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02 - Êxodo

 

 

O Segundo Livro de Moisés chamado Êxodo

Introdução

Êxodo quer dizer “saída”, e este livro trata do acontecimento mais importante da história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. O livro tem quatro partes principais: 1) A libertação dos israelitas; 2) A viagem até o monte Sinai; 3) A aliança de Deus feita com o seu povo no monte Sinai, onde Deus lhe deu as leis morais, civis e religiosas; 4) A construção de um lugar de adoração para o povo de Israel e as leis a respeito do sacerdócio e da adoração de Deus.

Acima de tudo, este livro descreve o que Deus fez, como ele libertou o seu povo e como, daquela gente, ele formou uma nação cheia de esperança no futuro.

A figura humana central do livro é Moisés, o homem a quem Deus escolheu para tirar o seu povo do Egito. No capítulo 3 lemos como Deus chamou Moisés e lhe revelou o seu nome sagrado
EU SOU O QUE SOU”. O trecho mais conhecido do livro é a lista dos dez mandamentos, no capítulo 20.

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 1

Os descendentes de Jacó no Egito

"1 Estes são os nomes dos israelitas que foram com Jacó para o Egito, cada um com sua família: Rúben, Simeão, Levi e Judá, Issacar, Zebulom e Benjamim, Dã e Naftali, Gade e Aser.
Ao todo, eram setenta pessoas da descendência de Jacó.
José já estava no Egito.

6 Então, José morreu, e morreram todos os seus irmãos e a geração inteira. Mas os descendentes de Israel continuaram a ter filhos. Eles eram extremamente férteis, e houve uma explosão populacional no país, que se encheu de israelitas.

8 Tempos depois, um novo rei assumiu o poder no Egito. Ele nunca tinha ouvido falar de José e, apavorado, falou ao povo: “Há israelitas demais aqui! Temos de fazer alguma coisa. Precisamos de um plano para contê-los, para evitar que se aliem a algum inimigo nosso numa situação de guerra ou que deixem o país”.

11 A solução foi dividi-los em grupos para trabalhos forçados sob as ordens de capatazes. Eles construíram para o faraó as
cidades-armazém de Pitom e Ramessés. No entanto, quanto mais os egípcios os pressionavam, mais filhos os israelitas tinham. Havia crianças hebreias por todo canto! Os egípcios ficaram com tanto medo de não conseguir dominar os israelitas que passaram a tratá-los com mais crueldade, oprimindo-os com trabalho escravo. Eles eram atormentados pelos egípcios e obrigados a fazer tijolos de barro e a trabalhar pesado nos campos.
A sobrecarga de trabalho impunha a eles uma rotina cruel.

15 O rei do Egito teve uma conversa com duas parteiras dos hebreus, uma chamada Sifrá, e a outra, Puá. Ele ordenou: “Quando vocês fizerem o parto das mulheres dos hebreus, olhem para saber de que sexo é o bebê. Se for menino, matem-no; se for menina, deixem que viva”.

17 Mas as parteiras porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito havia ordenado; deixaram os meninos viver. O rei do Egito mandou chamá-las e perguntou: “Por que vocês não obedeceram às minhas ordens? Vocês deixaram que os meninos vivessem!”.

19 As parteiras responderam ao faraó: “As mulheres dos hebreus não são como as egípcias, porque têm muito vigor e dão à luz antes mesmo que as parteiras cheguem”.

20 Deus estava satisfeito com as parteiras. E o povo continuava a aumentar, tornando-se muito forte. E, como as parteiras honraram Deus, ele permitiu que elas também constituíssem família.

22 Então, o faraó expediu o seguinte decreto: “Todo menino que nascer deverá ser afogado no Nilo. Mas deixem as meninas viver”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 2

Nascimento e educação de Moisés

"1 Certo homem da família de Levi casou-se com uma levita.
A mulher engravidou e teve um filho. Ela percebeu que se tratava de uma criança especial; por isso, o escondeu durante três meses. Não podendo mais manter o segredo, preparou um cesto de papiro, impermeabilizou-o com piche e pôs a criança dentro dele. O cesto ficou flutuando por entre os juncos, à margem do Nilo.

4 A irmã mais velha do bebê procurou um local de onde pudesse observar o que aconteceria a ele. Pouco depois, a filha do faraó chegou ao Nilo para se banhar, e suas escravas ficaram caminhando pela margem do rio. De repente, ela avistou o cesto, que ainda flutuava no meio dos juncos, e mandou que uma escrava fosse buscá-lo. Ao abrir o cesto, ela encontrou a criança, um bebê que chorava! Ela ficou com pena da criança e disse: “Este bebê deve ser dos hebreus”.

7 No mesmo instante, apareceu a irmã do menino e disse a ela: “A senhora quer que eu vá e consiga entre os hebreus uma mulher para amamentar o bebê?”.

8 A filha do faraó disse: “Sim, vá!”.
A moça foi e chamou a mãe da criança.

9 E a filha do rei do Egito disse à mulher: “Leve esta criança e amamente-a para mim. Eu pagarei você”.
A mulher levou a criança e a amamentou.

10 Quando a criança foi desmamada, a mãe apresentou-a à filha do faraó, que o adotou como filho e deu a ele o nome de Moisés (Tirado), dizendo: “Eu o tirei da água”.

11 O tempo passou, e Moisés cresceu. Certo dia, ele foi observar seus irmãos hebreus e viu que eram submetidos a trabalhos forçados. Viu também um egípcio batendo num hebreu, um de seus parentes! Moisés olhou para os lados e, como não havia ninguém por perto, matou o egípcio, enterrando-o, depois, na areia.

13 No dia seguinte, ele voltou ao local, e dois hebreus estavam brigando. Ele disse ao homem que havia começado a briga:
Por que você está batendo no seu próximo?”.

14 O homem retrucou: “Quem você pensa que é para nos dizer o que devemos fazer? Vai me matar também, como matou o egípcio?”.
Moisés entrou em pânico e pensou: “Já descobriram o que fiz!”.

15 O faraó ficou sabendo do incidente e tentou matar Moisés, mas ele fugiu para a terra de Midiã.
Ao chegar, sentou-se à beira de um poço.

16 O sacerdote de Midiã tinha sete filhas. Elas vinham ao poço, tiravam água e enchiam os bebedouros das ovelhas de seu pai. Alguns pastores chegaram e as expulsaram dali, mas Moisés saiu em defesa delas e ajudou-as a dar água para as ovelhas.

18 Quando elas chegaram de volta à casa de Reuel, o pai comentou: “Vocês não demoraram hoje. Por que voltaram tão depressa?”.

19 Elas responderam: “Um egípcio nos livrou de um bando de pastores. Ele até tirou água para nós e deu para as ovelhas”.

20 O homem disse: “Mas onde ele está? Por que vocês o deixaram ali? Vão chamá-lo, para que venha comer conosco”.

21 Moisés concordou em ser hóspede daquele homem, que deu ao estrangeiro sua filha Zípora (Pássaro) para ser sua esposa.
Ela teve um menino, e Moisés deu a ele o nome de Gérson (Imigrante), dizendo: “Sou imigrante nesta terra estrangeira”.

23 Muitos anos depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam a Deus sob o regime de escravidão. E o pedido de libertação dos trabalhos forçados chegou a Deus:

24 Deus ouviu seus gemidos. E lembrou-se de sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó.

25 Deus viu o que estava acontecendo com Israel.
E entendeu a situação deles."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 3

Deus fala com Moisés do meio da sarça ardente

"1 Moisés estava cuidando do rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã. Certo dia, ele conduziu o rebanho para a extremidade oeste do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. O anjo do Eterno apareceu a ele nas chamas que saíam do meio de um arbusto.
Embora estivesse em chamas, o arbusto não se queimava.

3 Moisés pensou: “O que está havendo aqui? Isso é inacreditável! Por que o arbusto não é consumido pelo fogo?”.

4 O Eterno viu que ele havia parado para observar o fenômeno e o chamou do meio do arbusto: “Moisés! Moisés!”. Ele respondeu: “Sim, estou aqui!”.

5 E Deus disse: “Não se aproxime mais. Tire as sandálias dos pés. Você está pisando em solo sagrado”.

6 Ele prosseguiu: “Eu sou o Deus de seu pai: o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, pois ficou com medo de olhar para Deus.

7 E o Eterno disse: “Faz tempo que venho observando a aflição do meu povo no Egito. Ouvi o povo clamar por livramento das mãos dos seus senhores e conheço muito bem o sofrimento dos israelitas. Agora desci para ajudá-los, para livrá-los do domínio do Egito, tirá-los daquele país e levá-los para uma terra boa, ampla, cheia de leite e mel, hoje habitada por cananeus, hititas, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus.’’

9 “O pedido de socorro dos israelitas chegou até mim, e eu mesmo tenho visto o tratamento cruel que eles recebem dos egípcios. Está na hora de você voltar; estou enviando você ao faraó para tirar o meu povo do Egito, o povo de Israel”.

11 Moisés retrucou: “Mas, por que eu? O que te faz pensar que posso enfrentar o faraó e tirar os filhos de Israel do Egito?”.

12 Deus respondeu: “Eu vou com você. E a prova de que fui eu quem o enviou, será esta: Depois que você tiver tirado meu povo do Egito, vocês me prestarão culto aqui mesmo, neste monte”.

13 Moisés disse a Deus: "Suponha que eu vá ao povo de Israel e diga: ‘O Deus de seus pais me enviou a vocês’, e eles me perguntem: ‘Qual é o nome dele?’. O que devo dizer?”.

14 Deus disse a Moisés: “Eu sou quem sou. Diga ao povo de Israel: ‘Eu Sou me enviou a vocês’”.

15 Deus prosseguiu: “Diga aos israelitas: ‘O Eterno, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vocês’. Meu nome sempre foi esse, e é assim que sempre serei conhecido”.

16 “Agora, vá! Reúna os líderes de Israel e diga a eles: ‘O Eterno, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: ‘Vi o que está acontecendo com vocês no Egito e resolvi tirar vocês da aflição do Egito e levá-los para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra em que manam leite e mel’.

18 “Acredite em mim; eles darão ouvidos a você. Então, você e os líderes de Israel irão até o rei do Egito e dirão: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Precisamos de sua permissão para fazer uma viagem de três dias deserto adentro, e ali prestaremos culto ao Eterno, nosso Deus’.

19 “Sei que o rei do Egito não os deixará sair, a não ser que seja obrigado. Por isso, vou interferir e atingir o Egito em seu ponto fraco. Eles ficarão desnorteados com meus milagres e, depois, farão questão de mandá-los embora. Farei que o povo tenha uma calorosa despedida da parte dos egípcios. Quando vocês saírem, não irão embora de mãos vazias! Cada mulher deve pedir à sua vizinha e às hóspedes de sua casa objetos de prata e ouro, joias e roupas, e vocês as porão em seus filhos e filhas. Vocês vão deixar os egípcios sem nada!”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 4

Deus concede poderes a Moisés

"1 No entanto, Moisés previa uma dificuldade: “Eles não vão confiar em mim. Não vão acreditar numa palavra sequer. Eles vão dizer: ‘O Eterno apareceu a você? Que nada!’”.

2 Então, o Eterno disse: “O que é isso em sua mão?”.
Uma vara.” Respondeu Moisés.

3 “Jogue-a no chão”. Moisés obedeceu, e ela se transformou numa cobra. Ele tratou logo de ficar fora do alcance dela.

4 O Eterno ordenou a Moisés: “Estenda a mão e pegue-a pela cauda”. Ele fez isso, e a cobra voltou a ser uma vara em sua mão. “Assim, eles vão acreditar que o Eterno, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você”.

6 O Eterno disse ainda: Ponha a mão por baixo da camisa”. Ele obedeceu e, quando retirou a mão, viu que ela havia ficado leprosa, parecida com a neve.

7 O Eterno ordenou: "Ponha a mão de novo por baixo da camisa”. Ele fez isso e, quando retirou a mão, ela estava saudável, como antes.

8 “Se eles não acreditarem em você nem se convencerem com o primeiro sinal, vão acreditar depois do segundo. Mas, se, mesmo depois de ver os dois sinais, ainda não acreditarem nem derem ouvidos à sua mensagem, tire um pouco da água do Nilo e derrame-a sobre a terra. A água que você derramar se transformará em sangue quando tocar o chão”.

10 Moisés apresentou outra dificuldade ao Eterno: “Por favor, Senhor! Eu não sei falar bem. Nunca tive jeito com as palavras, nem antes nem depois de teres falado comigo. Eu nunca fui eloquente e sou inseguro para falar”.

11 O Eterno disse: “E quem você pensa que fez a boca do homem? Quem fez alguns mudos, outros surdos, os que enxergam e os cegos? Não fui eu, o Eterno? Por isso, vá! Eu estarei com você — e com sua boca! Estarei a seu lado, ensinando o que você deve dizer”.

13 Moisés insistiu: “Ah! Por favor, Senhor! Manda outra pessoa!”.

14 O Eterno irritou-se com Moisés: “Você não tem um irmão chamado Arão, o levita? Ele tem jeito com as palavras e fala bem. E, neste exato momento, ele está vindo para encontrar-se com você. Quando o encontrar, ele vai ficar feliz. Então, você dirá a ele o que dizer. E eu estarei presente na hora em que você falar e com ele quando ele falar. Vou instruí-los em cada detalhe. Ele falará ao povo em seu lugar. Ele fará o papel da sua boca, mas você é quem decidirá o que deve sair dela. Agora fique com essa vara, porque você precisará dela para realizar os sinais”.

18 Moisés voltou para a casa de seu sogro, Jetro e disse: “Preciso voltar para meus parentes no Egito. Quero ver se ainda estão vivos”. Jetro respondeu: “Vá em paz”.

19 E o Eterno disse a Moisés em Midiã: “Pode voltar para o Egito. Todos os que queriam matar você, já morreram”.

20 Moisés pôs sua esposa e seus filhos sobre um jumento e iniciou a viagem de volta para o Egito.
Todo esse tempo, levava na mão a vara de Deus.

21 O Eterno disse a Moisés: “Quando você voltar ao Egito, prepare-se: Todas as maravilhas que farei, por seu intermédio acontecerão na presença do faraó. Mas farei que ele fique irredutível e não deixe meu povo sair. Você deverá dizer ao faraó: ‘Esta é a mensagem do Eterno: Israel é meu filho, o meu filho mais velho! Eu disse a você: Liberte meu filho, para que ele me sirva. Mas você se recusou a libertá-lo. Por isso, vou matar seu filho, seu filho mais velho’”.

23 Na viagem de volta, quando acamparam para passar a noite, o Eterno encontrou Moisés e tentou matá-lo, mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou a dobra de pele que recobria o pênis de seu filho e, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: “Você é um marido sanguinário para mim!”. Então, o Eterno o deixou. Ela usou a expressão “marido sanguinário” por causa da circuncisão."

24 O Eterno falou a Arão: “Vá se encontrar com Moisés no deserto”. Ele obedeceu, encontrou o irmão no monte de Deus e o beijou. Moisés transmitiu a Arão a mensagem do Eterno e falou dos sinais que, por ordem dele, iria realizar. Então, Moisés e Arão reuniram todos os líderes de Israel. Arão fez um relato de tudo que o Eterno havia falado a Moisés, que realizou os sinais já mencionados diante deles. O povo acreditou que o Eterno estava preocupado com a situação dos israelitas e sabia da opressão que sofriam. Depois de escutar a mensagem, eles se curvaram e adoraram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 5

Moisés e Arão falam a Faraó

"1 Finalmente, Moisés e Arão apresentaram-se ao faraó e disseram: “Isto é o que diz o Eterno, o Deus de Israel: ‘Liberte meu povo, para que celebre uma festa em minha homenagem no deserto’”.

2 Mas o faraó retrucou: “Quem é o Eterno, para que eu de importância ao que ele diz e mande Israel embora? Não sei quem é esse Eterno e é lógico que não vou mandar Israel embora”.

3 Eles disseram: “O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro. Deixe-nos fazer uma viagem de três dias deserto adentro, para que possamos prestar culto ao nosso Eterno, de modo que ele não nos aflija com doença ou morte”.

4 O rei do Egito replicou: “Moisés e Arão, por que vocês acham que devo liberar o povo? Voltem ao trabalho!”. E acrescentou: “Essa gente já trabalha pouco, e vocês ainda querem que eu de folga para eles?”.

6 A retaliação do faraó veio na hora. Ele deu ordens aos feitores e seus subordinados: "Não forneçam palha como antes para o povo fazer tijolos. De agora em diante, eles mesmos vão ter de providenciar a palha. E isso não significa redução da cota diária. Eles vão ter de produzir a mesma quantidade de tijolos! Isso porque estão ficando preguiçosos e ficam dizendo por aí: ‘Libere-nos do trabalho, para que possamos adorar ao nosso Deus’, Não deem moleza a esses folgados. Assim, eles param de fazer reivindicações e esquecem essa história de adorar a Deus”.

8 Os feitores e seus subordinados foram passar as novas instruções ao povo: “Ordens do faraó; não se fornecerá mais palha. Recolham vocês mesmos a palha onde puderem
encontrá-la. Mas não se reduzirá um único tijolo de sua cota diária!
”. E o povo espalhou-se pelo Egito em busca de palha.

13 Os feitores não tinham misericórdia e pressionavam os escravos: “Cumpram sua cota! Queremos a mesma quantidade de quando recebiam palha”.

14 Os capatazes israelitas foram açoitados a mando dos feitores, os egípcios queriam saber: “Por que vocês não cumpriram a cota de tijolos ontem, anteontem e hoje de novo?”

15 Os capatazes israelitas imploraram ao faraó por uma redução da carga de trabalho: “Por que o senhor está tratando seus servos assim? Ninguém nos dá mais palha e ainda nos dizem: ‘Façam tijolos!’. Olhe para nós! Estamos sendo agredidos sem ter culpa!”.

17 Mas o faraó respondeu: “Preguiçosos! É isso que vocês são! Preguiçosos! É por isso que ficam exigindo: ‘Queremos uma folga para adorar ao Eterno’. Voltem ao trabalho! Ninguém dará palha a vocês, e é melhor que cumpram a cota diária de tijolos”.

19 Os capatazes israelitas viram que estavam em situação difícil, pois teriam de voltar e dizer aos trabalhadores: “Nem um tijolo a menos na produção do dia”.

20 Ao sair da presença do faraó, eles encontraram Moisés e Arão, que os aguardavam. Os capatazes disseram: “Que o Eterno veja o que vocês fizeram e os julgue, porque vocês nos puseram numa situação insustentável diante do faraó e de seus servos! Puseram nas mãos deles a arma que vai acabar conosco!”.

22 Moisés orou ao Eterno e perguntou: “Por que tratas tão mal este povo? E por que me enviaste? Desde o momento em que fui falar ao faraó em teu nome, as coisas só pioraram para o povo. Libertação? É essa a ‘libertação’ que pretendias?”."

 

Êxodo 6

Deus promete livrar os israelitas

"1 O Eterno disse a Moisés: “Você verá o que vou fazer com o faraó. Pelo poder da minha mão, ele os deixará partir; pelo poder da minha mão, eles os expulsarão do país”.

2 Deus ainda garantiu a Moisés: “Eu sou o Eterno. Apareci a Abraão, Isaque e Jacó como o Deus Forte, mas eles não me conheceram pelo meu nome, Eterno (Eu Estou Presente). Também fiz uma aliança com eles e prometi dar a eles a terra de Canaã, lugar que habitavam na condição de estrangeiros. Quando ouvi os gemidos dos israelitas, que os egípcios continuam a escravizar, lembrei-me da minha aliança. Portanto, diga aos israelitas o seguinte:

6 “‘Eu sou o Eterno. Vou livrar vocês desse trabalho desumano. Vou resgatá-los da escravidão e, para redimir vocês, vou interferir com alguns castigos bem severos. Vou tirá-los do Egito, porque vocês são meu povo, e eu serei o Deus de vocês. Vocês saberão que eu sou o Eterno, seu Deus, que os livrou dos trabalhos forçados no Egito. E vou levar vocês para a terra que prometi dar a Abraão, Isaque e Jacó. Ela será o país de vocês. Eu Sou o Eterno’”.

