O Segundo Livro de Moisés chamado Êxodo
Introdução
Êxodo quer dizer “saída”, e este livro trata do acontecimento mais importante da história do povo de Israel, isto é, a saída dos israelitas do Egito, onde eram escravos. O livro tem quatro partes principais: 1) A libertação dos israelitas; 2) A viagem até o monte Sinai; 3) A aliança de Deus feita com o seu povo no monte Sinai, onde Deus lhe deu as leis morais, civis e religiosas; 4) A construção de um lugar de adoração para o povo de Israel e as leis a respeito do sacerdócio e da adoração de Deus.
Acima de tudo, este livro descreve o que Deus fez, como ele
libertou o seu povo e como, daquela gente, ele formou uma nação cheia de
esperança no futuro.
A figura humana central do livro é Moisés, o homem a quem Deus
escolheu para tirar o seu povo do Egito. No capítulo 3 lemos como Deus chamou
Moisés e lhe revelou o seu nome sagrado
“EU SOU O QUE SOU”. O trecho mais conhecido do livro é a lista dos dez
mandamentos, no capítulo 20.
Êxodo 1
Os descendentes
de Jacó no Egito
"1 Estes são os nomes dos
israelitas que foram com Jacó para o Egito, cada um com sua família: Rúben,
Simeão, Levi e Judá, Issacar, Zebulom e Benjamim, Dã e Naftali, Gade e Aser.
Ao todo, eram setenta pessoas da descendência de Jacó.
José já estava no Egito.
6 Então, José morreu, e morreram
todos os seus irmãos e a geração inteira. Mas os descendentes de Israel
continuaram a ter filhos. Eles eram extremamente férteis, e houve uma explosão
populacional no país, que se encheu de israelitas.
8 Tempos depois, um novo rei
assumiu o poder no Egito. Ele nunca tinha ouvido falar de José e, apavorado,
falou ao povo: “Há israelitas demais aqui! Temos de fazer alguma coisa.
Precisamos de um plano para contê-los, para evitar que se aliem a algum inimigo
nosso numa situação de guerra ou que deixem o país”.
11 A solução foi dividi-los em
grupos para trabalhos forçados sob as ordens de capatazes. Eles construíram
para o faraó as
cidades-armazém de Pitom e Ramessés. No entanto, quanto mais os egípcios os
pressionavam, mais filhos os israelitas tinham. Havia crianças hebreias por
todo canto! Os egípcios ficaram com tanto medo de não conseguir dominar os
israelitas que passaram a tratá-los com mais crueldade, oprimindo-os com
trabalho escravo. Eles eram atormentados pelos egípcios e obrigados a fazer
tijolos de barro e a trabalhar pesado nos campos.
A sobrecarga de trabalho impunha a eles uma rotina cruel.
15 O rei do Egito teve uma
conversa com duas parteiras dos hebreus, uma chamada Sifrá, e a outra, Puá. Ele
ordenou: “Quando vocês fizerem o parto das mulheres dos hebreus, olhem para
saber de que sexo é o bebê. Se for menino, matem-no; se for menina, deixem que
viva”.
17 Mas as parteiras porém, temeram
a Deus e não fizeram o que o rei do Egito havia ordenado; deixaram os meninos
viver. O rei do Egito mandou chamá-las e perguntou: “Por que vocês não
obedeceram às minhas ordens? Vocês deixaram que os meninos vivessem!”.
19 As parteiras responderam ao
faraó: “As mulheres dos hebreus não são como as egípcias, porque têm muito
vigor e dão à luz antes mesmo que as parteiras cheguem”.
20 Deus estava satisfeito com as
parteiras. E o povo continuava a aumentar, tornando-se muito forte. E, como as
parteiras honraram Deus, ele permitiu que elas também constituíssem família.
22 Então, o faraó expediu o
seguinte decreto: “Todo menino que nascer deverá ser afogado no Nilo. Mas
deixem as meninas viver”."
Êxodo 2
Nascimento e
educação de Moisés
"1 Certo homem da família de
Levi casou-se com uma levita.
A mulher engravidou e teve um filho. Ela percebeu que se tratava de uma criança
especial; por isso, o escondeu durante três meses. Não podendo mais manter o
segredo, preparou um cesto de papiro, impermeabilizou-o com piche e pôs a
criança dentro dele. O cesto ficou flutuando por entre os juncos, à margem do
Nilo.
4 A irmã mais velha do bebê
procurou um local de onde pudesse observar o que aconteceria a ele. Pouco
depois, a filha do faraó chegou ao Nilo para se banhar, e suas escravas ficaram
caminhando pela margem do rio. De repente, ela avistou o cesto, que ainda
flutuava no meio dos juncos, e mandou que uma escrava fosse buscá-lo. Ao abrir
o cesto, ela encontrou a criança, um bebê que chorava! Ela ficou com pena da
criança e disse: “Este bebê deve ser dos hebreus”.
7 No mesmo instante, apareceu a
irmã do menino e disse a ela: “A senhora quer que eu vá e consiga entre os
hebreus uma mulher para amamentar o bebê?”.
8 A filha do faraó disse: “Sim,
vá!”.
A moça foi e chamou a mãe da criança.
9 E a filha do rei do Egito disse
à mulher: “Leve esta criança e amamente-a para mim. Eu pagarei você”.
A mulher levou a criança e a amamentou.
10 Quando a criança foi desmamada,
a mãe apresentou-a à filha do faraó, que o adotou como filho e deu a ele o nome
de Moisés (Tirado), dizendo: “Eu o tirei da água”.
11 O tempo passou, e Moisés
cresceu. Certo dia, ele foi observar seus irmãos hebreus e viu que eram
submetidos a trabalhos forçados. Viu também um egípcio batendo num hebreu, um
de seus parentes! Moisés olhou para os lados e, como não havia ninguém por
perto, matou o egípcio, enterrando-o, depois, na areia.
13 No dia seguinte, ele voltou ao
local, e dois hebreus estavam brigando. Ele disse ao homem que havia começado a
briga:
“Por que você está batendo no seu próximo?”.
14 O homem retrucou: “Quem você
pensa que é para nos dizer o que devemos fazer? Vai me matar também, como matou
o egípcio?”.
Moisés entrou em pânico e pensou: “Já descobriram o que fiz!”.
15 O faraó ficou sabendo do
incidente e tentou matar Moisés, mas ele fugiu para a terra de Midiã.
Ao chegar, sentou-se à beira de um poço.
16 O sacerdote de Midiã tinha sete
filhas. Elas vinham ao poço, tiravam água e enchiam os bebedouros das ovelhas
de seu pai. Alguns pastores chegaram e as expulsaram dali, mas Moisés saiu em
defesa delas e ajudou-as a dar água para as ovelhas.
18 Quando elas chegaram de volta à
casa de Reuel, o pai comentou: “Vocês não demoraram hoje. Por que voltaram
tão depressa?”.
19 Elas responderam: “Um
egípcio nos livrou de um bando de pastores. Ele até tirou água para nós e deu
para as ovelhas”.
20 O homem disse: “Mas onde ele
está? Por que vocês o deixaram ali? Vão chamá-lo, para que venha comer
conosco”.
21 Moisés concordou em ser hóspede
daquele homem, que deu ao estrangeiro sua filha Zípora (Pássaro) para ser sua
esposa.
Ela teve um menino, e Moisés deu a ele o nome de Gérson (Imigrante), dizendo: “Sou
imigrante nesta terra estrangeira”.
23 Muitos anos depois, morreu o
rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam a Deus sob o regime de
escravidão. E o pedido de libertação dos trabalhos forçados chegou a Deus:
24 Deus ouviu seus gemidos. E
lembrou-se de sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó.
25 Deus viu o que estava acontecendo
com Israel.
E entendeu a situação deles."
Êxodo 3
Deus fala com
Moisés do meio da sarça ardente
"1 Moisés estava cuidando do
rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã. Certo dia, ele conduziu o
rebanho para a extremidade oeste do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus.
O anjo do Eterno apareceu a ele nas chamas que saíam do meio de um arbusto.
Embora estivesse em chamas, o arbusto não se queimava.
3 Moisés pensou: “O que está
havendo aqui? Isso é inacreditável! Por que o arbusto não é consumido pelo
fogo?”.
4 O Eterno viu que ele havia
parado para observar o fenômeno e o chamou do meio do arbusto: “Moisés! Moisés!”. Ele respondeu: “Sim,
estou aqui!”.
5 E Deus disse: “Não se aproxime mais. Tire as sandálias dos pés. Você está
pisando em solo sagrado”.
6 Ele prosseguiu: “Eu sou o Deus de seu pai: o Deus de Abraão, o Deus de
Isaque, o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, pois ficou com
medo de olhar para Deus.
7 E o Eterno disse: “Faz tempo que venho observando a aflição do meu povo no
Egito. Ouvi o povo clamar por livramento das mãos dos seus senhores e conheço
muito bem o sofrimento dos israelitas. Agora desci para ajudá-los, para
livrá-los do domínio do Egito, tirá-los daquele país e levá-los para uma terra
boa, ampla, cheia de leite e mel, hoje habitada por cananeus, hititas,
amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus.’’
9 “O
pedido de socorro dos israelitas chegou até mim, e eu mesmo tenho visto o
tratamento cruel que eles recebem dos egípcios. Está na hora de você voltar;
estou enviando você ao faraó para tirar o meu povo do Egito, o povo de Israel”.
11 Moisés retrucou: “Mas, por
que eu? O que te faz pensar que posso enfrentar o faraó e tirar os filhos de
Israel do Egito?”.
12 Deus respondeu: “Eu vou com você. E a prova de que fui eu quem o enviou,
será esta: Depois que você tiver tirado meu povo do Egito, vocês me prestarão
culto aqui mesmo, neste monte”.
13 Moisés disse a Deus: "Suponha
que eu vá ao povo de Israel e diga: ‘O Deus de seus pais me enviou a vocês’, e
eles me perguntem: ‘Qual é o nome dele?’. O que devo dizer?”.
14 Deus disse a Moisés: “Eu sou quem sou.
Diga ao povo de Israel: ‘Eu Sou me enviou a vocês’”.
15 Deus prosseguiu: “Diga aos israelitas: ‘O Eterno, o Deus de seus pais, o
Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou
a vocês’. Meu nome sempre foi esse, e é assim que sempre serei conhecido”.
16 “Agora,
vá! Reúna os líderes de Israel e diga a eles: ‘O Eterno, o Deus de seus pais, o
Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim e disse: ‘Vi o que está
acontecendo com vocês no Egito e resolvi tirar vocês da aflição do Egito e
levá-los para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos
heveus e dos jebuseus, terra em que manam leite e mel’.
18 “Acredite
em mim; eles darão ouvidos a você. Então, você e os líderes de Israel irão até
o rei do Egito e dirão: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro.
Precisamos de sua permissão para fazer uma viagem de três dias deserto adentro,
e ali prestaremos culto ao Eterno, nosso Deus’.
19 “Sei
que o rei do Egito não os deixará sair, a não ser que seja obrigado. Por isso,
vou interferir e atingir o Egito em seu ponto fraco. Eles ficarão desnorteados
com meus milagres e, depois, farão questão de mandá-los embora. Farei que o
povo tenha uma calorosa despedida da parte dos egípcios. Quando vocês saírem,
não irão embora de mãos vazias! Cada mulher deve pedir à sua vizinha e às
hóspedes de sua casa objetos de prata e ouro, joias e roupas, e vocês as porão
em seus filhos e filhas. Vocês vão deixar os egípcios sem nada!”.
Êxodo 4
Deus concede
poderes a Moisés
"1 No entanto, Moisés previa
uma dificuldade: “Eles não vão confiar em mim. Não vão acreditar numa
palavra sequer. Eles vão dizer: ‘O Eterno apareceu a você? Que nada!’”.
2 Então, o Eterno disse: “O que é isso em sua mão?”.
“Uma vara.” Respondeu Moisés.
3 “Jogue-a
no chão”. Moisés obedeceu, e ela se transformou numa cobra. Ele
tratou logo de ficar fora do alcance dela.
4 O Eterno ordenou a Moisés: “Estenda a mão e pegue-a pela cauda”. Ele fez
isso, e a cobra voltou a ser uma vara em sua mão. “Assim,
eles vão acreditar que o Eterno, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus
de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você”.
6 O Eterno disse ainda: “Ponha a mão por baixo da camisa”. Ele obedeceu
e, quando retirou a mão, viu que ela havia ficado leprosa, parecida com a neve.
7 O Eterno ordenou: "Ponha a mão de novo por baixo da camisa”. Ele
fez isso e, quando retirou a mão, ela estava saudável, como antes.
8 “Se
eles não acreditarem em você nem se convencerem com o primeiro sinal, vão
acreditar depois do segundo. Mas, se, mesmo depois de ver os dois sinais, ainda
não acreditarem nem derem ouvidos à sua mensagem, tire um pouco da água do Nilo
e derrame-a sobre a terra. A água que você derramar se transformará em sangue
quando tocar o chão”.
10 Moisés apresentou outra
dificuldade ao Eterno: “Por favor, Senhor! Eu não sei falar bem. Nunca tive
jeito com as palavras, nem antes nem depois de teres falado comigo. Eu nunca
fui eloquente e sou inseguro para falar”.
11 O Eterno disse: “E quem você pensa que fez a boca do homem? Quem fez
alguns mudos, outros surdos, os que enxergam e os cegos? Não fui eu, o Eterno?
Por isso, vá! Eu estarei com você — e com sua boca! Estarei a seu lado,
ensinando o que você deve dizer”.
13 Moisés insistiu: “Ah! Por
favor, Senhor! Manda outra pessoa!”.
14 O Eterno irritou-se com Moisés:
“Você não tem um irmão chamado Arão, o levita?
Ele tem jeito com as palavras e fala bem. E, neste exato momento, ele está
vindo para encontrar-se com você. Quando o encontrar, ele vai ficar feliz.
Então, você dirá a ele o que dizer. E eu estarei presente na hora em que você
falar e com ele quando ele falar. Vou instruí-los em cada detalhe. Ele falará
ao povo em seu lugar. Ele fará o papel da sua boca, mas você é quem decidirá o
que deve sair dela. Agora fique com essa vara, porque você precisará dela para
realizar os sinais”.
18 Moisés voltou para a casa de
seu sogro, Jetro e disse: “Preciso voltar para meus parentes no Egito. Quero
ver se ainda estão vivos”. Jetro respondeu: “Vá em paz”.
19 E o Eterno disse a Moisés em
Midiã: “Pode voltar para o Egito. Todos os que
queriam matar você, já morreram”.
20 Moisés pôs sua esposa e seus
filhos sobre um jumento e iniciou a viagem de volta para o Egito.
Todo esse tempo, levava na mão a vara de Deus.
21 O Eterno disse a Moisés: “Quando você voltar ao Egito, prepare-se: Todas as maravilhas
que farei, por seu intermédio acontecerão na presença do faraó. Mas farei que
ele fique irredutível e não deixe meu povo sair. Você deverá dizer ao faraó:
‘Esta é a mensagem do Eterno: Israel é meu filho, o meu filho mais velho! Eu
disse a você: Liberte meu filho, para que ele me sirva. Mas você se recusou a
libertá-lo. Por isso, vou matar seu filho, seu filho mais velho’”.
23 Na viagem de volta, quando
acamparam para passar a noite, o Eterno encontrou Moisés e tentou matá-lo, mas
Zípora pegou uma pedra afiada, cortou a dobra de pele que recobria o pênis de
seu filho e, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: “Você é um marido
sanguinário para mim!”. Então, o Eterno o deixou. Ela usou a expressão
“marido sanguinário” por causa da circuncisão."
24 O Eterno falou a Arão: “Vá se encontrar com Moisés no deserto”. Ele
obedeceu, encontrou o irmão no monte de Deus e o beijou. Moisés transmitiu a
Arão a mensagem do Eterno e falou dos sinais que, por ordem dele, iria
realizar. Então, Moisés e Arão reuniram todos os líderes de Israel. Arão fez um
relato de tudo que o Eterno havia falado a Moisés, que realizou os sinais já
mencionados diante deles. O povo acreditou que o Eterno estava preocupado com a
situação dos israelitas e sabia da opressão que sofriam. Depois de escutar a
mensagem, eles se curvaram e adoraram.
Êxodo 5
Moisés e Arão
falam a Faraó
"1 Finalmente, Moisés e Arão
apresentaram-se ao faraó e disseram: “Isto é o que diz o Eterno, o Deus de
Israel: ‘Liberte meu povo, para que celebre uma festa em minha homenagem no
deserto’”.
2 Mas o faraó retrucou: “Quem é
o Eterno, para que eu de importância ao que ele diz e mande Israel embora? Não
sei quem é esse Eterno e é lógico que não vou mandar Israel embora”.
3 Eles disseram: “O Deus dos
hebreus veio ao nosso encontro. Deixe-nos fazer uma viagem de três dias deserto
adentro, para que possamos prestar culto ao nosso Eterno, de modo que ele não
nos aflija com doença ou morte”.
4 O rei do Egito replicou: “Moisés
e Arão, por que vocês acham que devo liberar o povo? Voltem ao trabalho!”.
E acrescentou: “Essa gente já trabalha pouco, e vocês ainda querem que eu de
folga para eles?”.
6 A retaliação do faraó veio na
hora. Ele deu ordens aos feitores e seus subordinados: "Não forneçam
palha como antes para o povo fazer tijolos. De agora em diante, eles mesmos vão
ter de providenciar a palha. E isso não significa redução da cota diária. Eles
vão ter de produzir a mesma quantidade de tijolos! Isso porque estão ficando
preguiçosos e ficam dizendo por aí: ‘Libere-nos do trabalho, para que possamos
adorar ao nosso Deus’, Não deem moleza a esses folgados. Assim, eles param de
fazer reivindicações e esquecem essa história de adorar a Deus”.
8 Os feitores e seus subordinados
foram passar as novas instruções ao povo: “Ordens do faraó; não se fornecerá
mais palha. Recolham vocês mesmos a palha onde puderem
encontrá-la. Mas não se reduzirá um único tijolo de sua cota diária!”. E o
povo espalhou-se pelo Egito em busca de palha.
13 Os feitores não tinham misericórdia
e pressionavam os escravos: “Cumpram sua cota! Queremos a mesma quantidade
de quando recebiam palha”.
14 Os capatazes israelitas foram
açoitados a mando dos feitores, os egípcios queriam saber: “Por que vocês
não cumpriram a cota de tijolos ontem, anteontem e hoje de novo?”
15 Os capatazes israelitas
imploraram ao faraó por uma redução da carga de trabalho: “Por que o senhor
está tratando seus servos assim? Ninguém nos dá mais palha e ainda nos dizem:
‘Façam tijolos!’. Olhe para nós! Estamos sendo agredidos sem ter culpa!”.
17 Mas o faraó respondeu: “Preguiçosos!
É isso que vocês são! Preguiçosos! É por isso que ficam exigindo: ‘Queremos uma
folga para adorar ao Eterno’. Voltem ao trabalho! Ninguém dará palha a vocês, e
é melhor que cumpram a cota diária de tijolos”.
19 Os capatazes israelitas viram
que estavam em situação difícil, pois teriam de voltar e dizer aos
trabalhadores: “Nem um tijolo a menos na produção do dia”.
20 Ao sair da presença do faraó,
eles encontraram Moisés e Arão, que os aguardavam. Os capatazes disseram: “Que
o Eterno veja o que vocês fizeram e os julgue, porque vocês nos puseram numa
situação insustentável diante do faraó e de seus servos! Puseram nas mãos deles
a arma que vai acabar conosco!”.
22 Moisés orou ao Eterno e perguntou:
“Por que tratas tão mal este povo? E por que me enviaste? Desde o momento em
que fui falar ao faraó em teu nome, as coisas só pioraram para o povo.
Libertação? É essa a ‘libertação’ que pretendias?”."
Êxodo 6
Deus promete
livrar os israelitas
"1 O Eterno disse a Moisés: “Você verá o que vou fazer com o faraó. Pelo poder da
minha mão, ele os deixará partir; pelo poder da minha mão, eles os expulsarão
do país”.
2 Deus ainda garantiu a Moisés: “Eu sou o Eterno. Apareci a Abraão, Isaque e Jacó como o
Deus Forte, mas eles não me conheceram pelo meu nome, Eterno (Eu Estou
Presente). Também fiz uma aliança com eles e prometi dar a eles a terra de
Canaã, lugar que habitavam na condição de estrangeiros. Quando ouvi os gemidos
dos israelitas, que os egípcios continuam a escravizar, lembrei-me da minha
aliança. Portanto, diga aos israelitas o seguinte:
6 “‘Eu
sou o Eterno. Vou livrar vocês desse trabalho desumano. Vou resgatá-los da
escravidão e, para redimir vocês, vou interferir com alguns castigos bem severos.
Vou tirá-los do Egito, porque vocês são meu povo, e eu serei o Deus de vocês.
