua bênção. Quero voltar para o meu país".
22 O faraó perguntou: “Mas por
quê? Porque você nos deixaria? Alguma coisa está desagradando a você? "
Hadade respondeu: "Não tenho do que reclamar, mas quero voltar para o meu
país. Por favor, deixe-me ir! "
23 Deus levantou outro adversário
contra Salomão: Rezom, filho de Eliada, que tinha desertado de seu senhor,
Hadadezer, rei de Zobá. Depois que Davi tinha massacrado os arameus, Rezom
tinha reunido um bando de sujeitos de má índole e era o líder deles. Mais
tarde, eles se transferiram para Damasco, e, ali, Rezom se tornou o rei da
cidade. Hadade e Rezom foram um espinho para Israel durante toda a vida de
Salomão. Hadade foi rei da Síria e odiava Israel.
26 A última gota foi Jeroboão,
filho de Nebate, que se rebelou contra o rei. Ele era efraimita de Zeredá, e
sua mãe era uma viúva chamada Zerua. Ele trabalhava na administração do governo
de Salomão.
27 Ele se rebelou, porque Salomão
construiu uma defesa, o Milo, e restaurou as fortificações destruídas da época
de seu pai Davi. Jeroboão era competente e hábil na área da construção. Quando
Salomão viu que ele era um trabalhador dedicado, encarregou-o do trabalho
forçado na tribo de José.
29 Certo dia, Jeroboão saía
de Jerusalém e encontrou Aías, o profeta de Siló, que vestia uma capa nova. Os
dois estavam sozinhos naquele lugar deserto da estrada, e Aías tirou a capa e
cortou-a em doze pedaços.
31 Ele disse a Jeroboão: “Fique
com estes dez pedaços, pois a ordem do Eterno, o Deus de Israel, é esta: ‘Veja
o que estou fazendo. Estou arrancando o reino das mãos de Salomão e dando
a você dez tribos. Por respeito a meu servo Davi e a Jerusalém, a cidade que
escolhi, ele ficará com uma tribo. O motivo é que ele me abandonou e
foi servir a Astarote, deusa dos sidônios, Camos, deus dos moabitas, e Moloque,
deus dos amonitas. Ele não segue mais as minhas orientações, ignora a minha
vontade, não segue as minhas instruções e desobedece às minhas ordens. É bem
diferente de seu pai.
34 “Apesar disso, não vou tirar
todo o reino das mãos dele. Serei leal a ele durante toda a sua vida por causa
do meu servo Davi, a quem escolhi e que seguiu as minhas instruções e obedeceu
às minhas ordens. Mas vou tirar o reino do controle do filho dele, e dez tribos
serão entregues a você. Deixarei uma tribo com o filho dele, como testemunha. a
favor do meu servo Davi em Jerusalém, a cidade que escolhi como memorial do meu
nome.
37 “‘Mas você terá o comando do
restante. Domine conforme o desejo do seu coração! Você será o rei de
Israel. Se me ouvir, viver de acordo com as minhas orientações e fizer o que me
agrada, seguindo as minhas instruções e obedecendo às minhas ordens, como fez o
meu servo Davi, serei leal a você, não importa o que acontecer.
Seu reino será tão sólido quanto o que estabeleci para Davi. Israel será seu!
Estou provocando dor e tristeza aos descendentes de Davi, mas essa provação não
será para sempre’”.
40 Salomão decretou a morte de
Jeroboão, mas ele fugiu para o Egito e obteve abrigo com o rei Sisaque. Ele
permaneceu no exílio até a morte de Salomão.
41 O restante da vida e do reinado
de Salomão, suas obras e sua sabedoria, está tudo registrado nas Crônicas de
Salomão. Salomão reinou em Jerusalém e governou Israel durante quarenta anos.
Ele morreu e foi sepultado na Cidade de Davi.
Seu filho Roboão foi o seu sucessor."
1Reis 12
Roboão causa
separação entre as tribos
"1 Roboão foi para Siquém,
onde todo o Israel tinha se reunido para coroá-lo rei. Jeroboão estava no
Egito, onde havia se exilado por causa de Salomão. Mas, quando soube da morte
de Salomão, ele voltou.
3 Roboão reuniu-se com Jeroboão e
todo o povo. Disseram a Roboão: “Seu pai foi muito severo conosco. Sempre
tivemos de trabalhar pesado, sem descanso.
Alivie a nossa carga de trabalho e o peso das obrigações e nos submetermos ao
senhor de bom grado”.
5 Roboão propôs: “Peço que me deem
três dias para pensar, e, então, dou a resposta a vocês.’’
6 O rei Roboão perguntou aos que
tinham sido conselheiros de seu pai, Salomão “O que me dizem? O que me
aconselham responder a esse povo?”.
7 Eles responderam: “Se você
quiser servir ao povo, procure entender às necessidades deles e tenha
compaixão. Se você fizer o que estão pedindo, não há dúvida de que eles farão
qualquer coisa por você”.
8 Mas Roboão fez pouco caso do
conselho daqueles homens experientes e perguntou aos jovens com quem ele tinha
crescido e que agora tinham interesse em ajudá-lo: “O que acham? O que devo
dizer a esse povo, que está pedindo: ‘Alivie a carga pesada de trabalho que seu
pai impôs a nós?”.
10 Seus jovens amigos responderam:
‘Diga a esse povo que está reclamando que seu pai foi muito severo com eles:
‘Meu dedo mínimo é mais grosso que a cintura do meu pai. Se vocês acham que a
vida estava difícil no reinado de meu pai, ainda não viram nada. Meu pai
castigou vocês com chicotes, mas eu vou
castigá-los com correntes!".
12 Três dias depois, Jeroboão e o
povo voltaram, como Roboão os havia instruído: “Peço que me deem três dias para
pensar; depois, voltem”! A resposta do rei foi curta e grossa, ele desprezou o
conselho dos oficiais mais experientes. Preferiu seguir o conselho dos jovens
amigos: “Se vocês achavam que a vida no reinado de meu pai era difícil, ainda
não viram nada. Meu pai castigou vocês com chicotes, mas eu vou castigá-los com
correntes!”.
15 Roboão não quis ouvir o povo. O
Eterno estava por trás disso, confirmando a mensagem que ele deu a Jeroboão,
filho de Nebate, por intermédio de Aías, de Siló.
16 Quando Israel percebeu que o
rei não estava disposto a atender às suas reivindicações, gritaram palavras de
ordem:
“Já chega de Davi! Não queremos mais saber do filho de Jessé! Vamos embora,
Israel! Vamos depressa! De agora em diante, Davi que vá cuidar da própria
vida”. Com isso, o povo foi embora.
Mas Roboão continuou governando sobre os habitantes das cidades de Judá.
18 O rei Roboão pediu que
Adonirão, encarregado dos trabalhos forçados, fosse falar com os israelitas,
mas eles o apedrejaram, e ele morreu. O rei Roboão subiu no seu carro e fugiu
para Jerusalém, sem perda de tempo. Desde então, os israelitas se rebelam
contra a dinastia de Davi.
20 Quando correu a notícia de que
Jeroboão estava de volta e à disposição, o povo reunido o chamou e o proclamou
rei sobre todo o Israel. Judá foi a única tribo que permaneceu com a dinastia
de Davi.
21 Depois de voltar a Jerusalém,
Roboão convocou todos os homens de Judá e da tribo de Benjamim, cento e oitenta
mil dos melhores soldados, para atacar Israel e recuperar o reino para Roboão,
filho de Salomão.
22 Nessa ocasião, veio a palavra
de Deus a Semaías, homem de Deus: “Diga a
Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, a todos os moradores de Judá e de
Benjamim e a todos os que estiverem com eles: O Eterno diz: Não marchem para
atacar seus irmãos, os israelitas. Voltem todos para casa.
Sou eu o responsável por essa situação’”. Eles obedeceram à ordem do Eterno e
voltaram para casa.
25 Jeroboão construiu uma
fortaleza em Siquém, nas montanhas de Efraim, e passou a residir ali. Também
construiu uma fortaleza em Peniel.
26 Mas, depois, Jeroboão pensou:
“Não vai demorar para o reino voltar à dinastia de Davi. Depois que o povo
voltar a adorar no templo do Eterno, em Jerusalém, vai acabar aceitando Roboão
de Judá como o seu rei. Por fim, eles vão me matar e voltar a servir a Roboão”.