9 Mas, quando Moisés transmitiu a mensagem aos israelitas, eles nem deram atenção, porque a dura condição de escravos havia deixado todos eles com o espírito abatido.

10 Então, o Eterno disse a Moisés: “Vá e fale com o rei do Egito, para que ele liberte os israelitas”.

12 Moisés respondeu ao Eterno: “Os israelitas sequer me dão atenção. Como esperas que o faraó vá me ouvir? Além disso, eu não sei falar bem.”.

13 Mas o Eterno expôs a Moisés e Arão os fatos em relação aos israelitas e ao faraó e reforçou a ordem de que conduzissem os israelitas para fora da terra do Egito.

14 Estes são os chefes das tribos: Os filhos de Rúben, filho mais velho de Israel: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. São essas as famílias de Rúben.

15 Os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananeia. São essas as famílias de Simeão.

16 Esses são os nomes dos filhos de Levi por ordem de nascimento: Gérson, Coate e Merari. Levi viveu cento e trinta e sete anos.

17 Os filhos de Gérson segundo suas famílias: Libni e Simei.

18 Os filhos de Coate: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel. Coate viveu cento e trinta e três anos.

19 Os filhos de Merari: Mali e Musi. São esses os filhos de Levi por ordem de nascimento.

20 Anrão casou-se com sua tia Joquebede, e ela teve Arão e Moisés. Anrão viveu cento e trinta e sete anos.

21 Os filhos de Isar: Corá, Nefegue e Zicri.

22 Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.

23 Arão casou-se com Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela teve Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar.

24 Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe. Essa é a família dos coraítas.

25 Eleazar, filho de Arão, casou-se com uma das filhas de Putiel, e ela teve Fineias. Esses são os líderes das famílias levitas, família por família.

26 A esse Arão e a esse Moisés, o Eterno havia ordenado: “Tire da terra do Egito os israelitas segundo seus clãs”. Foram esses homens, Moisés e Arão, que disseram ao faraó, rei do Egito, que libertasse os israelitas.

28 Era essa a situação quando o Eterno falou outra vez a Moisés, no Egito.

29 Deus dirigiu-se a Moisés, dizendo: “Eu sou o Eterno. Diga ao faraó, rei do Egito, tudo que eu disser”.

30 Mas Moisés respondeu: “Olha para mim! Eu não sei falar bem. Por que o faraó me daria atenção?”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 7

O início das pragas

"1 O Eterno disse a Moisés: “Preste atenção. Você vai parecer um deus para o faraó, e Arão será seu profeta. Você vai falar tudo que eu ordenar, e seu irmão o transmitirá ao faraó. Então, ele libertará os israelitas da sua terra. Ao mesmo tempo, farei o faraó resistir e, em seguida, vou encher o Egito de sinais e maravilhas. O faraó não vai dar atenção a vocês, mas darei um jeito no Egito e tirarei meus soldados de lá, isto é, meu povo, formado por israelitas, com meus atos poderosos de julgamento. Os egípcios vão perceber que sou o Eterno quando eu interferir e tirar os israelitas daquela terra”.

6 Moisés e Arão fizeram exatamente o que o Eterno havia ordenado. Por ocasião dessa audiência com o faraó, Moisés tinha 80 anos de idade, e Arão, 83 anos.

8 O Eterno instruiu Moisés e Arão: “Quando o faraó disser: ‘Deem prova de quem vocês são e realizem algum milagre’, diga a Arão: ‘Pegue sua vara e jogue-a diante do faraó, e ela se transformará numa serpente

10 Moisés e Arão foram à presença do faraó e fizeram o que o Eterno havia ordenado. Arão jogou sua vara diante do faraó e de seus servos, e ela se transformou em uma serpente.

11 O faraó mandou chamar seus sábios e feiticeiros. Os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio de seus encantamentos; cada um deles jogou sua vara no chão, e elas se transformaram em serpentes. Mas a vara de Arão engoliu as outras.

13 Mesmo assim, o faraó mostrou-se obstinado como nunca e não deu atenção a eles, como o Eterno havia dito.

14 O Eterno disse a Moisés: “O faraó é um homem obstinado. Ele se recusa a libertar o povo. Amanhã bem cedo, vá encontrar-se com o faraó, na hora de seu passeio pelo rio. Na margem do Nilo, pegue a vara que se transformou em serpente e diga ao faraó: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, enviou-me a você com a seguinte mensagem: Liberte meu povo, para que prestem culto a mim no deserto. Até agora, você não me deu atenção. Mas você vai reconhecer que sou o Eterno. Com esta vara que estou segurando, vou tocar as águas do rio Nilo. Elas se transformarão em sangue, os peixes do Nilo vão morrer e o rio vai cheirar mal. Por causa disso, os egípcios não poderão beber das águas do Nilo’”.

19 O Eterno disse também a Moisés: “Diga a Arão: Agite sua vara sobre as águas do Egito, sobre rios, canais, lagos e reservatórios, para que se transformem em sangue’. Haverá sangue em todo canto no Egito, até mesmo nas vasilhas e panelas”.

20 Moisés e Arão fizeram exatamente como o Eterno havia ordenado. Arão ergueu sua vara e bateu com ela nas águas do Nilo, diante dos olhos do faraó e de sua comitiva. Toda a água do Nilo transformou-se em sangue. Os peixes do Nilo morreram, o rio começou a cheirar mal e os egípcios não podiam beber da água do Nilo. Havia sangue por toda parte no Egito.

22 Mas os magos do Egito fizeram a mesma coisa com seus encantamentos, e o faraó continuou obstinado. Ele não deu atenção a eles, como o Eterno havia predito. Voltou as costas para eles e voltou para o palácio. Todos os egípcios tiveram de cavar perto do rio para achar água, pois não podiam beber a água do Nilo. Depois que o Eterno atingiu o Nilo, passaram-se sete dias."

 

 

 

 

Êxodo 8

Segunda praga: rãs

"5 O Eterno disse a Moisés: “Diga ao faraó: ‘Mensagem do Eterno: Liberte o meu povo para que me prestem culto. Se você se recusar a libertá-lo, estou avisando, atingirei o país inteiro com rãs. O Nilo vai fervilhar de rãs, e elas invadirão suas casas, entrarão nos quartos e subirão nas camas, bem como nos aposentos de seus servos; estarão no meio do povo, dentro dos fornos, das vasilhas e das panelas; estarão em cima de você e de todos os outros; haverá rãs por toda parte e em cima de tudo!
‘O Eterno disse ainda: “Diga a Arão: ‘Agite sua vara sobre os rios, canais e lagos. Faça subir rãs sobre a terra do Egito’”.

6 Arão estendeu sua vara sobre as águas do Egito, e surgiu uma multidão de rãs, que cobriram todo o país.

7 Mas, de novo, os magos com seus encantamentos também fizeram surgir rãs no Egito.

8 O faraó chamou Moisés e Arão e lhes disse: "Orem ao Eterno para que nos livre dessas rãs. Eu vou liberar o povo para que façam seus sacrifícios e prestem culto ao Eterno”.

9 Moisés disse ao faraó: “Está bem, é só marcar a hora. Quando você vai querer que as rãs saiam daqui e deixem seus servos, seu povo e suas casas? Você ficará livre das rãs, com exceção das que estão no Nilo”.

10 O faraó pediu: “Faça isso amanhã”. Moisés concordou: “Pois será amanhã, para que você saiba que não há nenhum Deus como o Eterno. As rãs serão removidas. Você, suas casas, seus servos e seu povo ficarão livres delas.
Só restarão são as que já estão no Nilo”.

12 Moisés e Arão saíram da presença do faraó, e Moisés orou ao Eterno por causa das rãs que ele havia enviado sobre o faraó.
O Eterno respondeu à oração de Moisés, e todas as rãs morreram. Casas, pátios e campos ficaram livres delas. Por todo canto, havia rãs mortas, amontoadas em pilhas enormes, e o país inteiro cheirava mal por causa delas.

15 Mas, quando o faraó viu que a situação estava resolvida, permaneceu obstinado e não cumpriu com sua palavra, como o Eterno havia predito.

16 O Eterno disse a Moisés: “Diga a Arão: ‘Golpeie o pó da terra com sua vara. O pó vai se transformar em piolhos por todo o Egito’.

17 E foi o que ele fez. Arão golpeou o pó da terra com sua vara, e a areia se transformou em piolhos, que atacaram as pessoas e os animais. Todo o pó da terra foi transformado em piolhos, e eles infestaram o Egito.

18 Os magos tentaram fazer surgir piolhos por meio de encantamentos, mas, dessa vez, não conseguiram. Os piolhos estavam por toda parte, sobre pessoas e animais.

19 Os magos disseram ao faraó: “É a mão de Deus”. Mas o faraó continuou obstinado e não cedeu, como o Eterno havia predito.

20 O Eterno disse a Moisés: "Levante-se amanhã bem cedo e vá ao encontro do faraó, quando ele estiver a caminho das águas, e transmita este recado: ‘Mensagem do Eterno: Liberte o meu povo, para que me prestem culto. Se você não libertar o meu povo, mandarei enxames de moscas sobre você, sobre seus servos, seu povo e suas casas. As casas dos egípcios e até o chão em que pisam ficarão infestados de moscas. Mas, quando isso acontecer, vou isolar Gósen, onde meu povo vive, como se fosse um santuário, as moscas não chegarão ali. Assim, você saberá que sou o Eterno nesta terra. Farei uma clara distinção entre o seu povo e o meu. Esse sinal acontecerá amanhã’”.

24 E foi o que o Eterno fez. Densos enxames de moscas infestavam o palácio do faraó e as casas dos seus súditos. O Egito agora era um país coberto de moscas.

25 O faraó chamou Moisés e Arão e disse: “Está bem, está bem! Podem ir sacrificar ao seu Deus, mas façam isso aqui, neste país”. Moisés retrucou: “Isso não seria prudente. Os egípcios vão ficar escandalizados com os sacrifícios que fazemos ao Eterno. Se apresentarmos os sacrifícios aqui, o povo vai se sentir tão ofendido que vai querer nos matar. Queremos permissão para uma viagem de três dias deserto adentro e para sacrificar ao nosso Eterno Deus, conforme ele nos instruiu”.

28 O faraó disse: “Tudo bem. Libero vocês para. sacrificar ao seu Eterno Deus no deserto. Mas não se afastem muito.
E orem por mim”.

29 Moisés respondeu: “Assim que eu sair daqui, vou orar ao Eterno para que amanhã as moscas deixem o faraó, seus servos e seu povo. Mas não brinque conosco. Não tente mudar de ideia e nos impedir, outra vez, de sacrificar ao Eterno!”.

30 Moisés saiu da presença do faraó e orou ao Eterno, que atendeu ao pedido de Moisés e livrou das moscas o faraó, seus servos e seu povo. Não sobrou uma única mosca no Egito. Mas, de novo, o faraó se mostrou obstinado e não liberou o povo."

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 9

Quinta praga: peste nos animais

"1 O Eterno disse a Moisés: “Vá até o faraó e diga-lhe: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, diz o seguinte: Liberte o meu povo, para que me prestem culto. Se você se recusar a me ouvir e continuar a segurá-lo, estou avisando: o Eterno atingirá seus animais que estão no campo — cavalos, jumentos, camelos, gado, ovelhas — com uma grave doença. E também, desta vez, fará clara separação entre os animais de Israel e os do Egito. Nenhum animal dos israelitas morrerá”.

5 O Eterno marcou a hora: “Isso acontecerá amanhã”.

6 E foi o que o Eterno fez no dia seguinte. Todos os animais do Egito morreram, mas não morreu nem um só dos animais dos israelitas. O faraó enviou alguns homens para averiguar, e nenhum animal dos israelitas havia morrido, nem um sequer. Mesmo assim, o faraó continuou obstinado e não deu permissão para o povo sair.

8 O Eterno disse a Moisés e Arão: “Peguem um punhado de cinza de uma fornalha, e Moisés deve jogá-la para o ar, bem diante dos olhos do faraó. Uma fina camada de pó vai cobrir todo o Egito e provocar feridas, uma praga de furúnculos que atingirá pessoas e animais em todo o país”.
Então, eles recolheram cinza de uma fornalha e a jogaram para o ar, na presença do faraó. O pó fino fez brotar furúnculos nas pessoas e nos animais. Mais uma vez, os magos não foram capazes de competir com Moisés por causa dos furúnculos, pois eles mesmos estavam cobertos deles, como os demais habitantes do Egito.

12 E o Eterno fez aumentar a obstinação do faraó. O rei do Egito se manteve irredutível, como o Eterno havia predito.

13 O Eterno disse a Moisés: “Levante-se amanhã bem cedo, vá ao encontro do faraó e diga a ele: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, diz o seguinte: Liberte meu povo para que me prestem culto. Dessa vez, atingirei você, seus servos e seu povo com toda a minha força, para que você entenda que não há ninguém como eu em nenhum lugar da terra. Você sabe que eu já poderia ter eliminado você e seu povo com doenças mortais, sem deixar ninguém para contar a história. Mas eu o mantive vivo por uma única razão: fazê-lo reconhecer o meu poder, para que a minha reputação se espalhe por toda a terra. Você ainda está se fortalecendo à custa do meu povo e não o deixa sair. Mas isto é o que vai acontecer: amanhã, a esta mesma hora, enviarei uma terrível tempestade de granizo, como nunca houve no Egito desde a sua fundação. Portanto, abrigue seus animais, pois quando o granizo cair tudo que estiver ao ar livre morrerá — pessoas e animais’.

20 Os membros da corte do faraó que tinham respeito pela palavra do Eterno puseram seus escravos e animais em abrigos o mais rápido que puderam, mas os que não a levavam a sério deixaram seus trabalhadores e animais ao ar livre.

22 O Eterno disse a Moisés: “Estenda as mãos para o céu. Dê o sinal para que o granizo caia sobre o Egito, sobre pessoas, animais e plantações do Egito”.

23 Moisés ergueu sua vara na direção ao céu, e o Eterno fez trovejar e cair granizo por entre os relâmpagos. Choveu granizo sobre toda a terra do Egito, e os relâmpagos acentuavam a violência da tempestade. Nunca havia acontecido nada igual no Egito, em toda a sua história. O granizo arrasou o país. Tudo que estava a céu aberto nos campos foi esmagado, pessoas, animais e plantações. Até as árvores nos campos foram derrubadas. A única exceção foi Gósen, onde os israelitas moravam, não caiu granizo na terra deles.

27 O faraó convocou Moisés e Arão e disse: “Desta vez, pequei, com toda a certeza! O Eterno está com a razão, eu e meu povo é que estamos errados. Orem ao Eterno. Chega de trovões e de granizo mandados pelo Eterno! Vocês estão liberados para ir. Quanto mais cedo saírem, melhor!”.

29 Moisés respondeu: “Assim que eu sair da cidade, vou estender os braços ao Eterno. Os trovões vão cessar, e o granizo deixará de cair, para que você saiba que esta terra pertence ao Eterno. Mesmo assim, sei que você e seus súditos não têm nenhum respeito pelo Eterno”.

31 (O linho e a cevada, que já haviam amadurecido, foram destruídos, mas o trigo e o centeio escaparam, pois só mais tarde iriam amadurecer).

33 Moisés saiu da presença do faraó e da cidade. Então, estendeu os braços ao Eterno. Os trovões e o granizo cessaram, e passou a tempestade.

34 Dito e feito; ao ver que a chuva, o granizo e os trovões haviam cessado, o faraó continuou em seu pecado, mais obstinado do que nunca, ele e os membros da corte. O coração do faraó estava duro como pedra. Mais uma vez, ele se recusou a liberar os israelitas, como o Eterno havia dito a Moisés."

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 10

Oitava praga: gafanhotos

"1 O Eterno disse a Moisés:
Apresente-se ao faraó. Fui eu quem causou sua obstinação, a dele e a dos membros da corte, para obrigá-lo a testemunhar meus sinais, para que vocês pudessem contar a seus filhos e netos que tripudiei sobre os egípcios, como zombei deles, e para que todos vocês saibam que eu sou o Eterno”.

3 Moisés e Arão apresentaram-se ao faraó e disseram: “O Eterno, o Deus dos hebreus, diz o seguinte: Até quando você vai se recusar a se dobrar perante mim? Liberte meu povo, para que prestem culto a mim. Se você se recusar a libertá-lo, cuidado! Amanhã, vou enviar uma nuvem imensa de gafanhotos sobre o país. Eles cobrirão cada centímetro do chão, e ninguém conseguirá enxergá-lo. Os gafanhotos vão devorar o que sobrou da tempestade de granizo; nem as árvores que estiverem nascendo nos campos vão escapar. Eles vão invadir sua casa e infestarão as casas dos membros da corte e todas as outras casas do Egito. Afirmo que nunca se viu nada igual, desde o tempo em que seus antepassados puseram o pé nesta terra’”.
Depois de entregar o recado, eles viraram as costas e saíram da presença do faraó.

7 Os membros da corte disseram: “Até quando você vai deixar esse homem nos atormentar? Deixe esse povo ir e prestar culto ao Eterno, o Deus deles. Não percebe que o Egito está indo para o buraco?”.

8 Então, Moisés e Arão foram chamados de volta à presença do faraó, e ele disse: “Está bem! Vão e prestem culto ao Eterno, o Deus de vocês. Mas preciso saber quem vai e quem fica”.

9 Moisés respondeu: “Vamos levar jovens e velhos, filhos e filhas, rebanhos e gado, porque será um culto de celebração ao Eterno”.

10 O faraó retrucou: “Eu até os enviaria com as bênçãos do Eterno, mas de modo algum vou permitir que levem seus filhos. Olhem aqui, vocês não estão com boas intenções, basta olhar para vocês! Nada feito! Só os homens irão. Se quiserem assim, vão e prestem culto ao Eterno. Não é o que tanto desejam?”.
E foram expulsos da presença do faraó.

12 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o Egito e de o sinal para que os gafanhotos cubram a terra do Egito e devorem todas as folhas deste país, tudo que o granizo não destruiu”.

13 Moisés estendeu sua vara sobre a terra do Egito, e o Eterno fez soprar um vento oriental durante aquele dia inteiro e por toda aquela noite. Pela manhã, os gafanhotos chegaram, trazidos pelo vento oriental.

14 Os gafanhotos cobriram toda a terra do Egito, ocupando cada centímetro do solo. O país foi tomado de assalto pelos insetos. Nunca havia acontecido uma invasão tão maciça de gafanhotos, e não haverá outra igual. Eles devoraram tudo, cada folha, cada pedaço de fruta, tudo que o granizo não havia destruído.
O estrago foi imenso: tudo que restou foram árvores desfolhadas e campos desnudos — o verde foi banido de toda a terra do Egito.

16 Imediatamente, o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Pequei contra o Eterno, o seu Deus, e também contra vocês. Relevem meu pecado mais uma vez. Orem ao Eterno, o Deus de vocês, para que ele me livre desta calamidade e retire a morte deste lugar!”

18 Moisés saiu da presença do faraó e orou ao Eterno. O Eterno, então, inverteu a direção do vento: um forte vento, vindo do oeste, empurrou os gafanhotos para o mar Vermelho. Não sobrou um único gafanhoto em toda a terra do Egito.

20 Mas o Eterno manteve o faraó em sua obstinação. E o rei, mais uma vez, recusou-se a liberar os israelitas.

21 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão para o céu. Faça escurecer a terra do Egito, uma escuridão tão densa que seja quase palpável”.

22 Moisés estendeu a mão para o céu, e ninguém mais conseguia enxergar ninguém. Durante três dias, ninguém se atreveu a sair do lugar. A única exceção eram os israelitas, pois havia luz no lugar em que moravam.

24 O faraó chamou Moisés e disse: “Você todos podem ir e prestar culto ao Eterno, só que os rebanhos e o gado ficam aqui. Mas não vou proibir vocês de levar os filhos”.