Vocês saberão que eu sou o Eterno, seu Deus, que os livrou dos trabalhos
forçados no Egito. E vou levar vocês para a terra que prometi dar a Abraão,
Isaque e Jacó. Ela será o país de vocês. Eu Sou o Eterno’”.
9 Mas, quando Moisés transmitiu a
mensagem aos israelitas, eles nem deram atenção, porque a dura condição de
escravos havia deixado todos eles com o espírito abatido.
10 Então, o Eterno disse a Moisés:
“Vá e fale com o rei do Egito, para que ele
liberte os israelitas”.
12 Moisés respondeu ao Eterno: “Os
israelitas sequer me dão atenção. Como esperas que o faraó vá me ouvir? Além
disso, eu não sei falar bem.”.
13 Mas o Eterno expôs a Moisés e
Arão os fatos em relação aos israelitas e ao faraó e reforçou a ordem de que
conduzissem os israelitas para fora da terra do Egito.
14 Estes são os chefes das tribos:
Os filhos de Rúben, filho mais velho de Israel: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
São essas as famílias de Rúben.
15 Os filhos de Simeão: Jemuel,
Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma cananeia. São essas as famílias
de Simeão.
16 Esses são os nomes dos filhos
de Levi por ordem de nascimento: Gérson, Coate e Merari. Levi viveu cento e
trinta e sete anos.
17 Os filhos de Gérson segundo
suas famílias: Libni e Simei.
18 Os filhos de Coate: Anrão,
Isar, Hebrom e Uziel. Coate viveu cento e trinta e três anos.
19 Os filhos de Merari: Mali e
Musi. São esses os filhos de Levi por ordem de nascimento.
20 Anrão casou-se com sua tia
Joquebede, e ela teve Arão e Moisés. Anrão viveu cento e trinta e sete anos.
21 Os filhos de Isar: Corá,
Nefegue e Zicri.
22 Os filhos de Uziel: Misael,
Elzafã e Sitri.
23 Arão casou-se com Eliseba,
filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela teve Nadabe e Abiú, Eleazar e
Itamar.
24 Os filhos de Corá: Assir,
Elcana e Abiasafe. Essa é a família dos coraítas.
25 Eleazar, filho de Arão,
casou-se com uma das filhas de Putiel, e ela teve Fineias. Esses são os líderes
das famílias levitas, família por família.
26 A esse Arão e a esse Moisés, o
Eterno havia ordenado: “Tire da terra do Egito
os israelitas segundo seus clãs”. Foram esses homens, Moisés e Arão,
que disseram ao faraó, rei do Egito, que libertasse os israelitas.
28 Era essa a situação quando o
Eterno falou outra vez a Moisés, no Egito.
29 Deus dirigiu-se a Moisés,
dizendo: “Eu sou o Eterno. Diga ao faraó, rei do
Egito, tudo que eu disser”.
30 Mas Moisés respondeu: “Olha
para mim! Eu não sei falar bem. Por que o faraó me daria atenção?”.
Êxodo 7
O início das
pragas
"1 O Eterno disse a Moisés: “Preste atenção. Você vai parecer um deus para o faraó, e
Arão será seu profeta. Você vai falar tudo que eu ordenar, e seu irmão o
transmitirá ao faraó. Então, ele libertará os israelitas da sua terra. Ao mesmo
tempo, farei o faraó resistir e, em seguida, vou encher o Egito de sinais e
maravilhas. O faraó não vai dar atenção a vocês, mas darei um jeito no Egito e
tirarei meus soldados de lá, isto é, meu povo, formado por israelitas, com meus
atos poderosos de julgamento. Os egípcios vão perceber que sou o Eterno quando
eu interferir e tirar os israelitas daquela terra”.
6 Moisés e Arão fizeram exatamente
o que o Eterno havia ordenado. Por ocasião dessa audiência com o faraó, Moisés
tinha 80 anos de idade, e Arão, 83 anos.
8 O Eterno instruiu Moisés e Arão:
“Quando o faraó disser: ‘Deem prova de quem
vocês são e realizem algum milagre’, diga a Arão: ‘Pegue sua vara e jogue-a
diante do faraó, e ela se transformará numa serpente”
10 Moisés e Arão foram à presença
do faraó e fizeram o que o Eterno havia ordenado. Arão jogou sua vara diante do
faraó e de seus servos, e ela se transformou em uma serpente.
11 O faraó mandou chamar seus
sábios e feiticeiros. Os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio de seus
encantamentos; cada um deles jogou sua vara no chão, e elas se transformaram em
serpentes. Mas a vara de Arão engoliu as outras.
13 Mesmo assim, o faraó mostrou-se
obstinado como nunca e não deu atenção a eles, como o Eterno havia dito.
14 O Eterno disse a Moisés: “O faraó é um homem obstinado. Ele se recusa a libertar o
povo. Amanhã bem cedo, vá encontrar-se com o faraó, na hora de seu passeio pelo
rio. Na margem do Nilo, pegue a vara que se transformou em serpente e diga ao
faraó: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, enviou-me a você com a seguinte mensagem:
Liberte meu povo, para que prestem culto a mim no deserto. Até agora, você não
me deu atenção. Mas você vai reconhecer que sou o Eterno. Com esta vara que
estou segurando, vou tocar as águas do rio Nilo. Elas se transformarão em
sangue, os peixes do Nilo vão morrer e o rio vai cheirar mal. Por causa disso,
os egípcios não poderão beber das águas do Nilo’”.
19 O Eterno disse também a Moisés:
“Diga a Arão: Agite sua vara sobre as águas do
Egito, sobre rios, canais, lagos e reservatórios, para que se transformem em
sangue’. Haverá sangue em todo canto no Egito, até mesmo nas vasilhas e panelas”.
20 Moisés e Arão fizeram
exatamente como o Eterno havia ordenado. Arão ergueu sua vara e bateu com ela
nas águas do Nilo, diante dos olhos do faraó e de sua comitiva. Toda a água do
Nilo transformou-se em sangue. Os peixes do Nilo morreram, o rio começou a
cheirar mal e os egípcios não podiam beber da água do Nilo. Havia sangue por
toda parte no Egito.
22 Mas os magos do Egito fizeram a
mesma coisa com seus encantamentos, e o faraó continuou obstinado. Ele não deu
atenção a eles, como o Eterno havia predito. Voltou as costas para eles e
voltou para o palácio. Todos os egípcios tiveram de cavar perto do rio para
achar água, pois não podiam beber a água do Nilo. Depois que o Eterno atingiu o
Nilo, passaram-se sete dias."
Êxodo 8
Segunda
praga: rãs
"5 O Eterno disse a Moisés: “Diga ao faraó: ‘Mensagem do Eterno: Liberte o meu povo
para que me prestem culto. Se você se recusar a libertá-lo, estou avisando,
atingirei o país inteiro com rãs. O Nilo vai fervilhar de rãs, e elas invadirão
suas casas, entrarão nos quartos e subirão nas camas, bem como nos aposentos de
seus servos; estarão no meio do povo, dentro dos fornos, das vasilhas e das
panelas; estarão em cima de você e de todos os outros; haverá rãs por toda
parte e em cima de tudo!
‘O Eterno disse ainda: “Diga a Arão: ‘Agite sua
vara sobre os rios, canais e lagos. Faça subir rãs sobre a terra do Egito’”.
6 Arão estendeu sua vara sobre as
águas do Egito, e surgiu uma multidão de rãs, que cobriram todo o país.
7 Mas, de novo, os magos com seus
encantamentos também fizeram surgir rãs no Egito.
8 O faraó chamou Moisés e Arão e
lhes disse: "Orem ao Eterno para que nos livre dessas rãs. Eu vou
liberar o povo para que façam seus sacrifícios e prestem culto ao Eterno”.
9 Moisés disse ao faraó: “Está
bem, é só marcar a hora. Quando você vai querer que as rãs saiam daqui e deixem
seus servos, seu povo e suas casas? Você ficará livre das rãs, com exceção das
que estão no Nilo”.
10 O faraó pediu: “Faça isso
amanhã”. Moisés concordou: “Pois será amanhã, para que você saiba que
não há nenhum Deus como o Eterno. As rãs serão removidas. Você, suas casas,
seus servos e seu povo ficarão livres delas.
Só restarão são as que já estão no Nilo”.
12 Moisés e Arão saíram da
presença do faraó, e Moisés orou ao Eterno por causa das rãs que ele havia
enviado sobre o faraó.
O Eterno respondeu à oração de Moisés, e todas as rãs morreram. Casas, pátios e
campos ficaram livres delas. Por todo canto, havia rãs mortas, amontoadas em
pilhas enormes, e o país inteiro cheirava mal por causa delas.
15 Mas, quando o faraó viu que a
situação estava resolvida, permaneceu obstinado e não cumpriu com sua palavra,
como o Eterno havia predito.
16 O Eterno disse a Moisés: “Diga a Arão: ‘Golpeie o pó da terra com sua vara. O pó
vai se transformar em piolhos por todo o Egito’.
17 E foi o que ele fez. Arão
golpeou o pó da terra com sua vara, e a areia se transformou em piolhos, que
atacaram as pessoas e os animais. Todo o pó da terra foi transformado em
piolhos, e eles infestaram o Egito.
18 Os magos tentaram fazer surgir
piolhos por meio de encantamentos, mas, dessa vez, não conseguiram. Os piolhos
estavam por toda parte, sobre pessoas e animais.
19 Os magos disseram ao faraó: “É
a mão de Deus”. Mas o faraó continuou obstinado e não cedeu, como o Eterno
havia predito.
20 O Eterno disse a Moisés: "Levante-se amanhã bem cedo e vá ao encontro do faraó,
quando ele estiver a caminho das águas, e transmita este recado: ‘Mensagem do
Eterno: Liberte o meu povo, para que me prestem culto. Se você não libertar o
meu povo, mandarei enxames de moscas sobre você, sobre seus servos, seu povo e
suas casas. As casas dos egípcios e até o chão em que pisam ficarão infestados
de moscas. Mas, quando isso acontecer, vou isolar Gósen, onde meu povo vive,
como se fosse um santuário, as moscas não chegarão ali. Assim, você saberá que
sou o Eterno nesta terra. Farei uma clara distinção entre o seu povo e o meu.
Esse sinal acontecerá amanhã’”.
24 E foi o que o Eterno fez.
Densos enxames de moscas infestavam o palácio do faraó e as casas dos seus
súditos. O Egito agora era um país coberto de moscas.
25 O faraó chamou Moisés e Arão e
disse: “Está bem, está bem! Podem ir sacrificar ao seu Deus, mas façam isso
aqui, neste país”. Moisés retrucou: “Isso não seria prudente. Os
egípcios vão ficar escandalizados com os sacrifícios que fazemos ao Eterno. Se
apresentarmos os sacrifícios aqui, o povo vai se sentir tão ofendido que vai
querer nos matar. Queremos permissão para uma viagem de três dias deserto
adentro e para sacrificar ao nosso Eterno Deus, conforme ele nos instruiu”.
28 O faraó disse: “Tudo bem.
Libero vocês para. sacrificar ao seu Eterno Deus no deserto. Mas não se afastem
muito.
E orem por mim”.
29 Moisés respondeu: “Assim que
eu sair daqui, vou orar ao Eterno para que amanhã as moscas deixem o faraó,
seus servos e seu povo. Mas não brinque conosco. Não tente mudar de ideia e nos
impedir, outra vez, de sacrificar ao Eterno!”.
30 Moisés saiu da presença do
faraó e orou ao Eterno, que atendeu ao pedido de Moisés e livrou das moscas o
faraó, seus servos e seu povo. Não sobrou uma única mosca no Egito. Mas, de
novo, o faraó se mostrou obstinado e não liberou o povo."
Êxodo 9
Quinta praga:
peste nos animais
"1 O Eterno disse a Moisés: “Vá até o faraó e diga-lhe: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus,
diz o seguinte: Liberte o meu povo, para que me prestem culto. Se você se
recusar a me ouvir e continuar a segurá-lo, estou avisando: o Eterno atingirá
seus animais que estão no campo — cavalos, jumentos, camelos, gado, ovelhas —
com uma grave doença. E também, desta vez, fará clara separação entre os
animais de Israel e os do Egito. Nenhum animal dos israelitas morrerá”.
5 O Eterno marcou a hora: “Isso acontecerá amanhã”.
6 E foi o que o Eterno fez no dia
seguinte. Todos os animais do Egito morreram, mas não morreu nem um só dos
animais dos israelitas. O faraó enviou alguns homens para averiguar, e nenhum
animal dos israelitas havia morrido, nem um sequer. Mesmo assim, o faraó
continuou obstinado e não deu permissão para o povo sair.
8 O Eterno disse a Moisés e Arão:
“Peguem um punhado de cinza de uma fornalha, e
Moisés deve jogá-la para o ar, bem diante dos olhos do faraó. Uma fina camada
de pó vai cobrir todo o Egito e provocar feridas, uma praga de furúnculos que
atingirá pessoas e animais em todo o país”.
Então, eles recolheram cinza de uma fornalha e a jogaram para o ar, na presença
do faraó. O pó fino fez brotar furúnculos nas pessoas e nos animais. Mais uma
vez, os magos não foram capazes de competir com Moisés por causa dos
furúnculos, pois eles mesmos estavam cobertos deles, como os demais habitantes
do Egito.
12 E o Eterno fez aumentar a
obstinação do faraó. O rei do Egito se manteve irredutível, como o Eterno havia
predito.
13 O Eterno disse a Moisés: “Levante-se amanhã bem cedo, vá ao encontro do faraó e
diga a ele: ‘O Eterno, o Deus dos hebreus, diz o seguinte: Liberte meu povo
para que me prestem culto. Dessa vez, atingirei você, seus servos e seu povo
com toda a minha força, para que você entenda que não há ninguém como eu em
nenhum lugar da terra. Você sabe que eu já poderia ter eliminado você e seu
povo com doenças mortais, sem deixar ninguém para contar a história. Mas eu o
mantive vivo por uma única razão: fazê-lo reconhecer o meu poder, para que a
minha reputação se espalhe por toda a terra. Você ainda está se fortalecendo à
custa do meu povo e não o deixa sair. Mas isto é o que vai acontecer: amanhã, a
esta mesma hora, enviarei uma terrível tempestade de granizo, como nunca houve
no Egito desde a sua fundação. Portanto, abrigue seus animais, pois quando o
granizo cair tudo que estiver ao ar livre morrerá — pessoas e animais’.
20 Os membros da corte do faraó
que tinham respeito pela palavra do Eterno puseram seus escravos e animais em
abrigos o mais rápido que puderam, mas os que não a levavam a sério deixaram
seus trabalhadores e animais ao ar livre.
22 O Eterno disse a Moisés: “Estenda as mãos para o céu. Dê o sinal para que o granizo
caia sobre o Egito, sobre pessoas, animais e plantações do Egito”.
23 Moisés ergueu sua vara na
direção ao céu, e o Eterno fez trovejar e cair granizo por entre os relâmpagos.
Choveu granizo sobre toda a terra do Egito, e os relâmpagos acentuavam a
violência da tempestade. Nunca havia acontecido nada igual no Egito, em toda a
sua história. O granizo arrasou o país. Tudo que estava a céu aberto nos campos
foi esmagado, pessoas, animais e plantações. Até as árvores nos campos foram
derrubadas. A única exceção foi Gósen, onde os israelitas moravam, não caiu
granizo na terra deles.
27 O faraó convocou Moisés e Arão
e disse: “Desta vez, pequei, com toda a certeza! O Eterno está com a razão,
eu e meu povo é que estamos errados. Orem ao Eterno. Chega de trovões e de
granizo mandados pelo Eterno! Vocês estão liberados para ir. Quanto mais cedo
saírem, melhor!”.
29 Moisés respondeu: “Assim que
eu sair da cidade, vou estender os braços ao Eterno. Os trovões vão cessar, e o
granizo deixará de cair, para que você saiba que esta terra pertence ao Eterno.
Mesmo assim, sei que você e seus súditos não têm nenhum respeito pelo Eterno”.
31 (O linho e a cevada, que já
haviam amadurecido, foram destruídos, mas o trigo e o centeio escaparam, pois
só mais tarde iriam amadurecer).
33 Moisés saiu da presença do
faraó e da cidade. Então, estendeu os braços ao Eterno. Os trovões e o granizo
cessaram, e passou a tempestade.
34 Dito e feito; ao ver que a chuva,
o granizo e os trovões haviam cessado, o faraó continuou em seu pecado, mais
obstinado do que nunca, ele e os membros da corte. O coração do faraó estava
duro como pedra. Mais uma vez, ele se recusou a liberar os israelitas, como o
Eterno havia dito a Moisés."
Êxodo 10
Oitava praga:
gafanhotos
"1 O Eterno disse a Moisés:
“Apresente-se ao faraó. Fui eu quem causou sua
obstinação, a dele e a dos membros da corte, para obrigá-lo a testemunhar meus
sinais, para que vocês pudessem contar a seus filhos e netos que tripudiei
sobre os egípcios, como zombei deles, e para que todos vocês saibam que eu sou
o Eterno”.
3 Moisés e Arão apresentaram-se ao
faraó e disseram: “O Eterno, o Deus dos hebreus, diz o seguinte: Até quando
você vai se recusar a se dobrar perante mim? Liberte meu povo, para que prestem
culto a mim. Se você se recusar a libertá-lo, cuidado! Amanhã, vou enviar uma
nuvem imensa de gafanhotos sobre o país. Eles cobrirão cada centímetro do chão,
e ninguém conseguirá enxergá-lo. Os gafanhotos vão devorar o que sobrou da
tempestade de granizo; nem as árvores que estiverem nascendo nos campos vão
escapar. Eles vão invadir sua casa e infestarão as casas dos membros da corte e
todas as outras casas do Egito. Afirmo que nunca se viu nada igual, desde o
tempo em que seus antepassados puseram o pé nesta terra’”.
Depois de entregar o recado, eles viraram as costas e saíram da presença do
faraó.
7 Os membros da corte disseram: “Até
quando você vai deixar esse homem nos atormentar? Deixe esse povo ir e prestar
culto ao Eterno, o Deus deles. Não percebe que o Egito está indo para o buraco?”.
8 Então, Moisés e Arão foram
chamados de volta à presença do faraó, e ele disse: “Está bem! Vão e prestem
culto ao Eterno, o Deus de vocês. Mas preciso saber quem vai e quem fica”.
9 Moisés respondeu: “Vamos
levar jovens e velhos, filhos e filhas, rebanhos e gado, porque será um culto
de celebração ao Eterno”.
10 O faraó retrucou: “Eu até os
enviaria com as bênçãos do Eterno, mas de modo algum vou permitir que levem
seus filhos. Olhem aqui, vocês não estão com boas intenções, basta olhar para
vocês! Nada feito! Só os homens irão. Se quiserem assim, vão e prestem culto ao
Eterno. Não é o que tanto desejam?”.
E foram expulsos da presença do faraó.
12 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o Egito e de o sinal para que os
gafanhotos cubram a terra do Egito e devorem todas as folhas deste país, tudo
que o granizo não destruiu”.
13 Moisés estendeu sua vara sobre
a terra do Egito, e o Eterno fez soprar um vento oriental durante aquele dia
inteiro e por toda aquela noite. Pela manhã, os gafanhotos chegaram, trazidos
pelo vento oriental.
14 Os gafanhotos cobriram toda a
terra do Egito, ocupando cada centímetro do solo. O país foi tomado de assalto
pelos insetos. Nunca havia acontecido uma invasão tão maciça de gafanhotos, e
não haverá outra igual. Eles devoraram tudo, cada folha, cada pedaço de fruta,
tudo que o granizo não havia destruído.
O estrago foi imenso: tudo que restou foram árvores desfolhadas e campos
desnudos — o verde foi banido de toda a terra do Egito.
16 Imediatamente, o faraó mandou
chamar Moisés e Arão e disse: “Pequei contra o Eterno, o seu Deus, e também
contra vocês. Relevem meu pecado mais uma vez. Orem ao Eterno, o Deus de vocês,
para que ele me livre desta calamidade e retire a morte deste lugar!”
18 Moisés saiu da presença do
faraó e orou ao Eterno. O Eterno, então, inverteu a direção do vento: um forte
vento, vindo do oeste, empurrou os gafanhotos para o mar Vermelho. Não sobrou
um único gafanhoto em toda a terra do Egito.
20 Mas o Eterno manteve o faraó em
sua obstinação. E o rei, mais uma vez, recusou-se a liberar os israelitas.
21 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão para o céu. Faça escurecer a terra do
Egito, uma escuridão tão densa que seja quase palpável”.
22 Moisés estendeu a mão para o
céu, e ninguém mais conseguia enxergar ninguém. Durante três dias, ninguém se
atreveu a sair do lugar. A única exceção eram os israelitas, pois havia luz no
lugar em que moravam.
24 O faraó chamou Moisés e disse:
“Você todos podem ir e prestar culto ao Eterno, só que os rebanhos e o gado
ficam aqui. Mas não vou proibir vocês de levar os filhos”.