28 Por isso, o rei decidiu
fazer dois bezerros e anunciou: “Para que vocês não tenham o trabalho de subir
a Jerusalém para prestar culto, olhem para estes deuses que tiraram vocês do
Egito!”. Ele pôs um bezerro em Betel e outro em Dã. Foi um pecado
terrível. Os israelitas viajavam até Dã para adorar o bezerro!
31 Mas ele não parou por aí.
Jeroboão construiu altares proibidos em tudo que era lugar e contratou
sacerdotes onde quer que os encontrasse, sem se preocupar se eram aptos para o
serviço. Para piorar, estabeleceu a festa sagrada de Ano Novo, celebrada no dia
15 do oitavo mês, em substituição à festa de Judá. Era um festival religioso
completo, com sacrifícios oferecidos sobre o altar em Betel, diante dos
bezerros que ele tinha posto ali. O rei convocou para Betel os sacerdotes de
todos os locais em que havia altares. A iniciativa de competir com as festas de
Judá partiu do próprio Jeroboão. Ele promoveu, com o maior entusiasmo, uma
festa exclusivamente para Israel. O próprio rei se dispôs a conduzir o
sacrifício sobre o altar."
1Reis 13
Um profeta
prediz contra o altar
"1 Quando Jeroboão estava
diante do altar, pronto para oferecer o sacrifício, chegou de Judá, por
determinação do Eterno, um homem de Deus. Ele profetizou contra o altar,
conforme a ordem do Eterno: “Altar! Altar! Assim diz o Eterno: ‘Um filho da
linhagem de Davi nascerá e se chamará Josias. Ele sacrificará sobre você os
sacerdotes dos altares que hoje oferecem sacrifícios aqui! Ossos humanos serão
queimados sobre você!’” Logo em seguida, anunciou um sinal: “Eis a prova de que
esta mensagem vem do Eterno: o altar rachará ao meio, e as ofertas consagradas
cairão no chão”.
4 Quando o rei ouviu a mensagem do
homem de Deus contra o altar de Betel, deu ordem para que o agarrassem:
“Prendam este homem!”. Mas o braço do rei ficou paralisado. No mesmo instante,
o altar rachou ao meio, e as ofertas consagradas caíram no chão. Aconteceu
exatamente o que o homem de Deus tinha anunciado por ordem do Eterno.
6 O rei suplicou ao homem de Deus:
“Ajude-me! Interceda ao Eterno pela cura do meu braço”. O homem de Deus orou
por ele, e o braço do rei foi curado e ficou como antes!
7 Depois disso, o rei disse ao
homem de Deus: “Você está convidado a comer comigo. Tenho um presente para
você".
8 Mas o homem de Deus disse ao
rei: “Ainda que você me pagasse com a metade dos seus bens, eu não me sentaria
com você à mesa neste lugar. O Eterno me deu esta ordem: ‘Não coma nada,
não beba nada e não volte pelo mesmo caminho”.
Assim, partiu por um caminho diferente do que tinha tomado para ir a Betel.
11 Havia um velho profeta morando
em Betel. Seus filhos foram contar a ele o que o homem de Deus tinha feito na
festa.
Fizeram um relato completo do incidente e de tudo que o homem tinha dito ao
rei.
12 O pai deles disse: “Que caminho
ele tomou?”. Os filhos apontaram para a estrada que o homem de Judá tinha seguido.
13 Ele pediu a seus filhos: “Selem
um jumento!” Depois que selaram o jumento, o profeta montou o jumento e foi
atrás do homem de Deus. Ele o encontrou sentado debaixo de um carvalho e
perguntou: “Você é o homem de Deus que veio de Judá? " Ele respondeu:
“Sim, sou eu”.
15 “Venha comigo, vamos comer em
minha casa”.
16 O homem de Deus respondeu:
“Desculpe, mas não posso. Não posso voltar com você nem comer com você em sua
terra.
Estou seguindo às ordens do Eterno: ‘Não coma nem beba nada e não volte pelo
mesmo caminho’”.
18 Mas ele disse: “Eu também sou
profeta, como você. Um anjo veio a mim com uma mensagem do Eterno, dizendo:
Traga-o para sua casa e ofereça-lhe uma boa refeição!’". Mas o profeta
estava mentindo.
Então, o homem de Deus foi para a casa dele, e ambos comeram.
20 Estavam ainda sentados à mesa
quando a palavra do Eterno veio ao profeta que tinha ido buscar o homem de
Deus. Dirigindo-se ao homem que tinha vindo de Judá, ele disse: “Assim
diz o Eterno: ‘Você desobedeceu à ordem do Eterno, ignorou as suas instruções.
Você voltou, assentou-se à mesa e se alimentou no lugar em que Deus disse que
você não deveria comer nem beber nada. Por isso, você morrerá longe de sua casa
e não será enterrado no túmulo de seus antepassados’”.
23 Depois de terminarem de comer,
o profeta que tinha trazido o homem de volta selou o seu jumento para ele. No
meio do caminho, um leão o atacou, e ele morreu. Seu corpo ficou jogado na
estrada. O leão estava de um lado e o jumento do outro. Quem passava via o
corpo estendido com o leão de guarda ao lado do corpo. Alguém foi à cidade na
qual o velho profeta morava para dar a notícia.
26 Quando o profeta que tinha
feito o homem se desviar soube da notícia, disse: “É o homem de Deus que
desobedeceu à ordem do Eterno. O Eterno o mandou para as garras do leão, que o
atacou e o matou, como o Eterno me disse”.
27 O profeta disse a seus filhos:
“Selem o meu jumento”. Eles o selaram, e o profeta partiu. Ele encontrou o
corpo do homem estendido no chão com o leão e o jumento do lado. O leão não
quis comer o corpo nem atacar o jumento. O velho profeta pôs o corpo do homem
de Deus sobre o jumento, voltou para sua cidade e deu a ele um enterro digno. O
corpo do homem de Deus foi sepultado no túmulo do próprio profeta. O povo
chorou, dizendo: “Que dia triste, irmão!”.
31 Depois do funeral, o profeta
disse a seus filhos: “Quando eu morrer, enterrem-me no mesmo túmulo em que está
esse homem de Deus. Ponham os meus ossos junto dos ossos dele.
A mensagem que ele anunciou da parte do Eterno contra o altar de Betel e contra
todos os altares idólatras das cidades de Samaria será cumprida".
33 Depois desses acontecimentos,
Jeroboão continuou agindo mal. Ele designou, indiscriminadamente, mais
sacerdotes para os altares idólatras. Nomeava qualquer um que quisesse servir
como sacerdote num dos altares locais. Esse foi o principal pecado do reinado
de Jeroboão e foi o que o levou à ruína."
1Reis 14
A profecia de
Aías contra Jeroboão
"1 Nesse meio-tempo, Abias,
filho de Jeroboão, ficou doente. Jeroboão disse a sua mulher: “Faça alguma
coisa! Use um disfarce, para que ninguém a reconheça, e vá a Siló. O profeta
Aías mora lá, o mesmo Aías que profetizou que eu seria rei sobre este povo.
Leve dez pães, alguns bolinhos e um pote de mel.
Ele dirá o que vai acontecer com nosso filho".
4 A mulher de Jeroboão fez o que
ele disse. Foi a Siló e entrou na casa de Aías. Na época, Aías já estava idoso
e cego, mas o Eterno o tinha advertido: “A
mulher de Jeroboão está vindo consultar você sobre a doença do filho. Diga
assim e assim a ela".
5 Quando ela chegou, estava
disfarçada. Aías a ouviu entrando pela porta e disse: “Seja bem-vinda, mulher
de Jeroboão! Mas para que o disfarce? Tenho más notícias para você. Leve esta
mensagem que acabo de receber do Eterno, o Deus de Israel, a Jeroboão: ‘Você
era apenas mais um entre o povo, e eu escolhi você para que fosse líder do meu
povo Israel. Tirei o reino das mãos da dinastia de Davi e o entreguei a você,
mas você não se parece em nada com o meu servo Davi, que fazia o que eu mandava
e vivia apenas para me agradar. Você, pelo contrário, faz pior que todos os
reis anteriores. Fez outros deuses, ídolos de metal, virou as costas para mim e
me deixou muito irado.