25 Moisés retrucou: “Você tem de nos deixar levar os animais, porque precisamos deles para os sacrifícios que vamos oferecer em adoração ao nosso Deus, o Eterno. Os animais têm de seguir conosco, nem mesmo um casco deve ficar para trás. Eles fazem parte do culto que prestaremos ao nosso Deus, o Eterno, e só quando chegarmos lá é que saberemos do que vamos precisar”.

27 Mas o Eterno manteve o faraó em sua obstinação. E ele não concordou em liberar o povo.

28 O faraó disse a Moisés: “Sumam daqui! E muito cuidado! Nunca mais quero ver vocês. Se aparecerem na minha frente de novo, vocês vão morrer!”.

29 Moisés disse: “Seja como você quer. Nunca mais me verá”."

 

 

 

 

 

 

Êxodo 11

Deus anuncia a décima praga

"1 O Eterno disse a Moisés: “Vou atingir o faraó e o Egito mais uma vez, e será a última. Depois disso, ele os deixará sair. Quando ele os libertar, o Egito será passado para vocês. Eles vão querer livrar-se de vocês o mais rápido possível.

2 “Façam o seguinte: digam aos homens e mulheres do povo que peçam aos vizinhos objetos de prata e de ouro”.
Deus fez que os egípcios se mostrassem generosos. Além disso, Moisés era muito admirado pelos egípcios, uma figura pública de respeito entre os membros da corte e o povo em geral.

4 Moisés, mais uma vez, advertiu o faraó: “Mensagem do Eterno: ‘Hoje, à meia-noite, passarei por todo o Egito, e todos os primogênitos no Egito morrerão, desde o primogênito do faraó, que se senta em seu trono, até o primogênito da escrava que trabalha no moinho, até mesmo os primogênitos dos animais. Haverá choro de uma ponta a outra do país, um lamento como nunca se ouviu nem se ouvirá de novo. Mas contra os israelitas, sejam homens, sejam mulheres, sejam animais, nem mesmo um cachorro latirá, para que você saiba que o Eterno faz clara distinção entre o Egito e Israel’.

8 “Então, todos os seus súditos vão dobrar os joelhos e implorar: ‘Saiam daqui! Você e seu povo!’. E é claro que sairei”.
E Moisés, fervendo de raiva, saiu da presença do faraó.

9 O Eterno disse a Moisés: “O faraó não vai dar crédito às suas ameaças; por isso, vou multiplicar os sinais da minha presença e dos meus atos na terra do Egito”.

10 Moisés e Arão realizaram todos esses sinais na presença do faraó, mas o Eterno fez que ele ficasse mais obstinado ainda. E o faraó se recusou a liberar os israelitas."

Êxodo 12

A instituição da Páscoa

"1 Moisés e Arão ainda estavam no Egito quando o Eterno disse a eles: “Este será o primeiro mês do ano para vocês. Informem toda a comunidade de Israel que, no dia dez deste mês, cada homem deve separar um cabrito ou um cordeiro para sua família, um para cada casa. Se a família for pequena demais para um animal, ele deve ser dividido com um vizinho, de acordo com o número de pessoas. Levem em conta a quantidade que cada pessoa irá comer. O animal deverá ser um macho saudável de um ano de idade. Vocês poderão optar por um cordeiro ou por um cabrito. Mantenham o animal preso até o dia 14 e, depois, o sacrifiquem. Toda a comunidade de Israel fará isso ao pôr do sol. Em seguida, recolham um pouco do sangue do animal para passar sobre os batentes e na viga superior da porta da casa em que vocês comerão o animal. Nessa noite, vocês devem comer a carne assada, acompanhada de pão sem fermento e de ervas amargas. Não comam nada cru nem cozido em água. O animal inteiro deve ser assado, até mesmo a cabeça, pernas e vísceras. Não deve sobrar nada para a manhã seguinte. Se houver sobras, elas deverão ser queimadas.

11 “Vocês deverão comê-lo vestidos, como se estivessem prontos para sair, com sandálias nos pés e cajado na mão. Comam depressa: é a Páscoa do Eterno.

12 “Na mesma noite, passarei pela terra do Egito e matarei todos os primogênitos do país, seja homem, seja animal, como uma sentença aplicada sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Eterno. O sangue será um sinal na casa em que vocês moram. Quando vir o sangue, passarei direto, e nenhuma desgraça virá sobre vocês quando eu atingir a terra do Egito.

14 “Esse dia deverá ser lembrado por vocês e comemorado com uma festa ao Eterno por todos os seus descendentes, uma festa fixa que deverá ser sempre celebrada. Vocês comerão pão sem fermento (matzot) durante sete dias: no primeiro dia, tirem de casa todo fermento. A pessoa que comer alguma coisa com fermento entre o primeiro e o sétimo dia será eliminada de Israel. Separem o primeiro dia e o sétimo, pois são dias sagrados. Não trabalhem nesses dias: a única atividade permitida é o preparo das refeições.

17 “Comemorem a festa dos Pães sem Fermento. Ela marca o dia exato em que usei meu poder para tirá-los da terra do Egito. Todas as gerações que estão por vir devem guardar esse dia. É uma festa fixa que deve ser sempre comemorada. No primeiro mês, começando no fim da tarde do dia 14 até o fim da tarde do dia 21, vocês devem comer pão sem fermento. Durante os sete dias, ninguém deve ter fermento guardado em casa. Quem comer algo que contenha fermento, seja visitante, seja nascido na terra, será eliminado da comunidade de Israel. Repito: não comam nesses dias nada que contenha fermento. Apenas matzot”.

21 Moisés reuniu todos os líderes de Israel e os instruiu: “Escolham a um cabrito ou um cordeiro para cada família e sacrifiquem o animal para a Páscoa. Peguem um feixe de hissopo, molhem-no numa vasilha com sangue e passem-no sobre os batentes e na viga superior da porta. Ninguém deve sair de casa antes do amanhecer. O Eterno passará para atingir o Egito.
Ele não entrará na casa que tiver a porta marcada com sangue, ou seja, não permitirá que o destruidor entre naquela casa para matar.

24 “Sigam essas instruções. Elas são leis eternas para vocês e para seus descendentes. Quando entrarem na terra que o Eterno dará a vocês, de acordo com a promessa que fez, continuem a observar todas essas coisas. E, quando seus filhos perguntarem: ‘Por que fazemos isso?’, expliquem a eles: ‘É o sacrifício da Páscoa feito ao Eterno, que não passou pela casa dos israelitas no Egito quando o atingiu com morte. Em vez disso, ele nos resgatou”. Depois dessas palavras, o povo se curvou e adorou.

28 E os israelitas fizeram tudo que o Eterno havia ordenado a Moisés e Arão,

29 A meia-noite, o Eterno matou todos os primogênitos do Egito, desde o primogênito do faraó, que se sentava no trono, até o primogênito do prisioneiro no cárcere. Matou também todos os primogênitos dos animais.

30 Naquela noite, o faraó saiu da cama, bem com todos os membros da corte e os demais habitantes do Egito, e, por todo o Egito, o povo chorava e lamentava sua perda. Não havia uma casa sequer em que não houvesse um morto.

31 Na mesma noite, o faraó chamou Moisés e Arão e disse: “Vão embora daqui vocês e todos os israelitas! Vão e prestem culto ao Eterno como quiserem. Levem suas ovelhas e o gado, o que quiserem, mas saiam do país! E me deem sua bênção”.

33 Os egípcios não viam a hora de se ver livres dos israelitas. Por isso, os pressionavam e apressavam, dizendo: “Vamos todos morrer!”.

34 O povo pegou a massa de pão sem fermento e enrolou as formas de pão com as roupas; assim, podiam transportá-las nos ombros. Os israelitas haviam seguido à risca as instruções de Moisés e pedido aos egípcios roupas e objetos de prata e de ouro. O Eterno fez que os egípcios se mostrassem generosos para com o povo; eles não negaram nada aos israelitas.
Estes raparam os egípcios.

37 Os israelitas saíram de Ramessés e partiram na direção de Sucote, uma multidão de 600 mil homens a pé, aproximadamente, sem contar mulheres e crianças. Um grande número de pessoas desqualificadas aproveitou a ocasião para ir com eles. Havia também imensos rebanhos e muito gado. Os israelitas assaram bolos com a massa trazida do Egito, preparada sem fermento. Eles saíram tão apressados do Egito que nem tiveram tempo de preparar comida para a viagem.

40 Os israelitas viveram no Egito quatrocentos e trinta anos. Ao fim desse período, exatamente no último dia, todo o exército do Eterno saiu daquele país. O Eterno fez vigília toda aquela noite, cuidando dos israelitas enquanto os tirava do Egito. Por causa disso, todas as gerações de Israel deverão honrar o Eterno, fazendo vigília nessa noite.

43 O Eterno disse a Moisés e Arão: “São estas as normas para a comemoração da Páscoa: Nenhum estrangeiro deverá comê-la. O escravo que houver sido comprado e circuncidado poderá comê-la. Eventuais visitantes ou trabalhadores contratados não poderão comê-la. Ela deve ser comida dentro de casa: não levem a carne para a rua. Nenhum osso deverá ser quebrado. Toda a comunidade de Israel deve participar da refeição.

48 “Se algum imigrante que viva no meio de vocês quiser comemorar a Páscoa do Eterno, todos os de sua família que forem do sexo masculino terão de ser circuncidados para poder participar da refeição. Ele passará a ser tratado como um natural da terra. Mas quem não for circuncidado não poderá comer da Páscoa”.

49 “As mesmas normas valem para o natural da terra e para o imigrante que vive no meio de vocês”.

50 Os israelitas fizeram exatamente como o Eterno havia ordenado a Moisés e Arão. No mesmo dia, o Eterno tirou os israelitas da terra do Egito, tribo por tribo."

 

Êxodo 13

Consagração dos primogênitos

"1 O Eterno disse a Moisés: “Consagrem a mim todos os primogênitos. O primeiro a nascer entre os israelitas, seja homem, seja animal, será meu”.

3 Moisés fez este pronunciamento ao povo: “Lembrem-se sempre deste dia. Foi neste dia que vocês saíram do Egito, da casa da escravidão. O Eterno tirou vocês de lá com o poder da sua mão. Não comam pão que contenha fermento.

4 “Vocês estão saindo na primavera, no mês de abibe, e deverão repetir esta cerimônia no mesmo mês, depois que o Eterno tiver estabelecido vocês na terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, como ele prometeu a seus antepassados. Ele dará a vocês uma terra em que manam leite e mel.

6 “Vocês deverão comer pão sem fermento durante sete dias e, no sétimo dia, celebrarão uma festa ao Eterno.

7 “Durante sete dias, comerão apenas pão sem fermento. Em nenhum lugar, deverá haver fermento ou coisa fermentada.

8 “Nesse dia, digam a seus filhos: ‘É por causa daquilo que o Eterno fez por mim quando saí do Egito’

9 “O dia que vocês vão guardar será como um sinal em sua mão, um memorial entre seus olhos, a instrução do Eterno na boca de vocês. Foi com o poder da sua mão que o Eterno tirou vocês do Egito. Ano após ano, celebrem esse ritual, nos dias indicados.

11 “Quando o Eterno os estabelecer na terra dos cananeus, como prometeu a vocês e a seus pais, e entregá-la a vocês, separem para o Eterno o primeiro a nascer. Todos os primogênitos entre os animais pertencem ao Eterno. Se quiserem, poderão resgatar a primeira cria da jumenta, substituindo-a por um cordeiro.
Se optarem por não resgatá-la, deverão quebrar o pescoço do animal.

13 "Vocês deverão resgatar todos os primogênitos do sexo masculino entre seus filhos. Quando seus filhos perguntarem:
‘O que isso quer dizer?’ expliquem: ‘O Eterno, com o poder da sua mão, nos tirou do Egito, onde éramos escravos. O faraó estava obstinado e não queria nos deixar sair, mas o Eterno matou todos os primogênitos no Egito, de homens e de animais. É por isso que ofereço em sacrifício ao Eterno todos os machos que nascem primeiro e resgato o menino primogênito’. Esta declaração servirá como sinal em suas mãos, um símbolo no meio da testa de vocês: o Eterno nos tirou do Egito com o poder da sua mão”.

17 Depois que o faraó deixou o povo sair, Deus não o conduziu pelo caminho mais curto, que passava pela terra dos filisteus, pois pensou: “Se o povo deparar com a guerra, mudará de ideia e vai querer voltar para o Egito”.

18 Então, Deus conduziu os israelitas pelo caminho do deserto, rodeando o mar Vermelho.
Eles saíram do Egito em formação militar.

19 Moisés levou com ele os ossos de José, pois este havia feito a família jurar solenemente, dizendo: “Com certeza, Deus os responsabilizará se não o fizerem. Por isso, não deixem de levar meus ossos com vocês”.

20 Eles saíram de Sucote e acamparam em Etã, à margem do deserto. Durante o dia, o Eterno ia à frente deles numa coluna de nuvem, para orientá-los no caminho, e à noite, numa coluna de fogo que os iluminava. Por isso, eles podiam viajar sem impedimento de dia ou de noite.
A coluna de nuvem, durante o dia, e a coluna de fogo, à noite, acompanhavam o povo o tempo todo."

 

Êxodo 14

Perseguição de Israel

"1 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas que mudem de direção e acampem em Pi-Hairote, entre Migdol e o mar. Montem acampamento à beira-mar, em frente a Baal-Zefom.

3 “Assim, o faraó vai pensar: ‘Os israelitas se perderam e estão andando a esmo na imensidão do deserto’. E mais uma vez farei que o faraó fique obstinado e saia em perseguição dos israelitas. Meu plano é usar o faraó e seu exército para pôr minha glória em evidência. Assim, os egípcios vão entender de vez que eu sou o Eterno”.

5 Quando contaram ao rei do Egito que o povo havia ido embora, ele e os membros da corte mudaram de ideia, dizendo: “O que foi que fizemos? Libertamos Israel, nossa mão de obra escrava!”. Mais que depressa, o faraó mandou preparar suas carruagens e reuniu o exército. Aparelhou seiscentas de suas melhores carruagens, mais o restante das carruagens egípcias e seus respectivos condutores.

8 O Eterno induziu o rei do Egito a ficar outra vez obstinado e disposto a perseguir os israelitas, que haviam dado as costas para ele e ido embora sem olhar para trás. Os egípcios saíram em perseguição a eles e os alcançaram no acampamento à beira-mar. Todas as carruagens do faraó, com seus cavalos e condutores, e todos os seus soldados de infantaria se posicionaram em Pi-Hairote, em frente a Baal-Zefom.

10 Foi, então, que os israelitas avistaram o exército do faraó.
Os egípcios indo atrás deles! O medo tomou conta deles. Aterrorizados, clamaram ao Eterno e disseram a Moisés: “Será que não havia cemitérios suficientes no Egito, e, por isso, você nos trouxe para morrer no deserto? Para que você nos tirou do Egito? Já não havíamos avisado você que isso iria acontecer?
Não dissemos: ‘Deixe-nos em paz aqui no Egito. É melhor ser escravo no Egito que cadáver no deserto?”.

13 Moisés respondeu ao povo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e observem o Eterno realizar hoje sua obra de salvação a favor de vocês. Olhem bem para os egípcios hoje, porque vocês não vão tornar a vê-los.

14 O Eterno guerreará por vocês. Quanto a vocês, calem a boca!”.

15 O Eterno disse a Moisés: “Por que eles estão clamando a mim? Diga aos israelitas que continuem andando. Segure bem alto seu cajado e estenda a mão sobre o mar. Divida o mar ao meio!
Os israelitas atravessarão o mar a pé, sem se molhar
.

17 “Enquanto isso, induzirei os egípcios a continuar obstinados na perseguição. Vou usar o faraó e o exército dele inteiro, suas carruagens e seus cavaleiros, para pôr minha glória em evidência. Assim, os egípcios ficarão sabendo que eu sou o Eterno”.

19 Em seguida, o anjo de Deus, que estava à frente do acampamento de Israel, posicionou-se à retaguarda, e o mesmo aconteceu com a coluna de nuvem, A nuvem agora estava estacionada entre o exército egípcio e o acampamento de Israel. Ela envolveu o primeiro acampamento na escuridão e inundou o outro com luz. Durante toda a noite, um exército não pôde se aproximar do outro.

21 Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Eterno afastou as águas com um fortíssimo vento oriental que soprou a noite toda. Aquela parte do mar se transformou em estrada, depois que as águas foram divididas.

22 Os israelitas puderam caminhar através do mar, pisando em solo enxuto, com uma parede de água de cada lado. Depois, foi a vez dos egípcios, que empreenderam uma corrida desenfreada pelo meio do mar com todos os cavalos, carruagens e condutores do faraó. Já era fim da madrugada, e, lá da coluna de fogo e de nuvem, o Eterno semeou o pânico no meio do exército egípcio, travando as rodas das carruagens, que ficaram atoladas. Os egípcios começaram a gritar: “Fujam de Israel! O Eterno está do lado deles e contra o Egito!”.

26 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o mar, e as águas vão se fechar sobre os egípcios, suas carruagens e seus cavaleiros”.

27 Ao raiar do dia, Moisés estendeu a mão sobre o mar, que começou a se fechar, enquanto os egípcios tentavam fugir. Mas o Eterno apanhou os egípcios no meio do mar. As águas voltaram e cobriram as carruagens e os condutores do exército do faraó que haviam perseguido Israel até o mar. Ninguém sobreviveu.

29 Mas os israelitas atravessaram pelo meio do mar sobre solo seco, entre duas paredes de água, uma à esquerda e outra à direita. Naquele dia, o Eterno libertou Israel em definitivo da opressão dos egípcios. Israel olhou para os egípcios mortos sobre a areia da praia e percebeu como era grande o poder do Eterno. Ao ver o que ele havia feito com os egípcios, o povo temeu o Eterno e passou a confiar nele e em seu servo Moisés."

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 15

O cântico de Moisés

"1 Então, Moisés e os israelitas cantaram juntos ao Eterno esta canção: Canto com o coração ao Eterno: que vitória maravilhosa! Ele jogou no mar o cavalo e o cavaleiro. O Eterno é minha força, o Eterno é minha canção, o Eterno é minha salvação. Assim é o meu Deus, e vou contar isso ao mundo! Assim é o Deus de meu pai, vou espalhar essa notícia por todo lado! O Eterno é guerreiro, Eterno sob todos os aspectos. As carruagens e o exército do faraó, ele os lançou no mar. Seus melhores oficiais, ele afogou no mar Vermelho. As águas agitadas do oceano os cobriram, afundaram como uma pedra no fundo do mar. Eterno, sua mão direita é forte e irradia poder; sua forte mão direita esmaga o inimigo. Em sua poderosa majestade, ele despedaça seus inimigos arrogantes. Descarrega a chama do seu furor e os consome como capim seco. Ao sopro das suas narinas as águas se ajuntaram; águas revoltas ficaram represadas, águas profundas viraram um atoleiro.

9 O inimigo disse: “Eu os perseguirei e vou acabar com eles, vou tomar o que é deles e, assim, me saciar. Puxarei minha espada e minha mão os deixará desnorteados”.

10 Mas sopraste com toda a força, e o mar os encobriu. Eles afundaram feito chumbo nas águas imponentes. Quem se compara a ti entre os deuses, ó Eterno? Quem se compara a ti em poder, em santa majestade, em louvores que suscitam temor, ó Deus, que operas maravilhas?

12 Estendeste a mão direita, e a terra os engoliu. Mas o povo que redimiste foi conduzido com amor e por misericórdia; sob tua proteção, foi guiado às tuas santas pastagens.

14 Os povos se assustaram ao saber da notícia; os filisteus se contorceram e tremeram; até os chefes de Edom se abalaram, e também os poderosos de Moabe. Todos em Canaã entraram em pânico e esmoreceram. O pavor e o medo os deixaram desnorteados. Com um movimento do teu braço direito, tu os deixaste paralisados como pedras, enquanto teu povo atravessava o mar, ó Eterno, até que o povo que formaste tivesse atravessado. Tu o trouxeste e o plantaste no monte da tua herança, no lugar em que habitas, no lugar que criaste, no teu santuário, Senhor, que estabeleceste com as próprias mãos.
Que o Eterno reine para sempre e por toda a eternidade!