25 Moisés retrucou: “Você tem
de nos deixar levar os animais, porque precisamos deles para os sacrifícios que
vamos oferecer em adoração ao nosso Deus, o Eterno. Os animais têm de seguir
conosco, nem mesmo um casco deve ficar para trás. Eles fazem parte do culto que
prestaremos ao nosso Deus, o Eterno, e só quando chegarmos lá é que saberemos
do que vamos precisar”.
27 Mas o Eterno manteve o faraó em
sua obstinação. E ele não concordou em liberar o povo.
28 O faraó disse a Moisés: “Sumam
daqui! E muito cuidado! Nunca mais quero ver vocês. Se aparecerem na minha
frente de novo, vocês vão morrer!”.
29 Moisés disse: “Seja como
você quer. Nunca mais me verá”."
Êxodo 11
Deus anuncia
a décima praga
"1 O Eterno disse a Moisés: “Vou atingir o faraó e o Egito mais uma vez, e será a
última. Depois disso, ele os deixará sair. Quando ele os libertar, o Egito será
passado para vocês. Eles vão querer livrar-se de vocês o mais rápido possível.
2 “Façam
o seguinte: digam aos homens e mulheres do povo que peçam aos vizinhos objetos
de prata e de ouro”.
Deus fez que os egípcios se mostrassem generosos. Além disso, Moisés era muito
admirado pelos egípcios, uma figura pública de respeito entre os membros da
corte e o povo em geral.
4 Moisés, mais uma vez, advertiu o
faraó: “Mensagem do Eterno: ‘Hoje, à meia-noite, passarei por todo o Egito,
e todos os primogênitos no Egito morrerão, desde o primogênito do faraó, que se
senta em seu trono, até o primogênito da escrava que trabalha no moinho, até
mesmo os primogênitos dos animais. Haverá choro de uma ponta a outra do país,
um lamento como nunca se ouviu nem se ouvirá de novo. Mas contra os israelitas,
sejam homens, sejam mulheres, sejam animais, nem mesmo um cachorro latirá, para
que você saiba que o Eterno faz clara distinção entre o Egito e Israel’.
8 “Então, todos os seus súditos
vão dobrar os joelhos e implorar: ‘Saiam daqui! Você e seu povo!’. E é claro
que sairei”.
E Moisés, fervendo de raiva, saiu da presença do faraó.
9 O Eterno disse a Moisés: “O faraó não vai dar crédito às suas ameaças; por isso,
vou multiplicar os sinais da minha presença e dos meus atos na terra do Egito”.
10 Moisés e Arão realizaram todos
esses sinais na presença do faraó, mas o Eterno fez que ele ficasse mais
obstinado ainda. E o faraó se recusou a liberar os israelitas."
Êxodo 12
A instituição
da Páscoa
"1 Moisés e Arão ainda
estavam no Egito quando o Eterno disse a eles: “Este
será o primeiro mês do ano para vocês. Informem toda a comunidade de Israel
que, no dia dez deste mês, cada homem deve separar um cabrito ou um cordeiro
para sua família, um para cada casa. Se a família for pequena demais para um
animal, ele deve ser dividido com um vizinho, de acordo com o número de
pessoas. Levem em conta a quantidade que cada pessoa irá comer. O animal deverá
ser um macho saudável de um ano de idade. Vocês poderão optar por um cordeiro
ou por um cabrito. Mantenham o animal preso até o dia 14 e, depois, o
sacrifiquem. Toda a comunidade de Israel fará isso ao pôr do sol. Em seguida,
recolham um pouco do sangue do animal para passar sobre os batentes e na viga
superior da porta da casa em que vocês comerão o animal. Nessa noite, vocês
devem comer a carne assada, acompanhada de pão sem fermento e de ervas amargas.
Não comam nada cru nem cozido em água. O animal inteiro deve ser assado, até
mesmo a cabeça, pernas e vísceras. Não deve sobrar nada para a manhã seguinte.
Se houver sobras, elas deverão ser queimadas.
11 “Vocês
deverão comê-lo vestidos, como se estivessem prontos para sair, com sandálias
nos pés e cajado na mão. Comam depressa: é a Páscoa do Eterno.
12 “Na
mesma noite, passarei pela terra do Egito e matarei todos os primogênitos do
país, seja homem, seja animal, como uma sentença aplicada sobre todos os deuses
do Egito. Eu sou o Eterno. O sangue será um sinal na casa em que vocês moram.
Quando vir o sangue, passarei direto, e nenhuma desgraça virá sobre vocês
quando eu atingir a terra do Egito.
14 “Esse
dia deverá ser lembrado por vocês e comemorado com uma festa ao Eterno por
todos os seus descendentes, uma festa fixa que deverá ser sempre celebrada.
Vocês comerão pão sem fermento (matzot) durante sete dias: no primeiro dia,
tirem de casa todo fermento. A pessoa que comer alguma coisa com fermento entre
o primeiro e o sétimo dia será eliminada de Israel. Separem o primeiro dia e o
sétimo, pois são dias sagrados. Não trabalhem nesses dias: a única atividade
permitida é o preparo das refeições.
17 “Comemorem
a festa dos Pães sem Fermento. Ela marca o dia exato em que usei meu poder para
tirá-los da terra do Egito. Todas as gerações que estão por vir devem guardar
esse dia. É uma festa fixa que deve ser sempre comemorada. No primeiro mês,
começando no fim da tarde do dia 14 até o fim da tarde do dia 21, vocês devem
comer pão sem fermento. Durante os sete dias, ninguém deve ter fermento
guardado em casa. Quem comer algo que contenha fermento, seja visitante, seja
nascido na terra, será eliminado da comunidade de Israel. Repito: não comam
nesses dias nada que contenha fermento. Apenas matzot”.
21 Moisés reuniu todos os líderes
de Israel e os instruiu: “Escolham a um cabrito ou um cordeiro para cada
família e sacrifiquem o animal para a Páscoa. Peguem um feixe de hissopo, molhem-no
numa vasilha com sangue e passem-no sobre os batentes e na viga superior da
porta. Ninguém deve sair de casa antes do amanhecer. O Eterno passará para
atingir o Egito.
Ele não entrará na casa que tiver a porta marcada com sangue, ou seja, não permitirá
que o destruidor entre naquela casa para matar.
24 “Sigam essas instruções.
Elas são leis eternas para vocês e para seus descendentes. Quando entrarem na
terra que o Eterno dará a vocês, de acordo com a promessa que fez, continuem a
observar todas essas coisas. E, quando seus filhos perguntarem: ‘Por que fazemos
isso?’, expliquem a eles: ‘É o sacrifício da Páscoa feito ao Eterno, que não
passou pela casa dos israelitas no Egito quando o atingiu com morte. Em vez
disso, ele nos resgatou”. Depois dessas palavras, o povo se curvou e
adorou.
28 E os israelitas fizeram tudo
que o Eterno havia ordenado a Moisés e Arão,
29 A meia-noite, o Eterno matou
todos os primogênitos do Egito, desde o primogênito do faraó, que se sentava no
trono, até o primogênito do prisioneiro no cárcere. Matou também todos os
primogênitos dos animais.
30 Naquela noite, o faraó saiu da
cama, bem com todos os membros da corte e os demais habitantes do Egito, e, por
todo o Egito, o povo chorava e lamentava sua perda. Não havia uma casa sequer
em que não houvesse um morto.
31 Na mesma noite, o faraó chamou
Moisés e Arão e disse: “Vão embora daqui vocês e todos os israelitas! Vão e
prestem culto ao Eterno como quiserem. Levem suas ovelhas e o gado, o que
quiserem, mas saiam do país! E me deem sua bênção”.
33 Os egípcios não viam a hora de
se ver livres dos israelitas. Por isso, os pressionavam e apressavam, dizendo:
“Vamos todos morrer!”.
34 O povo pegou a massa de pão sem
fermento e enrolou as formas de pão com as roupas; assim, podiam transportá-las
nos ombros. Os israelitas haviam seguido à risca as instruções de Moisés e
pedido aos egípcios roupas e objetos de prata e de ouro. O Eterno fez que os
egípcios se mostrassem generosos para com o povo; eles não negaram nada aos
israelitas.
Estes raparam os egípcios.
37 Os israelitas saíram de
Ramessés e partiram na direção de Sucote, uma multidão de 600 mil homens a pé,
aproximadamente, sem contar mulheres e crianças. Um grande número de pessoas
desqualificadas aproveitou a ocasião para ir com eles. Havia também imensos
rebanhos e muito gado. Os israelitas assaram bolos com a massa trazida do
Egito, preparada sem fermento. Eles saíram tão apressados do Egito que nem
tiveram tempo de preparar comida para a viagem.
40 Os israelitas viveram no Egito
quatrocentos e trinta anos. Ao fim desse período, exatamente no último dia,
todo o exército do Eterno saiu daquele país. O Eterno fez vigília toda aquela
noite, cuidando dos israelitas enquanto os tirava do Egito. Por causa disso,
todas as gerações de Israel deverão honrar o Eterno, fazendo vigília nessa
noite.
43 O Eterno disse a Moisés e Arão:
“São estas as normas para a comemoração da
Páscoa: Nenhum estrangeiro deverá comê-la. O escravo que houver sido comprado e
circuncidado poderá comê-la. Eventuais visitantes ou trabalhadores contratados
não poderão comê-la. Ela deve ser comida dentro de casa: não levem a carne para
a rua. Nenhum osso deverá ser quebrado. Toda a comunidade de Israel deve
participar da refeição.
48 “Se
algum imigrante que viva no meio de vocês quiser comemorar a Páscoa do Eterno,
todos os de sua família que forem do sexo masculino terão de ser circuncidados
para poder participar da refeição. Ele passará a ser tratado como um natural da
terra. Mas quem não for circuncidado não poderá comer da Páscoa”.
49 “As
mesmas normas valem para o natural da terra e para o imigrante que vive no meio
de vocês”.
50 Os israelitas fizeram
exatamente como o Eterno havia ordenado a Moisés e Arão. No mesmo dia, o Eterno
tirou os israelitas da terra do Egito, tribo por tribo."
Êxodo 13
Consagração
dos primogênitos
"1 O Eterno disse a Moisés: “Consagrem a mim todos os primogênitos. O primeiro a
nascer entre os israelitas, seja homem, seja animal, será meu”.
3 Moisés fez este pronunciamento
ao povo: “Lembrem-se sempre deste dia. Foi neste dia que vocês saíram do Egito,
da casa da escravidão. O Eterno tirou vocês de lá com o poder da sua mão. Não
comam pão que contenha fermento.
4 “Vocês estão saindo na
primavera, no mês de abibe, e deverão repetir esta cerimônia no mesmo mês,
depois que o Eterno tiver estabelecido vocês na terra dos cananeus, dos
hititas, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, como ele prometeu a seus
antepassados. Ele dará a vocês uma terra em que manam leite e mel.
6 “Vocês deverão comer pão sem
fermento durante sete dias e, no sétimo dia, celebrarão uma festa ao Eterno.
7 “Durante sete dias, comerão
apenas pão sem fermento. Em nenhum lugar, deverá haver fermento ou coisa
fermentada.
8 “Nesse dia, digam a seus filhos:
‘É por causa daquilo que o Eterno fez por mim quando saí do Egito’
9 “O dia que vocês vão guardar
será como um sinal em sua mão, um memorial entre seus olhos, a instrução do
Eterno na boca de vocês. Foi com o poder da sua mão que o Eterno tirou vocês do
Egito. Ano após ano, celebrem esse ritual, nos dias indicados.
11 “Quando o Eterno os estabelecer
na terra dos cananeus, como prometeu a vocês e a seus pais, e entregá-la a
vocês, separem para o Eterno o primeiro a nascer. Todos os primogênitos entre
os animais pertencem ao Eterno. Se quiserem, poderão resgatar a primeira cria
da jumenta, substituindo-a por um cordeiro.
Se optarem por não resgatá-la, deverão quebrar o pescoço do animal.
13 "Vocês deverão resgatar
todos os primogênitos do sexo masculino entre seus filhos. Quando seus filhos
perguntarem:
‘O que isso quer dizer?’ expliquem: ‘O Eterno, com o poder da sua mão, nos
tirou do Egito, onde éramos escravos. O faraó estava obstinado e não queria nos
deixar sair, mas o Eterno matou todos os primogênitos no Egito, de homens e de
animais. É por isso que ofereço em sacrifício ao Eterno todos os machos que
nascem primeiro e resgato o menino primogênito’. Esta declaração servirá
como sinal em suas mãos, um símbolo no meio da testa de vocês: o Eterno nos
tirou do Egito com o poder da sua mão”.
17 Depois que o faraó deixou o
povo sair, Deus não o conduziu pelo caminho mais curto, que passava pela terra
dos filisteus, pois pensou: “Se o povo deparar
com a guerra, mudará de ideia e vai querer voltar para o Egito”.
18 Então, Deus conduziu os
israelitas pelo caminho do deserto, rodeando o mar Vermelho.
Eles saíram do Egito em formação militar.
19 Moisés levou com ele os ossos
de José, pois este havia feito a família jurar solenemente, dizendo: “Com
certeza, Deus os responsabilizará se não o fizerem. Por isso, não deixem de
levar meus ossos com vocês”.
20 Eles saíram de Sucote e
acamparam em Etã, à margem do deserto. Durante o dia, o Eterno ia à frente
deles numa coluna de nuvem, para orientá-los no caminho, e à noite, numa coluna
de fogo que os iluminava. Por isso, eles podiam viajar sem impedimento de dia
ou de noite.
A coluna de nuvem, durante o dia, e a coluna de fogo, à noite, acompanhavam o
povo o tempo todo."
Êxodo 14
Perseguição
de Israel
"1 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas que mudem de direção e acampem em
Pi-Hairote, entre Migdol e o mar. Montem acampamento à beira-mar, em frente a
Baal-Zefom.
3 “Assim,
o faraó vai pensar: ‘Os israelitas se perderam e estão andando a esmo na
imensidão do deserto’. E mais uma vez farei que o faraó fique obstinado e saia
em perseguição dos israelitas. Meu plano é usar o faraó e seu exército para
pôr minha glória em evidência. Assim, os egípcios vão entender de vez
que eu sou o Eterno”.
5 Quando contaram ao rei do Egito
que o povo havia ido embora, ele e os membros da corte mudaram de ideia,
dizendo: “O que foi que fizemos? Libertamos Israel, nossa mão de obra
escrava!”. Mais que depressa, o faraó mandou preparar suas carruagens e reuniu
o exército. Aparelhou seiscentas de suas melhores carruagens, mais o restante
das carruagens egípcias e seus respectivos condutores.
8 O Eterno induziu o rei do Egito
a ficar outra vez obstinado e disposto a perseguir os israelitas, que haviam
dado as costas para ele e ido embora sem olhar para trás. Os egípcios saíram em
perseguição a eles e os alcançaram no acampamento à beira-mar. Todas as
carruagens do faraó, com seus cavalos e condutores, e todos os seus soldados de
infantaria se posicionaram em Pi-Hairote, em frente a Baal-Zefom.
10 Foi, então, que os israelitas
avistaram o exército do faraó.
Os egípcios indo atrás deles! O medo tomou conta deles. Aterrorizados, clamaram
ao Eterno e disseram a Moisés: “Será que não havia cemitérios suficientes no
Egito, e, por isso, você nos trouxe para morrer no deserto? Para que você nos
tirou do Egito? Já não havíamos avisado você que isso iria acontecer?
Não dissemos: ‘Deixe-nos em paz aqui no Egito. É melhor ser escravo no Egito
que cadáver no deserto?”.
13 Moisés respondeu ao povo: “Não
tenham medo. Fiquem firmes e observem o Eterno realizar hoje sua obra de
salvação a favor de vocês. Olhem bem para os egípcios hoje, porque vocês não
vão tornar a vê-los.
14 O Eterno guerreará por vocês.
Quanto a vocês, calem a boca!”.
15 O Eterno disse a Moisés: “Por que eles estão clamando a mim? Diga aos israelitas
que continuem andando. Segure bem alto seu cajado e estenda a mão sobre o mar.
Divida o mar ao meio!
Os israelitas atravessarão o mar a pé, sem se molhar.
17 “Enquanto
isso, induzirei os egípcios a continuar obstinados na perseguição. Vou usar o
faraó e o exército dele inteiro, suas carruagens e seus cavaleiros, para pôr
minha glória em evidência. Assim, os egípcios ficarão sabendo que eu sou o
Eterno”.
19 Em seguida, o anjo de Deus, que
estava à frente do acampamento de Israel, posicionou-se à retaguarda, e o mesmo
aconteceu com a coluna de nuvem, A nuvem agora estava estacionada entre o
exército egípcio e o acampamento de Israel. Ela envolveu o primeiro acampamento
na escuridão e inundou o outro com luz. Durante toda a noite, um exército não
pôde se aproximar do outro.
21 Então, Moisés estendeu a mão
sobre o mar, e o Eterno afastou as águas com um fortíssimo vento oriental que
soprou a noite toda. Aquela parte do mar se transformou em estrada, depois que
as águas foram divididas.
22 Os israelitas puderam caminhar
através do mar, pisando em solo enxuto, com uma parede de água de cada lado.
Depois, foi a vez dos egípcios, que empreenderam uma corrida desenfreada pelo
meio do mar com todos os cavalos, carruagens e condutores do faraó. Já era fim
da madrugada, e, lá da coluna de fogo e de nuvem, o Eterno semeou o pânico no
meio do exército egípcio, travando as rodas das carruagens, que ficaram
atoladas. Os egípcios começaram a gritar: “Fujam de Israel! O Eterno está do
lado deles e contra o Egito!”.
26 O Eterno disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o mar, e as águas vão se fechar sobre
os egípcios, suas carruagens e seus cavaleiros”.
27 Ao raiar do dia, Moisés
estendeu a mão sobre o mar, que começou a se fechar, enquanto os egípcios
tentavam fugir. Mas o Eterno apanhou os egípcios no meio do mar. As águas
voltaram e cobriram as carruagens e os condutores do exército do faraó que
haviam perseguido Israel até o mar. Ninguém sobreviveu.
29 Mas os israelitas atravessaram
pelo meio do mar sobre solo seco, entre duas paredes de água, uma à esquerda e
outra à direita. Naquele dia, o Eterno libertou Israel em definitivo da
opressão dos egípcios. Israel olhou para os egípcios mortos sobre a areia da
praia e percebeu como era grande o poder do Eterno. Ao ver o que ele havia
feito com os egípcios, o povo temeu o Eterno e passou a confiar nele e em seu
servo Moisés."
Êxodo 15
O cântico de
Moisés
"1 Então, Moisés e os
israelitas cantaram juntos ao Eterno esta canção: Canto com o coração ao
Eterno: que vitória maravilhosa! Ele jogou no mar o cavalo e o cavaleiro. O
Eterno é minha força, o Eterno é minha canção, o Eterno é minha salvação. Assim
é o meu Deus, e vou contar isso ao mundo! Assim é o Deus de meu pai, vou
espalhar essa notícia por todo lado! O Eterno é guerreiro, Eterno sob todos os
aspectos. As carruagens e o exército do faraó, ele os lançou no mar. Seus
melhores oficiais, ele afogou no mar Vermelho. As águas agitadas do oceano os
cobriram, afundaram como uma pedra no fundo do mar. Eterno, sua mão direita é
forte e irradia poder; sua forte mão direita esmaga o inimigo. Em sua poderosa
majestade, ele despedaça seus inimigos arrogantes. Descarrega a chama do seu
furor e os consome como capim seco. Ao sopro das suas narinas as águas se
ajuntaram; águas revoltas ficaram represadas, águas profundas viraram um
atoleiro.
9 O inimigo disse: “Eu os
perseguirei e vou acabar com eles, vou tomar o que é deles e, assim, me saciar.
Puxarei minha espada e minha mão os deixará desnorteados”.
10 Mas sopraste com toda a
força, e o mar os encobriu. Eles afundaram feito chumbo nas águas imponentes.
Quem se compara a ti entre os deuses, ó Eterno? Quem se compara a ti em poder,
em santa majestade, em louvores que suscitam temor, ó Deus, que operas
maravilhas?
12 Estendeste a mão direita, e
a terra os engoliu. Mas o povo que redimiste foi conduzido com amor e por
misericórdia; sob tua proteção, foi guiado às tuas santas pastagens.
14 Os povos
se assustaram ao saber da notícia; os filisteus se contorceram e tremeram; até
os chefes de Edom se abalaram, e também os poderosos de Moabe. Todos em Canaã
entraram em pânico e esmoreceram. O pavor e o medo os deixaram desnorteados. Com um movimento do teu braço direito, tu os
deixaste paralisados como pedras, enquanto teu povo atravessava o mar, ó
Eterno, até que o povo que formaste tivesse atravessado. Tu o trouxeste e o
plantaste no monte da tua herança, no lugar em que habitas, no lugar que
criaste, no teu santuário, Senhor, que estabeleceste com as próprias mãos.
Que o Eterno reine para sempre e por toda a eternidade!
19 Os cavalos, as carruagens e
os cavaleiros do faraó entraram no mar, e o Eterno fez as águas se voltarem
contra eles, mas os israelitas atravessaram o mar a pé, sem se molhar.