10 “‘Não vou mais tolerar esse
abuso. Vou trazer desgraça sobre a família de Jeroboão, matando todos os que
são do sexo masculino, quer escravo, quer livre. Eles não têm mais valor para
mim; por isso, estou me livrando deles. Os que morrerem na cidade serão
devorados por cães; os que morrerem no campo serão comidos pelas aves. Assim
diz o Eterno!’.
12 “É isso. Agora, volte para
casa. Assim que você entrar na cidade, o menino morrerá. Todos virão para o
enterro, e ele será o único da família de Jeroboão a ter um funeral decente, o
único de quem o Eterno, o Deus de Israel, ainda tem algo bom a dizer.
14 “O Eterno designará um rei para
lsrael, que eliminará a familia de Jeroboão da terra. Será um dia de calamidade
para Jeroboão! O Eterno ferirá Israel cruelmente, como tempestade agitando a
cana. Ele arrancará Israel pela raiz desta boa terra que recebeu como herança e
o espalhará pelos quatro cantos da terra.
Por quê? Porque provocaram a ira do Eterno com os altares da deusa Aserá. Ele abandonará
Israel por causa dos pecados que Jeroboão cometeu e fez Israel cometer”.
17 A mulher de Jeroboão saiu dali
e voltou para casa, em Tirza. No instante em que ela entrou pela porta, o
menino morreu. Eles o sepultaram, e todos choraram a sua morte, como o Eterno
tinha predito por meio do profeta Aías.
19 O restante da vida de Jeroboão,
as guerras que ele realizou e a sua forma de governar, está tudo registrado nas
Crônicas dos Reis de Israel. Ele reinou vinte e dois anos. Morreu e foi
sepultado com seus antepassados. Depois dele, seu filho Nadabe o sucedeu como
rei.
21 Roboão, filho de Salomão, era
rei em Judá. Ele tinha 41 anos de idade quando foi coroado rei. Governou
dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Eterno escolheu, de todas as tribos
de Israel, como centro da adoração do seu nome. A mãe de Roboão era amonita e
se chamava Naamá. Judá cometeu toda espécie de maldade contra o Eterno,
provocando sua ira. O que fizeram foi pior que qualquer maldade cometida por
seus antepassados. Eles construíram altares para a deusa da prostituição Aserá
e espalharam postes sagrados por todos os lugares, montes e debaixo de árvores,
nos quais pudessem ser erguidos. Além do mais, tinham prostitutos cultuais, e,
assim, a terra foi profanada. Adotaram toda espécie de prática que o Eterno
abominava e que tinha eliminado ao assentar o povo de Israel na terra.
25 No quinto ano do reinado de
Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém. Ele saqueou o tesouro do
templo do Eterno e do palácio real. Levou até mesmo os escudos de ouro feitos
por Salomão. O rei Roboão os substituiu por escudos de bronze e equipou os
guardas do palácio com esses escudos. Quando o rei ia ao templo do Eterno, os
guardas carregavam os escudos, mas sempre os levavam de volta para a sala dos
guardas.
29 O restante da vida de Roboão, o
que ele fez e disse, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Judá.
Durante todo o seu reinado, houve guerra entre Roboão e Jeroboão. Roboão morreu
e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Sua mãe era a amonita
Naamá. Seu filho Abias foi seu sucessor."
1Reis 15
O reinado de
Abias, de Judá
"1 No décimo oitavo ano do
reinado de Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá. Ele
reinou em Jerusalém durante três anos. Sua mãe se chamava Maaca, filha de
Absalão. Ele continuou nos pecados de seu pai. Ele não depositou sua confiança
no Eterno, como o tinha feito seu bisavô Davi. Apesar disso, por respeito a
Davi e por um ato de graça, o Eterno concedeu a eles uma lâmpada, um filho que
o seguisse e mantivesse a paz de Jerusalém. Pois Davi, em toda a sua
vida, foi exemplar diante do Eterno, nunca se rebelando contra o que o Eterno
ordenava (exceto no caso de Urias, o hitita).
Entretanto, houve guerra entre Abias e Jeroboão.
7 O restante da vida de Abias,
tudo que ele realizou, está registrado nas Crônicas dos Reis de Judá. Mas o
principal acontecimento foi a guerra contra Jeroboão.
Abias morreu e foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho
Asa o sucedeu.
9 No vigésimo ano de Jeroboão, rei
de Israel, Asa começou a reinar sobre Judá. Ele reinou quarenta e um anos em
Jerusalém. Ele era neto de Maaca.
11 Asa procedeu corretamente
diante do Eterno, restaurando o modo de vida do seu antepassado Davi. Eliminou
os prostitutos cultuais e destruiu todos os ídolos que seus antecessores tinham
feito. Asa não poupou ninguém: Chegou a depor sua avó, a rainha Maaca, que
tinha construído um altar vergonhoso à deusa da prostituição Aserá. Asa
destruiu e queimou o altar no vale do Cedrom. Infelizmente, ele não se livrou
dos altares dos ídolos adorados nas orgias religiosas. Mas teve boas intenções
e estava decidido a agradar o Eterno. Todos os utensílios e os objetos de ouro
e de prata que ele e seu pai tinham consagrado foram levados para o templo.
16 Durante boa parte do seu
reinado, houve guerra entre Asa e Baasa, rei de lsrael. Baasa, rei de Israel,
invadiu Judá e construiu uma fortaleza em Ramá, fechando a fronteira entre
Israel e Judá. Ninguém podia sair e nem entrar em Judá.
18 Asa reuniu toda a prata e todo
o ouro restantes do tesouro do templo do Eterno e do palácio real e os enviou
em mãos por alguns servidores do palácio a Ben-Hadade, filho de Tabriom, filho
de Heziom, rei da Síria, que governava em Damasco. Mandou dizer-lhe: “Façamos
um acordo como meu pai e seu pai fizeram. Estou oferecendo a você esta prata e
este ouro para que você confie em mim. Quebre o acordo que você tem com Baasa,
rei de Israel, para que ele saia do meu território”.
20 Ben-Hadade se uniu ao rei Asa e
mandou tropas contra as cidades de Israel. Ele atacou Ijom, Dã, Abel-Bete-Maaca
e todo o Quinerete, incluindo Naftali. Quando Baasa soube disso, abandonou a
construção de Ramá e saiu de Tirza.
22 Então, o rei Asa deu ordens a
todos os moradores de Judá, sem exceção, para que carregassem as madeiras e as
pedras que Baasa tinha utilizado para construir a fortaleza de Ramá e levassem
tudo para Geba, em Benjamim, e Mispá.
23 Toda a vida de Asa, seus
grandes feitos e as fortalezas que construiu, está tudo registrado nas Crônicas
dos Reis de Judá.
Já em idade avançada, ele começou a sofrer de uma doença nos pés. Asa morreu e
foi sepultado com seus antepassados na Cidade de Davi. Seu filho Josafá o
sucedeu.
25 Nadabe, filho de Jeroboão,
começou a reinar sobre Israel no segundo ano de Asa, rei de Judá. Ele reinou
dois anos sobre Israel. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos de
seu pai, que cometeu pecado, e também levou Israel a pecar.
27 Baasa, filho de Aías, da tribo
de Issacar, conspirou contra ele e o atacou na cidade dos filisteus de Gibetom,
quando Nadabe e os israelitas a atacavam. Baasa matou Nadabe no terceiro ano de
Asa, rei de Judá, e tornou-se rei de Israel.
29 Logo que assumiu o poder, Baasa
mandou matar todos os descendentes de Jeroboão. Não sobrou ninguém para
preservar o nome de Jeroboão. Baasa os eliminou completamente, de acordo
com a profecia de Aías, servo do Eterno, em Siló, por causa dos pecados que
Jeroboão cometeu e fez Israel cometer, provocando, assim, a ira do Eterno.
31 O restante da vida de Nadabe,
tudo que realizou, está escrito nas Crônicas dos Reis de Israel. Houve
constantes guerras entre Asa e Baasa, rei de Israel.
33 No terceiro ano de Asa, rei de
Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar em Tirza sobre todo o Israel. Ele
reinou vinte e quatro anos. Ele agiu mal diante do Eterno, seguindo os passos
de Jeroboão, que cometeu pecado e fez Israel pecar."