19 Os cavalos, as carruagens e os cavaleiros do faraó entraram no mar, e o Eterno fez as águas se voltarem contra eles, mas os israelitas atravessaram o mar a pé, sem se molhar.

20 Miriã, profetisa e irmã de Arão, pegou um tamborim, e todas as mulheres a acompanharam, dançando com tamborins.
Miriã dirigia o cântico, que dizia: Cantem ao Eterno! Que vitória maravilhosa! Ele jogou no mar cavalo e cavaleiro!

22 Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Eles viajaram três dias pelo deserto e não encontraram água. Chegaram a Mara, mas não havia condições de beber a água que havia ali, porque era amarga.
Por isso, deram ao lugar o nome Mara (Amarga). E o povo foi reclamar com Moisés: “O que vamos beber?”.

25 Moisés clamou ao Eterno, e ele mostrou um pedaço de madeira. Moisés jogou-o na água, e ela se transformou em água doce.

26 Foi nesse lugar que o Eterno fixou normas e regras e foi ali que começou a pôr Israel à prova. O Eterno disse: “Se vocês forem obedientes e atentarem para o Eterno, que os ensinará como viver em sua presença, obedecendo aos seus mandamentos e guardando suas leis, então, não atingirei vocês com as doenças que enviei sobre os egípcios. Eu sou o Eterno, aquele que cura vocês”.

27 Eles chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras, e acamparam ali, junto das águas."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 16

Deus manda o maná

"1 No dia 15 do segundo mês após a saída do Egito, toda a comunidade de Israel saiu de Elim e foi para o deserto de Sim, que está entre Elim e o Sinai. E toda a comunidade de Israel foi reclamar com Moisés e Arão no deserto: “Por que o Eterno não nos deixou morrer em paz no Egito, onde tínhamos ensopado de carneiro e pão à vontade? Você nos trouxe a este deserto para matar de fome toda a comunidade de Israel!”.

4 O Eterno disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do céu. O povo deverá juntar o suficiente para um dia. Eu os porei à prova para ver se vivem ou não de acordo com minhas instruções. No sexto dia, quando forem preparar o que recolheram, terão o dobro da quantidade diária”.

6 Moisés e Arão disseram ao povo de Israel: “Esta noite, vocês saberão que foi o Eterno quem tirou vocês do Egito e, de manhã, verão a glória do Eterno. Ele ouviu suas reclamações contra ele. Saibam que vocês não reclamaram de nós, mas do Eterno”.

8 Ele acrescentou: “O Eterno dará a vocês carne para comerem de noite e pão pela manhã, pois ele ouviu quando vocês reclamaram dele. Quem somos nós? Vocês não reclamaram de nós, mas do Eterno!”.

9 Moisés deu a seguinte instrução a Arão: “Diga a toda a comunidade de Israel: Aproximem-se do Eterno. Ele ouviu as suas reclamações’”.

10 Quando Arão deu as instruções a toda comunidade de Israel, eles voltaram os olhos na direção do deserto, e ali estava a glória de Deus, visível na nuvem.

11 O Eterno disse a Moisés: “Ouvi as reclamações dos israelitas; por isso, diga a eles: Ao entardecer, vocês comerão carne e de manhã terão pão à vontade. Assim, entenderão que eu sou o Eterno, seu Deus’”.

13 Naquela noite, um grande número de codornas pousou no acampamento. Na manhã seguinte, havia uma camada de orvalho no terreno em volta. Quando a camada de orvalho desapareceu, uma camada de algo parecido com flocos, finos como a geada, cobria o chão do deserto. Os israelitas, ao ver o estranho fenômeno, começaram a perguntar uns aos outros: Man-hu?
(O que é isso?). Eles não tinham a menor ideia do que era aquilo.

15 Moisés explicou: “Isso é o pão que o Eterno providenciou para que vocês comessem, e estas são as instruções do Eterno: ‘Juntem o suficiente para cada um, cerca de um jarro por pessoa. Recolham o bastante para cada indivíduo de sua tenda’”.

17 O povo de Israel começou a recolher o alimento. Alguns juntaram mais, outros juntaram menos, mas, quando mediram o que haviam recolhido, não estava sobrando para os que haviam juntado mais nem faltando para os que haviam juntado menos. Cada um havia recolhido a medida necessária.

19 Moisés deu este aviso: Não deixem sobrar nada para amanhã.

20 Mas houve alguns que não obedeceram a Moisés e guardaram um pouco para o dia seguinte, e o que havia sido guardado ficou cheio de bichos e cheirava mal.
Moisés perdeu a paciência com eles.

21 Eles recolhiam o alimento todas as manhãs, o necessário para cada um. Quando o sol ficava mais forte, ele se derretia. No sexto dia, juntaram o dobro de pão, cerca de dois jarros por pessoa.
Os líderes da comunidade foram relatar a mudança a Moisés.

23 E Moisés disse: “O que o Eterno falou foi o seguinte: ‘Amanhã é dia de descanso, sábado santo ao Eterno. Assem ou cozinhem hoje o que quiserem e guardem as sobras para amanhã’”.
Eles guardaram o que sobrou para o dia seguinte, conforme Moisés havia ordenado. E, dessa vez, o pão não cheirou mal nem criou bichos.

25 Moisés disse também: “Agora comam. Este é o dia, o sábado do Eterno. Hoje vocês não acharão nada. Durante seis dias, deverão juntá-lo, mas o sétimo dia é o sábado, e não haverá alimento para recolher nesse dia”.

27 Mesmo assim, no sétimo dia alguns saíram para juntar o pão, mas não encontraram nada.

28 O Eterno disse a Moisés: “Até quando vocês vão ignorar minhas ordens e instruções? Será que não percebem que o Eterno deu o sábado a vocês? Foi essa a razão de eu ter dado no sexto dia pão suficiente para dois dias. Portanto, fiquem em casa no sábado. Ninguém saia no sétimo dia”.

30 E o povo deixou de trabalhar no sétimo dia.

31 Os israelitas deram ao pão o nome de maná (O que é isso?). Ele era esbranquiçado e parecido com a semente do coentro.
O gosto era de bolacha com mel.

32 Moisés deu mais instruções: “Isto é o que o Eterno ordena: ‘Guardem um jarro cheio de maná, um ômer, para que as futuras gerações possam conhecer o pão com que os alimentei no deserto depois de tirá-los do Egito’”.

33 Moisés disse a Arão: “Pegue um jarro e encha-o de maná. Coloque-o diante do Eterno. O maná deve ser conservado para as futuras gerações”.

34 Arão fez o que o Eterno havia ordenado a Moisés, separando um pouco de maná e guardando-o com as tábuas da aliança.

35 Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegar à terra na qual se estabeleceriam. Eles comeram maná até chegar à fronteira de Canaã.

36 Pelos padrões antigos, um ômer corresponde à décima parte de um efa."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 17

A água da rocha em Refidim

"1 Sob a direção do Eterno, toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim e avançou no caminho por etapas. Eles acamparam em Refidim, mas não havia sequer uma gota de água para o povo beber. E o povo exigiu de Moisés: “Dê-nos água para beber”. Mas Moisés respondeu: “Por que estão me atormentando? Por que estão pondo à prova o Eterno?”.

3 Mas o povo estava com sede e passou a reclamar a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito e nos trouxe para cá com nossos filhos e nossos animais? Foi para morrermos de sede?”.

4 Moisés orou ao Eterno: “O que faço com este povo? Qualquer hora dessas, eles vão me matar!”.

5 O Eterno disse a Moisés: “Ponha-se diante do povo e leve com você alguns dos líderes de Israel. Pegue a vara que você usou para tocar o Nilo e comece a andar. Vou acompanhar você até a rocha em Horebe. Quando chegar ali, bata na rocha, e dela jorrará água para o povo beber”.

6 Moisés fez o que Deus ordenou, e os líderes de Israel presenciaram tudo. Ele deu ao lugar o nome de Massá (Lugar de Prova) e Meribá (Discussão), por causa da discussão entre os israelitas e porque eles puseram à prova o Eterno quando disseram: “O Eterno está ou não está conosco?”.

8 Amaleque posicionou seu exército para lutar contra Israel em Refidim, e Moisés ordenou a Josué: “Escolha a alguns homens para lutar contra Amaleque. Amanhã, assumirei meu posto no alto do monte, com a vara de Deus”.

10 Josué fez o que Moisés havia ordenado e preparou-se para lutar contra Amaleque. Moisés, Arão e Hur foram para o alto do monte, e, sempre que Moisés levantava as mãos, Israel começava a vencer, mas, quando ele as baixava, a vantagem ficava com Amaleque. Mas Moisés acabou cansando. Então, pegaram uma pedra e a puseram debaixo dele. Ele se sentou nela, e Arão e Hur ficaram segurando suas mãos, um de cada lado. Assim, as mãos dele ficaram erguidas até o pôr do sol, e Josué derrotou Amaleque e seu exército na batalha.

14 O Eterno disse a Moisés: “Escreva um relato desta batalha, para que Josué possa ler mais tarde, porque vou apagar a memória de Amaleque da face da terra”.

15 Moisés edificou um altar e deu a ele este nome: O Eterno, Minha Bandeira. E disse: “Viva o domínio do Eterno! O Eterno em guerra contra Amaleque hoje e sempre!”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 18

O sogro de Moisés traz-lhe sua mulher e seus filhos

"1 Jetro, sacerdote de Midiã e sogro de Moisés, ficou sabendo de tudo que Deus havia feito a favor de Moisés e de Israel, seu povo, e ouviu as notícias de que o Eterno tinha libertado Israel do Egito. Jetro acolheu Zípora, esposa de Moisés, que havia sido mandada de volta para casa, e seus dois filhos. O nome de um deles era Gérson (Imigrante), pois Moisés tinha dito: “Sou imigrante em terra estrangeira.” O nome do outro era Eliézer (Auxílio de Deus), porque ele tinha dito: “O Deus do meu pai é meu auxílio e me salvou de morte certa das mãos do faraó”.

5 O sogro de Moisés levou para o genro os dois filhos e a esposa quando Israel estava acampado no deserto, no monte de Deus. Ele havia mandado avisar Moisés: “Eu, seu sogro, estou indo ao seu encontro. Estou levando sua esposa e seus dois filhos”.

7 Moisés saiu para receber o sogro, curvou-se diante dele e o beijou. Depois de um perguntar ao outro como estava indo, entraram na tenda. Moisés fez um relato minucioso de tudo que o Eterno havia feito ao faraó e ao Egito para ajudar Israel, de todas as dificuldades que eles haviam passado na viagem e de como o Eterno os havia livrado.

9 Jetro ficou maravilhado com todo o bem que o Eterno havia feito a Israel, livrando-o da opressão egípcia. Ele disse: “Bendito seja o Eterno, que livrou vocês do poder do Egito e do faraó, que libertou seu povo da opressão egípcia! Agora sei que o Eterno é maior que todos os outros deuses, pois fez essas coisas a todos os que trataram Israel com arrogância”.

12 O sogro de Moisés apresentou uma oferta queimada e sacrifícios a Deus. Arão e todos os líderes de Israel participaram da refeição com o sogro de Moisés na presença de Deus.

13 No dia seguinte, Moisés assumiu seu posto para julgar as causas do povo. Os israelitas faziam fila diante dele o dia inteiro, de manhã até a noite. Quando viu como Moisés atendia ao povo, Jetro ficou espantado: “O que está havendo aqui? Por que você faz tudo isso sozinho, obrigando essa gente a ficar na fila diante de você, desde a manhã até a noite?”.

15 Moisés respondeu ao sogro: “Porque eles me procuram para fazer perguntas a respeito de Deus. Quando desejam esclarecer alguma questão, eles vêm me consultar. Também julgo as causas entre vizinhos e ensino a eles as leis e as instruções de Deus”.

17 O sogro de Moisés disse: “Isso não pode continuar assim. Você e as pessoas que o procuram vão ter um esgotamento! É trabalho demais para você, não há como fazer isso sozinho. Ouça a minha orientação, para que você saiba o que fazer e para que Deus esteja com você. Ponha-se diante de Deus e a favor do povo, mas os assuntos devem ser apresentados a Deus. Sua tarefa será ensinar a eles as normas e as instruções, mostrar como viver e o que fazer. Escolha a homens competentes, que temam a Deus e sejam íntegros, incorruptíveis. Nomeie líderes de grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles serão responsáveis pelo trabalho de julgar o povo no dia a dia. Eles apresentarão a você as causas mais difíceis, mas julgarão as causas de rotina. Assim, vocês dividirão a carga, e eles facilitarão as coisas para você. Se adotar esse método de administração, você sempre terá disposição para cumprir tudo que Deus ordenar, e o povo também será beneficiado”.

24 Moisés aceitou o conselho do sogro e seguiu todas as suas orientações. Escolheu homens competentes em todo o Israel e os nomeou líderes sobre o povo, organizando-os em grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles passaram a realizar a tarefa diária de julgar o povo. Só apresentavam a Moisés as causas mais difíceis. As causas de rotina, eles mesmos julgavam. Depois disso, Moisés se despediu do sogro, que voltou para a sua terra."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 19

Deus fala com Moisés no monte Sinai

"1 Três meses após a saída do Egito, os israelitas chegaram ao deserto do Sinai, tendo seguido a rota de Refidim, e ali acamparam, de frente para o monte.

3 Moisés subiu para se encontrar com Deus, e o Eterno chamou-o do monte: “Fale à casa de Jacó e diga ao povo de Israel: ‘Vocês viram o que fiz ao Egito e como trouxe vocês sobre asas de águia até minha presença. Se vocês obedecerem às minhas ordens e cumprirem minha aliança, serão meu tesouro especial entre todos os povos. Toda a terra é minha, mas eu os escolhi porque vocês são especiais: um reino de sacerdotes e uma nação santa’.
“Quero que você diga isso ao povo de Israel
”.

7 Depois que retornou, Moisés convocou os líderes de Israel e transmitiu a eles todas as palavras que tinha ouvido do Eterno.

8 A resposta do povo foi unânime: “Faremos tudo que o Eterno disser”. E Moisés levou ao Eterno a resposta do povo.

9 O Eterno disse a Moisés: “Prepare-se. Vou me encontrar com você numa nuvem espessa, para que o povo possa ouvir e confiar plenamente em você quando eu falar”.
E Moisés transmitiu outra vez ao Eterno a resposta do povo.

10 O Eterno também disse a Moisés: “Vá ao encontro do povo. Nos próximos dois dias, prepare o povo para se encontrar com o Eterno, que é santo. Eles precisam lavar suas roupas, para que estejam preparados no terceiro dia, pois o Eterno descerá sobre o monte Sinai no terceiro dia, e sua presença será conhecida por todo o povo. Coloque barreiras à volta do povo, com esta advertência: ‘Cuidado! Não subam ao monte. Sequer toquem sua base. Quem tocar no monte morrerá, será morte certa. E ninguém deve tocar na pessoa que morrer, pois será apedrejado. Isso mesmo, apedrejado. Ou morto a flechadas. Seja homem, seja animal, deverá morrer’. “Um toque longo de corneta será o sinal de que podem subir ao monte”.

14 Moisés desceu do monte ao encontro do povo e o preparou para a reunião santa. Todos lavaram suas roupas, e Moisés avisou o povo: “Estejam prontos dentro de três dias. Não tenham relações com suas mulheres”.

16 No terceiro dia, logo de manhã, houve trovões e relâmpagos, e uma nuvem espessa cobria o monte. Ao som estridente da trombeta, todos no acampamento estremeceram de medo.

17 Moisés conduziu o povo para fora do acampamento, a fim de se encontrar com Deus. O povo ficou em estado de alerta à base do monte.

18 O monte Sinai estava envolto em fumaça, pois o Eterno havia descido como fogo sobre ele. A fumaça que subia era como a de uma fornalha. Todo o monte estremecia com violência. Os toques de trombeta eram cada vez mais fortes. Então, Moisés falou, e Deus respondeu no trovão. O Eterno desceu ao topo do monte Sinai e chamou Moisés para lá. Moisés subiu ao monte.

21 O Eterno disse: “Desça e advirta o povo a não ultrapassar as barreiras para olhar o Eterno, pois, do contrário, muitos irão morrer. Avise os sacerdotes, a fim de que se preparem para a reunião santa, para que o Eterno não se volte contra eles”.

23 Moisés disse ao Eterno: “Mas o povo não subirá ao monte Sinai. Tu mesmo já nos avisaste, dizendo: ‘Ponham barreiras em volta do monte. Respeitem o monte santo’”.

24 O Eterno disse: “Desça e volte com Arão. Mas não permita que os sacerdotes e o povo ultrapassem os limites e subam até o Eterno, para que ele não se volte contra eles”.

25 Moisés desceu. Foi ao encontro do povo e anunciou:"

Êxodo 20

Os dez mandamentos

"1 "Estas palavras são todas do Eterno: ‘Eu sou o Eterno, o Deus de vocês, que os tirou da terra do Egito, da vida de escravidão.

3 Não tenham outros deuses além de mim.

4 Não tenham deuses esculpidos de nenhum tamanho ou forma nem com aparência de coisa alguma, seja de coisas que voam, seja de coisas que andam, seja de coisas que nadam. Não se curvem a elas nem as sirvam, pois sou o Eterno, o Deus de vocês, e sou um Deus ciumento, que pune os filhos pelos pecados dos pais até a terceira e quarta geração dos que me odeiam. Mas sou leal a milhares que me amam e guardam meus mandamentos.

7 Não usem o nome do Eterno, o Deus de vocês, para xingamentos ou em brincadeiras. O Eterno não irá tolerar o uso irreverente do seu nome.

8 Guardem o dia de sábado, para que sempre seja santo. Trabalhem seis dias e, nesse tempo, façam tudo que for necessário. Mas o sétimo dia é o sábado do Eterno, o Deus de vocês. Não realizem nenhuma espécie de trabalho, nem vocês, nem seu filho, nem sua filha, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seus animais, nem mesmo o estrangeiro em visita à sua cidade. Porque, em seis dias, o Eterno fez o céu, a terra, o mar e tudo que neles há e descansou no sétimo dia. Portanto, o Eterno abençoou o dia de sábado e o separou como dia santo.

12 Honrem seu pai e sua mãe, para que tenham vida longa na terra que Deus, o Deus de vocês, está dando a vocês.

13 Não cometam homicídio.

14 Não cometam adultério.

15 Não roubem.

16 Não difamem o próximo.

17 Não cobicem a casa do próximo, nem sua esposa, seu escravo, sua escrava, seu boi ou jumento. Não ponham o coração em nada que pertença ao próximo’”.

18 Depois de presenciar todo aquele espetáculo de trovões e relâmpagos, toques de trombeta e fumaça que subia do monte, o povo sentiu muito medo e manteve uma boa distância do lugar. Eles disseram a Moisés: “Fale conosco, e ouviremos, mas que Deus não fale conosco, senão vamos morrer!”.

20 Moisés tranquilizou o povo: “Não fiquem com medo. Deus veio para provar vocês e incutir em vocês temor profundo e reverente, para que não pequem”.

21 O povo ficou de longe, enquanto Moisés se aproximava da nuvem espessa na qual Deus estava.

22 E o Eterno disse a Moisés: “Transmita a seguinte mensagem ao povo de Israel: ‘Vocês tiveram a experiência de ver como falo com vocês do céu. Não façam deuses de prata nem deuses de ouro para competir comigo. Façam um altar de terra para mim. Sacrifiquem ali ofertas queimadas, suas ofertas de paz, os cordeiros e o gado. Onde quer que eu faça meu nome ser honrado na adoração que vocês me prestarem, ali estarei e abençoarei vocês. Se usarem pedras para edificar meu altar, não usem pedras lavradas. Se usarem algum instrumento para cortar as pedras, vocês estarão profanando o altar. Não subam ao meu altar por degraus, pois isso iria expor sua nudez’”."