20 Miriã, profetisa e irmã de
Arão, pegou um tamborim, e todas as mulheres a acompanharam, dançando com
tamborins.
Miriã dirigia o cântico, que dizia: Cantem ao Eterno! Que vitória
maravilhosa! Ele jogou no mar cavalo e cavaleiro!
22 Moisés conduziu Israel desde o
mar Vermelho até o deserto de Sur. Eles viajaram três dias pelo deserto e não
encontraram água. Chegaram a Mara, mas não havia condições de beber a água que
havia ali, porque era amarga.
Por isso, deram ao lugar o nome Mara (Amarga). E o povo foi reclamar com
Moisés: “O que vamos beber?”.
25 Moisés clamou ao Eterno, e ele
mostrou um pedaço de madeira. Moisés jogou-o na água, e ela se transformou em
água doce.
26 Foi nesse lugar que o
Eterno fixou normas e regras e foi ali que começou a pôr Israel à prova.
O Eterno disse: “Se vocês forem obedientes e
atentarem para o Eterno, que os ensinará como viver em sua presença, obedecendo
aos seus mandamentos e guardando suas leis, então, não atingirei vocês com as
doenças que enviei sobre os egípcios. Eu sou o Eterno, aquele que cura vocês”.
27 Eles chegaram a Elim, onde
havia doze fontes de água e setenta palmeiras, e acamparam ali, junto das
águas."
Êxodo 16
Deus manda o
maná
"1 No dia 15 do segundo mês
após a saída do Egito, toda a comunidade de Israel saiu de Elim e foi para o
deserto de Sim, que está entre Elim e o Sinai. E toda a comunidade de Israel
foi reclamar com Moisés e Arão no deserto: “Por que o Eterno não nos deixou
morrer em paz no Egito, onde tínhamos ensopado de carneiro e pão à vontade?
Você nos trouxe a este deserto para matar de fome toda a comunidade de
Israel!”.
4 O Eterno disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do céu. O povo deverá juntar o
suficiente para um dia. Eu os porei à prova para ver se vivem ou não de acordo
com minhas instruções. No sexto dia, quando forem preparar o que recolheram,
terão o dobro da quantidade diária”.
6 Moisés e Arão disseram ao povo
de Israel: “Esta noite, vocês saberão que foi o Eterno quem tirou vocês do
Egito e, de manhã, verão a glória do Eterno. Ele ouviu suas reclamações contra
ele. Saibam que vocês não reclamaram de nós, mas do Eterno”.
8 Ele acrescentou: “O Eterno dará
a vocês carne para comerem de noite e pão pela manhã, pois ele ouviu quando
vocês reclamaram dele. Quem somos nós? Vocês não reclamaram de nós, mas do
Eterno!”.
9 Moisés deu a seguinte instrução
a Arão: “Diga a toda a comunidade de Israel: Aproximem-se do Eterno. Ele ouviu
as suas reclamações’”.
10 Quando Arão deu as instruções a
toda comunidade de Israel, eles voltaram os olhos na direção do deserto, e ali
estava a glória de Deus, visível na nuvem.
11 O Eterno disse a Moisés: “Ouvi as reclamações dos israelitas; por isso, diga a eles:
Ao entardecer, vocês comerão carne e de manhã terão pão à vontade. Assim,
entenderão que eu sou o Eterno, seu Deus’”.
13 Naquela noite, um grande número
de codornas pousou no acampamento. Na manhã seguinte, havia uma camada de
orvalho no terreno em volta. Quando a camada de orvalho desapareceu, uma camada
de algo parecido com flocos, finos como a geada, cobria o chão do deserto. Os
israelitas, ao ver o estranho fenômeno, começaram a perguntar uns aos outros:
Man-hu?
(O que é isso?). Eles não tinham a menor ideia do que era aquilo.
15 Moisés explicou: “Isso é o pão
que o Eterno providenciou para que vocês comessem, e estas são as instruções do
Eterno: ‘Juntem o suficiente para cada um, cerca de um jarro por pessoa.
Recolham o bastante para cada indivíduo de sua tenda’”.
17 O povo de Israel começou a
recolher o alimento. Alguns juntaram mais, outros juntaram menos, mas, quando
mediram o que haviam recolhido, não estava sobrando para os que haviam juntado
mais nem faltando para os que haviam juntado menos. Cada um havia recolhido a
medida necessária.
19 Moisés deu este aviso: Não
deixem sobrar nada para amanhã.
20 Mas houve alguns que não
obedeceram a Moisés e guardaram um pouco para o dia seguinte, e o que havia
sido guardado ficou cheio de bichos e cheirava mal.
Moisés perdeu a paciência com eles.
21 Eles recolhiam o alimento todas
as manhãs, o necessário para cada um. Quando o sol ficava mais forte, ele se
derretia. No sexto dia, juntaram o dobro de pão, cerca de dois jarros por
pessoa.
Os líderes da comunidade foram relatar a mudança a Moisés.
23 E Moisés disse: “O que o Eterno
falou foi o seguinte: ‘Amanhã é dia de descanso, sábado santo ao Eterno. Assem
ou cozinhem hoje o que quiserem e guardem as sobras para amanhã’”.
Eles guardaram o que sobrou para o dia seguinte, conforme Moisés havia
ordenado. E, dessa vez, o pão não cheirou mal nem criou bichos.
25 Moisés disse também: “Agora
comam. Este é o dia, o sábado do Eterno. Hoje vocês não acharão nada. Durante
seis dias, deverão juntá-lo, mas o sétimo dia é o sábado, e não haverá
alimento para recolher nesse dia”.
27 Mesmo assim, no sétimo dia
alguns saíram para juntar o pão, mas não encontraram nada.
28 O Eterno disse a Moisés: “Até quando vocês vão ignorar minhas ordens e instruções?
Será que não percebem que o Eterno deu o sábado a vocês? Foi essa a razão de eu
ter dado no sexto dia pão suficiente para dois dias. Portanto, fiquem em casa
no sábado. Ninguém saia no sétimo dia”.
30 E o povo deixou de trabalhar no
sétimo dia.
31 Os israelitas deram ao pão o
nome de maná (O que é isso?). Ele era esbranquiçado e parecido com a semente do
coentro.
O gosto era de bolacha com mel.
32 Moisés deu mais instruções:
“Isto é o que o Eterno ordena: ‘Guardem um jarro cheio de maná, um ômer, para
que as futuras gerações possam conhecer o pão com que os alimentei no deserto
depois de tirá-los do Egito’”.
33 Moisés disse a Arão: “Pegue um
jarro e encha-o de maná. Coloque-o diante do Eterno. O maná deve ser conservado
para as futuras gerações”.
34 Arão fez o que o Eterno
havia ordenado a Moisés, separando um pouco de maná e guardando-o com as tábuas
da aliança.
35 Os israelitas comeram maná
durante quarenta anos, até chegar à terra na qual se estabeleceriam. Eles
comeram maná até chegar à fronteira de Canaã.
36 Pelos padrões antigos, um ômer
corresponde à décima parte de um efa."
Êxodo 17
A água da
rocha em Refidim
"1 Sob a direção do Eterno,
toda a comunidade de Israel partiu do deserto de Sim e avançou no caminho por
etapas. Eles acamparam em Refidim, mas não havia sequer uma gota de água para o
povo beber. E o povo exigiu de Moisés: “Dê-nos água para beber”. Mas Moisés
respondeu: “Por que estão me atormentando? Por que estão pondo à prova o
Eterno?”.
3 Mas o povo estava com sede e
passou a reclamar a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito e nos trouxe
para cá com nossos filhos e nossos animais? Foi para morrermos de sede?”.
4 Moisés orou ao Eterno: “O que
faço com este povo? Qualquer hora dessas, eles vão me matar!”.
5 O Eterno disse a Moisés: “Ponha-se diante do povo e leve com você alguns dos
líderes de Israel. Pegue a vara que você usou para tocar o Nilo e comece a
andar. Vou acompanhar você até a rocha em Horebe. Quando chegar ali, bata na
rocha, e dela jorrará água para o povo beber”.
6 Moisés fez o que Deus ordenou, e
os líderes de Israel presenciaram tudo. Ele deu ao lugar o nome de Massá (Lugar
de Prova) e Meribá (Discussão), por causa da discussão entre os israelitas e
porque eles puseram à prova o Eterno quando disseram: “O Eterno está ou
não está conosco?”.
8 Amaleque posicionou seu exército
para lutar contra Israel em Refidim, e Moisés ordenou a Josué: “Escolha a
alguns homens para lutar contra Amaleque. Amanhã, assumirei meu posto no alto
do monte, com a vara de Deus”.
10 Josué fez o que Moisés havia
ordenado e preparou-se para lutar contra Amaleque. Moisés, Arão e Hur foram
para o alto do monte, e, sempre que Moisés levantava as mãos, Israel começava a
vencer, mas, quando ele as baixava, a vantagem ficava com Amaleque. Mas Moisés
acabou cansando. Então, pegaram uma pedra e a puseram debaixo dele. Ele se
sentou nela, e Arão e Hur ficaram segurando suas mãos, um de cada lado. Assim,
as mãos dele ficaram erguidas até o pôr do sol, e Josué derrotou Amaleque e seu
exército na batalha.
14 O Eterno disse a Moisés: “Escreva um relato desta batalha, para que Josué possa ler
mais tarde, porque vou apagar a memória de Amaleque da face da terra”.
15 Moisés edificou um altar e deu
a ele este nome: O Eterno, Minha Bandeira. E disse: “Viva o domínio do Eterno!
O Eterno em guerra contra Amaleque hoje e sempre!”."
Êxodo 18
O sogro de
Moisés traz-lhe sua mulher e seus filhos
"1 Jetro, sacerdote de Midiã
e sogro de Moisés, ficou sabendo de tudo que Deus havia feito a favor de Moisés
e de Israel, seu povo, e ouviu as notícias de que o Eterno tinha libertado
Israel do Egito. Jetro acolheu Zípora, esposa de Moisés, que havia sido mandada
de volta para casa, e seus dois filhos. O nome de um deles era Gérson
(Imigrante), pois Moisés tinha dito: “Sou imigrante em terra estrangeira.” O
nome do outro era Eliézer (Auxílio de Deus), porque ele tinha dito: “O Deus do
meu pai é meu auxílio e me salvou de morte certa das mãos do faraó”.
5 O sogro de Moisés levou para o
genro os dois filhos e a esposa quando Israel estava acampado no deserto, no
monte de Deus. Ele havia mandado avisar Moisés: “Eu, seu sogro, estou indo ao
seu encontro. Estou levando sua esposa e seus dois filhos”.
7 Moisés saiu para receber o
sogro, curvou-se diante dele e o beijou. Depois de um perguntar ao outro como
estava indo, entraram na tenda. Moisés fez um relato minucioso de tudo que o
Eterno havia feito ao faraó e ao Egito para ajudar Israel, de todas as
dificuldades que eles haviam passado na viagem e de como o Eterno os havia
livrado.
9 Jetro ficou maravilhado com todo
o bem que o Eterno havia feito a Israel, livrando-o da opressão egípcia. Ele
disse: “Bendito seja o Eterno, que livrou vocês do poder do Egito e do faraó,
que libertou seu povo da opressão egípcia! Agora sei que o Eterno é maior que
todos os outros deuses, pois fez essas coisas a todos os que trataram Israel
com arrogância”.
12 O sogro de Moisés apresentou
uma oferta queimada e sacrifícios a Deus. Arão e todos os líderes de Israel
participaram da refeição com o sogro de Moisés na presença de Deus.
13 No dia seguinte, Moisés assumiu
seu posto para julgar as causas do povo. Os israelitas faziam fila diante dele
o dia inteiro, de manhã até a noite. Quando viu como Moisés atendia ao povo,
Jetro ficou espantado: “O que está havendo aqui? Por que você faz tudo isso
sozinho, obrigando essa gente a ficar na fila diante de você, desde a manhã até
a noite?”.
15 Moisés respondeu ao sogro: “Porque
eles me procuram para fazer perguntas a respeito de Deus. Quando desejam
esclarecer alguma questão, eles vêm me consultar. Também julgo as causas entre
vizinhos e ensino a eles as leis e as instruções de Deus”.
17 O sogro de Moisés disse: “Isso
não pode continuar assim. Você e as pessoas que o procuram vão ter um
esgotamento! É trabalho demais para você, não há como fazer isso sozinho. Ouça
a minha orientação, para que você saiba o que fazer e para que Deus esteja com
você. Ponha-se diante de Deus e a favor do povo, mas os assuntos devem ser
apresentados a Deus. Sua tarefa será ensinar a eles as normas e as instruções,
mostrar como viver e o que fazer. Escolha a homens competentes, que temam a
Deus e sejam íntegros, incorruptíveis. Nomeie líderes de grupos de mil, de cem,
de cinquenta e de dez. Eles serão responsáveis pelo trabalho de julgar o povo
no dia a dia. Eles apresentarão a você as causas mais difíceis, mas julgarão as
causas de rotina. Assim, vocês dividirão a carga, e eles facilitarão as coisas para
você. Se adotar esse método de administração, você sempre terá disposição para
cumprir tudo que Deus ordenar, e o povo também será beneficiado”.
24 Moisés aceitou o conselho do
sogro e seguiu todas as suas orientações. Escolheu homens competentes em todo o
Israel e os nomeou líderes sobre o povo, organizando-os em grupos de mil, de
cem, de cinquenta e de dez. Eles passaram a realizar a tarefa diária de julgar
o povo. Só apresentavam a Moisés as causas mais difíceis. As causas de rotina,
eles mesmos julgavam. Depois disso, Moisés se despediu do sogro, que voltou
para a sua terra."
Êxodo 19
Deus fala com
Moisés no monte Sinai
"1 Três meses após a saída do
Egito, os israelitas chegaram ao deserto do Sinai, tendo seguido a rota de
Refidim, e ali acamparam, de frente para o monte.
3 Moisés subiu para se encontrar
com Deus, e o Eterno chamou-o do monte: “Fale à
casa de Jacó e diga ao povo de Israel: ‘Vocês viram o que fiz ao Egito e como
trouxe vocês sobre asas de águia até minha presença. Se vocês obedecerem às
minhas ordens e cumprirem minha aliança, serão meu tesouro especial entre
todos os povos. Toda a terra é minha, mas eu os escolhi porque vocês
são especiais: um reino de sacerdotes e uma nação santa’.
“Quero que você diga isso ao povo de Israel”.
7 Depois que retornou, Moisés
convocou os líderes de Israel e transmitiu a eles todas as palavras que tinha
ouvido do Eterno.
8 A resposta do povo foi unânime:
“Faremos tudo que o Eterno disser”. E Moisés levou ao Eterno a
resposta do povo.
9 O Eterno disse a Moisés: “Prepare-se. Vou me encontrar com você numa nuvem espessa,
para que o povo possa ouvir e confiar plenamente em você quando eu falar”.
E Moisés transmitiu outra vez ao Eterno a resposta do povo.
10 O Eterno também disse a Moisés:
“Vá ao encontro do povo. Nos próximos dois dias,
prepare o povo para se encontrar com o Eterno, que é santo. Eles precisam lavar
suas roupas, para que estejam preparados no terceiro dia, pois o Eterno descerá
sobre o monte Sinai no terceiro dia, e sua presença será conhecida por todo o
povo. Coloque barreiras à volta do povo, com esta advertência: ‘Cuidado!
Não subam ao monte. Sequer toquem sua base. Quem tocar no monte morrerá, será
morte certa. E ninguém deve tocar na pessoa que morrer, pois será apedrejado.
Isso mesmo, apedrejado. Ou morto a flechadas. Seja homem, seja animal, deverá
morrer’. “Um toque longo de corneta será o sinal de que podem subir ao monte”.
14 Moisés desceu do monte ao
encontro do povo e o preparou para a reunião santa. Todos lavaram suas roupas,
e Moisés avisou o povo: “Estejam prontos dentro de três dias. Não tenham
relações com suas mulheres”.
16 No terceiro dia, logo de
manhã, houve trovões e relâmpagos, e uma nuvem espessa cobria o monte. Ao som
estridente da trombeta, todos no acampamento estremeceram de medo.
17 Moisés conduziu o povo para
fora do acampamento, a fim de se encontrar com Deus. O povo ficou em estado de
alerta à base do monte.
18 O monte Sinai estava envolto em
fumaça, pois o Eterno havia descido como fogo sobre ele. A fumaça que subia era
como a de uma fornalha. Todo o monte estremecia com violência. Os toques de
trombeta eram cada vez mais fortes. Então, Moisés falou, e Deus respondeu no
trovão. O Eterno desceu ao topo do monte Sinai e chamou Moisés para lá. Moisés
subiu ao monte.
21 O Eterno disse: “Desça e advirta o povo a não ultrapassar as barreiras
para olhar o Eterno, pois, do contrário, muitos irão morrer. Avise os
sacerdotes, a fim de que se preparem para a reunião santa, para que o Eterno
não se volte contra eles”.
23 Moisés disse ao Eterno: “Mas o
povo não subirá ao monte Sinai. Tu mesmo já nos avisaste, dizendo: ‘Ponham barreiras
em volta do monte. Respeitem o monte santo’”.
24 O Eterno disse: “Desça e volte com Arão. Mas não permita que os sacerdotes
e o povo ultrapassem os limites e subam até o Eterno, para que ele não se volte
contra eles”.
25 Moisés desceu. Foi ao encontro
do povo e anunciou:"
Êxodo 20
Os dez
mandamentos
"1 "Estas palavras são
todas do Eterno: ‘Eu sou o Eterno, o Deus de
vocês, que os tirou da terra do Egito, da vida de escravidão.
3 Não
tenham outros deuses além de mim.
4 Não
tenham deuses esculpidos de nenhum tamanho ou forma nem com aparência de coisa
alguma, seja de coisas que voam, seja de coisas que andam, seja de coisas que
nadam. Não se curvem a elas nem as sirvam, pois sou o Eterno, o Deus de vocês,
e sou um Deus ciumento, que pune os filhos pelos pecados dos pais até a
terceira e quarta geração dos que me odeiam. Mas sou leal a milhares que me
amam e guardam meus mandamentos.
7 Não
usem o nome do Eterno, o Deus de vocês, para xingamentos ou em brincadeiras. O
Eterno não irá tolerar o uso irreverente do seu nome.
8 Guardem
o dia de sábado, para que sempre seja santo. Trabalhem seis dias e, nesse
tempo, façam tudo que for necessário. Mas o sétimo dia é o sábado do Eterno, o
Deus de vocês. Não realizem nenhuma espécie de trabalho, nem vocês, nem seu
filho, nem sua filha, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seus animais, nem
mesmo o estrangeiro em visita à sua cidade. Porque, em seis dias, o Eterno fez
o céu, a terra, o mar e tudo que neles há e descansou no sétimo dia. Portanto,
o Eterno abençoou o dia de sábado e o separou como dia santo.
12 Honrem
seu pai e sua mãe, para que tenham vida longa na terra que Deus, o Deus de
vocês, está dando a vocês.
13 Não
cometam homicídio.
14 Não
cometam adultério.
15 Não
roubem.
16 Não
difamem o próximo.
17 Não
cobicem a casa do próximo, nem sua esposa, seu escravo, sua escrava, seu boi ou
jumento. Não ponham o coração em nada que pertença ao próximo’”.
18 Depois de presenciar todo
aquele espetáculo de trovões e relâmpagos, toques de trombeta e fumaça que subia
do monte, o povo sentiu muito medo e manteve uma boa distância do lugar. Eles
disseram a Moisés: “Fale conosco, e ouviremos, mas que Deus não fale
conosco, senão vamos morrer!”.
20 Moisés tranquilizou o povo: “Não
fiquem com medo. Deus veio para provar vocês e incutir em vocês temor profundo
e reverente, para que não pequem”.
21 O povo ficou de longe, enquanto
Moisés se aproximava da nuvem espessa na qual Deus estava.
22 E o Eterno disse a Moisés: “Transmita a seguinte mensagem ao povo de Israel: ‘Vocês
tiveram a experiência de ver como falo com vocês do céu. Não façam deuses de
prata nem deuses de ouro para competir comigo. Façam um altar de terra para
mim. Sacrifiquem ali ofertas queimadas, suas ofertas de paz, os cordeiros e o
gado. Onde quer que eu faça meu nome ser honrado na adoração que vocês me
prestarem, ali estarei e abençoarei vocês. Se usarem pedras para edificar meu
altar, não usem pedras lavradas. Se usarem algum instrumento para cortar as
pedras, vocês estarão profanando o altar. Não subam ao meu altar por degraus,
pois isso iria expor sua nudez’”."