1Reis 16
A profecia de
Jeú contra Baasa
"1 A palavra do Eterno veio a
Jeú, filho de Hanani, contra Baasa: “Eu tirei
você do nada e o constituí líder de meu povo Israel, mas você simplesmente
continuou nos caminhos de Jeroboão, levando Israel a cometer pecados e
provocando a minha ira. Portanto, estas serão as consequências: Vou destruir
Baasa e sua família, como aconteceu com Jeroboão, filho de Nebate. Os
familiares de Baasa que morrerem na cidade serão devorados pelos cães, e os que
morrerem no campo serão comidos pelas aves”.
5 O restante da vida de Baasa,
incluindo os feitos de seu governo, está tudo escrito nas Crônicas dos Reis de
Israel. Baasa morreu e foi sepultado com seus antepassados em Tirza.
Seu filho Elá o sucedeu.
7 Foi isso o que aconteceu com
Baasa. A palavra do Eterno veio por intermédio de Jeú, filho de Hanani, contra
Baasa e a sua dinastia, por causa dos pecados cometidos contra o Eterno e por
ele ter provocado a ira do Eterno, tornando-se, assim, parecido com a família
de Jeroboão — e também por ter eliminado a família de Jeroboão.
8 No vigésimo sexto ano de Asa,
rei de Judá, Elá, filho de Baasa, começou a reinar. Ele reinou em Tirza apenas
dois anos. Certo dia, estava na casa de Arsa, o encarregado do palácio, e bebeu
tanto que ficou embriagado. Zinri, capitão da metade dos carros de guerra,
conspirou contra ele. Ele entrou na casa e matou Elá. Isso aconteceu no
vigésimo sétimo ano de Asa, rei de Judá.
Zinri, então, tornou-se rei.
11 Logo que Zinri começou a
reinar, mandou matar todas as pessoas ligadas a Baasa, parentes e amigos. Zinri
eliminou a família de Baasa, de acordo com a palavra do Eterno, comunicada pelo
profeta Jeú, por causa dos pecados cometidos por Baasa e seu filho Elá, por
levarem Israel a pecar, provocando a ira do Eterno, o Deus de Israel, com os
seus ídolos inúteis.
14 O restante da vida de Elá, o
que ele fez e disse, está tudo registrado nas Crônicas dos Reis de Israel.
15 No vigésimo sétimo ano do
reinado de Asa, rei de Judá, Zinri reinou sete dias em Tirza. O exército de
Israel estava acampado perto da cidade de Gibetom, que era dos filisteus.
Quando souberam que Zinri tinha conspirado contra o rei e o matado, proclamaram
Onri, comandante do exército, rei. Onri e o exército deixaram imediatamente
Gibetom e atacaram Tirza.
Quando Zinri percebeu que estava cercado e que não tinha como escapar,
entrou no palácio real, incendiou-o e morreu.
Foi merecido, porque ele tinha afrontado abertamente o Eterno com a sua vida de
pecado, seguindo os passos de Jeroboão e levando Israel a pecar.
20 O restante da vida de Zinri e a
infame conspiração que liderou estão registrados nas Crônicas dos Reis de
Israel.
21 Depois disso, o povo de Israel
dividiu-se em dois: metade apoiava Tibni, filho de Ginate, e metade apoiava
Onri. Com o tempo, os seguidores de Onri ficaram mais fortes que os de Tibni.
Tibni foi morto, e Onri permaneceu no trono.
23 Onri começou a reinar sobre
Israel no trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá. Ele reinou
doze anos, os seis primeiros em Tirza. Depois, comprou de Sêmer o monte de
Samaria por setenta quilos de prata. Ele construiu uma cidade e deu a ela o
nome de Samaria, em homenagem ao antigo proprietário, Sêmer.
25 Mas Onri agiu mal diante do
Eterno: fez pior que seus antecessores. Seguiu os passos de Jeroboão, filho de
Nebate, que, além de cometer pecado, levou o povo de Israel a pecar, provocando
a ira do Eterno, o Deus de Israel, com sua idolatria.
27 O restante da vida de Onri,
suas obras e sua demonstração de poder, está tudo relatado nas Crônicas dos
Reis de Israel. Onri morreu e foi sepultado em Samaria. Seu filho Acabe o
sucedeu.
29 Acabe, filho de Onri, começou a
reinar em Israel no trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá. Acabe reinou
sobre Israel vinte e dois anos, em Samaria. Com o mal escancarado que cometeu,
desafiou o Eterno ainda mais que os outros reis que o antecederam. Foi o novo
campeão da maldade. Como se não bastasse cometer os mesmos pecados de Jeroboão,
filho de Nebate, ele ainda se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos
sidônios, e passou a servir e adorar Baal. Ele construiu um santuário para Baal
em Samaria e pôs nele um altar a Baal. Construiu também um altar à deusa da
prostituição Aserá. Ele provocou a ira do Eterno, o Deus de Israel, mais que
todos os reis de Israel que vieram antes dele.
34 Foi durante o reinado dele que
Hiel, de Betel, reedificou Jericó, mas pagou um preço muito alto por isso. Seu
primogênito, Abirão, morreu quando eram lançados os fundamentos, e seu filho
mais novo, Segube, quando assentavam os portões, conforme a palavra de Josué,
filho de Num, confirmada pelo Eterno."
1Reis 17
Elias prediz
grande seca. Corvos o sustentam
"1 Elias, o tesbita, que
vivia entre os colonizadores de Gileade, confrontou Acabe: “Assim como
vive o Eterno, o Deus de Israel, a quem sirvo, nos próximos anos haverá uma
severa seca no país. Não cairá uma gota de orvalho ou uma gota de chuva
enquanto eu não ordenar”.
2 O Eterno disse a Elias: “Saia depressa daqui. Vá para o leste e se refugie próximo
do riacho de Querite, do outro lado do rio Jordão. Você poderá tomar água
fresca do riacho, e darei ordens aos corvos para alimentarem você”.
5 Elias obedeceu à voz do Eterno.
Ele se instalou perto do riacho de Querite, a leste do Jordão. Os corvos
traziam comida para ele de manhã e de tarde, e ele bebia da água do riacho.
7 Depois de um tempo, o riacho
secou, por falta de chuva, e o Eterno disse a Elias:
“Vá para Sarepta, em Sidom, e permaneça ali. Já
instruí uma mulher que mora lá a providenciar comida para você”.
10 Ele foi para Sarepta e, na
entrada da cidade, encontrou uma viúva apanhando lenha. Ele perguntou: “Por
favor, poderia me trazer uma jarra de água? Estou com sede”. Quando ela fez
menção de buscar a água, ele disse:
“E também, por favor, traga alguma coisa para eu comer”.
12 Ela respondeu: “Assim como vive
o Eterno, o seu Deus, juro que não tenho nada para comer. Tenho uma vasilha de
farinha e um pouco de azeite numa botija. Estou apanhando uns gravetos porque
vou preparar alguma coisa para meu filho e eu comermos. Depois disso, só nos
resta morrer”.
13 Elias disse a ela: “Não se
preocupe. Faça o que você disse. Mas, antes, prepare um bolinho para mim e
traga aqui. Depois, prepare uma refeição com o que sobrar para você e seu
filho.
O Eterno, o Deus de lsrael, diz: 'A vasilha de farinha não ficará vazia e
a botija de azeite não se esgotará até que o Eterno mande chuva sobre a terra e
ponha fim a esta seca'.
15 Ela saiu e fez exatamente o que
Elias tinha pedido.
E aconteceu como ele falou. Todos os dias, havia comida para ela e para seu
filho. A vasilha de farinha não se esvaziou, e a botija de azeite não se
esgotava. A promessa do Eterno se cumpriu exatamente como Elias tinha dito.
17 Passado um tempo, o filho da
viúva ficou doente. A doença se agravou, e, em certo momento, ele parou de
respirar.
18 A mulher disse a Elias: “Por
que, ó homem de Deus, o senhor veio aqui interferir na minha vida, expor o meu
pecado e matar meu filho?”.
19 Elias disse: “Traga seu filho
para mim". Ele tomou o menino dos braços dela, levou-o para o quarto no
qual estava acomodado, pôs o menino na cama e orou: “Ó Eterno, meu Deus, por
que trouxeste esta desgraça sobre essa viúva, que me acolheu em sua casa? Por
que tiraste a vida do filho dela?”.
21 Ele deitou três vezes sobre o
corpo do menino, sempre orando: “Ó Eterno, meu Deus, devolve o fôlego a este
menino!”. O Eterno ouviu a oração de Elias, e o menino ressuscitou.