 

 

 

 

Êxodo 21

Leis acerca dos servos

"1 “Estas são as leis que você deve promulgar:

2 “Quando você comprar um escravo hebreu, ele trabalhará durante seis anos. No sétimo ano, ganhará a liberdade. Se era solteiro quando chegou, deverá ir embora solteiro. Se era casado, deverá ir embora com a esposa. Se seu senhor der a ele uma esposa, e ela tiver filhos e filhas, a esposa, filhos e filhas ficarão com o senhor: o escravo irá embora sozinho. Mas, se o escravo disser: ‘Amo meu senhor, minha esposa e meus filhos; não quero minha liberdade’; então, seu senhor deverá apresentá-lo a Deus e furar a orelha do escravo com uma agulha grossa contra uma porta ou um batente, como sinal de que ele agora será escravo por toda a vida.

7 “Se um homem vender sua filha como escrava, ela não ganhará a liberdade depois de seis anos, como o homem. Se ela não agradar ao seu senhor, a família dela deverá comprá-la de volta. Seu senhor não terá o direito de vendê-la a estrangeiros, pois não cumpriu sua palavra para com ela. Se a entregar a seu filho, deverá tratá-la como filha.
Se ele se casar com outra mulher, ela não perderá seu pleno direito às refeições, às roupas e às relações conjugais. Se ele omitir alguma dessas coisas, ela ganhará sua liberdade
.

12 “Se uma pessoa agredir outra e causar a morte dela, a pena será a morte. Se não houve intenção de matar, e o que aconteceu foi um acidente, um ‘ato de Deus’, separarei um lugar no qual o homicida poderá se refugiar. Mas, se o homicídio foi premeditado, arquitetado com maldade; então, deverão levá-lo, mesmo que seja do meu altar, e matá-lo.

15 “Se alguém agredir seu pai ou sua mãe, a pena será a morte.

16 “Se alguém sequestrar uma pessoa, a pena será a morte, não importa se a pessoa foi vendida ou se ainda está de posse dele.

17 “Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, sua pena será a morte.

18 “Se acontecer uma briga, e alguém atingir outra pessoa com uma pedra ou com o próprio punho, e a pessoa ferida não morrer, mas ficar presa à cama e, depois, se recuperar, podendo andar de muletas, aquele que a feriu estará livre, mas será obrigado a indenizá-la pela perda de tempo. Ele será o responsável por sua completa recuperação.

20 “Se um proprietário agredir, com um pedaço de pau, seu escravo, seja homem, seja mulher, e ele morrer no local, o escravo deverá ser vingado. Mas, se o escravo sobreviver um ou dois dias, não deverá ser vingado, pois é propriedade do seu senhor.

22 “Se, durante uma briga, uma mulher grávida for agredida e perder o bebê, mas não se ferir, o responsável deverá pagar a compensação exigida pelo marido. Mas, se houver outro ferimento, vocês deverão dar vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, machucado por machucado.

26 “Se o proprietário ferir o olho de um escravo ou escrava, causando cegueira, deverá dar a ele ou a ela a liberdade por causa do olho. Se quebrar o dente de um escravo ou escrava, a liberdade terá de ser concedida, por causa do dente.

28 “Se um boi chifrar um homem ou mulher até a morte, o boi será apedrejado. A carne não será consumida, mas o proprietário do boi sairá livre. Mas, se o boi era conhecido por suas chifradas, e seu dono, mesmo sabendo disso, não tiver tomado nenhuma providência para evitar a situação, e o boi matar um homem ou mulher, o boi será apedrejado, e o dono, condenado à morte. Se for aceito o pagamento de um resgate em vez da morte, ele deverá pagar integralmente, como se fosse um resgate por sua vida. O mesmo julgamento se aplica no caso de um filho ou filha que tenha sofrido ataque do boi. Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava, deverão ser pagos trinta siclos de prata ao senhor do escravo, e o boi será apedrejado.

33 “Se alguém tirar a tampa de uma cisterna ou cavar um buraco, deixando-o aberto, e um boi ou um jumento cair dentro dele, o dono da cisterna deverá pagar o valor do animal ao seu proprietário e poderá ficar com o animal que morreu.

35 “Se o boi de uma pessoa ferir o boi de outra, e o animal morrer, o dono deverá vender o boi vivo e dividir o preço obtido. Deverá também dividir o animal morto. Mas, se o boi era conhecido por suas chifradas, e o dono, sabendo disso, não tomou providências para evitar aquela situação, ele deverá pagar boi por boi, mas poderá ficar com o animal que morreu”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 22

Leis acerca da propriedade

"1 “Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e abatê-lo ou vendê-lo, o ladrão deverá pagar cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha. Se o ladrão for apanhado arrombando e for atingido e morrer, não haverá culpa pelo sangue derramado. Mas, se isso acontecer depois do amanhecer, haverá culpa pelo sangue derramado.

3 “O ladrão deverá restituir tudo que foi roubado. Se não tiver condições de pagar, deverá ser vendido como escravo para pagar o que roubou. Se for pego em flagrante com os bens que roubou, se o boi, o jumento ou a ovelha ainda estiverem vivos, o ladrão pagará em dobro.

5 “Se alguém levar seus animais para pastar num campo ou numa vinha, mas deixá-los soltos e eles forem pastar no campo de outra pessoa, a restituição deve ser feita com o que há de melhor no campo ou na vinha do dono dos animais.

6 “Se houver uma queimada, e o fogo se espalhar para a vegetação e queimar os feixes de trigo ou o trigo plantado ou mesmo todo o campo, aquele que causou a queimada deverá arcar com os prejuízos causados.

7 “Se alguém der ao próximo dinheiro ou qualquer outra coisa para guardar em lugar seguro e isso for roubado da casa dele, o ladrão, caso seja apanhado, deve fazer restituição em dobro. Se o ladrão não for apanhado, o proprietário será levado diante de Deus para que se determine se foi ele quem se apoderou dos bens do próximo.

9 “Sempre que alguma coisa for roubada, quer sejam bois, quer jumentos, quer ovelhas, quer roupas, qualquer coisa de que alguém sinta falta e cuja posse reivindique, dizendo: ‘É meu’, ambas as partes devem comparecer perante os juízes. Aquele que for considerado culpado pelo juiz deverá pagar em dobro ao outro.

10 “Se alguém entregar um jumento, um boi ou qualquer animal a outra pessoa para que ela o guarde em segurança e o animal morrer ou ficar ferido, ou se for perdido sem a presença de testemunhas, os dois deverão fazer um juramento diante do Eterno para decidir se houve apropriação indébita. O dono deverá aceitar isso, e nenhum prejuízo será compensado. Mas, se houver acontecido um roubo, o dono deverá ser indenizado.
Se o animal foi despedaçado por animais selvagens, o animal despedaçado deverá ser apresentado como prova, e não se pagará prejuízo algum
.

14 “Se alguém tomar emprestado um animal do seu próximo, e o animal for ferido ou morrer na ausência do dono, então, o prejuízo deverá ser ressarcido. Mas não haverá indenização se o dono estiver presente. Se tiver contratado o animal, o pagamento cobrirá o prejuízo”.

16 “Se um homem seduzir uma virgem que não esteja prometida em casamento e se deitar com ela, deverá pagar o preço do dote e casar-se com ela. Mas, se o pai da moça não quiser entregá-la, o homem, mesmo assim, pagará o valor do dote das virgens.

18 “Não permitam que uma feiticeira continue viva.

19 “Quem tiver relações sexuais com um animal receberá pena de morte.

20 “Quem oferecer sacrifício a algum deus que não seja o Eterno deverá ser morto.

21 “Não maltratem nem se aproveitem dos estrangeiros. Lembrem-se de que vocês já foram estrangeiros no Egito.

22 “Não tratem mal os órfãos e as viúvas. Se fizerem isso e eles clamarem a mim, podem ter certeza de que os ouvirei e minha ira cairá sobre vocês. Minha fúria trará a espada contra vocês, e suas esposas se tornarão viúvas, e seus filhos, órfãos.

25 “Se emprestarem dinheiro a alguém do meu povo, a qualquer um que seja menos favorecido que vocês, não sejam impiedosos: não cobrem juros extorsivos.

26 “Se pegarem a capa do próximo como garantia, devolvam-na antes do anoitecer. Pode ser que seja a única coberta que ele tem. Com que outra coisa iria se agasalhar para dormir? E, se eu ouvir seu próximo clamando por causa do frio, irei intervir a favor dele, porque tenho compaixão.

28 “Não pronunciem maldição contra Deus nem amaldiçoem seus líderes.

29 “Não sejam avarentos quando seus barris estiverem cheios de vinho. “Consagrem a mim seu primeiro filho. Façam o mesmo com relação ao gado e às ovelhas. As primeiras crias devem ficar sete dias com a mãe e, depois, ser entregues a mim.

31 “Sejam santos por amor a mim. “Não comam carne que é dilacerada e encontrada no campo. Ela deve ser dada aos cães”."

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 23

O testemunho falso e a injúria

"1 "Não passem adiante falatórios maliciosos. “Não se associem com o perverso para prestar falso testemunho. Não sigam a multidão na prática do mal e não deem testemunho mentiroso numa disputa apenas para agradar a multidão. E não sejam parciais num processo só porque uma das partes é pobre.

4 “Se vocês encontrarem perdido o boi ou o jumento que pertence a seu inimigo, levem o animal de volta para ele. Se virem o jumento de alguém que odeia vocês caído sob o peso da carga, não passem direto nem o abandonem. Ajudem o animal a se levantar.

6 “Quando houver uma disputa que envolva os pobres do meio em que vocês vivem, não cometam nenhuma injustiça contra eles.

7 “Fiquem longe das falsas acusações. Não colaborem com a morte de gente inocente e de pessoas de boa índole. Não posso aceitar a ideia de o perverso sair impune.

8 “Não aceitem suborno, porque ele cega os olhos que enxergam com perfeição e distorce as palavras de quem diz a verdade.

9 “Não se aproveitem do estrangeiro. Vocês sabem o que é ser estrangeiro, pois foram estrangeiros no Egito.

10 “Plantem durante seis anos e façam as colheitas, mas, no sétimo ano, deixem a terra descansar, para que os pobres que vivem no meio de vocês possam comer dela. E que os animais selvagens comam o que eles deixarem. O mesmo se aplica às vinhas e olivais de propriedade de vocês.

12 “Trabalhem durante seis dias e descansem no sétimo, para que seu boi e seu jumento possam descansar e para que seu escravo e os estrangeiros que trabalham para vocês também tenham o descanso necessário.

13 “Ouçam atentamente tudo que digo. Não percam tempo, dando atenção a outros deuses, nem mesmo pronunciem o nome deles”.

14 “Vocês devem realizar para mim três festas todo ano.

15 “Na primavera, façam a festa dos Pães sem Fermento. Vocês comerão pão sem fermento durante sete dias, no período estabelecido do mês de abibe, como já ordenei. É o mês em que vocês saíram do Egito. Ninguém deve comparecer diante de mim com as mãos vazias.

16 “No verão, façam a festa da Colheita, que é quando aparecem os primeiros resultados da produção agrícola. “No outono, façam a festa das Safras, no fim da temporada, que é quando se contabilizam as safras obtidas durante o ano.

17 “Três vezes por ano, todos os homens devem se apresentar diante do Senhor, o Eterno.

18 “Não me ofereçam o sangue de um sacrifício junto com alguma coisa que contenha fermento. “Não mantenham, até a manhã do outro dia, a gordura das ofertas apresentadas na minha festa.

19 “Tragam à casa do Eterno o melhor da produção do ano.
“Não cozinhem o cabrito no leite de sua mãe
.

20 “Estejam prontos. Estou enviando meu Anjo à frente de vocês para protegê-los durante a viagem e para conduzi-los ao lugar que preparei para vocês. Não façam pouco caso dele, mas obedeçam às suas ordens. Não se rebelem contra ele. Ele não vai tolerar rebelião alguma, pois está agindo sob minha autoridade. Mas, se obedecerem a ele e fizerem tudo que digo, serei inimigo dos inimigos de vocês e lutarei contra eles. Meu Anjo irá adiante de vocês e os conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, que eu eliminarei da terra. Portanto, não adorem nem sirvam os deuses deles. Não adotem nenhum de seus costumes, porque vou fazê-los desaparecer da face da terra, assim como vou pôr abaixo seus símbolos fálicos de pedra.

25 “Quanto a vocês, sirvam ao Eterno, e ele abençoará sua água e seu alimento. Eu livrarei vocês das doenças. Não haverá abortos nem mulheres estéreis na terra em que vocês habitarem.
Farei que tenham uma vida plena ali
.

27 “Enviarei meu Terror à frente de vocês e deixarei em pânico aqueles de quem vocês se aproximarem. Vocês verão seus inimigos pelas costas, pois eles vão fugir.

28 “Enviarei desespero à frente de vocês. Os heveus, os cananeus e os hititas serão tirados do caminho. Não me livrarei deles de uma só vez, para que a terra não seja tomada pelo mato e pelos animais selvagens. A remoção deles será feita pouco a pouco, enquanto vocês plantam e colhem e, assim, vão se apoderando da terra. Farei que suas fronteiras se estendam desde o mar Vermelho até o mar Mediterrâneo e desde o deserto até o rio Eufrates. Estou entregando em suas mãos todos os habitantes daquela terra. Minha ordem é que vocês os expulsem de lá.

32 “Não façam nenhum acordo com eles nem com os deuses deles, porque eles não ficarão no mesmo território que vocês, justamente para que não induzam vocês a cometer o pecado de adorar os deuses deles.
Fiquem atentos, porque esse perigo é real
”."

 

 

 

 

Êxodo 24

A aliança de Deus com Israel

"1 O Eterno disse a Moisés: “Subam ao monte até a presença do Eterno, você, Arão, Nadabe, Abiú e as setenta autoridades de Israel. Mas eles devem adorar de longe. Apenas você Moisés deve se aproximar do Eterno. Os outros devem manter distância. Já o povo não deve subir ao monte de forma alguma”.

3 Moisés comunicou ao povo tudo que o Eterno tinha dito, repetindo todas as regras e regulamentos. E todos responderam a uma só voz: “Faremos tudo que o Eterno disse”.

4 Em seguida, Moisés registrou por escrito as instruções do Eterno. Na manhã seguinte, ele acordou bem cedo e ergueu um altar ao pé do monte, construído com doze colunas de pedra que correspondiam às doze tribos de Israel. Também instruiu alguns jovens israelitas na apresentação de ofertas queimadas e ofertas de paz com touros. Moisés usou metade do sangue para encher algumas bacias e a outra metade derramou sobre o altar.

7 Em seguida, pegou o Livro da Aliança e fez a leitura dele diante do povo, que escutou tudo com muita atenção. Eles disseram: “Faremos tudo que o Eterno disse. Sim, vamos obedecer”.

8 Moisés aspergiu sobre o povo o restante do sangue, que estava nas bacias, dizendo: “Este é o sangue da aliança que o Eterno fez com vocês, segundo as palavras que acabei de ler”.

9 Em seguida, Moisés e Arão, Nadabe e Abiú e as setenta autoridades de Israel subiram ao monte e viram o Deus de Israel. Ele estava de pé sobre um piso recoberto de pedras parecidas com safiras, que evocavam a pureza e o azul do céu. E as autoridades dos israelitas, mesmo tendo visto Deus, não morreram e ainda comeram e beberam na presença dele.

12 O Eterno disse a Moisés: “Suba mais para o alto do monte e espere por mim ali. Vou entregar a você algumas tábuas de pedra com as instruções e os mandamentos que escrevi para guiar o povo”.
Moisés, acompanhado de Josué, seu auxiliar, seguiu para o lugar indicado no monte de Deus.

14 Moisés ordenou às autoridades de Israel: “Esperem aqui até que voltemos. Arão e Hur ficarão com vocês. Recorram a eles se houver algum problema”.

15 Em seguida, Moisés subiu ao monte, que foi coberto por uma nuvem, e a glória do Eterno desceu sobre o monte Sinai. A nuvem cobriu o monte durante seis dias. No sétimo dia, o Eterno chamou Moisés de dentro da nuvem. À vista dos israelitas lá embaixo, a glória de Deus parecia um fogo que ardia no alto do monte.

18 Moisés entrou na nuvem e subiu ao monte. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 25

Deus manda trazer ofertas para o tabernáculo

"1 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas que separem ofertas para mim. Receba as ofertas de todos os que desejarem apresentá-las. Estas são as ofertas que você deve receber deles: ouro, prata, bronze, panos azuis, roxos e vermelhos; linho fino, pelos de cabra, couro de carneiro e de golfinho; madeira de acácia, óleo para lamparina, especiarias para o óleo da unção e incenso perfumado; pedras de ônix e outras pedras para o colete e o peitoral. Eles vão edificar um santuário para mim, de modo que eu habite entre eles.
 Será construído de acordo com o modelo que entreguei a você, com o projeto da Habitação e de toda a sua mobília
”.

10 “Em primeiro lugar, eles farão uma arca de madeira de acácia, medindo um metro e dez de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura. Você irá revesti-la com ouro puro por dentro e por fora, fazendo, à volta dela, uma moldura de ouro. Irá também fundir quatro argolas de ouro e prendê-las aos quatro pés da arca, duas argolas de cada lado. Faça varões de madeira de acácia, revista-os com ouro e introduza-os nas argolas laterais da arca, para que sejam usados no seu transporte. Os varões devem passar pelas argolas e não devem ser retirados.

16 “Guarde, na arca, as tábuas da aliança que dou a você.

17 “Em seguida, faça uma cobertura de ouro puro para a arca, a tampa da expiação, medindo um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura.

18 “Dois anjos com asas, feitos de ouro batido, deverão ser esculpidos e postos nas duas extremidades da tampa da expiação, um anjo de cada lado. Eles devem compor uma só peça com a tampa. Os anjos, com as asas estendidas, cobrirão a tampa da expiação, um de frente para o outro, mas ambos olhando para baixo. A tampa da expiação será a cobertura da arca, e, dentro dela, devem ser guardadas as tábuas da aliança que entregarei a você. Ali me encontrarei com você nas horas estabelecidas e, de cima da tampa da expiação, entre as figuras de anjo que estão sobre ela, transmitirei os mandamentos que tenho para os israelitas”.

23 “Em seguida, faça uma mesa de madeira de acácia, medindo noventa centímetros de comprimento, quarenta e cinco de largura e setenta de altura. Ela deve ser revestida com ouro puro. Em torno dela, faça uma moldura de ouro, uma borda de quatro dedos de largura e um arremate de ouro em torno da borda. Faça quatro argolas de ouro e prenda-as às quatro pernas da mesa, em paralelo com a tampa. Elas servirão para sustentar os varões usados no transporte da mesa, que devem ser feitos de madeira de acácia e revestidos com ouro. Eles servirão para o transporte da mesa.

29 “Faça pratos, tigelas, potes e jarras para derramar as ofertas, tudo de ouro puro.

30 “Sobre a mesa, mantenha sempre diante de mim o pão da presença”.

31 “Faça um candelabro de ouro puro e batido. A haste, os braços, as taças, os botões e as pétalas devem formar uma única peça. Ele terá seis braços, três de um lado e três do outro.
O primeiro braço sustentará três taças em forma de flor de amêndoa, cada uma com botão e pétalas, o braço seguinte também sustentará três taças, e assim será para todos os seis braços. Sobre a haste principal do candelabro, faça quatro taças em forma de amêndoa, com botão e pétalas, de forma que debaixo de cada par dos seis braços saia um botão. O candelabro inteiro deverá compor uma única peça de ouro puro e batido
.

37 “Faça sete candelabros como esse para a mesa. Disponha as lâmpadas de modo que iluminem a parte da frente. Os apagadores de pavio e as bandejas devem ser de ouro puro.