Êxodo 21
Leis acerca
dos servos
"1 “Estas são as leis que você deve promulgar:
2 “Quando
você comprar um escravo hebreu, ele trabalhará durante seis anos. No sétimo
ano, ganhará a liberdade. Se era solteiro quando chegou, deverá ir embora
solteiro. Se era casado, deverá ir embora com a esposa. Se seu senhor der a ele
uma esposa, e ela tiver filhos e filhas, a esposa, filhos e filhas ficarão com
o senhor: o escravo irá embora sozinho. Mas, se o escravo disser: ‘Amo meu
senhor, minha esposa e meus filhos; não quero minha liberdade’; então, seu
senhor deverá apresentá-lo a Deus e furar a orelha do escravo com uma agulha
grossa contra uma porta ou um batente, como sinal de que ele agora será escravo
por toda a vida.
7 “Se
um homem vender sua filha como escrava, ela não ganhará a liberdade depois de
seis anos, como o homem. Se ela não agradar ao seu senhor, a família dela
deverá comprá-la de volta. Seu senhor não terá o direito de vendê-la a estrangeiros,
pois não cumpriu sua palavra para com ela. Se a entregar a seu filho, deverá
tratá-la como filha.
Se ele se casar com outra mulher, ela não perderá seu pleno direito às
refeições, às roupas e às relações conjugais. Se ele omitir alguma dessas coisas,
ela ganhará sua liberdade.
12 “Se
uma pessoa agredir outra e causar a morte dela, a pena será a morte. Se não
houve intenção de matar, e o que aconteceu foi um acidente, um ‘ato de Deus’,
separarei um lugar no qual o homicida poderá se refugiar. Mas, se o homicídio
foi premeditado, arquitetado com maldade; então, deverão levá-lo, mesmo que
seja do meu altar, e matá-lo.
15 “Se
alguém agredir seu pai ou sua mãe, a pena será a morte.
16 “Se
alguém sequestrar uma pessoa, a pena será a morte, não importa se a pessoa foi
vendida ou se ainda está de posse dele.
17 “Se
alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, sua pena será a morte.
18 “Se
acontecer uma briga, e alguém atingir outra pessoa com uma pedra ou com o
próprio punho, e a pessoa ferida não morrer, mas ficar presa à cama e, depois,
se recuperar, podendo andar de muletas, aquele que a feriu estará livre, mas
será obrigado a indenizá-la pela perda de tempo. Ele será o responsável por sua
completa recuperação.
20 “Se
um proprietário agredir, com um pedaço de pau, seu escravo, seja homem, seja
mulher, e ele morrer no local, o escravo deverá ser vingado. Mas, se o escravo
sobreviver um ou dois dias, não deverá ser vingado, pois é propriedade do seu
senhor.
22 “Se,
durante uma briga, uma mulher grávida for agredida e perder o bebê, mas não se
ferir, o responsável deverá pagar a compensação exigida pelo marido. Mas, se
houver outro ferimento, vocês deverão dar vida por vida, olho por olho, dente
por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por
ferida, machucado por machucado.
26 “Se
o proprietário ferir o olho de um escravo ou escrava, causando cegueira, deverá
dar a ele ou a ela a liberdade por causa do olho. Se quebrar o dente de um
escravo ou escrava, a liberdade terá de ser concedida, por causa do dente.
28 “Se
um boi chifrar um homem ou mulher até a morte, o boi será apedrejado. A carne
não será consumida, mas o proprietário do boi sairá livre. Mas, se o boi era
conhecido por suas chifradas, e seu dono, mesmo sabendo disso, não tiver tomado
nenhuma providência para evitar a situação, e o boi matar um homem ou mulher, o
boi será apedrejado, e o dono, condenado à morte. Se for aceito o pagamento de
um resgate em vez da morte, ele deverá pagar integralmente, como se fosse um
resgate por sua vida. O mesmo julgamento se aplica no caso de um filho ou filha
que tenha sofrido ataque do boi. Se o boi chifrar um escravo ou uma escrava,
deverão ser pagos trinta siclos de prata ao senhor do escravo, e o boi será
apedrejado.
33 “Se
alguém tirar a tampa de uma cisterna ou cavar um buraco, deixando-o aberto, e
um boi ou um jumento cair dentro dele, o dono da cisterna deverá pagar o valor
do animal ao seu proprietário e poderá ficar com o animal que morreu.
35 “Se
o boi de uma pessoa ferir o boi de outra, e o animal morrer, o dono deverá
vender o boi vivo e dividir o preço obtido. Deverá também dividir o animal
morto. Mas, se o boi era conhecido por suas chifradas, e o dono, sabendo disso,
não tomou providências para evitar aquela situação, ele deverá pagar boi por
boi, mas poderá ficar com o animal que morreu”.
Êxodo 22
Leis acerca
da propriedade
"1 “Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e abatê-lo ou
vendê-lo, o ladrão deverá pagar cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha.
Se o ladrão for apanhado arrombando e for atingido e morrer, não haverá culpa
pelo sangue derramado. Mas, se isso acontecer depois do amanhecer, haverá
culpa pelo sangue derramado.
3 “O
ladrão deverá restituir tudo que foi roubado. Se não tiver condições de pagar,
deverá ser vendido como escravo para pagar o que roubou. Se for pego em
flagrante com os bens que roubou, se o boi, o jumento ou a ovelha ainda
estiverem vivos, o ladrão pagará em dobro.
5 “Se
alguém levar seus animais para pastar num campo ou numa vinha, mas deixá-los
soltos e eles forem pastar no campo de outra pessoa, a restituição deve ser
feita com o que há de melhor no campo ou na vinha do dono dos animais.
6 “Se
houver uma queimada, e o fogo se espalhar para a vegetação e queimar os feixes
de trigo ou o trigo plantado ou mesmo todo o campo, aquele que causou a
queimada deverá arcar com os prejuízos causados.
7 “Se
alguém der ao próximo dinheiro ou qualquer outra coisa para guardar em lugar
seguro e isso for roubado da casa dele, o ladrão, caso seja apanhado, deve
fazer restituição em dobro. Se o ladrão não for apanhado, o proprietário será
levado diante de Deus para que se determine se foi ele quem se apoderou dos
bens do próximo.
9 “Sempre
que alguma coisa for roubada, quer sejam bois, quer jumentos, quer ovelhas,
quer roupas, qualquer coisa de que alguém sinta falta e cuja posse reivindique,
dizendo: ‘É meu’, ambas as partes devem comparecer perante os juízes. Aquele
que for considerado culpado pelo juiz deverá pagar em dobro ao outro.
10 “Se
alguém entregar um jumento, um boi ou qualquer animal a outra pessoa para que
ela o guarde em segurança e o animal morrer ou ficar ferido, ou se for perdido
sem a presença de testemunhas, os dois deverão fazer um juramento diante do
Eterno para decidir se houve apropriação indébita. O dono deverá aceitar isso,
e nenhum prejuízo será compensado. Mas, se houver acontecido um roubo, o dono
deverá ser indenizado.
Se o animal foi despedaçado por animais selvagens, o animal despedaçado deverá
ser apresentado como prova, e não se pagará prejuízo algum.
14 “Se
alguém tomar emprestado um animal do seu próximo, e o animal for ferido ou
morrer na ausência do dono, então, o prejuízo deverá ser ressarcido. Mas não
haverá indenização se o dono estiver presente. Se tiver contratado o animal, o
pagamento cobrirá o prejuízo”.
16 “Se
um homem seduzir uma virgem que não esteja prometida em casamento e se deitar
com ela, deverá pagar o preço do dote e casar-se com ela. Mas, se o pai da moça
não quiser entregá-la, o homem, mesmo assim, pagará o valor do dote das virgens.
18 “Não
permitam que uma feiticeira continue viva.
19 “Quem
tiver relações sexuais com um animal receberá pena de morte.
20 “Quem
oferecer sacrifício a algum deus que não seja o Eterno deverá ser morto.
21 “Não
maltratem nem se aproveitem dos estrangeiros. Lembrem-se de que vocês já foram
estrangeiros no Egito.
22 “Não
tratem mal os órfãos e as viúvas.
Se fizerem isso e eles clamarem a mim, podem ter certeza de que os ouvirei e
minha ira cairá sobre vocês. Minha fúria trará a espada contra vocês, e suas
esposas se tornarão viúvas, e seus filhos, órfãos.
25 “Se
emprestarem dinheiro a alguém do meu povo, a qualquer um que seja menos
favorecido que vocês, não sejam impiedosos: não cobrem juros extorsivos.
26 “Se
pegarem a capa do próximo como garantia, devolvam-na antes do anoitecer. Pode
ser que seja a única coberta que ele tem. Com que outra coisa iria se agasalhar
para dormir? E, se eu ouvir seu próximo clamando por causa do frio, irei
intervir a favor dele, porque tenho compaixão.
28 “Não
pronunciem maldição contra Deus nem amaldiçoem seus líderes.
29 “Não
sejam avarentos quando seus barris estiverem cheios de vinho. “Consagrem a mim
seu primeiro filho. Façam o mesmo com relação ao gado e às ovelhas. As
primeiras crias devem ficar sete dias com a mãe e, depois, ser entregues a mim.
31 “Sejam
santos por amor a mim. “Não comam
carne que é dilacerada e encontrada no campo. Ela deve ser dada aos cães”."
Êxodo 23
O testemunho
falso e a injúria
"1 "Não passem adiante falatórios maliciosos. “Não se
associem com o perverso para prestar falso testemunho. Não sigam a multidão na
prática do mal e não deem testemunho mentiroso numa disputa apenas para agradar
a multidão. E não sejam parciais num processo só porque uma das partes é pobre.
4 “Se
vocês encontrarem perdido o boi ou o jumento que pertence a seu inimigo, levem
o animal de volta para ele. Se virem o jumento de alguém que odeia vocês
caído sob o peso da carga, não passem direto nem o abandonem. Ajudem o animal a
se levantar.
6 “Quando
houver uma disputa que envolva os pobres do meio em que vocês vivem, não
cometam nenhuma injustiça contra eles.
7 “Fiquem
longe das falsas acusações. Não colaborem com a morte de gente inocente e de
pessoas de boa índole. Não posso aceitar a ideia de o perverso sair impune.
8 “Não
aceitem suborno, porque ele cega os olhos que enxergam com perfeição e distorce
as palavras de quem diz a verdade.
9 “Não
se aproveitem do estrangeiro. Vocês sabem o que é ser estrangeiro, pois foram
estrangeiros no Egito.
10 “Plantem
durante seis anos e façam as colheitas, mas, no sétimo ano, deixem a terra
descansar, para que os pobres que vivem no meio de vocês possam comer dela. E
que os animais selvagens comam o que eles deixarem. O mesmo se aplica às vinhas
e olivais de propriedade de vocês.
12 “Trabalhem
durante seis dias e descansem no sétimo, para que seu boi e seu jumento possam
descansar e para que seu escravo e os estrangeiros que trabalham para vocês
também tenham o descanso necessário.
13 “Ouçam
atentamente tudo que digo. Não percam tempo, dando atenção a outros deuses, nem
mesmo pronunciem o nome deles”.
14 “Vocês
devem realizar para mim três festas todo ano.
15 “Na
primavera, façam a festa dos Pães sem Fermento. Vocês comerão pão sem fermento
durante sete dias, no período estabelecido do mês de abibe, como já ordenei. É
o mês em que vocês saíram do Egito. Ninguém deve comparecer diante de mim
com as mãos vazias.
16 “No
verão, façam a festa da Colheita, que é quando aparecem os primeiros resultados
da produção agrícola. “No outono, façam a festa das Safras, no fim da
temporada, que é quando se contabilizam as safras obtidas durante o ano.
17 “Três
vezes por ano, todos os homens devem se apresentar diante do Senhor, o Eterno.
18 “Não
me ofereçam o sangue de um sacrifício junto com alguma coisa que contenha
fermento. “Não mantenham, até a manhã do outro dia, a gordura das ofertas
apresentadas na minha festa.
19 “Tragam
à casa do Eterno o melhor da produção do ano.
“Não cozinhem o cabrito no leite de sua mãe.
20 “Estejam
prontos. Estou enviando meu Anjo à frente de vocês para protegê-los durante a
viagem e para conduzi-los ao lugar que preparei para vocês. Não façam pouco
caso dele, mas obedeçam às suas ordens. Não se rebelem contra ele. Ele não vai
tolerar rebelião alguma, pois está agindo sob minha autoridade. Mas, se
obedecerem a ele e fizerem tudo que digo, serei inimigo dos inimigos de vocês e
lutarei contra eles. Meu Anjo irá adiante de vocês e os conduzirá à terra dos
amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus,
que eu eliminarei da terra. Portanto, não adorem nem sirvam os deuses deles.
Não adotem nenhum de seus costumes, porque vou fazê-los desaparecer da face da
terra, assim como vou pôr abaixo seus símbolos fálicos de pedra.
25 “Quanto
a vocês, sirvam ao Eterno, e ele abençoará sua água e seu alimento. Eu livrarei
vocês das doenças. Não haverá abortos nem mulheres estéreis na terra em que
vocês habitarem.
Farei que tenham uma vida plena ali.
27 “Enviarei
meu Terror à frente de vocês e deixarei em pânico aqueles de quem vocês se
aproximarem. Vocês verão seus inimigos pelas costas, pois eles vão fugir.
28 “Enviarei
desespero à frente de vocês. Os heveus, os cananeus e os hititas serão tirados
do caminho. Não me livrarei deles de uma só vez, para que a terra não seja
tomada pelo mato e pelos animais selvagens. A remoção deles será feita pouco a
pouco, enquanto vocês plantam e colhem e, assim, vão se apoderando da terra.
Farei que suas fronteiras se estendam desde o mar Vermelho até o mar
Mediterrâneo e desde o deserto até o rio Eufrates. Estou entregando em suas
mãos todos os habitantes daquela terra. Minha ordem é que vocês os expulsem de
lá.
32 “Não
façam nenhum acordo com eles nem com os deuses deles, porque eles não ficarão
no mesmo território que vocês,
justamente para que não induzam vocês a cometer o pecado de adorar os deuses
deles.
Fiquem atentos, porque esse perigo é real”."
Êxodo 24
A aliança de
Deus com Israel
"1 O Eterno disse a Moisés: “Subam ao monte até a presença do Eterno, você, Arão,
Nadabe, Abiú e as setenta autoridades de Israel. Mas eles devem adorar de
longe. Apenas você Moisés deve se aproximar do Eterno. Os outros devem manter
distância. Já o povo não deve subir ao monte de forma alguma”.
3 Moisés comunicou ao povo tudo
que o Eterno tinha dito, repetindo todas as regras e regulamentos. E todos
responderam a uma só voz: “Faremos tudo que o Eterno disse”.
4 Em seguida, Moisés registrou por
escrito as instruções do Eterno. Na manhã seguinte, ele acordou bem cedo e
ergueu um altar ao pé do monte, construído com doze colunas de pedra que
correspondiam às doze tribos de Israel. Também instruiu alguns jovens
israelitas na apresentação de ofertas queimadas e ofertas de paz com touros.
Moisés usou metade do sangue para encher algumas bacias e a outra metade
derramou sobre o altar.
7 Em seguida, pegou o Livro da
Aliança e fez a leitura dele diante do povo, que escutou tudo com muita
atenção. Eles disseram: “Faremos tudo que o Eterno disse. Sim, vamos
obedecer”.
8 Moisés aspergiu sobre o povo o
restante do sangue, que estava nas bacias, dizendo: “Este é o sangue da
aliança que o Eterno fez com vocês, segundo as palavras que acabei de ler”.
9 Em seguida, Moisés e Arão,
Nadabe e Abiú e as setenta autoridades de Israel subiram ao monte e viram o
Deus de Israel. Ele estava de pé sobre um piso recoberto de pedras parecidas
com safiras, que evocavam a pureza e o azul do céu. E as autoridades dos
israelitas, mesmo tendo visto Deus, não morreram e ainda comeram e beberam na
presença dele.
12 O Eterno disse a Moisés: “Suba mais para o alto do monte e espere por mim ali. Vou
entregar a você algumas tábuas de pedra com as instruções e os mandamentos que
escrevi para guiar o povo”.
Moisés, acompanhado de Josué, seu auxiliar, seguiu para o lugar indicado no
monte de Deus.
14 Moisés ordenou às autoridades
de Israel: “Esperem aqui até que voltemos. Arão e Hur ficarão com vocês.
Recorram a eles se houver algum problema”.
15 Em seguida, Moisés subiu ao
monte, que foi coberto por uma nuvem, e a glória do Eterno desceu sobre o monte
Sinai. A nuvem cobriu o monte durante seis dias. No sétimo dia, o Eterno chamou
Moisés de dentro da nuvem. À vista dos israelitas lá embaixo, a glória de Deus
parecia um fogo que ardia no alto do monte.
18 Moisés entrou na nuvem e subiu
ao monte. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites."
Êxodo 25
Deus manda
trazer ofertas para o tabernáculo
"1 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas que separem ofertas para mim. Receba
as ofertas de todos os que desejarem apresentá-las. Estas são as ofertas que
você deve receber deles: ouro, prata, bronze, panos azuis, roxos e vermelhos;
linho fino, pelos de cabra, couro de carneiro e de golfinho; madeira de acácia,
óleo para lamparina, especiarias para o óleo da unção e incenso perfumado;
pedras de ônix e outras pedras para o colete e o peitoral. Eles vão edificar um
santuário para mim, de modo que eu habite entre eles.
Será construído de acordo com o modelo
que entreguei a você, com o projeto da Habitação e de toda a sua mobília”.
10 “Em
primeiro lugar, eles farão uma arca de madeira de acácia, medindo um metro e
dez de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de
altura. Você irá revesti-la com ouro puro por dentro e por fora, fazendo, à
volta dela, uma moldura de ouro. Irá também fundir quatro argolas de ouro e
prendê-las aos quatro pés da arca, duas argolas de cada lado. Faça varões de
madeira de acácia, revista-os com ouro e introduza-os nas argolas laterais da
arca, para que sejam usados no seu transporte. Os varões devem passar pelas
argolas e não devem ser retirados.
16 “Guarde,
na arca, as tábuas da aliança que dou a você.
17 “Em
seguida, faça uma cobertura de ouro puro para a arca, a tampa da expiação,
medindo um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de
largura.
18 “Dois
anjos com asas, feitos de ouro batido, deverão ser esculpidos e postos nas duas
extremidades da tampa da expiação, um anjo de cada lado. Eles devem compor uma
só peça com a tampa. Os anjos, com as asas estendidas, cobrirão a tampa da
expiação, um de frente para o outro, mas ambos olhando para baixo. A tampa da
expiação será a cobertura da arca, e, dentro dela, devem ser guardadas as
tábuas da aliança que entregarei a você. Ali me encontrarei com você nas horas
estabelecidas e, de cima da tampa da expiação, entre as figuras de anjo que
estão sobre ela, transmitirei os mandamentos que tenho para os israelitas”.
23 “Em
seguida, faça uma mesa de madeira de acácia, medindo noventa centímetros de
comprimento, quarenta e cinco de largura e setenta de altura. Ela deve ser
revestida com ouro puro. Em torno dela, faça uma moldura de ouro, uma borda de
quatro dedos de largura e um arremate de ouro em torno da borda. Faça quatro
argolas de ouro e prenda-as às quatro pernas da mesa, em paralelo com a tampa.
Elas servirão para sustentar os varões usados no transporte da mesa, que devem
ser feitos de madeira de acácia e revestidos com ouro. Eles servirão para o
transporte da mesa.
29 “Faça
pratos, tigelas, potes e jarras para derramar as ofertas, tudo de ouro puro.
30 “Sobre
a mesa, mantenha sempre diante de mim o pão da presença”.
31 “Faça
um candelabro de ouro puro e batido. A haste, os braços, as taças, os botões e
as pétalas devem formar uma única peça. Ele terá seis braços, três de um lado e
três do outro.
O primeiro braço sustentará três taças em forma de flor de amêndoa, cada uma
com botão e pétalas, o braço seguinte também sustentará três taças, e assim
será para todos os seis braços. Sobre a haste principal do candelabro, faça
quatro taças em forma de amêndoa, com botão e pétalas, de forma que debaixo de
cada par dos seis braços saia um botão. O candelabro inteiro deverá compor uma
única peça de ouro puro e batido.
37 “Faça
sete candelabros como esse para a mesa. Disponha as lâmpadas de modo que
iluminem a parte da frente. Os apagadores de pavio e as bandejas devem ser de
ouro puro.
39 “Use
uma barra de trinta e cinco quilos de ouro para fazer o candelabro e seus
acessórios. Faça tudo de acordo com o modelo que foi entregue a você no monte”."
Êxodo 26
As cortinas
do tabernáculo
"1 “Faça a Habitação com dez peças de tapeçaria
confeccionadas com linho fino trançado, de tecidos azuis, roxos e vermelhos
enfeitados com querubins. Deve ser obra de um artesão experiente. Cada peça de
tapeçaria deve medir doze metros e sessenta centímetros de comprimento por um
metro e oitenta centímetros de largura. Faça um conjunto de cinco peças e,
depois, outro com mais cinco. Faça laçadas de tecido azul ao longo da borda da
tapeçaria do lado externo do primeiro conjunto e, também com a tapeçaria, do
lado externo do segundo conjunto. Faça cinquenta laçadas em cada peça. Em
seguida, faça cinquenta colchetes de ouro e junte as peças de tapeçaria, de
modo que a Habitação forme uma única estrutura.