Elias pegou o menino, levou-o para baixo e entregou-o a sua mãe.
Ele disse: “Aqui está seu filho. Está vivo!”.
24 A mulher disse a Elias: “Agora
estou entendendo. O senhor é um homem de Deus. Quando o senhor fala, é o Eterno
que fala.
É a verdade!”."
1Reis 18
Elias
apresenta-se diante de Acabe
"1 Depois de muito tempo, no
terceiro ano da seca, veio a palavra do Eterno a Elias: “Apresente-se a Acabe.
Vou fazer chover sobre a terra”. Elias partiu para encontrar-se com o rei. Na
época, a situação já era muito grave em Samaria.
3 Enquanto isso, Acabe conversava
com Obadias, encarregado do palácio, homem temente ao Eterno. Houve um tempo em
que Jezabel tentou exterminar os profetas do Eterno, Obadias reuniu cem
profetas e os escondeu em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e providenciou
água e mantimento para eles.
5 Acabe ordenou a Obadias:
“Percorra a terra procurando, nas nascentes e nos riachos, algum capim para
alimentar nossos cavalos e mulas". Eles dividiram o território e começaram
a busca. Acabe seguiu numa direção, e Obadias, em outra.
7 Obadias seguiu por um caminho e
topou com Elias! Obadias prostrou-se em reverência e exclamou: “É você mesmo,
Elias, meu senhor?”.
8 Elias respondeu: “Sim, sou eu.
Volte e diga ao seu senhor: ‘Encontrei Elias.’".
9 Mas Obadias disse: “O que fiz
para merecer isso? Acabe vai me matar! Assim como vive o Eterno, não há país ou
reino para onde o rei não tenha enviado gente à sua procura. Quando voltavam e
diziam: ‘Procuramos por toda parte, mas não o encontramos’, Acabe fazia aquele
país ou reino jurar que você não estava mesmo lá. Agora, você me diz: ‘Vá dizer
ao seu senhor que Elias foi encontrado! Assim que eu partir, o Espírito do
Eterno levará você para não sei onde. Você desaparecerá, minha informação não
vai se confirmar, e eu serei morto, tenho servido fielmente ao Eterno desde
menino! Ninguém contou a você o que eu fiz quando Jezabel matava os profetas do
Eterno? Como arrisquei a minha vida, escondendo cem profetas em duas cavernas,
cinquenta em cada uma, e providenciando água e mantimento para eles? Agora,
você quer que eu me exponha, dizendo ao rei: ‘Elias foi encontrado’? Ele sem
dúvida me matará”.
15 Elias disse: “Assim como vive o
Senhor dos Exércitos de Anjos, a quem eu sirvo, hoje mesmo me apresentarei ao
rei Acabe”.
16 Assim, Obadias foi
imediatamente procurar o rei para contar a novidade. Acabe foi ao encontro de
Elias.
17 No instante em que viu Elias,
Acabe exclamou: “É você mesmo, agitador de lsrael! " Elias respondeu: “Não
fui eu quem provocou esta desgraça sobre lsrael. Foi você mesmo e seu governo.
Vocês abandonaram os caminhos do Eterno e seus mandamentos para seguir os
baalins. Reúna todo o Israel no monte Carmelo. Não deixe faltar os protegidos
de Jezabel, os quatrocentos e cinquenta profetas dos baalins e os quatrocentos
profetas da deusa da prostituição Aserá".
20 Acabe convocou todo o povo de
Israel, principalmente os profetas, para se reunirem no monte Carmelo.
21 Elias desafiou o povo: “Até
quando vocês ficarão em cima do muro? Se o Eterno é o Deus verdadeiro, sigam ao
Eterno, mas, se é Baal, sigam a Baal. Decidam-se!“. Ninguém respondeu
nada.
O povo nem se mexia.
22 Elias disse: “Sou o único profeta
do Eterno que restou em Israel, mas há quatrocentos e cinquenta profetas de
Baal.
Deixem os profetas de Baal trazerem dois novilhos. Matem um deles e arrumem a
carne sobe o altar com lenha. Mas não acendam o fogo. Vou preparar o outro
novilho e arrumá-lo sobre a lenha, mas também não acenderei o fogo. Depois,
vocês clamem aos seus deuses, e eu clamarei ao Eterno. O deus que responder com
fogo é, de fato, Deus". Todos concordaram:
“Boa ideia. Vamos fazer isso!”.
25 Elias disse aos profetas de
Baal: “Escolham o novilho e preparem-no. Vocês primeiro, já que são a maioria.
Invoquem o seu deus, mas não acendam o fogo”.
26 Eles pegaram o novilho,
prepararam o animal para o sacrifício e clamaram a Baal. Clamaram a manhã
toda: “Ó Baal, responde-nos!”. Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta.
Desesperados, pulavam e dançavam em torno do altar.
27 Ao meio dia, Elias começou a
zombar deles: “Gritem mais alto! Afinal, ele é deus. Talvez esteja
meditando em algum canto ou ocupado com algum trabalho. Vai ver está viajando.
Vocês não acham que está dormindo e perdeu a hora, acham? Nesse
caso, será preciso acordá-lo”. Eles começaram a gritar mais alto ainda
e se cortaram com lâminas e facas, ritual comum entre eles, até ficarem com o
corpo todo ensanguentado.
29 Continuaram com isso até de
tarde. Fizeram todos os rituais e truques que conheciam até a hora do
sacrifício da tarde. Mas não aconteceu nada. Nem sinal de resposta.
30 Por fim, Elias disse ao povo:
“Chega! Agora é a minha vez. Venham aqui!". Eles se reuniram em torno
dele. Ele refez o altar, que já estava destruído. Escolheu doze pedras, uma
para cada tribo de Jacó, o mesmo Jacó a quem o Eterno tinha dito: “De agora em diante, você se chamará Israel”.
Elias fez um altar com as doze pedras em honra do Eterno. Depois, abriu uma
vala bem larga em torno do altar. Pôs a lenha sobre ele, preparou o novilho e
arrumou a carne sobre a lenha. Depois, ordenou: “Encham os baldes de água e
derramem sobre o boi e a lenha". Ordenou de novo: “Façam outra vez”. Eles
fizeram. Disse ainda: “Façam mais uma vez", e eles fizeram.
O altar ficou encharcado, e a vala, cheia de água.
36 Na hora de oferecer o
sacrifício, o profeta Elias aproximou-se do altar e orou: “Ó Eterno, Deus
de Abraão, de Isaque e de Israel, que todos fiquem sabendo hoje que tu és Deus
em Israel, que eu sou teu servo e que faço essas coisas seguindo as tuas ordens.
Responde-me, ó Eterno! Responde-me e mostra a este povo que tu, ó Eterno,
estás dando a eles uma oportunidade de se arrepender”.
38 Na mesma hora, o fogo do
Eterno caiu e queimou a oferta, a lenha, as pedras, a terra e até mesmo a água
que estava na vala.
39 O povo viu o que aconteceu, e
todos se prostraram admirados em adoração e exclamaram:
“O Eterno é Deus! O Eterno é Deus!”.
40 Elias disse: “Agarrem os
profetas de Baal! Não deixem que escapem! O povo os prendeu, e Elias mandou-os
para o riacho de Quisom, onde os matou.
41 Elias disse a Acabe:
“Levante-se! Coma e beba. É tempo de celebrar! A chuva não demora, já estou
ouvindo o barulho dela".
42 Acabe se levantou, comeu e
bebeu. Enquanto isso, Elias subiu ao topo do Carmelo, prostrou-se em oração,
com o rosto entre os joelhos, e disse ao seu ajudante: “Fique de pé! Olhe na
direção do mar". Ele olhou e contou a Elias: “Não estou vendo nada”. Elias
disse: “Continue olhando. Se necessário, olhe sete vezes”.
44
Na sétima vez, ele disse: “Vejo uma nuvem subindo do mar!
É muito pequena, do tamanho da mão de uma pessoa". Elias ordenou: “Corra e
diga a Acabe: ‘Sele seu jumento e desça a montanha antes que a chuva o
alcance’”.
45
Foi tudo muito rápido. O céu escureceu, e o vento soprou as nuvens até que
começou a chover forte. Enquanto isso. Acabe partia de carro para Jezreel. O
Eterno deu uma força extraordinária a Elias, que prendeu a capa à cintura e
correu à frente do carro de Acabe até chegar a Jezreel."