39 “Use uma barra de trinta e cinco quilos de ouro para fazer o candelabro e seus acessórios. Faça tudo de acordo com o modelo que foi entregue a você no monte”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 26

As cortinas do tabernáculo

"1 “Faça a Habitação com dez peças de tapeçaria confeccionadas com linho fino trançado, de tecidos azuis, roxos e vermelhos enfeitados com querubins. Deve ser obra de um artesão experiente. Cada peça de tapeçaria deve medir doze metros e sessenta centímetros de comprimento por um metro e oitenta centímetros de largura. Faça um conjunto de cinco peças e, depois, outro com mais cinco. Faça laçadas de tecido azul ao longo da borda da tapeçaria do lado externo do primeiro conjunto e, também com a tapeçaria, do lado externo do segundo conjunto. Faça cinquenta laçadas em cada peça. Em seguida, faça cinquenta colchetes de ouro e junte as peças de tapeçaria, de modo que a Habitação forme uma única estrutura.

7 “Depois disso, faça tapeçarias de pelo de cabra para a cobertura da Habitação. Serão onze peças. Cada peça medirá treze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta de largura. Faça um conjunto com cinco peças e outro com as seis restantes. Dobre a sexta peça ao meio: ela ficará na parte da frente da tenda. Depois, faça cinquenta laçadas ao longo da borda da última peça e cinquenta ao longo da borda da peça de união. Faça cinquenta colchetes de bronze e prenda-os às laçadas, para ligar a tenda como um todo.

12 “Pendure na parte de trás da Habitação metade do que sobrar das peças de tapeçaria. Os quarenta e cinco centímetros que sobrarem de cada lado deverão cobrir as laterais da tenda.
Por fim, faça uma cobertura para as peças de tapeçaria com couro de carneiro tingido de vermelho e, por cima, uma cobertura de couro de carneiro
.

15 “Arme a Habitação com chapas de madeira de acácia. Cada segmento do esqueleto deve medir quatro metros e meio de comprimento por setenta centímetros de largura e ser preso por duas estacas. Faça todos os segmentos iguais: vinte deles para o lado sul, com quarenta encaixes de prata para as duas estacas de cada um dos vinte segmentos; a mesma coisa deverá ser feita para o lado norte da Habitação. Para a parte de trás da Habitação, voltada para o lado oeste, faça seis segmentos e mais dois para os cantos do fundo. Os dois segmentos do canto precisam ter o dobro da espessura de cima até embaixo e se encaixar numa única argola; oito segmentos com dezesseis encaixes de prata, dois para cada segmento.

26 “Em seguida, faça travessões com madeira de acácia: cinco para os segmentos de um lado da Habitação, cinco para os do outro lado e cinco para a parte de trás, voltada para o oeste.
 O travessão principal deve ir de uma ponta a outra no meio dos segmentos. Cubra os segmentos com ouro e faça argolas de ouro para sustentação dos travessões. Você também deve revestir os travessões com ouro. Depois, junte todas as partes da Habitação conforme o modelo que mostrei a você no monte
.

31 “Faça uma cortina de fios de tecido azul, roxo e vermelho e de linho trançado. Um artesão experiente deve guarnecer a cortina com a figura de um querubim. A cortina deve ser presa com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia recobertas de ouro sobre quatro bases de prata. Depois de pendurar a cortina pelos colchetes, leve para dentro, para trás da cortina, a arca da aliança. A cortina fará separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Em seguida, leve a tampa da expiação para o Lugar Santíssimo. Ela deve ficar sobre a arca da aliança. Posicione a mesa e o candelabro do lado de fora da cortina: o candelabro deve ficar no lado sul da Habitação, e a mesa, voltada para ele, no lado norte.

36 “Confeccione uma tela para a porta da tenda com fios de tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Para sustentação da tela, faça cinco colunas de madeira de acácia revestidas com ouro e ganchos, para que ela seja pendurada. Também devem ser fundidas cinco bases de bronze para as colunas”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 27

O altar do holocausto

"1 “Faça um altar de madeira de acácia. Ele deverá ser quadrado, medindo dois metros e vinte e cinco centímetros de cada lado e um metro e trinta e cinco de altura. Faça pontas em cada um dos quatro cantos. Elas farão parte da mesma peça do altar e serão revestidas de bronze. Faça baldes para retirar as cinzas e pás, bacias, garfos e braseiros. Todos esses utensílios devem ser feitos de bronze. Faça uma grelha de bronze e prenda argolas de bronze em cada um dos quatro cantos. Coloque a grelha debaixo da beirada do altar, à meia altura dele. Ainda para o altar, faça varões de madeira de acácia revestidos de bronze. Introduza os varões pelas argolas nos dois lados do altar, para seu transporte. Use tábuas para fazer o altar e deixe oco o interior”.

9 “Faça um pátio para a Habitação. O lado sul deverá medir quarenta e cinco metros de comprimento. As cortinas do pátio devem ser confeccionadas de linho fino trançado, com vinte postes, vinte bases de bronze, ganchos e suportes de prata.
O lado norte deverá ser exatamente como esse
.

12 “Para o lado oeste do pátio, serão necessários vinte e dois metros e meio de cortinas, além de dez colunas e bases. Ao longo dos vinte e dois metros e meio na parte da frente, ou seja, no lado leste, serão necessários seis metros e setenta e cinco centímetros de cortinas com três colunas e bases num dos lados e o mesmo para o outro lado. Junto à porta do pátio, faça uma tela de nove metros de comprimento de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino trançado. Ela deve ser bordada por um artesão e pendurada nas quatro colunas com suas bases. Todas as colunas em volta do pátio devem ser unidas com prata, com ganchos de prata e bases de bronze. O pátio deve ter quarenta e cinco metros de comprimento e vinte e dois e meio de largura.
As cortinas de linho fino trançado sobre suas bases de bronze devem medir dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Todas as ferramentas utilizadas para levantar a Habitação, até mesmo suas estacas e o pátio, devem ser feitas de bronze
.

20 “Agora ordene aos israelitas que tragam óleo de oliva puro para que as lâmpadas fiquem sempre acesas. Na Tenda do Encontro, na área do lado externo da cortina que cobre as tábuas da aliança, Arão e seus filhos deverão manter a luz acesa diante do Eterno, desde a noite até pela manhã. Os israelitas e seus descendentes deverão manter essa prática para sempre”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 28

Deus escolhe Arão e seus filhos para sacerdotes

"1 "Entre os israelitas, seu irmão Arão e os filhos dele deverão me servir como sacerdotes: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar, faça, para seu irmão Arão, vestimentas sagradas que simbolizem glória e beleza. Convoque os artesãos mais experientes, aqueles a quem capacitei para esse trabalho, e tome providências para que eles façam as vestimentas de Arão. Ele será consagrado para atuar como sacerdote diante de mim. Estas são as peças do vestuário que eles devem confeccionar: peitoral, colete, manto, túnica bordada, turbante e cinto. Eles farão as vestimentas sagradas que Arão e seus filhos usarão quando estiverem ministrando como sacerdotes para mim. Precisarão de ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino”.

6 “O colete deverá ser confeccionado por um artesão experiente, com os seguintes materiais: ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Coloque duas ombreiras nas duas extremidades para que fique bem firme. A faixa enfeitada que vai sobre ele deve ser do mesmo material, e os dois devem formar uma só peça, feita de ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Em seguida, pegue duas pedras de ônix e grave nelas os nomes dos filhos de Israel, por ordem de nascimento. Serão seis nomes numa pedra e seis na outra. Grave os nomes dos filhos de Israel sobre as duas pedras, assim como o lapidador grava um selo. Em seguida, monte as pedras sobre engastes de ouro. Prenda as duas pedras sobre as ombreiras do colete: são pedras memoriais para os israelitas. Arão levará sobre os ombros esses nomes como memorial diante do Eterno. Faça os engastes de ouro e duas carreiras de ouro puro, que deverão ser trançadas como numa corda e presas aos engastes”.

15 “Em seguida, faça o peitoral do juízo, utilizando artesãos experientes, a exemplo do que se fará com o colete. Use ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Ele será quadrado, cada lado medindo um palmo, e dobrado em dois. Aplique sobre ele quatro carreiras de pedras preciosas: Primeira carreira: cornalina, topázio e esmeralda. Segunda carreira: rubi, safira e cristal. Terceira carreira: jacinto, ágata e ametista. Quarta carreira: berilo, ônix e jaspe.

20 “Elas serão montadas sobre engastes de ouro. As doze pedras correspondem aos nomes dos israelitas, com doze nomes gravados, um em cada pedra, como um selo para as doze tribos.

22 “Para o peitoral, faça também cordões de ouro puro entrelaçados como cordas e duas argolas de ouro a serem presas nas duas extremidades. Prenda os dois cordões de ouro nas argolas das extremidades do peitoral. Em seguida, prenda as outras extremidades dos dois cordões nos dois engastes e junte-os às ombreiras do colete, na parte da frente. Faça mais duas argolas de ouro e prenda-as nas duas extremidades do peitoral pela borda do lado de dentro, junto ao colete. Faça, ainda, outras duas argolas de ouro e prenda-as na parte da frente do colete até a parte inferior das ombreiras, perto da costura que fica acima da faixa enfeitada. Prenda o peitoral, passando um cordão azul pelas suas argolas e pelas argolas do colete, de modo que ele fique firme sobre a faixa enfeitada do colete e não se solte.

29 “Toda vez que entrar no santuário na presença do Eterno, Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo, sobre o coração, como memorial. Coloque o Urim e o Tumim no peitoral do juízo. Eles devem estar sobre o coração de Arão quando ele entrar na presença do Eterno. Assim, Arão sempre levará consigo o peitoral do juízo ao entrar na presença do Eterno”.

31 “Faça inteiramente azul o manto para o colete, com uma abertura central, para a cabeça, e barra na borda, para que não se rasgue. Por toda a borda da peça, faça romãs de tecido azul, roxo e vermelho, alternando-as com sinos de ouro — sino de ouro e romã, sino de ouro e romã — em toda a barra do manto. Arão deverá usá-lo quando estiver realizando seu trabalho de sacerdote. Os sinos serão ouvidos quando ele entrar no Lugar Santo, na presença do Eterno, e também quando sair, para que não morra.

36 “Faça uma placa de ouro puro e grave sobre ela, como num selo: ‘Santo ao Eterno’. Amarre-a com um cordão azul na frente do turbante, sobre a testa de Arão. Ele carregará toda culpa que possa estar sobre alguma das ofertas sagradas que os israelitas consagrarem, não importa o que venham a trazer. Estará sempre sobre a testa de Arão, para que as ofertas sejam aceitáveis ao Eterno.

39 “Confeccione a túnica com linho fino. Faça o turbante de linho fino. O cinto será feito por um bordador. Faça túnicas, cintos e barretes para os filhos de Arão como expressões de glória e beleza. Vista com eles Arão e seus filhos. Você irá ungir, ordenar e consagrar todos eles para me servirem como sacerdotes.

42 “Faça calções de linho, que deverão ir da cintura até a coxa, para cobrir a nudez dos sacerdotes. Arão e seus filhos devem vesti-los sempre que entrarem na Tenda do Encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no Lugar Santo, a fim de que não incorram em culpa e morram. Essa regra vale para Arão e para todos os seus descendentes de linhagem sacerdotal”."

 

 

 

Êxodo 29

O sacrifício e as cerimônias da consagração

"1 “Esta será a cerimônia de consagração dos sacerdotes. Escolha a um touro e dois carneiros saudáveis e sem defeito. Com a melhor farinha, mas sem fermento, faça pães e bolos misturados com azeite e bolos achatados e untados com azeite. Ponha tudo num cesto e leve junto o touro e os dois carneiros. Conduza Arão e seus filhos à entrada da Tenda do Encontro e lave-os com água.

5 “Em seguida, as vestimentas: vista Arão com a túnica, o manto do colete, o colete e o peitoral, dobrando o colete sobre ele com o cinto bordado. Ponha o turbante na cabeça dele e, sobre o turbante, a coroa sagrada. Depois, é hora de ungir: derrame o óleo sagrado sobre a cabeça de Arão. Logo após, traga os filhos de Arão, vista-os com as túnicas, envolva-os com os cintos, Arão e os filhos, e ponha os barretes sobre a cabeça de cada um.
O sacerdócio deles é sustentado pela lei e é permanente
.

9 “Vou dizer agora como você ordenará Arão e os filhos. Traga o touro para a Tenda do Encontro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do animal. Então, você imolará o touro na presença do Eterno, à entrada da Tenda do Encontro. Pegue um pouco do sangue do touro e, com o dedo, borrife as pontas do altar; derrame o resto do sangue sobre a base. Depois, pegue toda a gordura que recobre as vísceras e envolve o fígado e os rins e queime sobre o altar, mas a carne, o couro e o excremento do animal deverão ser queimados por completo fora do acampamento. É uma oferta de perdão.

15 “Em seguida, traga um dos carneiros. Arão e os filhos deverão impor as mãos sobre a cabeça do animal, que será imolado. O sangue será jogado contra o altar, em volta dele. Corte o carneiro em pedaços, lave as vísceras e as pernas, junte os pedaços com a cabeça e queime o carneiro todo sobre o altar. É oferta queimada ao Eterno, um aroma agradável para ele.

19 “Então, traga o segundo carneiro. Arão e os filhos deverão impor as mãos sobre a cabeça do animal, que deverá ser imolado. Pegue um pouco do sangue e esfregue-o contra o lóbulo da orelha direita de Arão e também dos filhos, sobre o polegar da mão direita e sobre o dedão do pé direito de todos eles. O resto do sangue deverá ser aspergido por todos os lados do altar. Pegue um pouco do sangue que estiver sobre o altar, misture-o com um pouco de óleo sagrado e faça aspersão sobre Arão e suas roupas e sobre seus filhos e as roupas deles, para que Arão, filhos e roupas sejam santificados.

22 “Retire a gordura do carneiro, a parte gorda da cauda, a gordura que recobre as vísceras, o lóbulo do fígado, os rins com a gordura que está sobre eles e a coxa direita: esse é o carneiro da ordenação. Do cesto que está na presença do Eterno, pegue um pão, um bolo com azeite e um bolo achatado.

24 “Ponha todas essas coisas nas mãos de Arão e dos filhos, que as moverão diante do Eterno. É uma oferta movida. Depois de movidas, pegue-as de volta e queime-as também sobre o altar — um aroma agradável ao Eterno, um presente oferecido ao Eterno.

26 “Em seguida, tome o peito do carneiro, que pertence a Arão, e mova-o perante o Eterno, uma oferta movida.
E essa será sua parte
.

27 “Consagre o peito da oferta movida e a coxa que foi apresentada. Essas são as partes do carneiro da ordenação que pertencem a Arão e seus filhos. Eles sempre deverão receber essa oferta dos israelitas e deverão apresentá-la regularmente, após retirá-la das ofertas de paz.

29 “Os trajes sagrados de Arão deverão ser repassados a seus descendentes, de modo que sejam ungidos e ordenados com eles. O filho que o suceder como sacerdote deverá usá-los durante sete dias e entrar na Tenda do Encontro para ministrar no Lugar Santo.

31 “Pegue o carneiro da ordenação e cozinhe sua carne no Lugar Santo. À entrada da Tenda do Encontro, Arão e seus filhos comerão o carneiro cozido e o pão que está no cesto. Expiados por essas ofertas, ordenados e consagrados por elas, eles são os únicos autorizados a comê-las. Ninguém de fora deve comê-las, pois elas são sagradas. Tudo que sobrar do carneiro da ordenação e o pão que ficar até a manhã seguinte deverão ser queimados. Não comam desses restos porque são sagrados.

35 “Faça tudo que estiver relacionado com a ordenação de Arão e de seus filhos, exatamente como tenho ordenado, ao longo dos sete dias. Todos os dias, ofereça um touro como oferta de perdão. Ofereça-a sobre o altar quando fizer expiação por ele. Você deve ungir e consagrar o altar, fazer expiação por ele e consagrá-lo por sete dias. O altar ficará permeado de santidade, e qualquer pessoa que o tocar se tornará santa.

38 “Sobre o altar, ofereça o seguinte: dois cordeiros de dois anos, todos os dias, um pela manhã e outro no fim da tarde. Com o sacrifício do primeiro cordeiro, ofereça um jarro cheio da melhor farinha mais um litro de azeite de oliva puro e um litro de vinho como oferta derramada. O sacrifício do segundo cordeiro, apresentado ao anoitecer, também deve ser acompanhado pelas mesmas ofertas de cereais e ofertas derramadas do sacrifício da manhã, um aroma agradável, um presente para o Eterno.

42 “Essa deverá ser a oferta queimada oferecida regular e diariamente ao Eterno, geração após geração, feita à entrada da Tenda do Encontro. É ali que os encontrarei, que falarei com vocês, que me encontrarei com os israelitas, lugar santificado pela minha glória. Também santificarei a Tenda do Encontro e o altar. Santificarei Arão e seus filhos, para que me sirvam como sacerdotes. Eu me mudarei para lá e habitarei com os israelitas. Serei o Deus deles. E eles saberão que eu sou o Eterno, que os tirou da terra do Egito para que pudesse habitar com eles.
Eu sou o Eterno, o seu Deus”
."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 30

O altar do incenso

"1 “Faça um altar de madeira de acácia para queimar incenso.
Ele será quadrado e medirá quarenta e cinco centímetros de cada lado por noventa de altura, e suas pontas formarão uma só peça com ele. Você deve revesti-lo de ouro puro, seu tampo, os lados e as pontas e fazer uma moldura de ouro em volta dele. Debaixo dessa moldura devem sair duas argolas de ouro. Coloque as argolas opostas uma à outra, a fim de servirem de encaixe para os varões quando o altar for transportado. Faça os varões de madeira de acácia e revista-os com ouro
.

6 “Posicione o altar diante da cortina que separa a arca da aliança, diante da tampa da expiação que está sobre as tábuas da aliança. Ali me encontrarei com você. Arão queimará incenso aromático sobre o altar todas as manhãs, quando vier limpar as lâmpadas e, depois, à noite, quando vier acendê-las, para que sempre haja incenso queimando diante do Eterno, de geração em geração. Mas não queime sobre esse altar nenhum incenso profano ou alguma oferta queimada ou de cereais. Também não derrame sobre ele nenhuma oferta derramada. Uma vez por ano, Arão deverá purificar as pontas do altar. Usando o sangue da oferta de perdão, ele deve fazer essa expiação todos os anos por todas as gerações. É coisa santíssima ao Eterno”.

11 O Eterno disse a Moisés: “Quando você fizer a contagem dos israelitas, todos deverão pagar ao Eterno um imposto pela expiação da vida, quando forem recenseados, para que nenhum mal aconteça a eles por causa do recenseamento. Todos os que forem contados devem pagar seis gramas de prata (de acordo com o padrão do santuário). Essa prata deve ser oferecida ao Eterno. Todos os que forem contados da idade de 20 anos para cima devem apresentar essa oferta ao Eterno. O rico não deverá pagar mais nem o pobre deverá pagar menos que os seis gramas oferecidos ao Eterno, o imposto de expiação pela vida. Recolha dos israelitas o dinheiro do imposto de expiação. Ele deverá ser aplicado na manutenção da Tenda do Encontro. Será um fundo memorial para os israelitas em honra ao Eterno e fará expiação pela vida de vocês”.

17 O Eterno disse a Moisés: “Faça uma bacia de bronze. Ela deverá ter uma base de bronze. Posicione-a entre a Tenda do Encontro e o altar e ponha água nela. Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés nessa bacia. Antes de entrarem na Tenda do Encontro ou de se aproximarem do altar para servir ou para fazer ofertas ao Eterno, deverão se lavar, para que não morram. Deverão lavar as mãos e os pés para que não morram. Essa é uma ordem perpétua para Arão e seus filhos e todos os seus descendentes”.

22 O Eterno disse a Moisés: “Junte as melhores especiarias: seis quilos de mirra liquida, mais a metade disso, ou seja, três quilos de canela aromática, três quilos de cana aromática e seis quilos de cássia — utilizando o padrão de peso do santuário para todas — e um galão de azeite de oliva. Faça, com esses ingredientes, o óleo sagrado da unção, uma mistura de perfumista experiente.