7 “Depois
disso, faça tapeçarias de pelo de cabra para a cobertura da Habitação. Serão
onze peças. Cada peça medirá treze metros e meio de comprimento por um metro e
oitenta de largura. Faça um conjunto com cinco peças e outro com as seis
restantes. Dobre a sexta peça ao meio: ela ficará na parte da frente da tenda.
Depois, faça cinquenta laçadas ao longo da borda da última peça e cinquenta ao
longo da borda da peça de união. Faça cinquenta colchetes de bronze e prenda-os
às laçadas, para ligar a tenda como um todo.
12 “Pendure
na parte de trás da Habitação metade do que sobrar das peças de tapeçaria. Os
quarenta e cinco centímetros que sobrarem de cada lado deverão cobrir as
laterais da tenda.
Por fim, faça uma cobertura para as peças de tapeçaria com couro de carneiro
tingido de vermelho e, por cima, uma cobertura de couro de carneiro.
15 “Arme
a Habitação com chapas de madeira de acácia. Cada segmento do esqueleto deve
medir quatro metros e meio de comprimento por setenta centímetros de largura e
ser preso por duas estacas. Faça todos os segmentos iguais: vinte deles para o
lado sul, com quarenta encaixes de prata para as duas estacas de cada um dos
vinte segmentos; a mesma coisa deverá ser feita para o lado norte da Habitação.
Para a parte de trás da Habitação, voltada para o lado oeste, faça seis
segmentos e mais dois para os cantos do fundo. Os dois segmentos do canto
precisam ter o dobro da espessura de cima até embaixo e se encaixar numa única
argola; oito segmentos com dezesseis encaixes de prata, dois para cada segmento.
26 “Em
seguida, faça travessões com madeira de acácia: cinco para os segmentos de um
lado da Habitação, cinco para os do outro lado e cinco para a parte de trás,
voltada para o oeste.
O travessão principal deve ir de uma
ponta a outra no meio dos segmentos. Cubra os segmentos com ouro e faça argolas
de ouro para sustentação dos travessões. Você também deve revestir os
travessões com ouro. Depois, junte todas as partes da Habitação conforme o
modelo que mostrei a você no monte.
31 “Faça
uma cortina de fios de tecido azul, roxo e vermelho e de linho trançado. Um
artesão experiente deve guarnecer a cortina com a figura de um querubim. A
cortina deve ser presa com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia
recobertas de ouro sobre quatro bases de prata. Depois de pendurar a cortina
pelos colchetes, leve para dentro, para trás da cortina, a arca da aliança. A
cortina fará separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Em
seguida, leve a tampa da expiação para o Lugar Santíssimo. Ela deve ficar sobre
a arca da aliança. Posicione a mesa e o candelabro do lado de fora da cortina:
o candelabro deve ficar no lado sul da Habitação, e a mesa, voltada para ele,
no lado norte.
36 “Confeccione
uma tela para a porta da tenda com fios de tecido azul, roxo e vermelho e linho
fino trançado. Para sustentação da tela, faça cinco colunas de madeira de
acácia revestidas com ouro e ganchos, para que ela seja pendurada. Também devem
ser fundidas cinco bases de bronze para as colunas”."
Êxodo 27
O altar do
holocausto
"1 “Faça um altar de madeira de acácia. Ele deverá ser
quadrado, medindo dois metros e vinte e cinco centímetros de cada lado e um
metro e trinta e cinco de altura. Faça pontas em cada um dos quatro cantos.
Elas farão parte da mesma peça do altar e serão revestidas de bronze. Faça
baldes para retirar as cinzas e pás, bacias, garfos e braseiros. Todos esses
utensílios devem ser feitos de bronze. Faça uma grelha de bronze e prenda argolas
de bronze em cada um dos quatro cantos. Coloque a grelha debaixo da beirada do
altar, à meia altura dele. Ainda para o altar, faça varões de madeira de acácia
revestidos de bronze. Introduza os varões pelas argolas nos dois lados do
altar, para seu transporte. Use tábuas para fazer o altar e deixe oco o
interior”.
9 “Faça
um pátio para a Habitação. O lado sul deverá medir quarenta e cinco metros de
comprimento. As cortinas do pátio devem ser confeccionadas de linho fino
trançado, com vinte postes, vinte bases de bronze, ganchos e suportes de prata.
O lado norte deverá ser exatamente como esse.
12 “Para
o lado oeste do pátio, serão necessários vinte e dois metros e meio de
cortinas, além de dez colunas e bases. Ao longo dos vinte e dois metros e meio
na parte da frente, ou seja, no lado leste, serão necessários seis metros e
setenta e cinco centímetros de cortinas com três colunas e bases num dos lados
e o mesmo para o outro lado. Junto à porta do pátio, faça uma tela de nove
metros de comprimento de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino trançado.
Ela deve ser bordada por um artesão e pendurada nas quatro colunas com suas
bases. Todas as colunas em volta do pátio devem ser unidas com prata, com
ganchos de prata e bases de bronze. O pátio deve ter quarenta e cinco metros de
comprimento e vinte e dois e meio de largura.
As cortinas de linho fino trançado sobre suas bases de bronze devem medir dois
metros e vinte e cinco centímetros de altura. Todas as ferramentas utilizadas
para levantar a Habitação, até mesmo suas estacas e o pátio, devem ser feitas
de bronze.
20 “Agora
ordene aos israelitas que tragam óleo de oliva puro para que as lâmpadas fiquem
sempre acesas. Na Tenda do Encontro, na área do lado externo da cortina que
cobre as tábuas da aliança, Arão e seus filhos deverão manter a luz acesa
diante do Eterno, desde a noite até pela manhã. Os israelitas e seus
descendentes deverão manter essa prática para sempre”."
Êxodo 28
Deus escolhe
Arão e seus filhos para sacerdotes
"1 "Entre os israelitas, seu irmão Arão e os filhos dele
deverão me servir como sacerdotes: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e
Itamar, faça, para seu irmão Arão, vestimentas sagradas que simbolizem glória e
beleza. Convoque os artesãos mais experientes, aqueles a quem capacitei para
esse trabalho, e tome providências para que eles façam as vestimentas de Arão.
Ele será consagrado para atuar como sacerdote diante de mim. Estas são as peças
do vestuário que eles devem confeccionar: peitoral, colete, manto, túnica
bordada, turbante e cinto. Eles farão as vestimentas sagradas que Arão e seus
filhos usarão quando estiverem ministrando como sacerdotes para mim. Precisarão
de ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino”.
6 “O
colete deverá ser confeccionado por um artesão experiente, com os seguintes
materiais: ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Coloque
duas ombreiras nas duas extremidades para que fique bem firme. A faixa
enfeitada que vai sobre ele deve ser do mesmo material, e os dois devem formar
uma só peça, feita de ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado.
Em seguida, pegue duas pedras de ônix e grave nelas os nomes dos filhos de
Israel, por ordem de nascimento. Serão seis nomes numa pedra e seis na outra.
Grave os nomes dos filhos de Israel sobre as duas pedras, assim como o
lapidador grava um selo. Em seguida, monte as pedras sobre engastes de ouro.
Prenda as duas pedras sobre as ombreiras do colete: são pedras memoriais para
os israelitas. Arão levará sobre os ombros esses nomes como memorial diante do
Eterno. Faça os engastes de ouro e duas carreiras de ouro puro, que deverão ser
trançadas como numa corda e presas aos engastes”.
15 “Em
seguida, faça o peitoral do juízo, utilizando artesãos experientes, a exemplo
do que se fará com o colete. Use ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho
fino trançado. Ele será quadrado, cada lado medindo um palmo, e dobrado em
dois. Aplique sobre ele quatro carreiras de pedras preciosas: Primeira
carreira: cornalina, topázio e esmeralda. Segunda carreira: rubi, safira e
cristal. Terceira carreira: jacinto, ágata e ametista. Quarta carreira: berilo,
ônix e jaspe.
20 “Elas
serão montadas sobre engastes de ouro. As doze pedras correspondem aos nomes
dos israelitas, com doze nomes gravados, um em cada pedra, como um selo para as
doze tribos.
22 “Para
o peitoral, faça também cordões de ouro puro entrelaçados como cordas e duas
argolas de ouro a serem presas nas duas extremidades. Prenda os dois cordões de
ouro nas argolas das extremidades do peitoral. Em seguida, prenda as outras
extremidades dos dois cordões nos dois engastes e junte-os às ombreiras do
colete, na parte da frente. Faça mais duas argolas de ouro e prenda-as nas duas
extremidades do peitoral pela borda do lado de dentro, junto ao colete. Faça,
ainda, outras duas argolas de ouro e prenda-as na parte da frente do colete até
a parte inferior das ombreiras, perto da costura que fica acima da faixa
enfeitada. Prenda o peitoral, passando um cordão azul pelas suas argolas e pelas
argolas do colete, de modo que ele fique firme sobre a faixa enfeitada do
colete e não se solte.
29 “Toda
vez que entrar no santuário na presença do Eterno, Arão levará os nomes dos
filhos de Israel no peitoral do juízo, sobre o coração, como memorial. Coloque
o Urim e o Tumim no peitoral do juízo. Eles devem estar sobre o coração de Arão
quando ele entrar na presença do Eterno. Assim, Arão sempre levará consigo o
peitoral do juízo ao entrar na presença do Eterno”.
31 “Faça
inteiramente azul o manto para o colete, com uma abertura central, para a
cabeça, e barra na borda, para que não se rasgue. Por toda a borda da peça,
faça romãs de tecido azul, roxo e vermelho, alternando-as com sinos de ouro —
sino de ouro e romã, sino de ouro e romã — em toda a barra do manto. Arão
deverá usá-lo quando estiver realizando seu trabalho de sacerdote. Os sinos
serão ouvidos quando ele entrar no Lugar Santo, na presença do Eterno, e também
quando sair, para que não morra”.
36 “Faça
uma placa de ouro puro e grave sobre ela, como num selo: ‘Santo ao Eterno’.
Amarre-a com um cordão azul na frente do turbante, sobre a testa de Arão. Ele
carregará toda culpa que possa estar sobre alguma das ofertas sagradas que os
israelitas consagrarem, não importa o que venham a trazer. Estará sempre sobre
a testa de Arão, para que as ofertas sejam aceitáveis ao Eterno.
39 “Confeccione
a túnica com linho fino. Faça o turbante de linho fino. O cinto será feito por
um bordador. Faça túnicas, cintos e barretes para os filhos de Arão como
expressões de glória e beleza. Vista com eles Arão e seus filhos. Você irá
ungir, ordenar e consagrar todos eles para me servirem como sacerdotes.
42 “Faça
calções de linho, que deverão ir da cintura até a coxa, para cobrir a nudez dos
sacerdotes. Arão e seus filhos devem vesti-los sempre que entrarem na Tenda do
Encontro ou quando se aproximarem do altar para ministrar no Lugar Santo, a fim
de que não incorram em culpa e morram. Essa regra vale para Arão e para todos
os seus descendentes de linhagem sacerdotal”."
Êxodo 29
O sacrifício
e as cerimônias da consagração
"1 “Esta será a cerimônia de consagração dos sacerdotes.
Escolha a um touro e dois carneiros saudáveis e sem defeito. Com a melhor
farinha, mas sem fermento, faça pães e bolos misturados com azeite e bolos
achatados e untados com azeite. Ponha tudo num cesto e leve junto o touro e os
dois carneiros. Conduza Arão e seus filhos à entrada da Tenda do Encontro e
lave-os com água.
5 “Em
seguida, as vestimentas: vista Arão com a túnica, o manto do colete, o colete e
o peitoral, dobrando o colete sobre ele com o cinto bordado. Ponha o turbante
na cabeça dele e, sobre o turbante, a coroa sagrada. Depois, é hora de ungir:
derrame o óleo sagrado sobre a cabeça de Arão. Logo após, traga os filhos de
Arão, vista-os com as túnicas, envolva-os com os cintos, Arão e os filhos, e
ponha os barretes sobre a cabeça de cada um.
O sacerdócio deles é sustentado pela lei e é permanente.
9 “Vou
dizer agora como você ordenará Arão e os filhos. Traga o touro para a Tenda do
Encontro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do animal. Então,
você imolará o touro na presença do Eterno, à entrada da Tenda do Encontro.
Pegue um pouco do sangue do touro e, com o dedo, borrife as pontas do altar;
derrame o resto do sangue sobre a base. Depois, pegue toda a gordura que
recobre as vísceras e envolve o fígado e os rins e queime sobre o altar, mas a
carne, o couro e o excremento do animal deverão ser queimados por completo fora
do acampamento. É uma oferta de perdão.
15 “Em
seguida, traga um dos carneiros. Arão e os filhos deverão impor as mãos sobre a
cabeça do animal, que será imolado. O sangue será jogado contra o altar, em
volta dele. Corte o carneiro em pedaços, lave as vísceras e as pernas, junte os
pedaços com a cabeça e queime o carneiro todo sobre o altar. É oferta queimada
ao Eterno, um aroma agradável para ele.
19 “Então,
traga o segundo carneiro. Arão e os filhos deverão impor as mãos sobre a cabeça
do animal, que deverá ser imolado. Pegue um pouco do sangue e esfregue-o contra
o lóbulo da orelha direita de Arão e também dos filhos, sobre o polegar da mão
direita e sobre o dedão do pé direito de todos eles. O resto do sangue deverá
ser aspergido por todos os lados do altar. Pegue um pouco do sangue que estiver
sobre o altar, misture-o com um pouco de óleo sagrado e faça aspersão sobre
Arão e suas roupas e sobre seus filhos e as roupas deles, para que Arão, filhos
e roupas sejam santificados.
22 “Retire
a gordura do carneiro, a parte gorda da cauda, a gordura que recobre as
vísceras, o lóbulo do fígado, os rins com a gordura que está sobre eles e a
coxa direita: esse é o carneiro da ordenação. Do cesto que está na presença do
Eterno, pegue um pão, um bolo com azeite e um bolo achatado.
24 “Ponha
todas essas coisas nas mãos de Arão e dos filhos, que as moverão diante do
Eterno. É uma oferta movida. Depois de movidas, pegue-as de volta e queime-as
também sobre o altar — um aroma agradável ao Eterno, um presente oferecido ao
Eterno.
26 “Em
seguida, tome o peito do carneiro, que pertence a Arão, e mova-o perante o
Eterno, uma oferta movida.
E essa será sua parte.
27 “Consagre
o peito da oferta movida e a coxa que foi apresentada. Essas são as partes do
carneiro da ordenação que pertencem a Arão e seus filhos. Eles sempre deverão receber
essa oferta dos israelitas e deverão apresentá-la regularmente, após retirá-la
das ofertas de paz.
29 “Os
trajes sagrados de Arão deverão ser repassados a seus descendentes, de modo que
sejam ungidos e ordenados com eles. O filho que o suceder como sacerdote deverá
usá-los durante sete dias e entrar na Tenda do Encontro para ministrar no Lugar
Santo.
31 “Pegue
o carneiro da ordenação e cozinhe sua carne no Lugar Santo. À entrada da Tenda
do Encontro, Arão e seus filhos comerão o carneiro cozido e o pão que está no
cesto. Expiados por essas ofertas, ordenados e consagrados por elas, eles são
os únicos autorizados a comê-las. Ninguém de fora deve comê-las, pois elas são
sagradas. Tudo que sobrar do carneiro da ordenação e o pão que ficar até a
manhã seguinte deverão ser queimados. Não comam desses restos porque são
sagrados.
35 “Faça
tudo que estiver relacionado com a ordenação de Arão e de seus filhos,
exatamente como tenho ordenado, ao longo dos sete dias. Todos os dias, ofereça
um touro como oferta de perdão. Ofereça-a sobre o altar quando fizer expiação
por ele. Você deve ungir e consagrar o altar, fazer expiação por ele e
consagrá-lo por sete dias. O altar ficará permeado de santidade, e qualquer
pessoa que o tocar se tornará santa.
38 “Sobre
o altar, ofereça o seguinte: dois cordeiros de dois anos, todos os dias, um
pela manhã e outro no fim da tarde. Com o sacrifício do primeiro cordeiro,
ofereça um jarro cheio da melhor farinha mais um litro de azeite de oliva puro
e um litro de vinho como oferta derramada. O sacrifício do segundo cordeiro,
apresentado ao anoitecer, também deve ser acompanhado pelas mesmas ofertas de
cereais e ofertas derramadas do sacrifício da manhã, um aroma agradável, um
presente para o Eterno.
42 “Essa
deverá ser a oferta queimada oferecida regular e diariamente ao Eterno, geração
após geração, feita à entrada da Tenda do Encontro. É ali que os encontrarei,
que falarei com vocês, que me encontrarei com os israelitas, lugar
santificado pela minha glória. Também santificarei a Tenda do Encontro e o
altar. Santificarei Arão e seus filhos, para que me sirvam como sacerdotes. Eu
me mudarei para lá e habitarei com os israelitas. Serei o Deus deles. E eles
saberão que eu sou o Eterno, que os tirou da terra do Egito para que pudesse habitar
com eles.
Eu sou o Eterno, o seu Deus”."
Êxodo 30
O altar do
incenso
"1 “Faça um altar de madeira de acácia para queimar incenso.
Ele será quadrado e medirá quarenta e cinco centímetros de cada lado por
noventa de altura, e suas pontas formarão uma só peça com ele. Você deve
revesti-lo de ouro puro, seu tampo, os lados e as pontas e fazer uma moldura de
ouro em volta dele. Debaixo dessa moldura devem sair duas argolas de ouro.
Coloque as argolas opostas uma à outra, a fim de servirem de encaixe para os
varões quando o altar for transportado. Faça os varões de madeira de acácia e
revista-os com ouro.
6 “Posicione
o altar diante da cortina que separa a arca da aliança, diante da tampa da
expiação que está sobre as tábuas da aliança. Ali me encontrarei com você. Arão
queimará incenso aromático sobre o altar todas as manhãs, quando vier limpar as
lâmpadas e, depois, à noite, quando vier acendê-las, para que sempre haja
incenso queimando diante do Eterno, de geração em geração. Mas não queime sobre
esse altar nenhum incenso profano ou alguma oferta queimada ou de cereais.
Também não derrame sobre ele nenhuma oferta derramada. Uma vez por ano, Arão
deverá purificar as pontas do altar. Usando o sangue da oferta de perdão, ele
deve fazer essa expiação todos os anos por todas as gerações. É coisa
santíssima ao Eterno”.
11 O Eterno disse a Moisés: “Quando você fizer a contagem dos israelitas, todos
deverão pagar ao Eterno um imposto pela expiação da vida, quando forem
recenseados, para que nenhum mal aconteça a eles por causa do recenseamento.
Todos os que forem contados devem pagar seis gramas de prata (de acordo com o
padrão do santuário). Essa prata deve ser oferecida ao Eterno. Todos os que
forem contados da idade de 20 anos para cima devem apresentar essa oferta ao
Eterno. O rico não deverá pagar mais nem o pobre deverá pagar menos que os seis
gramas oferecidos ao Eterno, o imposto de expiação pela vida. Recolha dos
israelitas o dinheiro do imposto de expiação. Ele deverá ser aplicado na
manutenção da Tenda do Encontro. Será um fundo memorial para os israelitas em
honra ao Eterno e fará expiação pela vida de vocês”.
17 O Eterno disse a Moisés: “Faça uma bacia de bronze. Ela deverá ter uma base de
bronze. Posicione-a entre a Tenda do Encontro e o altar e ponha água nela. Arão
e seus filhos lavarão as mãos e os pés nessa bacia. Antes de entrarem na Tenda
do Encontro ou de se aproximarem do altar para servir ou para fazer ofertas ao
Eterno, deverão se lavar, para que não morram. Deverão lavar as mãos e os pés
para que não morram. Essa é uma ordem perpétua para Arão e seus filhos e todos
os seus descendentes”.
22 O Eterno disse a Moisés: “Junte as melhores especiarias: seis quilos de mirra
liquida, mais a metade disso, ou seja, três quilos de canela aromática, três
quilos de cana aromática e seis quilos de cássia — utilizando o padrão de peso
do santuário para todas — e um galão de azeite de oliva. Faça, com esses
ingredientes, o óleo sagrado da unção, uma mistura de perfumista experiente.
26 “Use-o
para ungir a Tenda do Encontro, a arca da aliança, a mesa e seus utensílios, o
candelabro e seus utensílios, o altar do incenso, o altar das ofertas queimadas
e seus utensílios e a bacia com sua base. Você deverá consagrar esses objetos,
para que fiquem permeados de santidade, e qualquer pessoa que tocar neles se
tornará santa.
30 “Em
seguida, você deverá ungir Arão e seus filhos. Consagre-os como sacerdotes a
mim. Diga aos israelitas: ‘Este será o meu óleo sagrado da unção para todas as
suas gerações’. Não deve ser usado pelo cidadão comum nem reproduzido para uso
próprio.