1Reis 19
Elias no
monte Horebe
"1 Acabe contou a Jezabel
tudo que Elias tinha feito, até mesmo o massacre dos profetas. Jezabel,
imediatamente, enviou um mensageiro para ameaçar Elias, dizendo: “Os deuses vão
castigar você por isso. Vou me vingar de você! Juro que amanhã, à esta hora,
você estará tão morto quanto aqueles profetas”.
3 Quando Elias percebeu a
situação, fugiu para Berseba, no extremo sul de Judá. Deixou seu ajudante ali e
caminhou mais um dia no deserto. Chegou até um zimbro, sentou-se à sombra
e pediu para morrer: “Basta, ó Eterno! Leva a minha vida. Estou pronto para
descer à sepultura com meus antepassados!”. Exausto, caiu no sono
debaixo do zimbro. De repente, um anjo o acordou e disse: “Levante-se e coma!”.
6 Olhando em redor, para sua
surpresa, deparou, perto da sua cabeça, com um pão assado sobre brasas e um
jarro de água.
Ele comeu e voltou a dormir.
7 O anjo do Eterno voltou,
acordou-o e disse: “Levante-se e coma um pouco
mais. Você tem uma longa viagem pela frente”.
8 Ele se levantou, comeu, bebeu e
partiu. Sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até
chegar a Horebe, o monte de Deus. Chegando lá, entrou numa caverna e dormiu. A
palavra do Eterno veio a ele:
“O que está fazendo aqui, Elias?”.
10 Ele respondeu: “Tenho dedicado
a minha vida inteiramente ao Senhor dos Exércitos de Anjos. O povo de Israel
abandonou sua aliança, destruiu os lugares de adoração e matou seus profetas.
Sou o único que restou, e agora estão querendo tirar a minha vida também!”.
11 O Eterno disse: “Saia e fique no monte diante de mim o Eterno. Eu o Eterno
passarei ali”. Um vento muito forte varreu o monte, partindo e
esmigalhando as pedras diante do Eterno, mas o Eterno não estava no vento.
Depois do vento, veio um terremoto, mas o Eterno não estava no terremoto.
Depois do terremoto, veio o fogo, mas o Eterno não estava no fogo. Por
fim, depois do fogo, uma brisa suave começou a soprar.
13 Quando Elias sentiu a brisa, cobriu
a cabeça com a capa, foi para a entrada da caverna e esperou ali. Uma voz
suave perguntou: “Então, Elias, diga-me
outra vez: o que você está fazendo aqui?”. Elias repetiu: “Tenho
dedicado minha vida inteiramente ao serviço do Eterno, o Senhor dos Exércitos
de Anjos, porque o povo de Israel abandonou sua aliança, destruiu os lugares de
adoração e matou os seus profetas. Sou o único que restou, e, agora,
estão querendo tirar a minha vida também!”.
15 O Eterno disse: “Volte pelo caminho por onde veio, através do deserto, até
Damasco. Chegando lá, você deverá ungir Hazael rei sobre a Síria. Depois, será
a vez de ungir Jeú, filho de Ninsi, rei de Israel. Por fim, você deverá ungir
Eliseu, filho de Safate, de
Abel-Meolá, para suceder você como profeta. Quem escapar de Hazael, Jeú matará.
Quem escapar de Jeú, Eliseu matará. Enquanto isso, preservarei sete mil pessoas
que não se dobraram ao deus Baal, lábios que não beijaram sua imagem”.
19 Elias encontrou Eliseu, filho
de Safate, num campo em que estavam doze juntas de bois arando. Eliseu conduzia
uma delas. Elias aproximou-se e pôs sua capa sobre Eliseu.
20 Eliseu abandonou os bois e saiu
caminhando com Elias, mas, de repente, pediu “Por favor! Permita que eu me
despeça de meu pai e de minha mãe. Depois, vou com você". Elias respondeu:
“Vá, mas não se esqueça do que acabei de fazer com você”.
21 Eliseu voltou e matou os dois
bois. Com o arado transformado em lenha, cozinhou a carne e deu uma festa de
despedida. Depois, partiu com Elias, tornando-se seu ajudante."
1Reis 20
Acabe derrota
os siros
"1 Nesse meio-tempo,
Ben-Hadade, rei da Síria, convocou suas tropas com trinta e dois reis aliados,
todos equipados com cavalos e carros de guerra. Eles partiram e sitiaram
Samaria, prontos para atacá-la. Ele mandou mensageiros à cidade, exigindo de
Acabe, rei de lsrael: "Ben-Hadade quer todo seu ouro e sua prata, suas
mulheres mais bonitas e seus filhos mais fortes”.
4 O rei de Israel aceitou os
termos e respondeu: “Seja como você quer, ó rei, meu senhor. Eu e tudo que
tenho somos seus”.
5 Mas os mensageiros voltaram a
ele, dizendo: “O rei mandou dizer: ‘Quero que entregue tudo: a prata, o ouro,
todas as mulheres e filhos. Em vinte e quatro horas, os meus soldados vão
vasculhar o seu palácio e as casas dos seus oficiais e trarão tudo que
considerarem valioso’”.
7 O rei de Israel convocou as
autoridades de Israel e disse: “Vejam só! Ele está arrumando confusão. Quer
tirar tudo que possuo, exigindo todas as minhas mulheres e filhos, mesmo depois
de eu não ter negado nada do que ele exigiu”.
8 As autoridades, apoiadas pelo
povo, responderam: “Não concorde. Não ceda em absolutamente nada”.
9 O rei mandou os mensageiros
dizerem a Ben-Hadade: “Digam ao rei, meu senhor, que concordo com os termos da
primeira exigência, mas com essa outra não concordo”.
Os mensageiros levaram a resposta.
10 Ben-Hadade mandou dizer: “Façam
os deuses o que quiserem comigo se eu não transformar Samaria em ruínas!”.
11 O rei de Israel retrucou: “É
mais fácil começar uma luta que terminá-la”.
12 Quando Ben-Hadade ouviu isso,
ele estava bebendo com os outros reis. Embriagado, ordenou: “Vão atacá-los!”. O
exército avançou contra a cidade.
13 Ao mesmo tempo, um profeta foi
enviado ao rei Acabe, de Israel, e disse: “Assim diz o Eterno: ‘Você está
vendo esse bando de malfeitores? Hoje mesmo vou entregá-los nas suas mãos, e você
saberá que sou o Eterno”.
14 Acabe perguntou: “Mas, quem
fará isso?”.
O Eterno respondeu: “Os jovens chefes das
províncias".
Acabe perguntou ainda: “E quem atacará primeiro?”. Ele respondeu: “Tu atacarás!”.
15 Acabe fez o levantamento dos jovens
chefes das províncias e contou duzentos e trinta e dois. Depois, reuniu todas
as tropas de Israel: sete mil ao todo.
16 Ao meio-dia, partiram.
Ben-Hadade e seus trinta e dois aliados continuavam bebendo no campo. Os chefes
das províncias avançaram, e alguém avisou Ben-Hadade: “Há homens vindo de
Samaria”.
18 Ele disse: “Se eles vêm em paz,
capturem-nos, para servirem de reféns. Se vêm para atacar, façam a mesma
coisa”.
19 Os chefes das províncias,
seguidos por todo o exército, atacaram — um violento combate corpo a corpo. Os
arameus se espalharam pelo campo, perseguidos por Israel. Mas Ben-Hadade, rei
da Síria, escapou montado num cavalo e seguido por sua cavalaria.
21 O rei de Israel avançou, matou
os cavalos e destruiu os carros. Foi uma derrota vergonhosa para os arameus.
22 Passado um tempo, o profeta foi
dizer ao rei de Israel: “Esteja atento. Reforce seu exército, avalie sua
capacidade e monte uma estratégia. Antes do final do ano, o rei da Síria
voltará com toda força”.
23 Enquanto isso, os conselheiros
do rei da Síria disseram: “Os deuses deles são deuses das montanhas. Não temos
como vencê-los lá. Então, vamos lutar contra eles nas planícies, onde teremos
mais chance. Faça o seguinte: substitua cada um dos reis por capitães. Depois,
recrute um pelotão equivalente ao exército que desertou anteriormente.
Providencie cavalos para os cavaleiros e carros para os condutores, e lutaremos
contra eles na planície. Desta vez, vamos derrotá-los, com certeza”. O rei
gostou do conselho e fez conforme o aconselharam.