26 “Use-o para ungir a Tenda do Encontro, a arca da aliança, a mesa e seus utensílios, o candelabro e seus utensílios, o altar do incenso, o altar das ofertas queimadas e seus utensílios e a bacia com sua base. Você deverá consagrar esses objetos, para que fiquem permeados de santidade, e qualquer pessoa que tocar neles se tornará santa.

30 “Em seguida, você deverá ungir Arão e seus filhos. Consagre-os como sacerdotes a mim. Diga aos israelitas: ‘Este será o meu óleo sagrado da unção para todas as suas gerações’. Não deve ser usado pelo cidadão comum nem reproduzido para uso próprio.
É óleo santo: que continue santo. Quem preparar algum composto semelhante ou usá-lo em pessoas comuns será expulso do meio do povo
”.

34 O Eterno disse a Moisés: “Misture especiarias aromáticas — resina de goma, ônica, gálbano — e acrescente incenso puro. Esses ingredientes devem ser misturados em partes iguais para fazer o incenso aromático, trabalho de perfumista. Deve levar sal, para que seja puro — santo. Em seguida, amasse um pouco do incenso, até virar pó, e espalhe-o diante das tábuas da aliança, na Tenda do Encontro, onde me encontrarei com você. Esse lugar será santíssimo para você. Depois que preparar o incenso, não reproduza a mistura para uso próprio. É santo ao Eterno e deve continuar santo. Quem fizer um incenso igual para uso próprio será expulso do meio do povo”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 31

Os artífices da obra do tabernáculo

"1 O Eterno disse a Moisés: “Fiz o seguinte: escolhi eu mesmo Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi com o Espírito de Deus. Dei a ele capacidade, habilidade e conhecimento artístico para criar peças em ouro, prata e bronze, para cortar e montar pedras preciosas e para entalhar madeira. Fiz dele um especialista de mão-cheia.

6 “Também capacitei Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para trabalhar com ele. Dei capacidade a todos os que têm aptidão para o trabalho artístico, para fazerem todas as coisas que tenho ordenado: a Tenda do Encontro, a arca da aliança com a tampa da expiação, todos os acessórios da tenda, a mesa e seus acessórios, o candelabro puro e seus acessórios, o altar do incenso, o altar das ofertas queimadas e seus acessórios, a bacia e sua base, as vestimentas adequadas, as vestimentas sagradas para Arão, o sacerdote, e seus filhos com deveres sacerdotais, o óleo da unção, o incenso aromático para o Lugar Santo — eles farão todas essas coisas conforme tenho ordenado a você”.

12 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas: ‘Acima de todas as coisas, guardem meus sábados, sinal que estabeleço entre mim e vocês, para todas as gerações, a fim de manter viva em vocês a ideia de que sou o Eterno, que os santifica. Guardem o sábado: ele é sagrado para vocês. Quem o profanar será condenado à morte. Quem trabalhar nesse dia será expulso do meio do povo. Existem seis dias em que se deve trabalhar, mas o sétimo dia é o sábado, exclusivo para descanso, dedicado ao Eterno. Quem trabalhar no sábado será condenado à morte. Os israelitas guardarão o sábado e deverão fazê-lo por todas as suas gerações, como uma aliança perpétua. Trata-se de um sinal contínuo entre mim e os israelitas. Pois o Eterno fez o céu e a terra em seis dias, mas parou no sétimo, respirou fundo e descansou.

18 Ao terminar de falar com Moisés no monte Sinai, o Eterno entregou a ele as duas tábuas da aliança, feitas de pedra e escritas com o dedo de Deus."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 32

O bezerro de ouro

"1 Com a demora de Moisés em descer do monte, o povo começou a ficar inquieto. Eles se reuniram em torno de Arão e disseram: “Tome uma atitude! Faça deuses para nós, que possam nos conduzir. Esse Moisés, que nos tirou do Egito — quem sabe o que aconteceu com ele?”.

5 E Arão respondeu: “Retirem as argolas de ouro das orelhas de suas esposas, filhos e filhas e tragam tudo para mim”. Eles obedeceram, e as argolas de ouro passaram das orelhas do povo para as mãos de Arão. Ele derreteu todo aquele ouro e modelou, com uma ferramenta de escultor, a forma de um bezerro.
A reação do povo foi de entusiasmo: “São esses os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito!” Arão, percebendo o que eles queriam, construiu um altar diante do bezerro e anunciou: “Amanhã será dia de festa ao Eterno!”.

6 No dia seguinte, bem cedo, o povo se levantou, ofereceu ofertas queimadas e trouxe ofertas de paz. E todos se sentaram para comer e beber, dando início à festa.
E foi uma festa desenfreada!

7 O Eterno disse a Moisés: “Desça! O povo que você tirou da terra do Egito está se corrompendo. Desviou-se muito depressa do caminho que tracei para eles, porque fizeram um bezerro de fundição e o estão adorando. Sacrificaram a ele e disseram: ‘Esses são, ó Israel, os deuses que tiraram vocês da terra do Egito’”.

9 O Eterno disse ainda a Moisés: “Olho para essa multidão e vejo um povo teimoso e obstinado! Afaste-se um pouco, para que eu possa dar vazão à minha ira e incinerá-los ali mesmo! Mas farei de você uma grande nação”.

11 Moisés tentou acalmar o Eterno, dizendo: “Por que, ó Eterno, perderias a calma com teu povo? Tu os tiraste do Egito numa grande demonstração de poder. Por que os egípcios haveriam de dizer agora: ‘Isso foi premeditado por ele — libertou-os só para que pudesse matá-los nas montanhas e eliminá-los da face da terra? Por favor, contenha tua ira! Pense duas vezes antes de trazer o mal sobre teu povo! Lembra-te de Abraão, Isaque e Israel, teus servos, a quem deste tua palavra, dizendo: ‘Darei muitos filhos a vocês, tantos quantos as estrelas no céu, e darei para sempre esta terra a seus filhos’”.

14 E o Eterno concordou em pensar mais um pouco. E decidiu não trazer sobre seu povo o mal com que o havia ameaçado.

15 Moisés desceu o monte, carregando as duas tábuas da aliança. Elas estavam escritas na frente e no verso. Deus as havia preparado e esculpido nelas as palavras.

17 Ao ouvir o barulho e a gritaria do povo, Josué disse a Moisés: “É barulho de guerra no acampamento!”.

18 Mas Moisés retrucou: “Essa música não é de vitória, E também não é música de derrota; estou ouvindo música de um povo em festa”.

19 E era isso mesmo. Quando Moisés chegou perto do acampamento e viu o bezerro e o povo dançando, ficou furioso. Jogou as tábuas ao chão, despedaçando-as ao pé do monte. Então, pegou o bezerro que haviam feito, derreteu-o no fogo, reduziu-o a pó, espalhou-o sobre a água e obrigou os israelitas a beberem.

21 Em seguida, Moisés perguntou a Arão: “O que esse povo fez para que você o envolvesse num pecado tão grande assim?”.

22 Arão respondeu: “Senhor, não fique zangado. Você conhece esse povo e sabe como está voltado para o mal.
Eles me disseram: ‘Faça-nos deuses, que possam nos conduzir. Esse Moisés, que nos tirou do Egito — ninguém sabe o que aconteceu com ele.

24 “Então, eu disse: ‘Quem tem ouro?’ Eles juntaram suas joias e trouxeram tudo para mim.
Joguei o ouro no fogo, e saiu aquele bezerro”.

25 Moisés viu que o povo estava fora de controle — Arão os havia deixado naquela situação — e agora seria motivo de chacota para os inimigos. Por isso, tomou uma decisão. Posicionou-se à entrada do acampamento e disse: “Quem estiver do lado do Eterno, junte-se a mim!”. Todos os levitas se apresentaram.

27 Ele os orientou: “Estas são as ordens do Eterno, o Deus de Israel: ‘Peguem suas espadas e percorram o acampamento. Matem seus irmãos, amigos e vizinhos’”,

28 Os levitas cumpriram a ordem de Moisés. Naquele dia, foram mortas três mil pessoas.

29 Moisés falou: “Hoje vocês confirmaram sua ordenação. E o preço foi alto — tiveram de matar seus filhos e irmãos!
Mas Deus os abençoou”.

30 No dia seguinte, Moisés dirigiu-se ao povo, dizendo: “Vocês cometeram um pecado gigantesco! Mas vou consultar o Eterno. Talvez eu consiga livrá-los desse pecado”.

31 Moisés retornou ao Eterno com sua petição: “Tudo isso é terrível. Esse povo pecou — e o pecado foi gigantesco! Fizeram deuses de ouro para adorar. Se puderes perdoar o pecado deles, serei muito grato. Mas, se não for possível, risca o meu nome do livro que escreveste”.

33 O Eterno disse a Moisés: “Riscarei do meu livro apenas os que pecarem contra mim. Vá agora mesmo e conduza o povo ao lugar que indiquei. Saiba que meu Anjo vai à sua frente. Mas, no dia em que eu fizer o acerto de contas, os pecados que eles cometeram não ficarão de fora”.

35 E o Eterno enviou uma praga sobre o povo por causa do bezerro que e Arão havia feito."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 33

O Anjo de Deus irá adiante do povo

"1 O Eterno disse a Moisés: “Agora, vá! É hora de partir. Você e o povo que você tirou da terra do Egito dirijam-se à terra que prometi a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: ‘Eu a darei a seus descendentes’. Enviarei um anjo à sua frente e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. É uma terra em que manam leite e mel. Mas não estarei com vocês pessoalmente, porque vocês são um povo obstinado, e posso me sentir tentado a destruí-los no caminho”.

4 Quando o povo ficou sabendo desse duro veredito, todos ficaram tristes e abatidos. Não quiseram mais nem usar suas joias.

5 E o Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas o seguinte: ‘Vocês são um povo teimoso. Eu não poderia acompanhar vocês nem por um minuto, pois sei que os destruiria. Portanto, tirem todas as joias enquanto resolvo o que faço com vocês’”.
Assim, do monte Horebe em diante, os israelitas
deixaram de usar joias.

7 Moisés costumava armar a Tenda fora do acampamento, a certa distância dele. Ele a chamava Tenda do Encontro. Quem quisesse consultar o Eterno se dirigia à Tenda do Encontro, fora do acampamento. Era assim: quando Moisés ia para a Tenda, todo o povo ficava observando. Os homens ficavam à entrada da sua tenda, olhando para Moisés, até que ele entrasse na Tenda do Encontro. Assim que ele entrava, a coluna de nuvem descia sobre a entrada da Tenda, e o Eterno falava com Moisés. Todo o povo via a coluna de nuvem na entrada da Tenda, observava com atenção e se curvava para adorar. Cada homem que estivesse à entrada da sua tenda fazia isso.

11 E o Eterno falava com Moisés face a face, como um vizinho fala com o outro por cima da cerca. Moisés voltava para o acampamento, mas o jovem Josué, seu auxiliar, não deixava a Tenda.

12 Moisés disse ao Eterno: “Tu me dizes: ‘Conduza este povo’, mas não me deixas saber quem enviarás comigo. Tu me dizes: ‘Conheço você muito bem, e você é especial para mim. Se sou assim tão especial para ti, permite que eu tome conhecimento dos teus planos. Assim, continuarei sendo especial para ti. Não te esqueças de que este é o teu povo, tua responsabilidade”.

14 O Eterno respondeu: “Minha presença irá com você. Eu me encarregarei da viagem até o fim”.

15 Moisés não concordou: “Se tua presença não assumir a liderança aqui, cancela agora mesmo a viagem. De que outra forma se poderia saber que estás comigo nisso, comigo e com teu povo? Quero saber: viajarás conosco ou não? De que outra forma saberemos que somos especiais, eu e teu povo, entre todos os outros povos da terra?”.

17 O Eterno respondeu a Moisés: “Está bem. Será como você disse. Eu também farei isso, pois conheço você muito bem, e você é especial para mim. Eu conheço você pelo nome”.

18 Moisés, então, disse: “Por favor, permita que eu veja a tua glória”.

19 O Eterno respondeu: “Farei passar minha bondade diante de você. Pronunciarei o nome, o Eterno, bem na sua frente. Tratarei bem os que eu quiser tratar bem e serei bom com quem eu quiser ser bom”.

20 O Eterno continuou: “Mas você não poderá ver meu rosto. Ninguém pode me ver e continuar vivo”.

21 O Eterno disse: “Há um lugar aqui do meu lado. Fique em cima desta rocha. Quando a minha glória passar, porei você na fenda da rocha e o cobrirei com a mão até que eu termine de passar. Então, tirarei a mão, e você me verá pelas costas. Mas não verá o meu rosto”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 34

As segundas tábuas da lei

"1 O Eterno ordenou a Moisés: “Corte duas tábuas de pedra como as primeiras e grave sobre elas as palavras que estavam nas primeiras pedras que você despedaçou. Esteja pronto pela manhã para subir ao monte Sinai e para se encontrar comigo no topo do monte. Ninguém deverá acompanhar você. Todo o monte deverá estar livre de pessoas e até de animais — nem mesmo ovelhas ou bois poderão pastar em frente ao monte”.

4 Moisés cortou duas tábuas de pedra, exatamente como as primeiras. Levantou-se bem cedo e subiu ao monte Sinai, como o Eterno havia ordenado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Eterno desceu na nuvem, posicionou-se ao lado dele e pronunciou o nome, o Eterno. Então, passou à frente de Moisés e proclamou: “Eterno, Eterno, Deus de misericórdia e graça, de paciência que não tem fim, de tanto amor e de fidelidade tão profunda, leal em amor por mil gerações, que perdoa a iniquidade, a rebelião e o pecado. Mas ele não ignora o pecado. E responsabiliza filhos e netos pelos pecados dos pais até a terceira e quarta geração”.

8 Na mesma hora, Moisés curvou-se ao chão e o adorou, dizendo: “Por favor, Senhor, se enxergas algo bom em mim, acompanha-nos na viagem, por mais teimoso que esse povo seja. Perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado. Toma-nos como tua propriedade”.

10 O Eterno respondeu: “Agora mesmo estou fazendo uma aliança com você: diante dos olhos do seu povo, realizarei maravilhas que nunca foram feitas na terra, em nação alguma. Assim, todos os povos que conviverem com vocês verão como é impressionante a obra do Eterno, a obra que farei por vocês. Preste muita atenção em tudo que estou ordenando hoje. Estou desobstruindo seu caminho, expulsando os amorreus, os cananeus, os hititas, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Fique atento, para não cair na armadilha de fazer aliança com o povo que vive na terra em que você está entrando.

13 “Derrube os altares deles, esmague seus símbolos fálicos de pedra, ponha abaixo os postes dos deuses da fertilidade. Não preste culto a nenhum outro deus. O Eterno é um Deus zeloso — seu nome é Zeloso. Repito: não faça aliança com o povo que vive na terra nem se associe com aquela vida de sexo e religião. Nada de participar das festanças religiosas deles ou de casar seus filhos com as mulheres deles, mulheres que se associam com qualquer deus ou deusa que julguem conveniente e que levarão seus filhos a fazer o mesmo.

17 “Não faça deuses de fundição para você.

18 “Guarde a festa dos Pães sem Fermento. No mês de abibe, coma apenas pão sem fermento durante sete dias — foi no mês de abibe que você saiu do Egito.

19 “Todo primogênito me pertence, todos os machos dos seus rebanhos, as primeiras crias entre bois e ovelhas.

20 “Resgate, com um cordeiro, o primeiro filhote macho da jumenta. Se não o resgatar, quebre o pescoço dele. “Resgate todo primogênito entre vocês. “Ninguém deve comparecer de mãos vazias na minha presença.

21 “Trabalhe seis dias e descanse no sétimo. Interrompa o trabalho nesse dia, mesmo quando estiver arando ou colhendo.

22 “Guarde a festa das Semanas na primeira colheita do trigo e a festa das Safras na virada do ano.

23 “Todos os homens devem comparecer três vezes por ano diante do Senhor, o Eterno de Israel. Não fique preocupado com a terra quando você for comparecer diante do Eterno três vezes por ano. Eu mesmo expulsarei as nações dali e darei fartura de terra. Ninguém ficará à espreita, arquitetando planos para tirá-la de vocês.

25 “Não misture o sangue dos meus sacrifícios com alguma coisa fermentada. “Não deixe até a manhã seguinte o que sobrar da festa da Páscoa.

26 “Leve à casa do Eterno o melhor dos primeiros frutos da sua produção. “Não cozinhe o cabrito no leite de sua mãe”.

27 O Eterno disse também a Moisés: “Agora escreva essas palavras, porque, por meio delas, faço uma aliança com você e com Israel”.

28 Moisés esteve ali com o Eterno quarenta dias e quarenta noites. Não comeu nada nem bebeu água. E escreveu sobre as tábuas as palavras da aliança, os Dez Mandamentos.

29 Quando desceu do monte Sinai, trazendo as duas tábuas da aliança, Moisés não sabia que a pele do seu rosto reluzia, porque esteve falando com o Eterno. Arão e todos os israelitas viram Moisés com o rosto reluzente e se afastaram, pois ficaram com medo de chegar perto dele.

31 Moisés precisou chamá-los de volta. Arão e os líderes da comunidade, então, se aproximaram dele, e Moisés teve uma conversa com eles. Depois, todos os israelitas se aproximaram, e ele repetiu diante do povo os mandamentos, tudo que o Eterno havia falado no monte Sinai.

33 Quando acabou de falar com eles, Moisés cobriu o rosto com um véu. Mas, sempre que entrava na presença do Eterno, para falar com ele, Moisés retirava o véu até sair de lá. Ao sair, comunicava aos israelitas as ordens do Eterno. O rosto de Moisés reluzia, mas ele o mantinha coberto com o véu até entrar de novo para falar com o Eterno."

Êxodo 35

O Sábado

"1 Moisés fez este pronunciamento a toda a comunidade de Israel: “Estas são as coisas que o Eterno ordenou que fizessem:

2 “‘Trabalhem seis dias, mas o sétimo dia será um dia sagrado de descanso, dia do descanso sagrado do Eterno. Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte. Não acendam fogo em casa no dia de sábado’”.

4 Moisés disse a toda a comunidade de Israel: “Isto é o que o Eterno ordenou:

5 “‘Separem uma oferta ao Eterno. Recebam, em nome do Eterno, o que cada um quiser apresentar como oferta: ouro, prata, bronze, tecido azul, roxo e vermelho, linho fino, pelos de cabra, couro de carneiro, couro de golfinho, madeira de acácia, óleo para lâmpadas, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático; pedras de ônix e outras pedras a serem aplicadas no colete e no peitoral.

10 “‘Todos os que têm alguma habilidade, venham e façam tudo que o Eterno determinou: a Habitação com sua cobertura, ganchos, armações, travessões, colunas e bases; a arca com seus varões, a tampa da expiação e a cortina divisória; a mesa com seus varões e acessórios e o pão da presença; o candelabro com seus acessórios, lâmpadas e o óleo para iluminar; o altar do incenso com seus varões, o óleo da unção, o incenso aromático, a tela para a entrada da Habitação, o altar das ofertas queimadas com sua grelha de bronze, varões e acessórios; a bacia e sua base, as cortinas para o pátio com suas colunas e bases, a tela para a entrada do pátio, as estacas para a Habitação, as estacas para o pátio com suas cordas, as vestimentas adequadas para ministrar no Lugar Santo, as vestimentas sagradas para Arão, o sacerdote, e seus filhos, quando estiverem ministrando’”.

20 Depois de ouvir essas palavras, o povo dispersou, e todos os que se sentiram tocados por elas portaram-se com generosidade e voltaram com uma oferta para o Eterno, destinada à edificação da Tenda do Encontro, à confecção dos seus móveis e utensílios e das vestimentas sagradas. Homens e mulheres desejosos de contribuir trouxeram broches, brincos, argolas, colares — tudo que era feito de ouro — e ofereceram todas essas joias ao Eterno. Todos os que possuíam tecido azul, roxo e vermelho, pelos de cabra, couro curtido e couro de golfinho também apresentaram esses itens como oferta. Todos os que desejavam oferecer prata ou bronze como presente ao Eterno também o fizeram. E todos os que tinham madeira de acácia atenderam à solicitação e levaram sua oferta. Todas as mulheres que sabiam tecer ofertaram tecidos azuis, roxos e vermelhos, além do linho fino. Todas as mulheres que tinham experiência em fiação apresentaram-se como voluntárias para fiar os pelos de cabra.