É óleo santo: que continue santo. Quem preparar algum composto semelhante ou usá-lo
em pessoas comuns será expulso do meio do povo”.
34 O Eterno disse a Moisés: “Misture especiarias aromáticas — resina de goma, ônica,
gálbano — e acrescente incenso puro. Esses ingredientes devem ser misturados em
partes iguais para fazer o incenso aromático, trabalho de perfumista. Deve
levar sal, para que seja puro — santo. Em seguida, amasse um pouco do
incenso, até virar pó, e espalhe-o diante das tábuas da aliança, na Tenda do
Encontro, onde me encontrarei com você. Esse lugar será santíssimo para você.
Depois que preparar o incenso, não reproduza a mistura para uso próprio. É
santo ao Eterno e deve continuar santo. Quem fizer um incenso igual para uso
próprio será expulso do meio do povo”."
Êxodo 31
Os artífices
da obra do tabernáculo
"1 O Eterno disse a Moisés: “Fiz o seguinte: escolhi eu mesmo Bezalel, filho de Uri,
filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi com o Espírito de Deus. Dei a ele
capacidade, habilidade e conhecimento artístico para criar peças em ouro, prata
e bronze, para cortar e montar pedras preciosas e para entalhar madeira. Fiz
dele um especialista de mão-cheia.
6 “Também
capacitei Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para trabalhar com ele.
Dei capacidade a todos os que têm aptidão para o trabalho artístico, para
fazerem todas as coisas que tenho ordenado: a Tenda do Encontro, a arca da
aliança com a tampa da expiação, todos os acessórios da tenda, a mesa e seus
acessórios, o candelabro puro e seus acessórios, o altar do incenso, o altar
das ofertas queimadas e seus acessórios, a bacia e sua base, as vestimentas
adequadas, as vestimentas sagradas para Arão, o sacerdote, e seus filhos com
deveres sacerdotais, o óleo da unção, o incenso aromático para o Lugar Santo —
eles farão todas essas coisas conforme tenho ordenado a você”.
12 O Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas: ‘Acima de todas as coisas, guardem
meus sábados, sinal que estabeleço entre mim e vocês, para todas as gerações, a
fim de manter viva em vocês a ideia de que sou o Eterno, que os santifica.
Guardem o sábado: ele é sagrado para vocês. Quem o profanar será condenado à
morte. Quem trabalhar nesse dia será expulso do meio do povo. Existem seis dias
em que se deve trabalhar, mas o sétimo dia é o sábado, exclusivo para descanso,
dedicado ao Eterno. Quem trabalhar no sábado será condenado à morte. Os
israelitas guardarão o sábado e deverão fazê-lo por todas as suas gerações,
como uma aliança perpétua. Trata-se de um sinal contínuo entre mim e os
israelitas. Pois o Eterno fez o céu e a terra em seis dias, mas parou no
sétimo, respirou fundo e descansou.
18 Ao terminar de falar com Moisés
no monte Sinai, o Eterno entregou a ele as duas tábuas da aliança, feitas de
pedra e escritas com o dedo de Deus."
Êxodo 32
O bezerro de
ouro
"1 Com a demora de Moisés em
descer do monte, o povo começou a ficar inquieto. Eles se reuniram em torno de
Arão e disseram: “Tome uma atitude! Faça deuses para nós, que possam nos
conduzir. Esse Moisés, que nos tirou do Egito — quem sabe o que aconteceu com
ele?”.
5 E Arão respondeu: “Retirem as
argolas de ouro das orelhas de suas esposas, filhos e filhas e tragam tudo para
mim”. Eles obedeceram, e as argolas de ouro passaram das orelhas do povo para
as mãos de Arão. Ele derreteu todo aquele ouro e modelou, com uma ferramenta de
escultor, a forma de um bezerro.
A reação do povo foi de entusiasmo: “São esses os seus deuses, ó Israel, que
tiraram vocês do Egito!” Arão, percebendo o que eles queriam, construiu um
altar diante do bezerro e anunciou: “Amanhã será dia de festa ao Eterno!”.
6 No dia seguinte, bem cedo, o
povo se levantou, ofereceu ofertas queimadas e trouxe ofertas de paz. E todos
se sentaram para comer e beber, dando início à festa.
E foi uma festa desenfreada!
7 O Eterno disse a Moisés: “Desça! O povo que você tirou da terra do Egito está se
corrompendo. Desviou-se muito depressa do caminho que tracei para eles, porque
fizeram um bezerro de fundição e o estão adorando. Sacrificaram a ele e
disseram: ‘Esses são, ó Israel, os deuses que tiraram vocês da terra do Egito’”.
9 O Eterno disse ainda a Moisés: “Olho para essa multidão e vejo um povo teimoso e
obstinado! Afaste-se um pouco, para que eu possa dar vazão à minha ira e
incinerá-los ali mesmo! Mas farei de você uma grande nação”.
11 Moisés tentou acalmar o Eterno,
dizendo: “Por que, ó Eterno, perderias a calma com teu povo? Tu os tiraste do
Egito numa grande demonstração de poder. Por que os egípcios haveriam de dizer
agora: ‘Isso foi premeditado por ele — libertou-os só para que pudesse matá-los
nas montanhas e eliminá-los da face da terra? Por favor, contenha tua ira!
Pense duas vezes antes de trazer o mal sobre teu povo! Lembra-te de Abraão,
Isaque e Israel, teus servos, a quem deste tua palavra, dizendo: ‘Darei muitos
filhos a vocês, tantos quantos as estrelas no céu, e darei para sempre esta
terra a seus filhos’”.
14 E o Eterno concordou em pensar
mais um pouco. E decidiu não trazer sobre seu povo o mal com que o havia
ameaçado.
15 Moisés desceu o monte,
carregando as duas tábuas da aliança. Elas estavam escritas na frente e no
verso. Deus as havia preparado e esculpido nelas as palavras.
17 Ao ouvir o barulho e a gritaria
do povo, Josué disse a Moisés: “É barulho de guerra no acampamento!”.
18 Mas Moisés retrucou: “Essa
música não é de vitória, E também não é música de derrota; estou ouvindo música
de um povo em festa”.
19 E era isso mesmo. Quando Moisés
chegou perto do acampamento e viu o bezerro e o povo dançando, ficou furioso.
Jogou as tábuas ao chão, despedaçando-as ao pé do monte. Então, pegou o bezerro
que haviam feito, derreteu-o no fogo, reduziu-o a pó, espalhou-o sobre a água e
obrigou os israelitas a beberem.
21 Em seguida, Moisés perguntou a
Arão: “O que esse povo fez para que você o envolvesse num pecado tão grande assim?”.
22 Arão respondeu: “Senhor, não
fique zangado. Você conhece esse povo e sabe como está voltado para o mal.
Eles me disseram: ‘Faça-nos deuses, que possam nos conduzir. Esse Moisés, que
nos tirou do Egito — ninguém sabe o que aconteceu com ele.
24 “Então, eu disse: ‘Quem tem
ouro?’ Eles juntaram suas joias e trouxeram tudo para mim.
Joguei o ouro no fogo, e saiu aquele bezerro”.
25 Moisés viu que o povo estava
fora de controle — Arão os havia deixado naquela situação — e agora seria
motivo de chacota para os inimigos. Por isso, tomou uma decisão. Posicionou-se
à entrada do acampamento e disse: “Quem estiver do lado do Eterno, junte-se a
mim!”. Todos os levitas se apresentaram.
27 Ele os orientou: “Estas são as
ordens do Eterno, o Deus de Israel: ‘Peguem suas espadas e percorram o
acampamento. Matem seus irmãos, amigos e vizinhos’”,
28 Os levitas cumpriram a ordem de
Moisés. Naquele dia, foram mortas três mil pessoas.
29 Moisés falou: “Hoje vocês
confirmaram sua ordenação. E o preço foi alto — tiveram de matar seus filhos e
irmãos!
Mas Deus os abençoou”.
30 No dia seguinte, Moisés
dirigiu-se ao povo, dizendo: “Vocês cometeram um pecado gigantesco! Mas vou
consultar o Eterno. Talvez eu consiga livrá-los desse pecado”.
31 Moisés retornou ao Eterno com
sua petição: “Tudo isso é terrível. Esse povo pecou — e o pecado foi
gigantesco! Fizeram deuses de ouro para adorar. Se puderes perdoar o pecado
deles, serei muito grato. Mas, se não for possível, risca o meu nome do livro
que escreveste”.
33 O Eterno disse a Moisés: “Riscarei do meu livro apenas os que pecarem contra mim. Vá agora mesmo e conduza o povo ao lugar que indiquei.
Saiba que meu Anjo vai à sua frente. Mas, no dia em que eu fizer o acerto de
contas, os pecados que eles cometeram não ficarão de fora”.
35 E o Eterno enviou uma praga
sobre o povo por causa do bezerro que e Arão havia feito."
Êxodo 33
O Anjo de
Deus irá adiante do povo
"1 O Eterno disse a Moisés: “Agora, vá! É hora de partir. Você e o povo que você tirou
da terra do Egito dirijam-se à terra que prometi a Abraão, Isaque e Jacó,
dizendo: ‘Eu a darei a seus descendentes’. Enviarei um anjo à sua frente e
expulsarei os cananeus, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus e os
jebuseus. É uma terra em que manam leite e mel. Mas não estarei com vocês
pessoalmente, porque vocês são um povo obstinado, e posso me sentir tentado a
destruí-los no caminho”.
4 Quando o povo ficou sabendo
desse duro veredito, todos ficaram tristes e abatidos. Não quiseram mais nem
usar suas joias.
5 E o Eterno disse a Moisés: “Diga aos israelitas o seguinte: ‘Vocês são um povo
teimoso. Eu não poderia acompanhar vocês nem por um minuto, pois sei que os
destruiria. Portanto, tirem todas as joias enquanto resolvo o que faço com
vocês’”.
Assim, do monte Horebe em diante, os israelitas
deixaram de usar joias.
7 Moisés costumava armar a Tenda
fora do acampamento, a certa distância dele. Ele a chamava Tenda do Encontro.
Quem quisesse consultar o Eterno se dirigia à Tenda do Encontro, fora do
acampamento. Era assim: quando Moisés ia para a Tenda, todo o povo ficava
observando. Os homens ficavam à entrada da sua tenda, olhando para Moisés, até
que ele entrasse na Tenda do Encontro. Assim que ele entrava, a coluna de nuvem
descia sobre a entrada da Tenda, e o Eterno falava com Moisés. Todo o povo via
a coluna de nuvem na entrada da Tenda, observava com atenção e se curvava para
adorar. Cada homem que estivesse à entrada da sua tenda fazia isso.
11 E o Eterno falava com Moisés
face a face, como um vizinho fala com o outro por cima da cerca. Moisés
voltava para o acampamento, mas o jovem Josué, seu auxiliar, não deixava a
Tenda.
12 Moisés disse ao Eterno: “Tu me
dizes: ‘Conduza este povo’, mas não me deixas saber quem enviarás comigo. Tu me
dizes: ‘Conheço você muito bem, e você é especial para mim. Se sou assim tão
especial para ti, permite que eu tome conhecimento dos teus planos. Assim,
continuarei sendo especial para ti. Não te esqueças de que este é o teu povo,
tua responsabilidade”.
14 O Eterno respondeu: “Minha presença irá com você. Eu me encarregarei da viagem
até o fim”.
15 Moisés não concordou: “Se tua
presença não assumir a liderança aqui, cancela agora mesmo a viagem. De que
outra forma se poderia saber que estás comigo nisso, comigo e com teu povo?
Quero saber: viajarás conosco ou não? De que outra forma saberemos que somos
especiais, eu e teu povo, entre todos os outros povos da terra?”.
17 O Eterno respondeu a Moisés: “Está bem. Será como você disse. Eu também farei isso,
pois conheço você muito bem, e você é especial para mim. Eu conheço você pelo
nome”.
18 Moisés, então, disse: “Por
favor, permita que eu veja a tua glória”.
19 O Eterno respondeu: “Farei passar minha bondade diante de você. Pronunciarei o
nome, o Eterno, bem na sua frente. Tratarei bem os que eu quiser tratar bem e
serei bom com quem eu quiser ser bom”.
20 O Eterno continuou: “Mas você não poderá ver meu rosto. Ninguém pode me ver e
continuar vivo”.
21 O Eterno disse: “Há um lugar aqui do meu lado. Fique em cima desta rocha.
Quando a minha glória passar, porei você na fenda da rocha e o cobrirei com a
mão até que eu termine de passar. Então, tirarei a mão, e você me verá pelas
costas. Mas não verá o meu rosto”."
Êxodo 34
As segundas
tábuas da lei
"1 O Eterno ordenou a Moisés:
“Corte duas tábuas de pedra como as primeiras e
grave sobre elas as palavras que estavam nas primeiras pedras que você
despedaçou. Esteja pronto pela manhã para subir ao monte Sinai e para se
encontrar comigo no topo do monte. Ninguém deverá acompanhar você. Todo o monte
deverá estar livre de pessoas e até de animais — nem mesmo ovelhas ou bois
poderão pastar em frente ao monte”.
4 Moisés cortou duas tábuas de
pedra, exatamente como as primeiras. Levantou-se bem cedo e subiu ao monte
Sinai, como o Eterno havia ordenado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O
Eterno desceu na nuvem, posicionou-se ao lado dele e pronunciou o nome, o
Eterno. Então, passou à frente de Moisés e proclamou: “Eterno, Eterno, Deus de misericórdia e graça, de
paciência que não tem fim, de tanto amor e de fidelidade tão profunda, leal em
amor por mil gerações, que perdoa a iniquidade, a rebelião e o pecado. Mas ele
não ignora o pecado. E responsabiliza filhos e netos pelos pecados dos pais até
a terceira e quarta geração”.
8 Na mesma hora, Moisés curvou-se
ao chão e o adorou, dizendo: “Por favor, Senhor, se enxergas algo bom em mim,
acompanha-nos na viagem, por mais teimoso que esse povo seja. Perdoa a nossa
iniquidade e o nosso pecado. Toma-nos como tua propriedade”.
10 O Eterno respondeu: “Agora mesmo estou fazendo uma aliança com você: diante
dos olhos do seu povo, realizarei maravilhas que nunca foram feitas na terra,
em nação alguma. Assim, todos os povos que conviverem com vocês verão como é
impressionante a obra do Eterno, a obra que farei por vocês. Preste muita
atenção em tudo que estou ordenando hoje. Estou desobstruindo seu caminho,
expulsando os amorreus, os cananeus, os hititas, os ferezeus, os heveus e os
jebuseus. Fique atento, para não cair na armadilha de fazer aliança com o povo
que vive na terra em que você está entrando.
13 “Derrube
os altares deles, esmague seus símbolos fálicos de pedra, ponha abaixo os
postes dos deuses da fertilidade. Não preste culto a nenhum outro deus. O
Eterno é um Deus zeloso — seu nome é Zeloso. Repito: não faça aliança com o
povo que vive na terra nem se associe com aquela vida de sexo e religião. Nada
de participar das festanças religiosas deles ou de casar seus filhos com as
mulheres deles, mulheres que se associam com qualquer deus ou deusa que julguem
conveniente e que levarão seus filhos a fazer o mesmo.
17 “Não
faça deuses de fundição para você.
18 “Guarde
a festa dos Pães sem Fermento. No mês de abibe, coma apenas pão sem fermento
durante sete dias — foi no mês de abibe que você saiu do Egito.
19 “Todo
primogênito me pertence, todos os machos dos seus rebanhos, as primeiras crias
entre bois e ovelhas.
20 “Resgate,
com um cordeiro, o primeiro filhote macho da jumenta. Se não o resgatar, quebre
o pescoço dele. “Resgate todo primogênito entre vocês. “Ninguém deve
comparecer de mãos vazias na minha presença.
21 “Trabalhe
seis dias e descanse no sétimo. Interrompa o trabalho nesse dia, mesmo quando
estiver arando ou colhendo.
22 “Guarde
a festa das Semanas na primeira colheita do trigo e a festa das Safras na
virada do ano.
23 “Todos
os homens devem comparecer três vezes por ano diante do Senhor, o Eterno de
Israel. Não fique preocupado com a terra quando você for comparecer diante do
Eterno três vezes por ano. Eu mesmo expulsarei as nações dali e darei fartura
de terra. Ninguém ficará à espreita, arquitetando planos para tirá-la de vocês.
25 “Não
misture o sangue dos meus sacrifícios com alguma coisa fermentada. “Não deixe
até a manhã seguinte o que sobrar da festa da Páscoa.
26 “Leve
à casa do Eterno o melhor dos primeiros frutos da sua produção. “Não cozinhe o
cabrito no leite de sua mãe”.
27 O Eterno disse também a Moisés:
“Agora escreva essas palavras, porque, por meio
delas, faço uma aliança com você e com Israel”.
28 Moisés esteve ali com o Eterno
quarenta dias e quarenta noites. Não comeu nada nem bebeu água. E escreveu
sobre as tábuas as palavras da aliança, os Dez Mandamentos.
29 Quando desceu do monte Sinai,
trazendo as duas tábuas da aliança, Moisés não sabia que a pele do seu rosto
reluzia, porque esteve falando com o Eterno. Arão e todos os israelitas
viram Moisés com o rosto reluzente e se afastaram, pois ficaram com medo de
chegar perto dele.
31 Moisés precisou chamá-los de
volta. Arão e os líderes da comunidade, então, se aproximaram dele, e Moisés
teve uma conversa com eles. Depois, todos os israelitas se aproximaram, e ele
repetiu diante do povo os mandamentos, tudo que o Eterno havia falado no monte
Sinai.
33 Quando acabou de falar com
eles, Moisés cobriu o rosto com um véu. Mas, sempre que entrava na
presença do Eterno, para falar com ele, Moisés retirava o véu até sair de lá.
Ao sair, comunicava aos israelitas as ordens do Eterno. O rosto de Moisés
reluzia, mas ele o mantinha coberto com o véu até entrar de novo para falar com
o Eterno."
Êxodo 35
O Sábado
"1 Moisés fez este
pronunciamento a toda a comunidade de Israel: “Estas são as coisas que o Eterno
ordenou que fizessem:
2 “‘Trabalhem seis dias, mas o
sétimo dia será um dia sagrado de descanso, dia do descanso sagrado do Eterno.
Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte. Não acendam fogo em casa no
dia de sábado’”.
4 Moisés disse a toda a comunidade
de Israel: “Isto é o que o Eterno ordenou:
5 “‘Separem uma oferta ao Eterno.
Recebam, em nome do Eterno, o que cada um quiser apresentar como oferta: ouro,
prata, bronze, tecido azul, roxo e vermelho, linho fino, pelos de cabra, couro
de carneiro, couro de golfinho, madeira de acácia, óleo para lâmpadas,
especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático; pedras de ônix e
outras pedras a serem aplicadas no colete e no peitoral.
10 “‘Todos os que têm alguma
habilidade, venham e façam tudo que o Eterno determinou: a Habitação com sua
cobertura, ganchos, armações, travessões, colunas e bases; a arca com seus
varões, a tampa da expiação e a cortina divisória; a mesa com seus varões e
acessórios e o pão da presença; o candelabro com seus acessórios, lâmpadas e o
óleo para iluminar; o altar do incenso com seus varões, o óleo da unção, o
incenso aromático, a tela para a entrada da Habitação, o altar das ofertas
queimadas com sua grelha de bronze, varões e acessórios; a bacia e sua base, as
cortinas para o pátio com suas colunas e bases, a tela para a entrada do pátio,
as estacas para a Habitação, as estacas para o pátio com suas cordas, as
vestimentas adequadas para ministrar no Lugar Santo, as vestimentas sagradas
para Arão, o sacerdote, e seus filhos, quando estiverem ministrando’”.
20 Depois de ouvir essas palavras,
o povo dispersou, e todos os que se sentiram tocados por elas portaram-se com
generosidade e voltaram com uma oferta para o Eterno, destinada à edificação da
Tenda do Encontro, à confecção dos seus móveis e utensílios e das vestimentas
sagradas. Homens e mulheres desejosos de contribuir trouxeram broches, brincos,
argolas, colares — tudo que era feito de ouro — e ofereceram todas essas joias
ao Eterno. Todos os que possuíam tecido azul, roxo e vermelho, pelos de cabra,
couro curtido e couro de golfinho também apresentaram esses itens como oferta.
Todos os que desejavam oferecer prata ou bronze como presente ao Eterno também
o fizeram. E todos os que tinham madeira de acácia atenderam à solicitação e
levaram sua oferta. Todas as mulheres que sabiam tecer ofertaram tecidos azuis,
roxos e vermelhos, além do linho fino. Todas as mulheres que tinham experiência
em fiação apresentaram-se como voluntárias para fiar os pelos de cabra.
27 Os líderes levaram ônix e
outras pedras preciosas, a serem aplicadas no colete e no peitoral. Levaram
também especiarias e azeite de oliva para o óleo da lâmpada, para o óleo da
unção e para o incenso. Todos os homens e mulheres de Israel que sentiram no
coração o desejo de apresentar alguma coisa para a obra que o Eterno, por meio
de Moisés, havia decidido fazer também compareceram com ofertas voluntárias.