26 No início do ano, Ben-Hadade
reuniu os arameus e foi para Afeque com a intenção de atacar Israel. O exército
israelita se preparou para a guerra e saiu para enfrentar os arameus. Israel
acampou diante dos arameus em dois grupos, como dois rebanhos de cabritos. Os
arameus enchiam a planície.
28 O homem de Deus trouxe esta
mensagem ao rei de Israel: “Assim diz o Eterno: ‘Como os arameus dizem
que o Eterno é um deus das montanhas, e não um dos deuses das planícies,
entregarei em suas mãos esse poderoso exército. Então, você saberá que eu sou o
Eterno’”.
29 Durante sete dias, os dois
exércitos ficaram acampados um de frente para o outro. No sétimo dia, a luta
começou. Os israelitas mataram, em um dia, cem mil soldados de infantaria
arameus.
O restante do exército fugiu para Afeque. Mas o muro da cidade ruiu e matou
vinte e sete mil deles.
30 Ben-Hadade escapou para a
cidade e se escondeu.
Seus conselheiros disseram: “Sabemos que os reis de Israel são bondosos. Vamos
nos vestir com pano de saco, carregar uma bandeira branca em sinal de trégua e
nos apresentar ao rei de Israel. Talvez ele poupe a nossa vida".
32 Eles fizeram isso. Vestiram-se
de pano de saco e, carregando uma bandeira branca, procuraram o rei de Israel,
dizendo:
“Seu servo Ben-Hadade implora: ‘Por favor, deixe-me viver!’”. Acabe respondeu:
“Vocês estão dizendo que ele ainda está vivo? Se ele estiver vivo, eu o
tratarei como irmão”.
33 Os homens entenderam isso como
um sinal da bondade do rei e repetiram as palavras dele: “Ben-Hadade sem dúvida
é teu irmão!”. O rei ordenou: “Tragam-no aqui”.
Eles foram buscar Ben-Hadade e o fizeram subir no carro.
34 Ben-Hadade disse: “Estou
disposto a devolver as cidades que meu pai tirou de seu pai. Você poderá levar
seu comércio para Damasco, como meu pai fez em Samaria”. Acabe respondeu: “Com
um acordo, deixarei você voltar em segurança”.
Eles assinaram um tratado, e Acabe o despediu.
35 Um homem, que era um dos
profetas, disse a outro: “Dê um soco em mim”. Mas o colega se recusou a
fazê-lo.
36 Então, o profeta disse: “Já que
você não obedeceu ao que o Eterno mandou, um leão o atacará assim que você sair
daqui". Logo que o moço saiu, um leão de fato o atacou.
37 O profeta disse a outro colega:
“Dê um soco em mim". O homem o esmurrou com força, tirando sangue do rosto
do profeta.
38 Então, o profeta foi para a
beira da estrada e ficou à espera do rei, com um pano no rosto. Pouco depois, o
rei apareceu.
O profeta gritou para ele: “Quando eu estava no meio da batalha, veio um homem
e entregou um prisioneiro para mim e disse: ‘Proteja a vida deste homem. Se ele
não for encontrado depois, você morrerá. Mas me distraí com outras coisas, e,
quando percebi, o prisioneiro tinha sumido”. O rei de Israel disse: “Você
acabou de assinar sua sentença de morte”.
41 Com isso, o profeta tirou o
pano do rosto, e o rei o reconheceu.
42 O profeta disse ao rei: “Assim
diz o Eterno:
‘Já que o senhor libertou o homem que eu tinha determinado que morresse, o
senhor pagará com a vida, e o seu povo será destruído no lugar do povo dele.’
43 O rei voltou para casa
indignado e chegou a Samaria muito aborrecido."
1Reis 21
Nabote recusa
vender a sua vinha a Acabe
"1 Depois disso, aconteceu
que Nabote, de Jezreel, era dono de uma vinha ao lado do palácio de Acabe, rei
de Samaria. Certo dia, Acabe pediu a Nabote: “Dê-me sua vinha para eu
transformá-la em horta, já que fica ao lado do meu palácio. Darei em troca uma
vinha muito melhor ou, se preferir, pagarei em dinheiro".
3 Mas Nabote respondeu a Acabe: “O
Eterno me livre de vender a terra que é herança da família!”. Acabe
voltou para casa aborrecido, por causa da resposta de Nabote: “Nunca entregarei
ao senhor a herança da família”. Ele foi para a cama e se recusava a comer.
5 Sua mulher Jezabel perguntou: “O
que está acontecendo? Por que você está assim, sem vontade de comer?”.
6 Ele disse: “Conversei com
Nabote, de Jezreel, e pedi a ele:
‘Dê-me a sua vinha. Eu pagarei pelo que ela vale ou darei em troca outra
vinha’. Mas ele me disse: ‘Nunca entregarei a minha vinha ao senhor’”.
7 Jezabel disse: “E o rei de
Israel precisa se preocupar com isso? Não é você quem manda aqui? Levante-se!
Coma e anime-se! Eu cuidarei disso. Vou conseguir a vinha de Nabote para você”.
8 Ela escreveu cartas a todas as
autoridades e líderes da cidade de Nabote, assinou pelo rei e pôs o selo
oficial. Na carta, ela escreveu: “Convoquem um dia de jejum e ponham
Nabote num lugar de destaque. Ponham ao seu lado dois sujeitos de má índole que
o acusem: ‘Você blasfemou contra Deus e contra o rei!’. Então, eles o levarão
para fora da cidade e o apedrejarão até a morte”.
11 Foi o que fizeram. Os homens
mais influentes da cidade seguiram as instruções de Jezabel, conforme estava
escrito na carta. Convocaram um dia de jejum e puseram Nabote num lugar de
honra. Diante de todos, os dois homens o acusaram: “Ele blasfemou contra Deus e
contra o rei!”. Os companheiros o levaram para fora e o apedrejaram cruelmente.
15 Quando soube que Nabote tinha
sido apedrejado até a morte, Jezabel disse a Acabe: “Tome posse da vinha de
Nabote, de Jezreel, a vinha que ele recusou a você. Nabote está morto”.
16 Quando Acabe soube que Nabote
tinha morrido, saiu para tomar posse da vinha.
17 Então, veio a palavra do Eterno
a Elias, o tesbita: “Levante-se e vá até Acabe,
de Samaria, rei de Israel. Você o encontrará na vinha de Nabote. Ele está lá
para tomar posse da propriedade. Diga a ele: ‘Assim diz o Eterno: O que está
acontecendo aqui? Primeiro, assassinato; depois, roubo?’. Depois, diga a ele:
‘Assim diz o Eterno: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote,
lamberão o seu também!’”.
20 Acabe disse a Elias: “Você me
encontrou, meu inimigo?”. Elias respondeu: “De fato, encontrei você. E já que
você se vendeu para cometer esse erro contra o Eterno, ele diz: ‘Vou
destruir você e aniquilar seus descendentes, matando todos os que são do sexo
masculino e tenham qualquer relação com o nome de Acabe. Farei com você o mesmo
que fiz com Jeroboão, filho de Nebate, e com Baasa, filho de Aías. Você
provocou a minha ira, levando Israel a cometer pecado.’
23 “Quanto a Jezabel, diz o
Eterno: ‘Os cães devorarão Jezabel perto do muro de Jezreel. Todos os que
pertencem à família de Acabe e morrerem na cidade serão devorados pelos
cachorros, e quem morrer no campo será devorado pelos corvos’”.
25 Acabe, influenciado por sua
mulher, Jezabel, cometeu todo tipo de pecado contra o Eterno. Ele foi muito
pior que seus antecessores. Entregou-se a atos perversos diante dos
ídolos, como os amorreus que o Eterno tinha expulsado do território de Israel.
27 Quando Acabe ouviu as
palavras de Elias, rasgou a própria roupa, vestiu panos de saco e jejuou. Ele
até dormia com panos de saco e andava cabisbaixo.
28 Então, o Eterno disse a Elias,
o tesbita: “Observe que Acabe acatou a minha
palavra e se humilhou diante de mim. Por causa do seu arrependimento, não
causarei desgraça durante a vida de Acabe, mas durante o reinado de seu filho."