27 Os líderes levaram ônix e outras pedras preciosas, a serem aplicadas no colete e no peitoral. Levaram também especiarias e azeite de oliva para o óleo da lâmpada, para o óleo da unção e para o incenso. Todos os homens e mulheres de Israel que sentiram no coração o desejo de apresentar alguma coisa para a obra que o Eterno, por meio de Moisés, havia decidido fazer também compareceram com ofertas voluntárias.

30 Moisés disse aos israelitas: “O Eterno selecionou Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o encheu com o Espírito de Deus, com habilidade e conhecimento para fazer todo tipo de obra, para projetar trabalhos em ouro, prata e bronze, para esculpir pedras e aplicá-las, para esculpir madeira e trabalhar em qualquer tipo de obra artística. Também fez que ele se tornasse instrutor, ele e Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Ele os capacitou com conhecimento necessário para esculpir, desenhar, tecer e bordar tecidos azuis, roxos e vermelhos e linho fino. Eles conseguem projetar e fazer qualquer coisa”."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 36

Moisés entrega aos obreiros as ofertas do povo

"1 “Bezalel e Aoliabe devem agora iniciar o trabalho, com todos os outros que receberam do Eterno capacidade e conhecimento para fazer tudo que se relaciona com a adoração no santuário, conforme ele ordenou”.

2 Moisés convocou Bezalel, Aoliabe e todos os que o Eterno havia dotado de habilidade para os trabalhos manuais. Eles estavam ansiosos por começar e se envolver no trabalho. Moisés entregou a eles todas as ofertas que os israelitas haviam trazido para a construção do santuário. E, manhã após manhã, o povo continuava a trazer suas ofertas voluntárias.

4 Até que, um dia, os artesãos que trabalhavam na construção do santuário procuraram Moisés e o informaram: “O povo está trazendo mais que o necessário para a obra que o Eterno nos mandou fazer!”.

6 Então, Moisés mandou que se divulgasse o seguinte aviso no acampamento: “Homens e mulheres, parem de trazer ofertas para a construção do santuário!”. O povo recebeu ordem para deixar de trazer ofertas! O material arrecadado já era suficiente para a obra. Na verdade, estava sobrando material.

8 Então, os habilidosos artesãos concluíram a Habitação com dez peças de tapeçaria confeccionadas com linho fino trançado e tecidos azuis, roxos e vermelhos enfeitados com querubins. Cada peça de tapeçaria media doze metros e sessenta centímetros de comprimento por oitenta centímetros de largura. Formavam um conjunto com cinco peças e, depois, outro com as cinco restantes. Foram feitas laçadas de tecido azul ao longo da borda da tapeçaria do lado externo do primeiro conjunto, o mesmo acontecendo com a tapeçaria do lado externo do segundo conjunto. Fizeram cinquenta laçadas em cada peça, e as laçadas ficavam uma de frente para a outra. Fizeram, também, cinquenta colchetes de ouro e juntaram as peças de tapeçaria, de modo que a Habitação formasse uma só estrutura.

14 Em seguida, fizeram tapeçarias de pelo de cabra para a cobertura da Habitação, onze peças ao todo. Cada uma media treze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta de largura. Fizeram um conjunto com cinco peças e, depois, outro com as seis restantes. Havia cinquenta laçadas ao longo da borda da última peça e cinquenta ao longo da borda da peça de união. Fizeram, também, cinquenta colchetes de ouro e os prenderam nas laçadas, ligando a tenda como um todo. Concluíram o trabalho dando às peças de tapeçaria um revestimento de couro de carneiro tingido de vermelho e, por cima de tudo, puseram uma cobertura de couro de golfinho.

20 A Habitação recebeu uma estrutura de chapas verticais de madeira de acácia. Cada segmento da estrutura media quatro metros e meio de comprimento por setenta centímetros de largura e era preso por duas estacas. Todos os segmentos da estrutura foram feitos de tamanho igual: vinte armações para o lado sul da habitação, contendo quarenta bases de prata para receber os dois encaixes de cada um dos vinte segmentos. Essa formação foi repetida no lado norte. E fizeram seis armações na parte de trás da Habitação, voltada para o oeste, acrescentando outras duas para os cantos da parte de trás. As duas armações de canto tinham o dobro da espessura, de alto a baixo, e se encaixavam numa só argola — oito armações, ao todo, com dezesseis bases de prata, sendo duas debaixo de cada estrutura.

31 Fizeram, também, travessões de madeira de acácia, cinco para as armações de um lado da Habitação e cinco para a parte de trás, voltada para o oeste. O travessão central ia de uma extremidade a outra e passava pelo meio das armações. Eles revestiram as armações com ouro e fizeram argolas de ouro para sustentar os travessões, que também foram revestidos de ouro.

35 Confeccionaram a cortina de tecido azul, roxo e vermelho, com linho fino trançado, e teceram sobre ela uma figura de querubim. Em seguida, fizeram quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro e fundiram quatro bases de prata para elas.

37 Confeccionaram, também, uma tela para a porta da tenda, com tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado com bordados. Ela foi ajeitada sobre uma estrutura de cinco colunas de madeira de acácia revestidas de ouro. Havia ganchos de ouro na estrutura, para pendurar a tela, e cinco bases de bronze para as colunas."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 37

A arca

"1 Bezalel fez a arca de madeira de acácia, medindo um metro e dez centímetros de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura. Revestiu-a de ouro puro por dentro e por fora e fez ao seu redor uma moldura de ouro. Fundiu quatro argolas de ouro, prendendo-as aos quatro pés, sendo duas argolas de um lado e duas do outro. Fez também varões de madeira de acácia, revestiu-os com ouro e os introduziu nas argolas dos lados da arca, para o transporte.

6 Em seguida, fez uma cobertura de ouro puro para a arca, a tampa da expiação, que media um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura.

7 Com ouro batido, esculpiu dois querubins com asas para as extremidades da tampa da expiação, posicionando um anjo numa ponta e outro anjo na outra. Os dois formavam uma só peça com a tampa. Os anjos tinham as asas estendidas e pareciam pairar sobre a tampa da expiação, um de frente para o outro, mas olhando para baixo, na direção da tampa.

10 Ele fez a mesa de madeira de acácia, medindo noventa centímetros de comprimento, quarenta e cinco de largura e setenta de altura. Revestiu-a com ouro puro, aplicando ao seu redor uma moldura de ouro. Fez por toda a sua volta uma borda de quatro dedos de largura com um arremate de ouro em torno dela. Também fundiu quatro argolas de ouro para ela, prendendo-as às pernas da mesa em paralelo com o tampo, para servir de encaixe aos varões usados no transporte. Ele fez varões de madeira de acácia e os revestiu com ouro, para o transporte da mesa.

16 Os utensílios da mesa eram de ouro puro: os pratos, as tigelas, os potes e as jarras usadas para derramar ofertas.

17 Ele fez de ouro puro e batido um candelabro com haste e braços, taças, botões e pétalas, tudo formando uma só peça. O candelabro tinha seis braços, três de um lado e três do outro; três taças em forma de flor de amêndoa com botões e pétalas num braço, três no braço seguinte, e assim por diante, nos seis braços. Na haste principal do candelabro, havia quatro taças em forma de amêndoa, com botões e pétalas, cada botão saindo de cada par dos seis braços. O candelabro inteiro, com seus botões e hastes, formava uma única peça de ouro puro e batido. Bezalel fez sete candelabros como esse, com seus apagadores, tudo de ouro puro.

24 Ele usou uma barra de ouro puro de trinta e cinco quilos para fazer o candelabro e seus acessórios.

25 Ele fez um altar quadrado de madeira de acácia para queimar incenso, medindo quarenta e cinco centímetros de cada lado e noventa de altura. As pontas do altar do incenso formavam uma só peça com ele. O altar foi revestido com ouro puro — a parte de cima, as laterais e as pontas. Em torno dele, foi feita uma moldura de ouro com duas argolas, também de ouro, abaixo da moldura. Ele pôs as argolas em lados opostos para receberem os varões que seriam usados no transporte do altar. Os varões foram feitos de madeira de acácia e revestidos com ouro.

29 Preparou também, pelas mãos de um perfumista, o óleo sagrado da unção e o incenso puro aromático."

 

 

 

 

 

Êxodo 38

O altar do holocausto

"1 Ele fez, com madeira de acácia, o altar das ofertas queimadas, que era quadrado, medindo dois metros e vinte e cinco centímetros de cada lado e um metro e trinta e cinco centímetros de altura, e fez pontas em cada um dos quatro cantos. Elas formavam uma só peça com o altar e foram revestidas de bronze. Também, de bronze, foram feitos os utensílios do altar: os baldes para retirar as cinzas, pás, bacias, garfos e braseiros. Ele fez uma grelha de bronze, que ficava abaixo da beirada do altar, a meia altura dele, e fundiu quatro argolas em cada um dos quatro cantos da grelha para introduzir os varões, que ele fez de madeira de acácia e revestiu com bronze. Em seguida, introduziu os varões pelas argolas nos dois lados do altar, para transportá-lo. O altar foi feito de tábuas e era oco.

8 Com o bronze dos espelhos das mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda do Encontro, ele fez a bacia e sua base.

9 Ele também fez o pátio. No lado sul, estavam as cortinas do pátio, tecidas com linho trançado. Mediam quarenta e cinco metros de comprimento, com suas vinte colunas e vinte bases de bronze, ganchos para prendê-las e suportes de prata. O lado norte era idêntico ao lado sul.

12 O lado oeste do pátio tinha cortinas que mediam vinte e dois metros e meio, dez colunas e bases, ganchos para prender as cortinas e suportes de prata. No outro lado, o leste, de frente para esses vinte e dois metros e meio de cortinas, havia cortinas da mesma medida com três colunas e bases dos dois lados. Todas as cortinas em volta do pátio eram de linho fino trançado. As bases das colunas eram de bronze, e os ganchos para prender as cortinas eram de prata, à semelhança dos suportes das colunas. As colunas do pátio eram cobertas com prata e unidas com prata. A tela na porta do pátio era bordada com tecido azul, roxo e vermelho e com linho fino trançado. Media nove metros de comprimento e dois metros e vinte e cinco centímetros de altura, a exemplo das cortinas do pátio. Havia quatro colunas com bases de bronze e ganchos de prata. Elas eram cobertas de prata e unidas com prata. Todas as estacas da Habitação e do pátio eram feitas de bronze.

21 Este é o material usado na Habitação, que abrigava as tábuas da aliança. Ele foi registrado, por ordem de Moisés, para a obra dos levitas chefiados por Itamar, filho do sacerdote Arão. Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo que o Eterno havia ordenado a Moisés. Com Bezalel, trabalhava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, artesão, projetista e bordador de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino.

24 Ouro. O peso total do ouro usado na construção do santuário, todo ele oferecido espontaneamente, foi de uma tonelada, segundo o padrão do santuário.

25 Prata. A prata dos que foram recenseados chegou a mais de três toneladas e meia, segundo o padrão do santuário, seis gramas para cada recenseado com idade de 20 anos ou mais, totalizando seiscentos e três. mil e quinhentos e cinquenta homens. Eles utilizaram três toneladas e meia de prata para fundir as bases do santuário e, para as cortinas, uma centena de bases, pesando trinta e cinco quilos cada. O restante da prata, vinte quilos e trezentos gramas, foi usado para fazer os ganchos das colunas e para revestir a parte de cima e os suportes das colunas.

29 Bronze. O bronze trazido pesou duas toneladas e meia. Foi usado para fazer a porta da Tenda do Encontro, o altar de bronze com a grelha de bronze e seus outros utensílios, as bases em volta do pátio, as bases da porta do pátio e todas as estacas da Habitação e do pátio."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 39

As vestes dos sacerdotes

"1 As vestimentas. Usando tecido azul, roxo e vermelho, eles teceram as vestimentas usadas para ministrar no santuário. Fizeram, também, as vestimentas sagradas para Arão, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

2 O colete. Fizeram o colete usando ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Bateram o ouro para obter folhas, que foram, então, cortadas em fios de ouro, usados nos desenhos do tecido azul, roxo e vermelho e no linho fino. Fizeram ombreiras presas nas duas pontas. A faixa enfeitada foi feita do mesmo material: tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado, formando uma só peça com ele, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

6 Eles montaram as pedras de ônix sobre engastes de ouro e, nelas, gravaram o nome dos filhos de Israel. Elas foram presas nas ombreiras do colete como pedras memoriais para os israelitas, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

8 O peitoral. Fizeram um peitoral, como o colete, de tecido azul, roxo e vermelho e de linho trançado. Dobrado ao meio, o peitoral era quadrado, cada um dos lados medindo um palmo. Sobre ele foram aplicadas quatro carreiras de pedras preciosas. Primeira carreira: cornalina, topázio e esmeralda.

11 Segunda carreira: rubi, safira e cristal.

12 Terceira carreira: jacinto, ágata e ametista.

13 Quarta carreira: berilo, ônix e jaspe. As pedras foram montadas sobre engastes de ouro. As doze pedras correspondem aos nomes dos filhos de Israel, doze nomes gravados como num selo, uma pedra para cada uma das doze tribos.

15 Foram feitos cordões de ouro puro para o peitoral, entrelaçados como cordas, dois conjuntos de engastes de ouro e duas argolas de ouro, que foram postas nas duas pontas do peitoral. As duas pontas das cordas foram presas às duas argolas na extremidade do peitoral. Também prenderam as cordas aos conjuntos de engastes, ligando-os às ombreiras do colete, na parte da frente. Foram feitas, também, duas argolas de ouro e presas às duas extremidades do peitoral na face interna, junto ao colete. Outras duas argolas de ouro foram feitas e presas na parte da frente do colete até a parte inferior das duas ombreiras, perto da costura acima da faixa enfeitada do colete. O peitoral foi preso por um cordão azul que passava por suas argolas e pelas argolas do colete, para que ficasse firme sobre a faixa enfeitada do colete e não se soltasse, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

22 O manto. Eles fizeram o manto para o colete, que era todo azul. A abertura no centro do manto era como um colarinho, e, na borda, havia uma barra, para que não rasgasse. Na borda do manto, fizeram romãs de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino trançado. Fizeram, também, sinos de ouro puro e alternaram sinos e romãs — um sino e uma romã, um sino e uma romã — por toda a borda do manto, que era vestido na hora de ministrar, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

27 Fizeram, também, as túnicas de linho fino, obra de bordador, para Arão e seus filhos, o turbante de linho fino, os barretes de linho, os calções de linho fino trançado e os cintos de linho trançado e de tecido azul, roxo e vermelho, enfeitado com bordados, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

30 Fizeram ainda a placa, a coroa sagrada de ouro puro, e gravaram sobre ela como se grava num selo: “Santo ao Eterno”. Amarraram nela um cordão azul e a prenderam ao turbante, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

32 Assim, concluíram a obra da Habitação, da Tenda do Encontro. O povo de Israel fez tudo que o Eterno havia ordenado a Moisés.

33 Finalmente a Habitação foi apresentada a Moisés, a Tenda com todos os seus acessórios. Eis a lista: ganchos para prender, estruturas, travessões, colunas, bases, cobertura de couro de carneiro, cobertura de couro de golfinho, véu da tela, arca da aliança com seus varões e tampa da expiação, mesa com seus utensílios e o pão da presença, candelabro de ouro puro com suas lâmpadas e todo o equipamento e todos os seus utensílios e o óleo para iluminação, altar de ouro, óleo da unção, incenso aromático, tela para a entrada da Tenda, altar de bronze com sua grelha de bronze seus varões e todos os seus utensílios, bacia e sua base, cortinas para o pátio com suas colunas e bases, tela para a porta do pátio com seus cordões e estacas, utensílios para ministrar na Habitação, a Tenda do Encontro, vestimentas para ministrar no santuário, vestimentas sagradas para o sacerdote Arão e seus filhos, para quando ministrarem como sacerdotes.

42 Os israelitas concluíram o trabalho, como o Eterno havia ordenado. Moisés constatou que eles haviam feito toda a obra exatamente como o Eterno havia ordenado. E os abençoou."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Êxodo 40

Deus manda Moisés levantar o tabernáculo

"1 O Eterno falou a Moisés: “No primeiro dia do primeiro mês, arme a Habitação, a Tenda do Encontro. Coloque nela a arca da aliança e isole a arca com a cortina.

4 “Arrume a mesa, dispondo da maneira correta o candelabro e as lâmpadas.

5 “Coloque o altar do incenso, feito de ouro, diante da arca da aliança e estenda a cortina na porta da Habitação.

6 “Coloque o altar das ofertas queimadas à porta da Habitação, na Tenda do Encontro.

7 “Coloque a bacia, cheia de água, entre a Tenda do Encontro e o altar.

8 “Arme o pátio de todos os lados e estenda a cortina na sua entrada.

9 “Depois, pegue o óleo da unção, para ungir a Habitação e tudo que estiver dentro dela; consagre-a com todos os seus acessórios, para que se torne santa. Você deve ungir, também, o altar das ofertas queimadas e seus utensílios, consagrando-o para que se torne completamente santo. Deve ungir, ainda, a bacia e sua base, para consagrá-la.

12 “Por último, leve Arão e seus filhos até a entrada da Tenda do Encontro e lave-os com água. Vista Arão com as vestimentas sagradas. Depois de o ungir, consagre-o para me servir como sacerdote. Vista os filhos dele com as túnicas. Eles devem ser ungidos, assim como você ungiu o pai deles, para que me sirvam como sacerdotes. A unção os introduzirá num sacerdócio perpétuo por todas as gerações”.

16 Moisés fez tudo conforme as ordens do Eterno.

17 No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, a Habitação foi armada por Moisés. Ele firmou suas bases, ergueu as armações, posicionou os travessões e as colunas, estendeu a tenda sobre a Habitação e pôs a cobertura sobre ela, conforme o Eterno havia ordenado.

20 Dentro da arca, ele guardou as tábuas da aliança, introduziu os varões para o transporte da arca e pôs, sobre ela, a cobertura, a tampa da expiação. Em seguida, levou a arca para a Habitação e estendeu a cortina, isolando a arca da aliança, conforme o Eterno havia ordenado.

22 Ele pôs a mesa na Tenda do Encontro, no lado norte da Habitação, do lado externo da cortina, e arrumou o pão diante do Eterno, conforme ele havia ordenado.

24 Pôs o candelabro na Tenda do Encontro, diante da mesa, no lado sul da Habitação, e preparou as lâmpadas diante do Eterno, conforme ele havia ordenado.

26 Moisés pôs o altar de ouro na Tenda do Encontro, de frente para a cortina, e queimou incenso aromático sobre ele, conforme o Eterno havia ordenado.

28 Ele pôs a tela na entrada da Habitação.

29 Depois, levou o altar das ofertas queimadas até a porta da Habitação, a Tenda do Encontro, e apresentou ofertas queimadas e ofertas de cereais, conforme o Eterno havia ordenado.

30 Em seguida, posicionou a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar e a encheu de água, para a lavagem ritual. Moisés, Arão e seus filhos lavaram nela as mãos e os pés. Sempre que entravam na Tenda do Encontro e, antes de servir no altar, eles se lavavam, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.

33 Por último, ele ergueu a cerca do pátio em volta da Habitação e do altar, pondo a tela à entrada.
Com isso, Moisés concluiu sua tarefa.

34 A nuvem cobria a Tenda do Encontro, e a glória do Eterno enchia a Habitação. Moisés não podia entrar na Tenda do Encontro, pois a nuvem estava sobre ela, e a glória do Eterno enchia a Habitação.

36 Sempre que a nuvem se levantava da Habitação, o povo de Israel partia, mas, se a nuvem não se erguesse, ninguém levantava acampamento. A nuvem do Eterno ficava sobre a Habitação durante o dia e, de noite, havia fogo sobre ela. Estava sempre visível a todos os israelitas em suas viagens."

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