30 Moisés disse aos israelitas: “O
Eterno selecionou Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o
encheu com o Espírito de Deus, com habilidade e conhecimento para fazer todo
tipo de obra, para projetar trabalhos em ouro, prata e bronze, para esculpir
pedras e aplicá-las, para esculpir madeira e trabalhar em qualquer tipo de obra
artística. Também fez que ele se tornasse instrutor, ele e Aoliabe, filho de
Aisamaque, da tribo de Dã. Ele os capacitou com conhecimento necessário para
esculpir, desenhar, tecer e bordar tecidos azuis, roxos e vermelhos e linho
fino. Eles conseguem projetar e fazer qualquer coisa”."
Êxodo 36
Moisés entrega
aos obreiros as ofertas do povo
"1 “Bezalel e Aoliabe devem
agora iniciar o trabalho, com todos os outros que receberam do Eterno
capacidade e conhecimento para fazer tudo que se relaciona com a adoração no
santuário, conforme ele ordenou”.
2 Moisés convocou Bezalel, Aoliabe
e todos os que o Eterno havia dotado de habilidade para os trabalhos manuais.
Eles estavam ansiosos por começar e se envolver no trabalho. Moisés entregou a
eles todas as ofertas que os israelitas haviam trazido para a construção do
santuário. E, manhã após manhã, o povo continuava a trazer suas ofertas
voluntárias.
4 Até que, um dia, os artesãos que
trabalhavam na construção do santuário procuraram Moisés e o informaram: “O
povo está trazendo mais que o necessário para a obra que o Eterno nos mandou
fazer!”.
6 Então, Moisés mandou que se
divulgasse o seguinte aviso no acampamento: “Homens e mulheres, parem de trazer
ofertas para a construção do santuário!”. O povo recebeu ordem para deixar de
trazer ofertas! O material arrecadado já era suficiente para a obra. Na
verdade, estava sobrando material.
8 Então, os habilidosos artesãos
concluíram a Habitação com dez peças de tapeçaria confeccionadas com linho fino
trançado e tecidos azuis, roxos e vermelhos enfeitados com querubins. Cada peça
de tapeçaria media doze metros e sessenta centímetros de comprimento por
oitenta centímetros de largura. Formavam um conjunto com cinco peças e, depois,
outro com as cinco restantes. Foram feitas laçadas de tecido azul ao longo da
borda da tapeçaria do lado externo do primeiro conjunto, o mesmo acontecendo
com a tapeçaria do lado externo do segundo conjunto. Fizeram cinquenta laçadas
em cada peça, e as laçadas ficavam uma de frente para a outra. Fizeram, também,
cinquenta colchetes de ouro e juntaram as peças de tapeçaria, de modo que a
Habitação formasse uma só estrutura.
14 Em seguida, fizeram tapeçarias
de pelo de cabra para a cobertura da Habitação, onze peças ao todo. Cada uma
media treze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta de largura.
Fizeram um conjunto com cinco peças e, depois, outro com as seis restantes.
Havia cinquenta laçadas ao longo da borda da última peça e cinquenta ao longo
da borda da peça de união. Fizeram, também, cinquenta colchetes de ouro e os
prenderam nas laçadas, ligando a tenda como um todo. Concluíram o trabalho
dando às peças de tapeçaria um revestimento de couro de carneiro tingido de
vermelho e, por cima de tudo, puseram uma cobertura de couro de golfinho.
20 A Habitação recebeu uma
estrutura de chapas verticais de madeira de acácia. Cada segmento da estrutura
media quatro metros e meio de comprimento por setenta centímetros de largura e
era preso por duas estacas. Todos os segmentos da estrutura foram feitos de
tamanho igual: vinte armações para o lado sul da habitação, contendo quarenta
bases de prata para receber os dois encaixes de cada um dos vinte segmentos.
Essa formação foi repetida no lado norte. E fizeram seis armações na parte de
trás da Habitação, voltada para o oeste, acrescentando outras duas para os
cantos da parte de trás. As duas armações de canto tinham o dobro da espessura,
de alto a baixo, e se encaixavam numa só argola — oito armações, ao todo, com
dezesseis bases de prata, sendo duas debaixo de cada estrutura.
31 Fizeram, também, travessões de
madeira de acácia, cinco para as armações de um lado da Habitação e cinco para
a parte de trás, voltada para o oeste. O travessão central ia de uma
extremidade a outra e passava pelo meio das armações. Eles revestiram as
armações com ouro e fizeram argolas de ouro para sustentar os travessões, que
também foram revestidos de ouro.
35 Confeccionaram a cortina de
tecido azul, roxo e vermelho, com linho fino trançado, e teceram sobre ela uma
figura de querubim. Em seguida, fizeram quatro colunas de madeira de acácia
revestidas de ouro e fundiram quatro bases de prata para elas.
37 Confeccionaram, também, uma
tela para a porta da tenda, com tecido azul, roxo e vermelho e linho fino
trançado com bordados. Ela foi ajeitada sobre uma estrutura de cinco colunas de
madeira de acácia revestidas de ouro. Havia ganchos de ouro na estrutura, para
pendurar a tela, e cinco bases de bronze para as colunas."
Êxodo 37
A arca
"1 Bezalel fez a arca de
madeira de acácia, medindo um metro e dez centímetros de comprimento, setenta
centímetros de largura e setenta centímetros de altura. Revestiu-a de ouro puro
por dentro e por fora e fez ao seu redor uma moldura de ouro. Fundiu quatro
argolas de ouro, prendendo-as aos quatro pés, sendo duas argolas de um lado e duas
do outro. Fez também varões de madeira de acácia, revestiu-os com ouro e os
introduziu nas argolas dos lados da arca, para o transporte.
6 Em seguida, fez uma cobertura de
ouro puro para a arca, a tampa da expiação, que media um metro e dez centímetros
de comprimento por setenta centímetros de largura.
7 Com ouro batido, esculpiu dois
querubins com asas para as extremidades da tampa da expiação, posicionando um
anjo numa ponta e outro anjo na outra. Os dois formavam uma só peça com a
tampa. Os anjos tinham as asas estendidas e pareciam pairar sobre a tampa da
expiação, um de frente para o outro, mas olhando para baixo, na direção da
tampa.
10 Ele fez a mesa de madeira de
acácia, medindo noventa centímetros de comprimento, quarenta e cinco de largura
e setenta de altura. Revestiu-a com ouro puro, aplicando ao seu redor uma
moldura de ouro. Fez por toda a sua volta uma borda de quatro dedos de largura
com um arremate de ouro em torno dela. Também fundiu quatro argolas de ouro
para ela, prendendo-as às pernas da mesa em paralelo com o tampo, para servir
de encaixe aos varões usados no transporte. Ele fez varões de madeira de acácia
e os revestiu com ouro, para o transporte da mesa.
16 Os utensílios da mesa eram de
ouro puro: os pratos, as tigelas, os potes e as jarras usadas para derramar
ofertas.
17 Ele fez de ouro puro e batido
um candelabro com haste e braços, taças, botões e pétalas, tudo formando uma só
peça. O candelabro tinha seis braços, três de um lado e três do outro; três
taças em forma de flor de amêndoa com botões e pétalas num braço, três no braço
seguinte, e assim por diante, nos seis braços. Na haste principal do
candelabro, havia quatro taças em forma de amêndoa, com botões e pétalas, cada
botão saindo de cada par dos seis braços. O candelabro inteiro, com seus botões
e hastes, formava uma única peça de ouro puro e batido. Bezalel fez sete
candelabros como esse, com seus apagadores, tudo de ouro puro.
24 Ele usou uma barra de ouro puro
de trinta e cinco quilos para fazer o candelabro e seus acessórios.
25 Ele fez um altar quadrado de
madeira de acácia para queimar incenso, medindo quarenta e cinco centímetros de
cada lado e noventa de altura. As pontas do altar do incenso formavam uma só
peça com ele. O altar foi revestido com ouro puro — a parte de cima, as
laterais e as pontas. Em torno dele, foi feita uma moldura de ouro com duas
argolas, também de ouro, abaixo da moldura. Ele pôs as argolas em lados opostos
para receberem os varões que seriam usados no transporte do altar. Os varões foram
feitos de madeira de acácia e revestidos com ouro.
29 Preparou também, pelas mãos de
um perfumista, o óleo sagrado da unção e o incenso puro aromático."
Êxodo 38
O altar do
holocausto
"1 Ele fez, com madeira de
acácia, o altar das ofertas queimadas, que era quadrado, medindo dois metros e
vinte e cinco centímetros de cada lado e um metro e trinta e cinco centímetros
de altura, e fez pontas em cada um dos quatro cantos. Elas formavam uma só peça
com o altar e foram revestidas de bronze. Também, de bronze, foram feitos os
utensílios do altar: os baldes para retirar as cinzas, pás, bacias, garfos e
braseiros. Ele fez uma grelha de bronze, que ficava abaixo da beirada do altar,
a meia altura dele, e fundiu quatro argolas em cada um dos quatro cantos da
grelha para introduzir os varões, que ele fez de madeira de acácia e revestiu
com bronze. Em seguida, introduziu os varões pelas argolas nos dois lados do
altar, para transportá-lo. O altar foi feito de tábuas e era oco.
8 Com o bronze dos espelhos das
mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda do Encontro, ele fez a bacia e sua
base.
9 Ele também fez o pátio. No lado
sul, estavam as cortinas do pátio, tecidas com linho trançado. Mediam quarenta
e cinco metros de comprimento, com suas vinte colunas e vinte bases de bronze,
ganchos para prendê-las e suportes de prata. O lado norte era idêntico ao lado
sul.
12 O lado oeste do pátio tinha
cortinas que mediam vinte e dois metros e meio, dez colunas e bases, ganchos
para prender as cortinas e suportes de prata. No outro lado, o leste, de frente
para esses vinte e dois metros e meio de cortinas, havia cortinas da mesma
medida com três colunas e bases dos dois lados. Todas as cortinas em volta do
pátio eram de linho fino trançado. As bases das colunas eram de bronze, e os
ganchos para prender as cortinas eram de prata, à semelhança dos suportes das
colunas. As colunas do pátio eram cobertas com prata e unidas com prata. A tela
na porta do pátio era bordada com tecido azul, roxo e vermelho e com linho fino
trançado. Media nove metros de comprimento e dois metros e vinte e cinco
centímetros de altura, a exemplo das cortinas do pátio. Havia quatro colunas
com bases de bronze e ganchos de prata. Elas eram cobertas de prata e unidas
com prata. Todas as estacas da Habitação e do pátio eram feitas de bronze.
21 Este é o material usado na
Habitação, que abrigava as tábuas da aliança. Ele foi registrado, por ordem de
Moisés, para a obra dos levitas chefiados por Itamar, filho do sacerdote Arão.
Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo que o Eterno
havia ordenado a Moisés. Com Bezalel, trabalhava Aoliabe, filho de Aisamaque,
da tribo de Dã, artesão, projetista e bordador de tecido azul, roxo e vermelho
e de linho fino.
24 Ouro. O peso total do ouro
usado na construção do santuário, todo ele oferecido espontaneamente, foi de
uma tonelada, segundo o padrão do santuário.
25 Prata. A prata dos que foram
recenseados chegou a mais de três toneladas e meia, segundo o padrão do santuário,
seis gramas para cada recenseado com idade de 20 anos ou mais, totalizando
seiscentos e três. mil e quinhentos e cinquenta homens. Eles utilizaram três
toneladas e meia de prata para fundir as bases do santuário e, para as
cortinas, uma centena de bases, pesando trinta e cinco quilos cada. O restante
da prata, vinte quilos e trezentos gramas, foi usado para fazer os ganchos das
colunas e para revestir a parte de cima e os suportes das colunas.
29 Bronze. O bronze trazido pesou
duas toneladas e meia. Foi usado para fazer a porta da Tenda do Encontro, o
altar de bronze com a grelha de bronze e seus outros utensílios, as bases em
volta do pátio, as bases da porta do pátio e todas as estacas da Habitação e do
pátio."
Êxodo 39
As vestes dos
sacerdotes
"1 As vestimentas. Usando
tecido azul, roxo e vermelho, eles teceram as vestimentas usadas para ministrar
no santuário. Fizeram, também, as vestimentas sagradas para Arão, conforme o
Eterno havia ordenado a Moisés.
2 O colete. Fizeram o colete usando
ouro, tecido azul, roxo e vermelho e linho fino trançado. Bateram o ouro para
obter folhas, que foram, então, cortadas em fios de ouro, usados nos desenhos
do tecido azul, roxo e vermelho e no linho fino. Fizeram ombreiras presas nas
duas pontas. A faixa enfeitada foi feita do mesmo material: tecido azul, roxo e
vermelho e linho fino trançado, formando uma só peça com ele, conforme o Eterno
havia ordenado a Moisés.
6 Eles montaram as pedras de ônix
sobre engastes de ouro e, nelas, gravaram o nome dos filhos de Israel. Elas
foram presas nas ombreiras do colete como pedras memoriais para os israelitas,
conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.
8 O peitoral. Fizeram um peitoral,
como o colete, de tecido azul, roxo e vermelho e de linho trançado. Dobrado ao
meio, o peitoral era quadrado, cada um dos lados medindo um palmo. Sobre ele
foram aplicadas quatro carreiras de pedras preciosas. Primeira carreira:
cornalina, topázio e esmeralda.
11 Segunda carreira: rubi, safira
e cristal.
12 Terceira carreira: jacinto,
ágata e ametista.
13 Quarta carreira: berilo, ônix e
jaspe. As pedras foram montadas sobre engastes de ouro. As doze pedras
correspondem aos nomes dos filhos de Israel, doze nomes gravados como num selo,
uma pedra para cada uma das doze tribos.
15 Foram feitos cordões de ouro
puro para o peitoral, entrelaçados como cordas, dois conjuntos de engastes de
ouro e duas argolas de ouro, que foram postas nas duas pontas do peitoral. As
duas pontas das cordas foram presas às duas argolas na extremidade do peitoral.
Também prenderam as cordas aos conjuntos de engastes, ligando-os às ombreiras
do colete, na parte da frente. Foram feitas, também, duas argolas de ouro e
presas às duas extremidades do peitoral na face interna, junto ao colete.
Outras duas argolas de ouro foram feitas e presas na parte da frente do colete
até a parte inferior das duas ombreiras, perto da costura acima da faixa
enfeitada do colete. O peitoral foi preso por um cordão azul que passava por
suas argolas e pelas argolas do colete, para que ficasse firme sobre a faixa
enfeitada do colete e não se soltasse, conforme o Eterno havia ordenado a
Moisés.
22 O manto. Eles fizeram o manto
para o colete, que era todo azul. A abertura no centro do manto era como um
colarinho, e, na borda, havia uma barra, para que não rasgasse. Na borda do
manto, fizeram romãs de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino trançado.
Fizeram, também, sinos de ouro puro e alternaram sinos e romãs — um sino e uma
romã, um sino e uma romã — por toda a borda do manto, que era vestido na hora
de ministrar, conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.
27 Fizeram, também, as túnicas de
linho fino, obra de bordador, para Arão e seus filhos, o turbante de linho
fino, os barretes de linho, os calções de linho fino trançado e os cintos de
linho trançado e de tecido azul, roxo e vermelho, enfeitado com bordados,
conforme o Eterno havia ordenado a Moisés.
30 Fizeram ainda a placa, a coroa
sagrada de ouro puro, e gravaram sobre ela como se grava num selo: “Santo ao
Eterno”. Amarraram nela um cordão azul e a prenderam ao turbante, conforme o
Eterno havia ordenado a Moisés.
32 Assim, concluíram a obra da
Habitação, da Tenda do Encontro. O povo de Israel fez tudo que o Eterno havia
ordenado a Moisés.
33 Finalmente a Habitação foi apresentada
a Moisés, a Tenda com todos os seus acessórios. Eis a lista: ganchos para
prender, estruturas, travessões, colunas, bases, cobertura de couro de
carneiro, cobertura de couro de golfinho, véu da tela, arca da aliança com seus
varões e tampa da expiação, mesa com seus utensílios e o pão da presença,
candelabro de ouro puro com suas lâmpadas e todo o equipamento e todos os seus
utensílios e o óleo para iluminação, altar de ouro, óleo da unção, incenso
aromático, tela para a entrada da Tenda, altar de bronze com sua grelha de
bronze seus varões e todos os seus utensílios, bacia e sua base, cortinas para
o pátio com suas colunas e bases, tela para a porta do pátio com seus cordões e
estacas, utensílios para ministrar na Habitação, a Tenda do Encontro,
vestimentas para ministrar no santuário, vestimentas sagradas para o sacerdote
Arão e seus filhos, para quando ministrarem como sacerdotes.
42 Os israelitas concluíram o
trabalho, como o Eterno havia ordenado. Moisés constatou que eles haviam feito
toda a obra exatamente como o Eterno havia ordenado. E os abençoou."
Êxodo 40
Deus manda
Moisés levantar o tabernáculo
"1 O Eterno falou a Moisés: “No primeiro dia do primeiro mês, arme a Habitação, a
Tenda do Encontro. Coloque nela a arca da aliança e isole a arca com a cortina.
4 “Arrume
a mesa, dispondo da maneira correta o candelabro e as lâmpadas.
5 “Coloque
o altar do incenso, feito de ouro, diante da arca da aliança e estenda a
cortina na porta da Habitação.
6 “Coloque
o altar das ofertas queimadas à porta da Habitação, na Tenda do Encontro.
7 “Coloque
a bacia, cheia de água, entre a Tenda do Encontro e o altar.
8 “Arme
o pátio de todos os lados e estenda a cortina na sua entrada.
9 “Depois,
pegue o óleo da unção, para ungir a Habitação e tudo que estiver dentro dela;
consagre-a com todos os seus acessórios, para que se torne santa. Você deve
ungir, também, o altar das ofertas queimadas e seus utensílios, consagrando-o
para que se torne completamente santo. Deve ungir, ainda, a bacia e sua base,
para consagrá-la.
12 “Por
último, leve Arão e seus filhos até a entrada da Tenda do Encontro e lave-os
com água. Vista Arão com as vestimentas sagradas. Depois de o ungir, consagre-o
para me servir como sacerdote. Vista os filhos dele com as túnicas. Eles devem
ser ungidos, assim como você ungiu o pai deles, para que me sirvam como
sacerdotes. A unção os introduzirá num sacerdócio perpétuo por todas as
gerações”.
16 Moisés fez tudo conforme as
ordens do Eterno.
17 No primeiro dia do primeiro mês
do segundo ano, a Habitação foi armada por Moisés. Ele firmou suas bases,
ergueu as armações, posicionou os travessões e as colunas, estendeu a tenda
sobre a Habitação e pôs a cobertura sobre ela, conforme o Eterno havia
ordenado.
20 Dentro da arca, ele guardou as
tábuas da aliança, introduziu os varões para o transporte da arca e pôs, sobre
ela, a cobertura, a tampa da expiação. Em seguida, levou a arca para a
Habitação e estendeu a cortina, isolando a arca da aliança, conforme o Eterno
havia ordenado.
22 Ele pôs a mesa na Tenda do
Encontro, no lado norte da Habitação, do lado externo da cortina, e arrumou o
pão diante do Eterno, conforme ele havia ordenado.
24 Pôs o candelabro na Tenda do
Encontro, diante da mesa, no lado sul da Habitação, e preparou as lâmpadas
diante do Eterno, conforme ele havia ordenado.
26 Moisés pôs o altar de ouro na
Tenda do Encontro, de frente para a cortina, e queimou incenso aromático sobre
ele, conforme o Eterno havia ordenado.
28 Ele pôs a tela na entrada da
Habitação.
29 Depois, levou o altar das
ofertas queimadas até a porta da Habitação, a Tenda do Encontro, e apresentou
ofertas queimadas e ofertas de cereais, conforme o Eterno havia ordenado.
30 Em seguida, posicionou a bacia
entre a Tenda do Encontro e o altar e a encheu de água, para a lavagem ritual.
Moisés, Arão e seus filhos lavaram nela as mãos e os pés. Sempre que entravam
na Tenda do Encontro e, antes de servir no altar, eles se lavavam, conforme o
Eterno havia ordenado a Moisés.
33 Por último, ele ergueu a cerca
do pátio em volta da Habitação e do altar, pondo a tela à entrada.
Com isso, Moisés concluiu sua tarefa.
34 A nuvem cobria a Tenda do
Encontro, e a glória do Eterno enchia a Habitação. Moisés não podia entrar na
Tenda do Encontro, pois a nuvem estava sobre ela, e a glória do Eterno enchia a
Habitação.
36 Sempre que a nuvem se levantava
da Habitação, o povo de Israel partia, mas, se a nuvem não se erguesse, ninguém
levantava acampamento. A nuvem do Eterno ficava sobre a Habitação durante o dia
e, de noite, havia fogo sobre ela. Estava sempre visível a todos os israelitas
em suas viagens."
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