1Reis 22
As profecias
dos falsos profetas
"1 Durante três anos, não
houve guerra entre a Síria e Israel. No terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi
encontrar-se com o rei de Israel. O rei de Israel disse aos seus oficiais:
“Vocês sabiam que Ramote-Gileade nos pertence e que não estamos fazendo nada
para tomá-la do rei da Síria?’’.
4 Ele se virou para Josafá e
disse: “Você gostaria de me acompanhar na batalha para recapturar
Ramote-Gileade?”. Josafá respondeu: “Sem dúvida. Conte comigo para o que for
preciso. Minhas tropas são suas tropas, e meus cavalos, seus cavalos”.
Ele fez apenas uma ressalva: “Antes de qualquer coisa, consulte o Eterno
a respeito do assunto”.
6 O rei de Israel reuniu cerca de
quatrocentos profetas e lançou a pergunta: “Devemos ir atacar Ramote-Gileade,
ou não?”.
Eles disseram: “Vão. O Eterno a entregará nas mãos do rei”.
7 Mas Josafá insistiu: “Há
mais algum profeta do Eterno aqui, a quem possamos consultar?”.
8 O rei de Israel disse a Josafá:
“Na verdade, há mais um. Mas não gosto dele. Ele nunca diz nada de bom a
meu respeito, só prevê destruição e calamidade. É Micaías, filho de
Inlá”. Josafá disse:
“O rei não deve falar assim de um profeta”.
9 Então, o rei de Israel ordenou a
um dos seus oficiais: “Vá buscar Micaías, filho de Inlá”.
10 Enquanto aguardavam, o rei de
Israel e Josafá estavam sentados no trono, vestidos em trajes reais diante dos
portões da cidade de Samaria. Todos os profetas profetizavam diante deles.
Zedequias, filho de Quenaaná, tinha feito um par de chifres de ferro e
anunciava: “Assim diz o Eterno: ‘Com esses chifres, você ferirá os arameus até
não sobrar nada! Todos os profetas clamavam: “Amém! Ataque Ramote-Gileade! É
vitória na certa!
O Eterno a entregará em suas mãos".
13 O mensageiro que foi chamar
Micaías disse ao profeta:
“Todos os profetas estão apoiando o rei. É bom que você também diga ‘sim’ a
ele”.
14 Mas Micaías disse: “Assim
como vive o Eterno, direi o que o Eterno disser".
15 Quando Micaías se apresentou, o
rei perguntou ao profeta: “Então, Micaías, devemos atacar Ramote-Gileade, ou
não?”.
Ele respondeu: “Vá em frente! É vitória na certa. O Eterno a entregará em suas
mãos!”.
16 O rei disse: “Quantas vezes já
pedi a você que falasse apenas a verdade para mim?”.
17 Micaías disse: “Então, está
bem. Já que insiste, lá vai: “Vi todo o Israel espalhado sobre os montes
como ovelhas sem pastor. Ouvi o Eterno dizer: ‘Esses não têm quem diga a eles o
que fazer. Voltem para casa e façam o melhor que puderem por vocês mesmos’.
18 O rei de Israel virou para
Josafá e disse: “Você viu! Eu não disse que ele nunca fala nada de bom a meu
respeito, só me dá notícia ruim?”.
19 Micaías continuou: “Não
terminei ainda. Ouça a palavra do Eterno: “Vi o Eterno em seu trono, e todos os
anjos do exército celestial ao seu redor, à direita e à esquerda. O Eterno
perguntou: ‘Como poderemos enganar Acabe para atacar Ramote-Gileade?’. Alguns
diziam uma coisa, outros diziam outra. Até que um espirito deu um passo à
frente, pôs-se diante do Eterno e disse: ‘Eu o enganarei’. O Eterno
perguntou: ‘De que maneira você o enganará?’. O espirito respondeu: ‘É fácil. Sairei
e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas.
O Eterno disse: ‘Se você acha que consegue enganá-los, vá em frente e
seduza-o!’. “E foi o que aconteceu. O Eterno pôs um espírito mentiroso na boca
de todos estes seus profetas. Mas foi o Eterno que decretou essa calamidade”.
24 No mesmo instante, Zedequias,
filho de Quenaaná, deu um murro no nariz de Micaías e disse: “Desde quando o Espírito
do Eterno me abandonou e se apossou de você?”.
25 Micaías disse: “Você logo
saberá. Você descobrirá quando estiver apavorado, procurando um lugar para se
esconder”.
26 O rei de Israel disse: “Levem
Micaías daqui! Entreguem-no a Amom, juiz da cidade, e a Joás, filho do rei, com
este recado:
‘O rei mandou pôr este homem na cadeia. Ele deve ser tratado com pão e água até
que eu volte em paz’”.
28 Micaías disse: “Se você
voltar inteiro, é porque não sou profeta do Eterno”. Disse ainda: “Quando
acontecer tudo isso, ó povo, lembrem-se de quem vocês ouviram isso!”.
29 O rei de Israel e Josafá, rei
de Judá, atacaram Ramote-Gileade. O rei de Israel disse a Josafá: “Use seu
traje real.
Eu vou me disfarçar e entrar na guerra”. E o rei de Israel entrou disfarçado na
guerra.
31 O rei da Síria tinha ordenado
aos trinta e dois comandantes dos carros de guerra: “Não se preocupem com os
soldados, quer sejam fortes, quer fracos. O alvo de vocês é o rei de Israel”.
32 Quando os comandantes dos
carros viram Josafá, disseram: “Ali está ele! O rei de Israel!”. E foram atrás
dele, mas Josafá gritou, e os comandantes perceberam que estavam perseguindo o
homem errado. Desistiram de persegui-lo, porque não era o rei de Israel.
34 Naquele momento, um soldado
lançou uma flecha sem alvo específico contra o exército, e ela atingiu o rei de
Israel nas juntas de sua armadura. O rei disse ao condutor do carro:
“Dê meia-volta! Tire-me daqui, porque estou ferido”.
35 A batalha foi intensa o dia
inteiro. O rei assistia ao combate escorado no seu carro. Ele morreu naquela
noite. O sangue do ferimento formou uma poça no carro. Ao pôr do sol,
ouviram-se gritos entre a multidão: “Vamos embora! Voltem para casa!
O rei morreu!”.
37 O rei foi levado para Samaria e
ali foi sepultado. Os soldados lavaram o carro dele no tanque de Samaria, no
qual as prostitutas da cidade se banhavam, e os cachorros lamberam o sangue do
rei, como o Eterno tinha anunciado.
39 O restante da vida de Acabe e
tudo que realizou — a construção do palácio de marfim, as cidades que fundou e
o sistema de defesa que construiu — estão registrados nas Crônicas dos Reis de
Israel. Ele foi sepultado no túmulo da família, e seu filho Acazias foi seu
sucessor.
41 Josafá, filho de Asa, começou a
reinar em Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel. Josafá tinha 35 anos de
idade quando começou a reinar, e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua
mãe se chamava Azuba, filha de Sili. Ele continuou nos caminhos de seu pai,
Asa, sem se desviar, e agradou ao Eterno. Mas não eliminou os altares das
religiões pagãs que promoviam a prostituição. O povo continuou orando e
oferecendo sacrifícios nesses altares idólatras. Ele mantinha um bom
relacionamento com o rei de Israel.
45 O restante da vida de Josafá,
tudo que realizou e suas guerras estão registrados nas Crônicas dos Reis de
Judá. Ele também eliminou os prostitutos cultuais deixados por seu pai Asa.
47 Durante seu reinado, Edom não
tinha rei, apenas um governador.
48 Josafá construiu navios de alto
mar para trazer ouro de Ofir. Mas os navios nunca chegaram lá. Naufragaram em
Eziom-Geber. Na época, Acazias, filho de Acabe, propôs juntar os marinheiros de
Josafá com os de Acazias, mas Josafá não concordou.
50 Josafá morreu e foi sepultado
no túmulo da família, na Cidade de Davi, seu antepassado. Seu filho Jeorão o
sucedeu.
51 Acazias, filho de Acabe,
começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo sétimo ano de Josafá, rei
de Judá. Ele reinou dois anos em Israel. Cometeu muitos pecados diante do
Eterno, seguindo os caminhos de seu pai e de sua mãe e também de Jeroboão,
filho de Nebate, que levou Israel a viver em pecado. Ele provocou a ira do
Eterno, o Deus de Israel, sacrificando nos altares de Baal. Foi pior que seu
pai."
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